O sertão é o sozinho, é dentro da gente, está em todo lugar. Deus e eu no sertão.
domingo, 14 de agosto de 2022
"A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer"
sábado, 9 de abril de 2022
Antessalas
quinta-feira, 3 de março de 2022
Cansaços
Cansaços meus ...
Cansado de esperar o tempo
Um tempo que corta feito navalha
Que vai sangrando aos poucos
Dia após dia
Você não morre de uma vez
Vai deixando de existir de dentro pra fora
Vai perdendo o brilho, o encanto
A esperança começa a ficar cada vez mais distante
E você se encontra num deserto de silêncio e
solidão
Seu riso é caricatura rasurada
Inventada por um minuto de sobrevivência
O pensamento está preso
O corpo se movimenta pela necessidade
Não mais pela vontade
Tudo é demorado
Tudo são lembranças de um recente passado
E migalhas de esperança de um tempo sonhado
Feito areia no tempo
Que o vento carrega pra longe
Uma tempestade de esperas
Sem paisagens
Só miragens
Sem verdades
Só maldades
Sem vaidades
Só...
Contradições de um deserto
Que aplica golpes de visão
Quando se pensa estar perto de uma fonte
A resposta se esconde atrás de outro monte
E a caminhada se torna mais e mais difícil
Tão desgastado eu sigo
Aqui dentro, lá fora, sem abrigo
Só o tempo que me corta feito navalha...
terça-feira, 25 de janeiro de 2022
Caixa de ferramentas
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
Recortes & Rascunhos I - Partes inteiras
Triste palco
Meu palco
sem luz
À meia
luz
Ilumina
minha metade
E espera
minhas partes
Para eu ser
todo
Não se
vive um monólogo
Agonia I
Aperto em meu peito
Uma agonia esmagadora
Falta ar, falta vida
Falta meu pequeno
Agonia II
Acompanha essa minha agonia
A falta de minha pequena alegria
Que cresce longe de minha companhia
Amor que dói
Meu silêncio é todo amor
Mas também lembranças de dor
quarta-feira, 14 de julho de 2021
Eu não sou forte mas minha família é
quarta-feira, 7 de julho de 2021
Esquinas da vida
quinta-feira, 1 de julho de 2021
Meu luto, muitas lutas
Quanto tempo faz
Tanto tempo se passou
Entre a dor que me
define
E o que de mim sobrou
A espera do que é meu
Meu pensamento
vagueia sem rumo
Perdido entre o tempo
de agora
E o que me resta
nessa demora
Entre fios de
esperança
E uma intensa agonia
A espera que se faz
por amor
É também uma sentença
impiedosa
Esperar é
viver,
Ter que sobreviver
Viver para
esperar,
Por simplesmente amar
Vivo o luto da
distância
E a dor da ausência
Com minhas lutas
diárias
De sangue, suor,
lágrimas: amor
É somente e tudo o
que eu tenho
A dor que por vezes
me cega
Vem carregada de
indagações
E indignação
Maldade e injustiça!
Quantas noites sem
dormir
Quantos abraços
sonhados
Quantos carinhos
imaginados
E quantas lágrimas ao
despertar para a realidade
Aos poucos,
lentamente,
Fui obrigado a
desfazer algumas arrumações
Guardar um pouco das
lembranças
Para suportar essa
espera
Tentei mascarar minha
agonia, minha dor
Não deu...
Precisei de ajuda,
muita ajuda
Para suportar essa
espera
Espera de saudade,
por amor...
Sinto sua falta meu
bebê...
domingo, 21 de março de 2021
Preces sob o tempo, sobre o rio, a Deus
Quando penso no tempo
No que já foi e no que há de vir
Sinto-me como um rio
Que passa por entre margens
Redescobrindo paisagens
Contornando obstáculos
Seguindo seu destino
Mesmo sem visualizar o caminho
Mas sabendo do fim
Reencontrando com o mar
Voltando para casa
Se o mar é Deus
Que minha casa seja o céu
E que lá, quando me achegar
Eu possa misturar-me com outras águas,
Almas antigas e queridas
Fartando-me de saudosos abraços
E de água, de lágrimas...
Quando penso no tempo
Olho pelo caminho das águas
Toda a travessia
Em noites enluaradas
Manhãs de sol
Bem como os dias sombrios
E as noites escaldantes
Momentos em que o rio
Quase agoniza
Sem forças para prosseguir
E em algum momento
Do céu vem o retorno
Vem água, a chuva, a esperança
E os leitos se enchem
E tornam a vida ao seu redor
Menos sofrida, mais alegre
Mais viva
Quando penso no tempo
Olho para o horizonte
E vislumbro novos sonhos
Sonhos repletos de sentimentos
Esses que não cabem no peito
No leito
E transbordam para além de si
Para além da terra, da alma
E o maior de todos os sonhos
É o de reencontrar-me
Com outras águas de minha própria fonte
Este que ainda corre pequeno
Inocente, sereno...
Quando penso no tempo
Nesse tempo de agora
Por vezes, sem forças
Nem coragem de prosseguir
Sigo também empurrado
Por outras águas, outras almas
Rios irmãos que correm comigo em
paralelo
Ora se cruzando na travessia
E dando força na correnteza
Ou apenas sendo minha única força e
certeza
Ora sendo conduzido pela memória e
esperança
Para fortalecer as águas
Que nasceram de minhas entranhas
E então seguirei em paz, pelo amor
Em todas as estações
Celebrando o reencontro
Reencantando-me com as águas dos
meus...



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