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domingo, 14 de agosto de 2022

"A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer"



Das coisas boas dessa vida
Não gosto de passar vontade
Um café com prosa dividido
Com pessoas de verdade
Gosto da brincadeira de aventura, uma leitura
E no café um pedacinho de rapadura
Sou fã das coisas simples
Feitas com amor e intensidade
Arroz e ovo são banquetes
Que dispensam aparências e vaidades
Das minhas preferências
Sempre foco na essência
E dispenso a frieza das aparências
Mas se tem algo que me realiza
Que sempre carreguei 
Pra onde quer que a alma vai
É a alegria que me causa
Essa certeza de que nasci para ser Pai




sábado, 9 de abril de 2022

Antessalas

O medo cresce enquanto a hora marcada se aproxima. Imagino que essa seria a nossa sensação se soubéssemos o dia exato de nossa travessia final. O ambiente de espera aparenta não deixar o ponteiro do relógio girar. Não estou só. Ao meu lado está minha irmã. No meu coração, meus filhos, sentimentos, saudades, esperança. E, por mais que seja um simples procedimento, segundo a própria medicina, o medo de não voltar para as pessoas que amo é grande. A vida é boa, apesar dos obstáculos e contratempos. Meu nome é chamado por um senhor, o maqueiro. Sou conduzido para um quarto para me preparar. Banho, roupão de hospital e maca. Um atraso de mais de hora possibilitou-me um cochilo e isso de certa forma me tranquilizou. Minha irmã sempre junto. Novamente sou chamado. Dessa vez era chegada a minha vez. Deitado na maca sou conduzido por corredores até chegar numa antessala. Nesse momento me despeço da minha irmã. Um aperto por estar só. O pensamento sempre conectado pelo amor e pela saudade. O maqueiro abre uma fresta de uma porta de vidro à minha frente e fecha outra porta atrás de mim. Acima dessa porta tem um crucifixo. Sinal de fé, esperança, proteção, algo que não se explica, apenas se sente. Imagino quantas pessoas passaram por essa porta. Quantas puderam retornar para suas vidas. Quantas partiram (...). Ambiente frio e silencioso. Fixo meus olhos no crucifixo. O momento me permite uma reconexão: amor e saudade, vontade de viver, de lutar, reencontrar. Peço, diante desse silêncio, para que tudo ocorra bem. Penso fortemente em meus filhos, no amor (...). Enfermeiras passam por mim. Cruzam de uma porta à outra e me cumprimentam. Todas atenciosas. O local necessita disso, de atenção, de cuidado, de empatia, de força, necessita mais do que excelentes profissionais, mas de pessoas extremamente humanas. Enfim chega a pessoa que vai me conduzir até o centro cirúrgico. A enfermeira pega uma prancheta que está aos meus pés na maca, pergunta meu nome e verifica meus dados. Tudo certo. Ela abre a porta de vidro e enfim sou conduzido para o meu destino, o centro cirúrgico. Luzes fortes, extrema claridade, muitos aparelhos e acessórios, cinco enfermeiras, anestesista, cirurgião e assistente. Cenário perfeito de um filme. A anestesista fala comigo. Novamente verifica meus dados. Ela recebe um aviso de que em breve a minha cirurgia começará. Então, me prepara para a anestesia, a geral. Muita movimentação. O cirurgião brinca para relaxar. Tudo se volta e se resume nesse tempo: fragmentos intensos da vida e da memória. A saudade aperta. O medo de uma partida iminente incomoda. Medo de partir sem despedir (...). Um esforço interno para encontrar um pouco de tranquilidade por fora. Penso em meus avós (...). Não me sinto só. O clima está muito frio e eu recebo um cobertor. "Braços ao longo", foi essa a expressão usada pela enfermeira, conforme o pedido do médico. A anestesista termina o preparo de uma dose que será injetada em minha veia. Uma enfermeira coloca agulha na veia da mão. O líquido injetado dói. A anestesista coloca uma máscara em meu rosto e pede pra eu respirar profundamente. O cheiro é forte, remete a um éter. Começo a ficar sonolento. Reclamo da dor em minha mão. Minha voz fica fraca, minhas pernas adormecem. Um adormecimento estranho vai tomando conta do meu corpo. Sou orientado a focar na respiração e a fechar os olhos. Meu esforço ainda consciente para manter-me acordado é em vão. Não resisto... Não consigo... Não dá... Tudo escurece enquanto perco meus sentidos. Segundo o tempo do relógio, foram quase três horas apagado, sem noção da realidade, da vida, nada. Um sono profundo e silencioso. Acordo com uma voz me chamando. Estou de volta. A vida continua e a luta também. 


quinta-feira, 3 de março de 2022

Cansaços

Cansaços meus ... 

Cansado de esperar o tempo

Um tempo que corta feito navalha

Que vai sangrando aos poucos

Dia após dia

Você não morre de uma vez

Vai deixando de existir de dentro pra fora

Vai perdendo o brilho, o encanto

A esperança começa a ficar cada vez mais distante

E você se encontra num deserto de silêncio e solidão

Seu riso é caricatura rasurada

Inventada por um minuto de sobrevivência

O pensamento está preso

O corpo se movimenta pela necessidade

Não mais pela vontade

Tudo é demorado

Tudo são lembranças de um recente passado

E migalhas de esperança de um tempo sonhado

Feito areia no tempo

Que o vento carrega pra longe

Uma tempestade de esperas

Sem paisagens

Só miragens

Sem verdades

Só maldades

Sem vaidades

Só...

Contradições de um deserto

Que aplica golpes de visão

Quando se pensa estar perto de uma fonte

A resposta se esconde atrás de outro monte

E a caminhada se torna mais e mais difícil

Tão desgastado eu sigo

Aqui dentro, lá fora, sem abrigo

Só o tempo que me corta feito navalha...

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Caixa de ferramentas





Ao ler um texto de Rubem Alves, "Presente", do livro "Ostra feliz não faz pérola", senti a semelhança da história com algo que vivi junto ao meu filho Felipe, que hoje está praticamente às vésperas de seu 18º aniversário. 

No texto um menino recebe uma enxada de presente quando completa 5 anos de idade. Meu filho Felipe, ao longo de seu crescimento, pode me acompanhar em algumas invenções e construções e aos 15 anos dei-lhe uma caixa de ferramentas.

O menino do texto de Rubem Alves recebeu ali não um instrumento que o induzisse ao trabalho precoce, mas o legado de sua família que vive no e do campo. Foi como passar o bastão, o bastão da responsabilidade, do orgulho de pertencer àquela família e àquele lugar, orgulho literalmente da origem. Seus pais, tios e avós também receberam uma enxada da mesma forma.

Felipe, meu filho, depois de me acompanhar nos sonhos e projetos, recebeu de minhas mãos aquilo que representaria a minha história, as minhas raízes. Independente dos diplomas que ele venha a adquirir, haverá de se lembrar sempre de suas origens. Simplicidade, dedicação e amor. Essa é a nossa essência.

Eu sempre gostei de aprender, de fazer e acontecer, inventar, reciclar, criar, e tudo isso principalmente através de coisas e objetos descartados e que não se utilizam mais. Encontrar beleza onde ninguém mais olha. Dar leveza e sentido em detalhes que o mundo ignora. Esse é um diferencial em nossa coexistência de Pai e Filho.

Rubem Alves sempre me desperta para as maravilhas do simples, do profundo, da poesia perdida nas belezas descartadas pela correria e pelas tecnologias.

A semelhança nos gestos ao dar o presente aos filhos, tanto o menino que recebeu a enxada como meu filho que recebeu a caixa de ferramentas, são gestos que se perpetuam no amor, que dispensa preços mas está carregado de valores eternizados em nossas vidas.

Eu tenho guardado comigo algumas ferramentas que foram dos meus avôs. Verdadeiras relíquias que foram empunhadas por homens íntegros, justos, honestos e dignos. Nessa caixa de ferramentas eu dei muito mais do que meros objetos de utilidades para o dia a dia do meu filho. Dei-lhe sentimento de pertença, a continuação da nossa história e do nosso legado. Dei-lhe o meu carinho e amor, e onde quer que esteja, na profissão que escolher, vai usar as ferramentas certas da mesma forma, com dedicação, amor e justiça. Passei-lhe o bastão da confiança regado de amor e poesia e um dia também será passado ao Joaquim. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Recortes & Rascunhos I - Partes inteiras



Triste palco

Meu palco sem luz

À meia luz

Ilumina minha metade

E espera minhas partes

Para eu ser todo

Não se vive um monólogo 

 

Agonia I

Aperto em meu peito

Uma agonia esmagadora

Falta ar, falta vida

Falta meu pequeno

 

Agonia II

Acompanha essa minha agonia

A falta de minha pequena alegria

Que cresce longe de minha companhia

 

Amor que dói

Meu silêncio é todo amor

Mas também lembranças de dor

 


quarta-feira, 14 de julho de 2021

Eu não sou forte mas minha família é


Nunca foi fácil, mas confesso que nunca foi tão prazeroso como agora. A maturidade e a sabedoria que o tempo propicia na travessia permitiu-me enxergar as diferenças como oportunidade para aparar as arestas daquilo que se excede em nós.

Ao invés de me preocupar com o que se derrama de nós, tenho focado naquilo que nos completa, nos sacia, nos motiva a prosseguir e divinamente nos contempla com o bem maior do amor e do cuidado com o outro.

Procuro a cada dia desapegar-me daquilo que um dia em nós, por nós e de nós causou dor. O passado deve permanecer lá. Lembranças vêm, mas só devem ser permitidas no campo da aprendizagem, jamais para ressuscitar a dor. Novamente a vida nos dá a oportunidade de sermos mais e melhor. Mais unidos e melhores do que já fomos. 

Meus braços e pernas, assim considero você, minha mãe. Tem me levado e me guiado por caminhos que eu não conseguiria andar só. Uma escalada rumo ao topo, da verdade, da justiça e por todo o amor que há em nós. Em dias difíceis você me dá sua presença, ao seu modo. Quando lhe faltam palavras, o teu silêncio é de fé e de força. Suas lágrimas rolaram junto às minhas em dias desesperadores.

Muitas vezes falta-me a vontade de continuar, até mesmo de me cuidar, de levantar a cabeça, mas por você tenho me motivado, expressado a minha gratidão e a vontade de cuidar de você. E assim, te ver melhor, te ver sorrindo... Não sei o que o tempo futuro nos reserva, mas sei que lá na frente teremos boas histórias pra contar, pra cantar...

Nessa jornada, entre altitudes e abismos, o que sei e posso afirmar é que talvez eu não seja tão forte, mas sei que minha família é. E ela, é tudo o que eu tenho. Família de sangue ou de laço, do berço ou da vida, não importa. Sinto que me ressignifico em pedaços e partes que se ajuntam e assim formam o meu todo. Cá estamos nós, unidos, juntos e seguindo em frente. 

Meus filhos dividem os compassos do meu coração. Minha irmã, a minha mais pura razão. Dos que se foram, guardo o sentido, a sabedoria herdada e a convicção de honrar todo o legado por eles deixado. Meu pai, a inspiração que não se explica. Tantos nomes, tantas histórias, amizades que me impulsionaram a continuar, formaram a forte costura, o elo entre minhas partes.

E o meu sentimento, a minha melhor poesia, continua a compor versos entre o sol e a lua, vivendo no jardim secreto da minha alma, corpo e pensamento, completando o valor da minha existência e o sentido da minha vida.

"Eu não sou forte, mas minha família é! E ela é tudo o que eu tenho." É com essa frase que me elevo em pensamento e sentimento, fortaleço meu ser e revigoro a força da minha existência, da minha fé e resgato a coragem para continuar a travessia. 

De tantos falsos e desmedidos apontamentos, do lado de quem não recebeu amor por parte daqueles que deveriam lhe proteger no seio familiar, entendi que, talvez, eu não tenha palavras para me expressar a minha dor e indignação mas o importante mesmo é o que as pessoas que me conhecem pensam e me respeitam e, por isso, estão ao meu lado nessa jornada.







quarta-feira, 7 de julho de 2021

Esquinas da vida


Seguia meu trajeto de carro, pelo mesmo percurso de sempre e parei num semáforo. Aguardando o tempo, pensando, observando. O bom de se passar pelo mesmo lugar é que você passa a observar os detalhes da paisagem e as pessoas que circulam por ali. Sabe que pela manhã a senhorinha sai para varrer as folhas caídas em sua calçada. O senhorzinho leva seus cachorros para um passeio. Casais retiram o carro da garagem. Os garis começam sua rotina de trabalho deixando as calçadas limpas. Cada um na sua rotina. 

No semáforo um homem de meia idade vende gominhas. Ele passa por entre os carros oferecendo. Na calçada, seu filho de 6 ou 7 anos também oferece doces para os veículos mais próximos. Ambos são cordiais, educados e mesmo de máscaras percebo o olhar humilde e singelo de quem cumpre com seu trabalho de forma digna e honrosa. O filho, companheiro de seu pai, trabalha com o mesmo empenho. Chama cada motorista em seu veículo e oferece seu produto. Sente-se feliz por isso. Trabalhando, ajudando seu pai. 

Na calçada estavam seus pertences. Duas mochilas, uma do pai, outra do filho. Todo o suor, dever, esperança carregados em poucas coisas. O descanso, o momento para um gole de água, a própria refeição se dão ali, debaixo de uma árvore que sombreia calçada e parte da rua. Ali é o seu reduto sagrado para se ganhar o pão. O pai não tem vergonha de vender doces no semáforo. O filho sente orgulho de seu pai. É tudo notável. Respeito e dignidade no olhar.

Como o carro estava na faixa que beirava a calçada fui abordado pelo menino. O vidro do meu lado já estava abaixado. Acabara de comprar pão de queijo na padaria. Estavam quentes e eu já vinha degustando pelo caminho. Seguia observando o trabalho do pai e o movimento do filho que se espelhava nele. O menino então me oferece seu docinho. Naquele momento, desprevenido, não pude contribuir para o trabalho de ambos, mas ofereci pão e queijo quentinho. E esse foi o momento ímpar.

- Não tenho dinheiro amiguinho, mas você gosta de pão de queijo?
- Gosto sim!
- Você aceita pão de queijo quentinho?
- Aceeeito! Muito obrigado.
- Por nada...

Nossos olhares se sorriram. Ele correu para contar e mostrar para o seu pai. A luz verde do semáforo me fazia prosseguir. E eu só pude ver pelo retrovisor o sorriso do pai e um sinal de positivo enquanto ele agradecia: "Deus abençoe!" 

É uma cena corriqueira, cotidiana a qual nos deparamos diariamente. Pessoas nos diversos cruzamentos dos grandes centros e bairros movimentados fazendo esforços em busca do auto sustento e o dos seus. Peças de veículos, frutas, doces, malabares, encontramos de tudo nas esquinas da vida. E o que eles têm em comum é a necessidade de sobrevivência, a coragem de correr atrás, a dignidade em forma de simplicidade, e poucos olhares atentos que se voltam para eles.

De tudo, nessa cena, ficam o olhares, da criança e do pai. Olhares que foram literalmente a minha benção do dia. Pai e filho, numa esquina qualquer em busca do pão... Juntos, felizes e unidos...

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Meu luto, muitas lutas



Quanto tempo faz

Tanto tempo se passou

Entre a dor que me define

E o que de mim sobrou

A espera do que é meu

Meu pensamento vagueia sem rumo

Perdido entre o tempo de agora

E o que me resta nessa demora

Entre fios de esperança

E uma intensa agonia

A espera que se faz por amor

É também uma sentença impiedosa

Esperar é viver, 

Ter que sobreviver

Viver para esperar, 

Por simplesmente amar

Vivo o luto da distância

E a dor da ausência

Com minhas lutas diárias

De sangue, suor, lágrimas: amor

É somente e tudo o que eu tenho

A dor que por vezes me cega

Vem carregada de indagações 

E indignação

Maldade e injustiça!

Quantas noites sem dormir

Quantos abraços sonhados

Quantos carinhos imaginados

E quantas lágrimas ao despertar para a realidade

Aos poucos, lentamente, 

Fui obrigado a desfazer algumas arrumações

Guardar um pouco das lembranças

Para suportar essa espera

Tentei mascarar minha agonia, minha dor

Não deu...

Precisei de ajuda, muita ajuda

Para suportar essa espera

Espera de saudade, por amor...

Sinto sua falta meu bebê...

 


domingo, 21 de março de 2021

Preces sob o tempo, sobre o rio, a Deus



Quando penso no tempo

No que já foi e no que há de vir

Sinto-me como um rio

Que passa por entre margens

Redescobrindo paisagens

Contornando obstáculos

Seguindo seu destino

Mesmo sem visualizar o caminho

Mas sabendo do fim

Reencontrando com o mar

Voltando para casa

Se o mar é Deus

Que minha casa seja o céu

E que lá, quando me achegar

Eu possa misturar-me com outras águas,

Almas antigas e queridas

Fartando-me de saudosos abraços

E de água, de lágrimas...

 

Quando penso no tempo

Olho pelo caminho das águas

Toda a travessia

Em noites enluaradas

Manhãs de sol

Bem como os dias sombrios

E as noites escaldantes

Momentos em que o rio

Quase agoniza 

Sem forças para prosseguir

E em algum momento

Do céu vem o retorno

Vem água, a chuva, a esperança

E os leitos se enchem

E tornam a vida ao seu redor

Menos sofrida, mais alegre

Mais viva

 

Quando penso no tempo

Olho para o horizonte

E vislumbro novos sonhos

Sonhos repletos de sentimentos

Esses que não cabem no peito

No leito

E transbordam para além de si

Para além da terra, da alma

E o maior de todos os sonhos

É o de reencontrar-me

Com outras águas de minha própria fonte

Este que ainda corre pequeno

Inocente, sereno...

 

Quando penso no tempo

Nesse tempo de agora

Por vezes, sem forças 

Nem coragem de prosseguir

Sigo também empurrado

Por outras águas, outras almas

Rios irmãos que correm comigo em paralelo

Ora se cruzando na travessia

E dando força na correnteza

Ou apenas sendo minha única força e certeza

Ora sendo conduzido pela memória e esperança

Para fortalecer as águas

Que nasceram de minhas entranhas

E então seguirei em paz, pelo amor

Em todas as estações

Celebrando o reencontro

Reencantando-me com as águas dos meus...


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Joaquim

Nosso Joaquim.

E de repente a gente se pega assim em êxtase, admirando e contemplando, buscando palavras para expressar um universo de emoções guardadas ao longo dessa espera. Mas, maior do que o desejo das palavras são as lágrimas da alegria.

Nove meses se passaram e por vezes nos pegamos sonhando com este encontro. Quando vimos seus olhinhos pela primeira vez toda a angústia, toda a dor, todo o medo se traduziram em alegria. Tudo valeu a pena.

Joaquim, você é uma dádiva em nossas vidas. Papai, Mamãe e Felipe, seu irmão, ansiávamos por tua chegada. São muitas histórias pra te contar e tenha certeza que nós estaremos ao seu lado sempre. 

Te amamos.

17/09/18