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quarta-feira, 28 de junho de 2023

O império do tempo


"Não vivo por vitórias, pelo menos não aquelas que movimentam a sociedade em busca de um pódium de superioridade. A vitória consiste em estar bem, feliz, realizado, amar e sentir-se amado. É clichê mas, a vida é uma vitória diária. Quero apenas vivê-la." (05/03/23)


"Não escrevo para me livrar do tédio do tempo, essa espera eterna pelo amanhã. Escrevo para expressar o amor, para chorar em palavras, cada dor... Escrevo porque o que acontece nas linhas e entrelinhas de cada pensamento, me ajudam a superar os tormentos." (10/04/23)


"Tenho medo em voltar. Voltar no tempo em que me aprisionei, me desfiz, me perdi e me reconstruí. Mas, quando volto a dor não se vê. Ela me tira o chão, a visão. Prefiro então não sentir onde estou. Prefiro a dor física, a do corpo, a do cansaço e da fadiga, irrigada de suor e sangue. Ela ajuda a situar-me na realidade e na vida." (12/06/21)


"Nossos piores momentos nos define..."

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Recortes & Rascunhos I - Partes inteiras



Triste palco

Meu palco sem luz

À meia luz

Ilumina minha metade

E espera minhas partes

Para eu ser todo

Não se vive um monólogo 

 

Agonia I

Aperto em meu peito

Uma agonia esmagadora

Falta ar, falta vida

Falta meu pequeno

 

Agonia II

Acompanha essa minha agonia

A falta de minha pequena alegria

Que cresce longe de minha companhia

 

Amor que dói

Meu silêncio é todo amor

Mas também lembranças de dor

 


Recortes & Rascunhos II - Lágrimas



Chuvas e lágrimas

Chuva cai lá fora

Minhas lágrimas aqui dentro

Ambos escorrem

Lavam

Levam dores

Regam lembranças

 

Tempo e desconstrução

Eu, por um momento 

Volto no tempo

Desconstruindo maldades

Com sólidas verdades

Preenchendo o vazio

Com amor

 

Mágoas e lutas

Mágoas geram dores

Que geram sofrimentos

Que criam raízes

Que corrói e destrói

Que enlouquece

Mas o morto ainda vive

E luta

 

Fria e seca

Não nasci pra esse mundo

De covardes e mentirosos

A ****@ fria e seca

Jogou o jogo da mentira

Manipulação e morte

Porque nunca teve amor

Nem de berço

Nem o meu

 


Recortes & Rascunhos III - Partidas e Despedidas



O equilibrista

A vida vale a pena 

Mas eu entendo a dor e a necessidade

De quem antecipa sua partida

 

Travessia

Pego o trem 

Desta vez da partida

E parto como se já não precisasse chegar

Meu lugar não está na partida

Nem na chegada

Vivo o pouco que me resta

No meio dessa louca travessia

 



Recortes & Rascunhos IV - Amore's



Êxtase

Minha pior e maior embriaguez 

Foi a de amor

A melhor também...

 

Vento

Bate o vento sobre a pele

São toques sutis 

Que a saudade me trouxe

 

O equilibrista II

Entre a dor e o amor

Entre a saudade e a solidão

Amar e não poder amar

Desejar e realizar

Somente no sonho

Ao morrer para a realidade

 

Solitude

Amo em silêncio

Na solidão de meus desertos

Sorrio em meio às dores

Choro quando as luzes se apagam

É aí que eu me acabo

Morro

E por destino, insistência ou penitência,

Às vezes renasço

 

Águas

Pudera eu simplesmente ser água

Seguir para o rio

Do rio para o mar, 

Ser eu em meio a tantos 

E de repente

Nessa imensidão de água

Te encontrar 

E me afogar

 

Vida por trás das vidas

A dor que o sorriso esconde

O tempo do amor que espera

São vidas paralelas e de essência

Em meio ao caos da aparência