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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Tempos de busão: Piraju X Ourinhos (SP)

Momentos atrás recordava-me um período de trabalho e faculdade quando ainda morava em Piraju, interior de São Paulo. Trabalhava durante o dia e viajava em média 130 quilômetros, entre ida e volta, de segunda à sexta até a cidade de Ourinhos onde cursava Administração de Empresas. Foram sacrificantes cinco anos, de 94 a 98, mas que valeram muito a pena. Dificuldades das mais variadas possíveis, muitas histórias e amizades que se eternizaram.

Por conta da minha cidade natal não ter Faculdades ela disponibilizava ônibus que transportavam os alunos às escolas técnicas e faculdades situadas nas cidades vizinhas: Avaré (SP), Ipaussu (SP), Ourinhos (SP), Marília (SP) e Jacarezinho (PR). Óbvio que não era de graça. Havia um custo repassado aos usuários do transporte. E mais óbvio ainda imaginar que a maioria dos que necessitavam do ônibus eram jovens que se autossustentavam.

Vale lembrar, com muito orgulho e respeito, que estudei em escola pública nos antigos primeiro e segundo grau, Moreira Porto e Nhonhô Braga, respectivamente. Excelentes professores e claro, não dava para ter a simpatia por todos mas, sem exceção, foram excelentes no cumprimento de seu dever. Uns mais profissionais, outros mais amorosos e aqueles que possuíam os dois adjetivos.

Penúltimo ano de faculdade ou o último talvez. Não lembro ao certo e também não tem muita importância. Estávamos num período de eleições municipais e devido à dificuldade em saber se haveria ou não apoio da prefeitura para contratar uma empresa de ônibus para transportar os alunos às cidades vizinhas nos anos seguintes, mesmo tendo 100% do custo repassado a nós usuários, resolvemos criar uma comissão e questionar os candidatos.

A preparação foi ótima. Na verdade arquitetamos um debate na Casa da Cultura. Posso dizer que a preparação foi melhor que o resultado. Sempre assim, a escalada da montanha traz mais experiência entre cansaço e prazer do que a chegada ao topo propriamente dita. Nós, que tomamos a frente do evento, crescemos enquanto pessoas e literalmente exercemos o papel de jovens cidadãos. Lutamos pelo nosso interesse e pelo de todos os estudantes que utilizavam o serviço de transporte, mesmo não tendo o comparecimento de 10% deles. 

Mas, ainda não era essa a lembrança maior. Não me contendo, pra variar, assumi a responsabilidade num determinado ano, talvez o de 97 ou 98. Enquanto "coordenador do busão" todo final de mês eu fazia um relatório dos dias úteis que utilizaríamos o transporte no mês seguinte e as devidas contas para se chegar ao valor que cada usuário deveria desembolsar. Apresentava o resultado ao então responsável da época, o Sr. Pedro Rocha. Pelo que me recordo, nunca tivemos divergência no quesito valores e o mesmo resultado era apresentado à toda galera do busão.

Era de costume, pelo menos ouvi isso de algumas pessoas, que o coordenador do ônibus não pagava a sua mensalidade. Como ele já assumia toda a responsabilidade em estar à frente das situações, inclusive participar de reuniões com o responsável da prefeitura e intermediar o diálogo entre usuários e a máquina administrativa, seu benefício era estar isento do pagamento. Como o ônibus tinha um preço fixo mensal, acredito que o valor acabava sendo rateado pelo restante dos colegas. 

Sendo assim, quando resolvi assumir a bronca, tivemos uma proposta diferente. Não havia um pagamento mensal fixo. Pagávamos pelos dias úteis utilizados e o valor era razoavelmente variado, mês a mês. Por isso era necessário fazer as contas antecipadamente. Tínhamos um valor de viagem diária. Desse valor multiplicávamos pelos dias que utilizaríamos e desse montante dividíamos pelo número de usuários. Um outro porém: haviam alunos de várias escolas e com calendários letivos variados, o que acarretava uma certa dificuldade na elaboração do custo mensal. No final, foi bom para todos. 

De tudo isso posso dizer hoje, com muito orgulho, que eu paguei todas as mensalidades no período em que estive à frente do busão. As planilhas eram apresentadas a todos. Estava à mostra para quem quisesse conferir. Claro que haviam possibilidades infinitas de burlar as regras, dar um jeitinho, pagar de malandro e deixar de cumprir com a minha parte, afinal eu estava assumindo uma função que me demandava tempo e dor de cabeça. Mas, honrei com meus amigos, colegas de transporte e principalmente com minha consciência. 

Hoje posso contar ao meu filho e dizer o quanto foi bom optar por fazer diferente. Consciência tranquila e a certeza de que fiz a coisa certa em prol da maioria, mesmo sendo essa maioria pessoas que não eram do meu convívio diário. 

Aos meus amigos do busão e do provão:
Cristiane, Carla, Flamínio, Flávio, Cristiano, Soraia, Valdir. 

* Foto: 1º Grito dos Excluídos realizado pela Pastoral da Juventude - Piraju-SP - 07/09/1999.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Aos mestres com carinho - III



Professor. Professores. Então, após dar um passeio no tempo e recordar com saudade sobre os primeiros passos da alfabetização mergulho no presente dessa semana. Dois momentos ímpares que me fizeram pensativo. Ainda mais. Agradecido também.

Segunda feira, último dia de novembro. Estávamos na cantina da faculdade, eu, alguns amigos e o professor Márcio Fernandes, doutorando em Filosofia na USP, que abre o livro "Cá de dentro" e nos lê o poema "Ecos do Tempo". Indescritível a sensação de ouvir o seu pensamento recitado pela boca de um Mestre. Interessante o sentimento que ele depositou ao encontrar-se nessas linhas. Gratificante tudo isso.

Já na terça feira, primeiro dia de dezembro, aconteceu a última avaliação do 5º período do curso de Teologia. Ao me dirigir para entregar a prova o professor Antonio Jacaúna me disse que precisava de umas "Doses diárias" de poesia, de Drumonnd, Quintana. Imaginei que sua vontade tivesse sido despertada ao ler alguns dos meus poemas. A surpresa maior foi quando ele olhou em meus olhos e disse "escrevo porque escrevo". Assim caiu a ficha que ele estava literalmente me dizendo frases do meu livro "Cá de dentro". Fiquei sem palavras e só soube sorrir desconcertado. Gratidão!

No texto anterior citei as minhas primeiras professoras. Neste, comentei sobre dois professores do meu atual curso. Em comum, eu estava apenas escutando. E justamente por isso a frase do Rubem Alves no final deste escrito. Creio que a mesma surpresa ao conseguir escrever e ler as primeiras letras se deu neste outro momento que ouvi minhas poesias recitadas em outras vozes.


Minha admiração é eterna por todos os professores. Admiração! Óbvio que empatia é algo à parte que não se impõe, apenas flui natural ou não.  Encontrei profissionais, mestres, doutores aos quais tive a oportunidade de partilhar meus escritos. A todos vocês, professores do curso de Teologia, que dividiram momentos ímpares em nosso espaço sagrado, simplesmente meu muito obrigado!



sábado, 5 de dezembro de 2015

Aos mestres com carinho - II



Professor. É arte. É dedicação. É amor. Há quem assim nasceu. Dom total. Há quem se esforce para ser bom profissional nessa arte. As vezes dá certo. Em sua maioria não. 

A experiência dessa semana me remeteu ao passado. Começo então pelo passado para achegar-me ao presente. Antes de aprender a ler e a escrever a gente ouvia o professor ensinar. Há também quem teve um apoio extra em casa para o início da alfabetização mas nada comparado aos professores. Esses são mágicos, místicos, tem poderes. Creio que a tarefa mais difícil se deu no pré e no antigo primeiro ano. Minhas professoras foram Márcia Leão e Leni, respectivamente.

O que se via na lousa da Escola Moreira Porto não passavam de rabiscos. Era interessante, legal, e por vezes complicado fazer o contorno adequado conforme cada letra desenhada no quadro. Os primeiro garranchos eram os piores. Muito tempo depois eu me recordo com saudade daquela época, das artes e dos meus ídolos. Sim, são ídolos. E por ter tido o privilégio de tê-los em minha vida, em vários momentos quis fazer o que eles fizeram: ensinar com arte e amor. 

Mas, hoje concluo que talvez não seria uma boa ser professor. Não quero ser ídolo. Quero tê-los apenas. São únicos e a eles me reverencio toda vez que penso na minha história de educação escolar, quando os encontro e também nas possibilidades que a vida me proporciona de conhecer outros mestres nessas doces travessias. 

Gratidão eterna!

* Continua no próximo sobre o "presente".




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Pra quando for a hora...


Eu vejo mensagens de despedida
Para quem partiu desta vida
Vejo declarações comoventes
Com imagens de um luto indecente

Eu vejo o adeus na boca do humano 
Tão vazio, sem sagrado, sem profano
Vejo, porém, atitudes idealmente surreais
Quando se trata de outros animais

De minhas quimeras, que se façam partes
Em cinzas, me devolvam com arte
À terra, um pouco sob a lápide fria
Para as rezas e os ritos, silêncio da travessia

Outra parte, aos pés de uma roseira
Às águas do Panema, meu rio, uma terceira
E por último nas águas desta terra em que estou
Aonde amei o amor e o amor me amou

Eu sugiro uma bela canção
Nas vozes dos meus amigos do coração
Recitem versos, os meus preferidos
E dispensem aquelas falácias dos meus esquecidos

Abominarei, de onde estiver, e vou
Qualquer menção de quem nunca se importou
E o velho discurso de que fora uma pena não ter ficado
Mais pena é saber de que em vida não fora lembrado

Expulsem a chicote os ausentes
Deixem-me em paz com os meus presentes
Não permitam, eu peço, por favor
Nenhuma lágrima de falsa dor

A herança será o que eu fui, a minha história
E nas entrelinhas jazerá a minha memória
Travessia de um deserto penoso e feliz em flor
Vou aonde há de ser, com fé, saudade e amor

* Para este dia dispensem as tecnologias!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Lá do interior

 * Vó Iolanda (in memoriam) e eu.

Eu sou lá do interior
Onde a gente era livre na rua
Não havia qualquer temor
Do raiar do sol à chegada da lua
E nessa rua que tinha de tudo e era bonita
Galo e galinha, cachorro e gato
Moleque soltando pipa
Esconde-esconde no meio do mato

Brincar de polícia e ladrão
Era a minha preferida
Mãe da rua e soltar balão
Rolimã sem freio na descida
Minha bicicleta era a Pantera
Pneus largos e pesada
A gente juntava uma galera
Apertava campainha e corria na pedalada

Eu sou lá do interior
Onde a rua era uma segunda casa
Quando chegava a noite no tempo de calor
A molecada sob a luz do poste se ajuntava
Jogava dama na calçada
Futebol no asfalto e amarelinha
Bom mesmo era o kichute na pelada
E uma corrida até a pracinha

Em toda casa tinha uma criança
Algumas tinham três ou mais
Conhecia toda a vizinhança
Suas casas e seus quintais
Não haviam muros entre as casas
Apenas cercas velhas com buraco
Por cima do muro se proseava
E ninguém invadia o espaço

Eu sou lá do interior
Onde tinha novena nas casas
Canto, prece e louvor
E a gente lá rezava
A rua era um universo em cor
De meninos correndo co'alegria
Cada um tinha seu sonho maior
E nunca faltava a estripulia 

Daqueles tempos tão saudosos
Guardo nomes e lembranças
Gente de coração bondoso
Que me viram tão criança
Aquela rua em que eu cresci
Guardo no pensamento de menino
Lá sim eu fui feliz
É a saudosa rua Delfino


* Minha bisavó Francisca (in memoriam)
eu e minha avó Iolanda (in memoriam)

Aos Jarrões

*Foto, da esquerda para a direita:
Parte superior: Gustavo, Ailton;
Em pé: Maycon, Alex, Fábio, Neyhilton
Retratista: Ricardo


Era uma turminha da pesada
Que na verdade eram duas
Da rua de cima e da de baixo
Cada uma na fachada sua

Corre daqui, corre de lá
Perseguidor e perseguido
Ora correndo feito mocinho
Outra vez como bandido

Não havia mistura nem papo
Mas sobravam esbarrões e encarada
Foram tantas tretas na rua
E uma hora acabou em porrada

Um dia, por fim, tudo parou
Tinha um centro que era de lazer
Como dizem as velhas frases
Foi o esporte que fez acontecer

Jogo de vôlei ao sol do meio dia
Só tinha água da torneira
Sem misturar as turmas da correria
Pra'guentar a tarde inteira

Os finais de semana se intensificaram
Não havia prosa entre as duplas
Não tinha mais briga de rua
Mas no vôlei permanecia a disputa

As barreiras se rompiam
À medida de cada partida
Já havia muitos sarrinhos
E a parceria pra toda vida

De arqui-inimigos a colegas
De amigos a irmãos
Essa tribo já tinha suas regras
Jogar vôlei e entornar o canecão

Uns comiam com farinha
Outros bebiam só um tantaço
Uns jogavam com bronzeador
Outros chapados e bebaços

O tempo passou e a amizade cresceu
Passeios, festas e baladas
E até nova correria aconteceu
Com as duas turmas do mesmo lado

Cada um seguiu seu caminho
E a turma então perdeu o contato
Mas o tempo não apagou
A história daquele retrato

O que um dia selou
Não tinha como se romper
O mesmo tempo que também separou
Fez de novo tudo acontecer

Ex-rivais, agora amigos
São irmãos do coração
São os frutos de uma era
É a Turma do Jarrão

* Foto, da esquerda para a direita:
Em pé: Neyhilton, Alex, Ailton, Fábio, Wilson, Gustavo;
Agachados: David, Ricardo;
Retratista: Maycon.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"The my heroes"


Apesar de não gostar da americanização do nosso bom e rico português, hoje abri uma exceção intencionada. "Os meus heróis" veio de encontro ao pensamento que me fez velejar numa simples pergunta recebida ainda no primário, na E.E.P.G Dr. Joaquim Guilherme Moreira Porto (Piraju-SP). Creio que do pré ao quarto ano todos os mestres indagaram e incentivaram os alunos a pensar: "O que você quer ser quando crescer? Desenhe, escreva."

Alguns dias atrás, assistindo um programa de domingo na TV, ouvi uma pesquisa feita com crianças para saber o que elas queriam ser quando crescer e porquê. A maioria entrevistada, não me lembro a porcentagem, falou que queria ser "lixeiro" e todas por um simples motivo: "eles correm, pulam e se agarram no caminhão, brincam e são felizes". 

Ainda nesta semana, percorrendo o trajeto para a faculdade, deparei-me com a típica cena daqueles atletas que correm praticamente durante toda a sua jornada de trabalho para retirar os lixos das portas de nossas casas. Tal cena me fez lembrar da pesquisa assistida na TV e aí aquele momento de maturação do pensamento em que as ideias e viagens entre o passado e o presente começam a tomar forma na "caixola".

A habilidade desses homens é tanta que passam correndo a pé num ritmo acelerado, pegam as sacolas ou megapacotes nas lixeiras e arremessam no caminhão em movimento. Quanta habilidade! Velocista, maratonista, saltador de obstáculos em movimento, diga-se de passagem, arremessador ou atirador com o alvo também em movimento, equilibrista [...]. Na maioria das vezes, invisíveis aos nossos olhos.

Voltando para a pergunta que um dia me fora dirigida numa sala de aula "o que você quer ser quando crescer?", pude resgatar com afinco quais eram minhas respostas preferidas. Não sei se o porquê da escolha das profissões na ocasião seria o mesmo de hoje, mas vou arriscar. Lembro de três opções que tinha como resposta: bombeiro, professor e lixeiro. Cada uma com sua particularidade: o bombeiro porque salva vidas; o professor porque os meus eram ótimos, inteligentes, cativantes e sabiam como ninguém a arte de ensinar, e ensinar com amor; e o lixeiro, simplesmente pela alegria com que passavam correndo na rua da casa dos meus avós. Toda vez que escutava o caminhão do lixo se aproximando, corria até o portão para que aqueles artistas pudessem então fazer uma graça. Lembro do rosto de alguns e que minha avó sempre servia-lhes um cafezinho.

Claro que o tempo passou e os caminhos escolhidos não me levaram a nenhuma dessas três profissões. Porém, sei que fizeram parte do alicerce dos meus sonhos, da formação do meu pensamento e, principalmente, da minha infância. Carrego comigo um respeito mais que especial por estes profissionais e valorizo muito o que eles representam na sociedade e na vida de cada cidadão. 

Esses são "Os meus Heróis":





sexta-feira, 22 de março de 2013

Sabedoria e Títulos


Dispenso as regras engessadas que por vezes alienam os que dela se fazem reféns sem a devida interpretação. Particularmente, prefiro as artes: que dispensam comentários, pois se fosse necessária a explicação partiria para um discurso; que permitem até os que não tem a cultura diplomada apreciá-la tal como é, tal como podem fazer, tal como são em sua essência, cultos por origem.


Meu avô, caso ainda morasse nessa terra, diante de sua sabedoria que não veio das cadeiras escolares, quiçá das universitárias, quando se foi já conseguia escrever seu nome por inteiro. Era ímpar a inteligência que um homem "não letrado", mas culto em seu saber, carregava em si ao longo de sua existência. Era portador de uma sabedoria regada de simplicidade e humildade, itens mais que suficientes, os quais que lhe dava a razão necessária para administrar sua casa e os seus. Dispensado dos diplomas e títulos, tenho certeza, teria a palavra certa... Pena, não está mais aqui!

As regras copiadas aqui, frutos de estudos, de nada servem aos que não tem tanta cultura, tal como dito por outros. Cultura, sabedoria e inteligência podem se complementar tanto quanto percorrer caminhos paralelamente tênues. Eis o cuidado que os letrados devem tomar! Ou, na verdade até servem, mas só para expor que sabes procurar a razão das leis diante de cada assunto. Meio arrogante, eu creio!

Existem mais doutores, talvez até colegas na profissão que com certeza riem do exibicionismo. Ganha-se, nada mais nada menos que, um auto-elogio - de si para si - tal como "Narciso" diante do espelho. Dispenso ler enciclopédias também. Elas servem para pesquisa, seja a Barsa, seja o Google. Tudo hoje é Ctrl+C e Ctrl+V. Os alunos contemporâneos que o digam! Humildade e sabedoria são mais parceiras e a inteligência é fator que agrega às pessoas que têm valores e não é determinante para classificar os que são cultos e os que não são!

Prefiro nomes, autores de culturas que não vem alicerçadas em regras e palavras feitas, que não dispensam suas origens mas que abrem mão de seus títulos, que não riem nem menosprezam os que trilham caminhos diversos. Prefiro errar na escrita mas acertar na essência do pensamento. Prefiro parecer um "sem letras" a desforrar arrogância diante do que aprendi nos laboratórios da vida e suas universidades. Prefiro nomes como "Sarapiá", ilustre ser que já ganhou tempo e dedicação de artistas, virou crônica, virou retrato e que gostava mesmo era de ser chamado de Durvalino... Dr Durvalino é merecido! Nem melhor, nem pior, apenas diferente...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Rio Paranapanema eu te quero vivo!" - frases e pensamentos






(19/09/11)
‎"A ESCOLHA É UM DIREITO. ASSUMIR AS CONSEQUÊNCIAS É UMA OBRIGAÇÃO, AS VEZES DE GOSTO AMARGO."

"Minha posição está na defesa do Rio Paranapanema, doa a quem doer!!!"


(19/09/11)
‎"A CONTRAPARTIDA QUE EU ESPERO É QUE A JUVENTUDE ABRA OS OLHOS, SE POSICIONE E NÃO SE ACOMODE COM AS SITUAÇÕES IMPOSTAS DE CIMA PARA BAIXO."


(19/09/11)
‎"SE VOCÊ NÃO TEM O CONHECIMENTO DA CAUSA CORRE O RISCO DE ESTAR APENAS ILUDIDO, MENOS MAL, POIS AINDA HÁ TEMPO DE RECONHECER O ERRO E REFAZER O CAMINHO, MAS SE VOCÊ CONHECE O CAMPO QUE ADENTRA E O FAZ POR LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE, SABENDO DOS RISCOS E PREJUÍZOS A TERCEIROS, A UMA CIDADE, À NATUREZA, APENAS POR UMA ILUSÓRIA PROMESSA QUE NÃO DÁ NENHUMA GARANTIA FUTURA, ENTÃO, LAMENTO... ESTAIS CORROMPIDO..."

"Rio Paranapanema, eu te quero vivo!!!"


(19/09/11)

sábado, 17 de setembro de 2011

A natureza geme em dores de parto (CF 2011)

“Filhos desta terra que permitem sua invasão e destruição,
Não esqueçam este berço em que vocês nasceram
Não esqueçam os pés que outrora aqui pisaram
Não esqueçam as mãos que por aqui calejaram
Não esqueçam aqueles que em vós confiaram
Não se rendam aos encantos de quem promete
Não se curvem nas intenções de quem não tem cara
Não se iludam, a hipocrisia se porta bem

Aderir à esta falsa moral
É entregar não só a natureza de mãos beijadas
Mas trair o seu povo, seu berço, sua história
É pensar, de forma egoísta, apenas em sua glória
Judas pagou um alto preço por seus atos
É lembrado como o maior traidor de todos os tempos
Preferível o anonimato mas honroso
Que a fama ao preço de uma traição
Prefiro acreditar que estejam apenas iludidos a corrompidos...”

"Em prol do meu povo pirajuense que luta em meio à politicagens contra a possibilidade da construção de uma nova usina. Não bastasse, os atletas da seleção brasileira de canoagem, sendo alguns filhos desta terra, estão favoráveis à esta nova usina..."


Ailton Domingues de Oliveira

(17/09/11)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Frases & Pensamentos IV



01/07/11 - "No Sonho, na Fé e na Luta...
Ontem, 30/06/11, na celebração dos primeiros mártires romanos que levaram até o fim a fidelidade ao projeto de Jesus, pensei em quantas lutas já travamos até hoje, na individualidade ou no coletivo, no silêncio ou nas ruas. Tantos adolescentes, jovens, leigos, consagrados que dedicaram e dedicam sua vida a este mesmo projeto, seja com os idosos, excluídos, operários, estudantes, sem-teto, jovens, adolescentes, enfim... Ontem ainda, na missa, no momento da comunhão, em pensamento procurei comungar com 'cada um', em especial com os que estão vestindo a camisa na defesa do Rio Paranapanema (Piraju-SP), que não só embeleza a cidade, mas que também dá vida... faz a vida florescer...”

sexta-feira, 25 de fevereiro de 1994

Piraju - Peixe Amarelo


Cidade maravilhosa

Toda cheia de história
Hoje, ouvimos suas prosas
De seus filhos que estão na memória!

Minha cidade natal
Aqui temos poder
Contra ti, ninguém fará mal
Mesmo que tenhamos que morrer!

Cidade turística
Por natureza és linda;
Repleta de coisas místicas
Nesta beleza que nunca se finda!

Aqui eu nasci
Aqui mesmo morrerei!

Muitas vezes eu sorri;
Muitas vezes eu chorei!


Minhas paixões aqui eu achei
Minhas angústias aqui passei
Meu amor aqui encontrei
E aqui mesmo eu o afirmarei!

Meus erros aqui cometi ;
Minhas vitórias aqui eu consegui;
Por burradas, aqui eu sofri;
Minha vida, eu comecei aqui!

Mesmo longe, estarei perto
Trarei você junto, comigo!
Minha vida será deserta
Sem ter ao lado meus grande amigos!

Por uma razão eu sempre lutei
E agora que encontrei
Meu amor eu deixarei...
Saudades, desde já, eu sentirei!

Em você me aventurei
Em você eu cresci
Em você eu estudei
De você, um dia parti!

Como tudo na vida passa
Vocês também me esquecerão
Onde quer que eu vá
Os levarei bem aqui no coração!

A saudade não existiria
Se não existisse a distância
Esquecer este paraíso, eu não conseguiria
Pois, aqui trago desde a minha infância!

Aos meus amigos um breve adeus
A minha família um abraço apertado
Um triste-singelo carinho ao amor meu
E um beijo apaixonado!

Aos meus patrões um eterno agradecimento...
A comunidade eu devo o meu saber...
Apenas quero neste momento
Um ombro amigo pra desabafar o meu sofrer!

Ah! minha cidade querida
Nunca, nunca te abandonarei
Pois, em ti, está a minha vida
E o verdadeiro amor que encontrei!

De ti, eternas lembranças
De uma nova vida, muitas esperanças
De um coração ferido, uma triste despedida
Para mim, um obstáculo a passar, na vida!



Mantido em sua originalidade, datado de 25/02/1994.