O sertão é o sozinho, é dentro da gente, está em todo lugar. Deus e eu no sertão.
quarta-feira, 28 de junho de 2023
O império do tempo
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
Recortes & Rascunhos I - Partes inteiras
Triste palco
Meu palco
sem luz
À meia
luz
Ilumina
minha metade
E espera
minhas partes
Para eu ser
todo
Não se
vive um monólogo
Agonia I
Aperto em meu peito
Uma agonia esmagadora
Falta ar, falta vida
Falta meu pequeno
Agonia II
Acompanha essa minha agonia
A falta de minha pequena alegria
Que cresce longe de minha companhia
Amor que dói
Meu silêncio é todo amor
Mas também lembranças de dor
Recortes & Rascunhos II - Lágrimas
Chuvas e lágrimas
Chuva cai lá fora
Minhas lágrimas aqui dentro
Ambos escorrem
Lavam
Levam dores
Regam lembranças
Tempo e desconstrução
Eu, por um momento
Volto no tempo
Desconstruindo maldades
Com sólidas verdades
Preenchendo o vazio
Com amor
Mágoas e
lutas
Mágoas
geram dores
Que geram
sofrimentos
Que criam
raízes
Que
corrói e destrói
Que
enlouquece
Mas o
morto ainda vive
E luta
Fria e seca
Não nasci pra esse mundo
De covardes e mentirosos
A ****@ fria e seca
Jogou o jogo da mentira
Manipulação e morte
Porque nunca teve amor
Nem de berço
Nem o meu
Recortes & Rascunhos III - Partidas e Despedidas
O equilibrista
A vida vale a pena
Mas eu entendo a dor e a necessidade
De quem antecipa sua partida
Travessia
Pego o trem
Desta vez da partida
E parto como se já não precisasse chegar
Meu lugar não está na partida
Nem na chegada
Vivo o pouco que me resta
No meio dessa louca travessia
Recortes & Rascunhos IV - Amore's
Êxtase
Minha pior e maior embriaguez
Foi a de amor
A melhor também...
Vento
Bate o vento sobre a pele
São toques sutis
Que a saudade me trouxe
O equilibrista II
Entre a dor e o amor
Entre a saudade e a solidão
Amar e não poder amar
Desejar e realizar
Somente no sonho
Ao morrer para a realidade
Solitude
Amo em silêncio
Na solidão de meus desertos
Sorrio em meio às dores
Choro quando as luzes se apagam
É aí que eu me acabo
Morro
E por destino, insistência ou penitência,
Às vezes renasço
Águas
Pudera eu
simplesmente ser água
Seguir
para o rio
Do rio
para o mar,
Ser eu em
meio a tantos
E de
repente
Nessa
imensidão de água
Te
encontrar
E me
afogar
Vida por trás das vidas
A dor que o sorriso esconde
O tempo do amor que espera
São vidas paralelas e de essência
Em meio ao caos da aparência
