O sertão é o sozinho, é dentro da gente, está em todo lugar. Deus e eu no sertão.
quinta-feira, 4 de abril de 2024
Só não fui amor pra mim
segunda-feira, 1 de abril de 2024
1º de abril
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024
Relatos literários - "Sorria, você está sendo lido"
Essa semana um senhor entrou aqui no meu trabalho. É a segunda vez. Um homem de boa conversa, simples no vestir mas com assuntos que dariam horas e horas de prosa. Rico em sabedoria de vida, experiente na travessia, belo em conhecimento. O tipo de pessoa que a gente não percebe o tempo passar quando estamos juntos dela. Fala com o corpo e olha nos olhos. Apesar dos trajes simples e sujo, é um construtor que dispensa ostentação. Ele sabe que é travessia e que nesse mundo somos uns pelos outros. Ao se despedir, pegou esse pequeno livrinho nas mãos, abriu, leu, fechou e colocou de volta no lugar. Olhou-me e disse: "Esse livro faz toda uma diferença aqui na empresa. Livros fazem a diferença. Quem chegar, se não estiver de bom humor, já vai se monitorar ao ver isso aqui. Pode espantar energias ruins. Parabéns!"
Relatos Literários - "Nunca é tarde para aprender"
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
E quem disse que deu certo?
Por outro lado, deu certo sim. Deu certo enquanto houve reciprocidade, enquanto durou e até o momento em que não houve danos colaterais.
Teo ΑΩ
Psic Ψ (acadêmico)
@teologia_para_insatisfeitos
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
O sequestro de Deus
quinta-feira, 12 de maio de 2022
Crítica: "O último xamã"
O filme "O último xamã"
(Netflix) é simplesmente excelente! Na verdade é um documentário muito bem
produzido. O protagonista é um jovem, filho de médicos americanos que, em
determinado ponto da vida entra numa fase de forte depressão. Em busca de
sentido para sua vida, de ressignificação de valores, de luta por sobrevivência
contra seus demônios interiores, ele segue em busca de diversas alternativas
para prosseguir com sua jornada. Ele mesmo estipula uma norma para si num tempo
determinado para que consiga sair desse buraco, desse poço que o consome cada
vez mais. Se em 10 meses não houver melhora, ele estaria decidido a tirar sua
própria vida. Os relatos são preciosos e verdadeiros. Em vários momentos fiz
uma comparação com fatos da minha própria vida. Muitas vezes passamos por
verdadeiros desertos (tempo de silêncio e solidão), tempos de travessias
(caminhos certos, incertos, obstáculos...), ou em busca de um sentido maior
para nossa existência (já leram "Em busca de sentido", de Viktor
Franklin?), busca de respostas para muitos fatos e acontecimentos que nos
perturbam o pensamento, a memória, coisas entre filhos e pais, talvez. E, é
justamente isso que na maior parte dos relatos fica nitidamente explícito. A
última parada desse jovem rapaz é uma aldeia onde ele experimenta a
"ayhuasca". Ele deixa claro que esse chá em si não faz mágica. Eu
considero que o tempo que ele se retirou em seu próprio deserto de silêncio e
solidão, em busca de respostas e libertação, em busca de seu eu (ouçam a música
"Caçador de mim" de Milton Nascimento), foi o ato mais importante.
Vale muito a pena assistir e refletir.
O que te faz sentido? Riqueza, status, dinheiro, poder? Qual o critério para ser feliz? O que é ser inteligente? Qual o padrão da inteligência? Sabedoria ou inteligência? Não ter complexo de inferioridade. Não precisar provar que você é inteligente. Reprogramar-se. Não tenho que me provar nada, não tenho essa ambição de provar que eu sou inteligente ou provar que eu sou bem sucedido.
“O xamã Pepe é alguém que olha o mundo e não vê matéria desprovida de espírito. Ele vê vida em tudo. Ele vê uma inteligência tecer o seu caminho pelo nosso corpo através das pedras, árvores, universo, cosmo inteiro. Uma inteligência que vai muito além de qualquer coisa que o homem seja capaz de entender ou compartilhar.
Preciso 'voltar para casa' e organizar tudo o que aprendi aqui, para fazer as pazes com os lugares de onde eu vim. Eu não estou aqui para dominar o mundo. Eu não estou aqui para ser alguém grande. Eu estou aqui para ser uma pequena parte de algo muito maior que eu e isso é libertador. Eu encontrei um lugar de paz dentro de mim. Acho que desde que eu aprenda a viver neste centro de paz, eu acredito que todo o resto vai voltar.
Tive que passar de reagir ao plano dela, de suas mentes. O seu plano para fazer isso não tava funcionando. Mas o que me fazia continuar era o coração deles.
A ayhuaska não deve ser idolatrada. Não
acho que a ayhuaska dê coisa alguma que já não exista dentro de você. E
essa foi uma mensagem dada a mim pelos espíritos das plantas. Que a chave está
dentro de mim para fazer qualquer coisa que for preciso para ficar bem. Apesar
de não ter sido curado sinto que eu tinha voltado com vontade de viver.
Um dia de cada vez. (James)”
sábado, 9 de abril de 2022
Crítica: "Um sonho de liberdade"
Enquanto os guardas realizam sua busca, Andy se faz passar por Randall Stephens e visita vários bancos para retirar o dinheiro lavado, em seguida envia o livro de contas para um jornal local como prova da corrupção em Shawshank. A polícia chega na penitenciária e prende Hadley, o guarda chefe, enquanto Norton comete suicídio antes de ser pego.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
1000 x foda-se
Enfim chegamos à marca dos 1000 escritos, ou 1000 postagens. E sabe o que isso significa? P***a nenhuma!
Por outro lado, têm coisas que não me tiram a tranquilidade: tecer críticas de viés religioso, os exageros de maneira geral, principalmente sobre a minha religião, e também sobre política. Apenas penso que, de maneira laica e sem envolvimento político, se o assunto em questão traz benefício para todos então merece elogios, do contrário, não poupo críticas, tampouco o uso de qualquer palavra, por mais pesada que seja. Foda-se!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Ragnarök, Gênesis e Apocalipse.
O Ragnarök, destino final dos deuses segundo a mitologia nórdica, tem muito em comum coincidência com o Gênesis e o Apocalipse do cristianismo. A eterna batalha entre bem e mal que acontece no mesmo momento em que o mundo se consome em destruição são prenunciadas em ambos, tanto quanto o recomeço utópico que se dá após cada catástrofe.
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
O futuro num passado presente
"O ano é 2020.
O caos tornou-se uma realidade. A ditadura já havia ganhado a cabeça das pessoas. As eleições nem mesmo tinham acabado e a onda de violência já era noticiada. O presidente eleito até tentou conter os ânimos durante o primeiro mês. Só que a situação saiu de controle. Os apoiadores da ditadura sentiam-se não apenas no direito mas no dever de caçar e punir qualquer opositor que se manifestasse. Esse ainda era o ano de 2019.
Medo e insegurança nos olhares das pessoas. Sair de casa era um risco de não voltar mais. Grupos radicais faziam rondas por todas as ruas e bairros de cada cidade. Isso quando a própria polícia era quem reprimia descontroladamente a qualquer suspeito. Subversão e oposição ao sistema já era um crime.
Num dia de domingo fui abordado por policiais e automaticamente acusado de subversão. Minha família foi liberada para voltar pra casa, sem nada dizer, sem ter a quem recorrer. Nesse momento, o Estado era o dono da minha vida. O castigo era inevitável. Queriam, a todo custo, e por todos os meios, que eu assumisse uma culpa que não era devida. O meu silêncio custou caro, muita dor, muito sofrimento... e um fim iminente.
A pena de morte foi instituída nos primeiros meses do novo governo. Não precisava mais de um crime para ser penalizado e mandado para o abate. Bastava apenas pensar diferente... Esse foi o meu caso. Não deixei de escrever os pensamentos que iam de encontro ao sistema opressor. Não apenas eu, mas uma leva de companheiros e companheiras, tivemos o mesmo destino...
2019 foi considerado como o ano da caça as bruxas. Uma inquisição moderna que tinha alguns tentáculos religiosos unindo forças ao Estado. A minha sentença já era certa. Seria em praça pública, porém não mais numa fogueira, como na era medieval. Um tiro, por um soldado, ou por um lunático seguidor do governo que se habilitasse. Acredito que, no meu caso, haviam muitos interessados em apertar o gatilho, inclusive amigos e parentes.
Eu tinha direito a um último telefonema e desejei falar com o meu pai. Preferi que ninguém da minha família estivesse presente, mas fiz questão de me despedir e dizer que ele também foi iludido. Não tinha mágoa e por tanto não precisava perdoá-lo de nada, mas a dor que ele carregaria seria apenas dele... 'Adeus, Pai'. E meu corpo tombou numa praça em frente a uma capela."
PS.: Foi apenas um pesadelo, mas não estamos longe disso acontecer com pessoas que amamos.
quarta-feira, 23 de maio de 2018
A maior religião de todas
Todo templo é solo sagrado. Merece respeito. A ideia central de sua fundação parte do pressuposto objetivo de propiciar um caminho de salvação aos seus fiéis. Para seguir por este caminho de salvação e fazer parte da seleta gama de merecedores da eternidade celestial é preciso seguir as regras institucionais a risca.
No caso das religiões cristãs, em especial a Católica, uma questão que sempre se mantém no auge das discussões são os fundamentos por detrás das tais regras, principalmente quando confrontadas com o evangelho pregado em único tom maior: amor. Historicamente Jesus confrontou a religião de sua época que, não por acaso, estava conivente com o sistema político. Sua perseguição e morte são o resultado de seu questionamento público e de sua luta para mostrar um caminho alternativo, despojado de alienações institucionais e de falsas morais.
Calaram o homem, mas seus feitos ressoam pelo tempo e a história não deixa estancar o som de sua voz. Para ser seguidor das palavras deste Homem não é necessário hastear nenhuma bandeira institucional, tampouco fazer apologia ao uso abusivo das regras moralmente religiosas em nome dos bons costumes ou de um Deus castigador. Se Sua palavra última sempre foi "amor", então o respeito, o bom senso, a justiça, a igualdade e a luta pela paz são as palavras de ordem que seguem fielmente essa nota. O que parte fora disso é uma pseudotentativa de institucionalizar, manipular e alienar a fé alheia.
Para fazer parte de uma religião não é necessário fazer discurso de salvação, ou de moral religiosa, ou de diabos e tentações, usando como subterfúgio descabido o método de denegrir a fé alheia, principalmente quando a religião do próximo faz parte de uma minoria perseguida historicamente e o autor do pseudodiscurso é um midiático religioso.
Sou Católico, de berço, ainda. Gosto da minha religião. Acredito que seus princípios originais ainda permanecem no coração de uns poucos homens e mulheres de boa fé que agregam as características descritas acima (3ª frase). Esses poucos (as) também não deixam de ser uma minoria, porém consciente, dentro de um amplo contexto que se perde entre o tradicionalismo, o medievalismo, o extremismo, o fanatismo e outros ismos mais. A inocência, a ignorância ou a conivência (ou todas as opções anteriores) são características da maioria e, nesse caso, apontar o que de fato existe "dentro" de casa é o mesmo que anunciar uma guerra.
Mas entre calar em nome de uma pseudopaz institucional, que impõe silêncio aos fiéis e que não aceita questionamento ou contestações, e denunciar os absurdos em nome da religião, de suas regras institucionais ou do Deus castigador usado por ela, com certeza me coloco entre os que se mantêm em frente de batalha e alinhados com a necessidade de mostrar que todo humano é sagrado. Essa é a maior religião de todas.
Enxergar o sagrado no humano é mais do que obrigação religiosa, é o papel de quem hasteia qualquer bandeira de fé. Quer contribuir para um mundo melhor? Acolha, conheça, pesquise, procure saber a origem da religião, sua origem, sua história, seus ritos, aí, quem sabe, passamos a compreender a religiosidade que ali existe e deixamos de caçar um diabo que é apenas fruto de uma imposição histórica e uma perseguição religiosa.
terça-feira, 1 de maio de 2018
"Não concordo mas respeito"
"Tudo o que vai contra a 'vida' merece ser não apenas discordado mas principalmente denunciado. Religião que atenta contra esse princípio já deixou de cumprir o seu papel legítimo, se é que em algum momento de sua existência realmente tenha tido algum objetivo além da alienação ou da exploração ou de ambos". Essa foi uma das respostas dadas diante de algumas opiniões que surgiram controversas durante a discussão.
"Não concordo mas respeito" é uma saída estratégica pela tangente. "Não concordo mas fico quieto", "não concordo mas vou fingir que não vi nada", "não concordo mas não vou perder o amigo" creio que esses podem servir como sinônimos. Melhor mesmo é nem usar esse método como fuga de uma discussão acalorada e se não for pra contribuir com a mudança arcaica do cenário, que nem se manifeste. Denúncia faz parte, omissão não!
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Desatando antigos nós
Em termos de religião, a arte, a cultura e a educação tem sido religiosamente libertadoras e comprometidas com a vida. Já a religião, há muito perdeu-se de si e perdeu sua própria fé... Desatar um antigo nó, é desatar a nós mesmos.
terça-feira, 27 de março de 2018
Apocalipse: caos sem calmaria
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Entre poderes e loucos
Essa lei que escolhe a quem abater
Essa política que segrega e oprime
Esses políticos que trabalham para se manter no poder
Esse país de paralelos
Esse país de poucos
Esse país de mazelas
De marginais poderosos e loucos...
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Debandada das massas
Além dessas duas questões que abrem as fronteiras da dúvida sobre o que de fato aconteceu na história e acontece mascaradamente na atualidade, numa terceira visão, percebo que os senhores de escravo apenas mudaram de nomenclatura e a escravatura mudou de cara. Alguns, inclusive, usam o nome de Deus para implantar a sua ideologia de vida ou o seu sistema teológico de arrecadação, que depende dos ganhos gerados pela mão de obra escrava, alienada e massificada.
O tempo é sempre o melhor remédio, dizem-nos os mais antigos. E a maior novidade é que "nenhuma novidade se eterniza em primeiro lugar no seleto podium", pois num determinado momento será destronada por outra que será mais completa, mais abrangente. Em suma, o ciclo é rotativo. E essa rotatividade também acontece bem no centro do campo das religiões.
Há algo explodindo neste meio, o das massas. Muitas pessoas já se libertaram da culpa que as religiões mais antigas incutiam-lhes, quando procuravam sustentação espiritual e conforto em outras denominações que não fossem a sua de origem. Os líderes, não poucas vezes, condenavam e condenam os infiéis desgarrados que encontram seu caminho em outros templos. Esse medo gerado no âmbito das religiões já não afeta tanto. As pessoas evoluíram e passaram a compreender mais sobre Deus.
Nosso momento está voltado, principalmente, para o pluralismo religioso. E é justamente nesse ponto que evangélicos e carismáticos perdem força. Por um lado, as pessoas sentem a necessidade de se complementarem-se espiritualmente e nem sempre encontram e recarregam sua fé somente numa determinada religião. Por isso, cresce a busca constante por novidades que superem suas expectativas.
Em segundo lugar, os eventos neo-pentecostais evangélicos, seguido pelo evento carismático católico, elevaram e resumiram a relação busca-encontro-fé-graça (ou milagre) a um momento de pura emoção. Não que não existam resultados potenciais. A questão é que esse "boom" atingiu uma escala altíssima e, de tão alta, não há mais novidade no que se pode esperar. Em suma, as coisas simples ficaram de lado. Sempre se espera um portentoso encontro ou evento ou culto ou missa em que, ao se derramarem em lágrimas, estará certo de que obtiveram o milagre solicitado. Este encanto tem se quebrado gradativamente.
Há também uma terceira questão em evidência, líderes religiosos que não atingem o seu objetivo e fiéis que buscam sempre mais shows do que a essência das palavras são pontos que também podem levar a evasão da massa das igrejas.
E, em se tratando de debandada, as pessoas vão adquirindo experiência. Já não é uma palavra gritada pela boca de um líder religioso que tocará seu coração. De uma forma ou de outra, percebo que nesse pula-pula de denominação, elas também agregam conhecimento e, por vezes, desistem de seguir as leis dos templos tecendo o seu próprio caminho de diálogo com Deus.
Seja por qualquer um desses motivos, ou de outros não citados aqui, acredito que esses são passos importantes para a libertação das pessoas frente aos sistemas que tendem a massificá-las. Encerro então com outra velha e conhecida frase: "A Casa Grande pira quando a senzala se liberta!"
"Exija de Deus a sua parte"
Sim! É realmente com essa fala - "Exija de Deus a sua parte" - que o empresário-fundador-pastor da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) ministra suas pregações no altar de seu portentoso Templo de Salomão. Claro que há uma continuidade nessa fala que justificam-se os meios, os seus próprios meios: "...se você, enquanto cristão, fizer a sua." Basta um click no google e você terá um arsenal repleto de falas, mensagens, vídeos solicitando uma ajudinha dos fieis para as obras de seu Reino.
Exigir de Deus a sua parte enquanto o cristão fizer a sua, isenta a instituição e sua teologia de qualquer coisa que não dê certo na vida da pessoa, faz o indivíduo sair debaixo da saia do pastor. É uma jogada de mestre, não podemos negar, mas há controvérsias. A internet está repleta de pessoas que moveram ações judiciais contra a Universal por terem seguido a risca, doado tudo, e ficado na miséria. Por outro lado as falas dos designados bispos estão, além de inovadoras, cada vez mais abusadas. Pede-se cartões com senha, carros, casas, doações com valores altíssimos, dentre outras bagatelas.
Fazer a sua parte, essa é a máxima que os seguidores da IURD devem obedecer, ou seja, parte essa que não significa simplesmente atos de bondade e caridade e amor ao próximo. O objeto dessa fala está diretamente ligado às ações que as pessoas devem ter em relação à sua instituição, cumprindo todos os requisitos espírito-financeiros. Estão eles errados? Digo que não. Alienados, talvez. O que move aquelas pessoas é a fé, além do receio de não obterem a salvação por descumprir os desígnios do bispo Macedo e, ao contrário, ganharem a condenação eterna ao inferno. Mas sendo a fé um elo que liga a Deus, espero que Ele liberte os cativos e oprimidos das garras dos poderosos.
Edir é um cara inteligente, desenvolto, tem feeling para os negócios, visão-audição-lábia-olfato-tato devidamente aguçados. Construiu o seu próprio império, fruto do suor alheio arrancado em suas pregações alicerçadas na teologia da prosperidade. Dono, também, de um crescente e expansivo canal de TV. Sabe muito bem como entrar na mente do seu público fiel e colocá-lo em check com Deus.
Tem outros impérios em evidência por aí. Tomei a liberdade de falar apenas da IURD porque é uma das mais antigas e ainda em atividade crescente. Assembleia de Deus (Silas Malafaia), Igreja Mundial (Valdomiro Santiago), Igreja Internacional da Graça de Deus (RR Soares) são algumas das opções no mercado evangélico. Do lado Católico, temos algumas comunidades e movimentos, cito a CN (Canção Nova, fundada pelo Monsenhor Jonas Abib) e a RCC (Renovação Carismática Católica), ambas xerocópia do movimento neo-pentecostal.
Enfim, para finalizar essa cena, uma vez que as cortinas do show ainda não encerraram-se, devemos ter sempre em mente o livre-arbítrio, seja ele alicerçado pela nossa fé, pela nossa experiência de indivíduo em sociedade ou em ambas as situações. Sempre haverá um mentor para cabular a mente das pessoas porque nem todas estão preparadas para filtrar o conteúdo das mensagens enfadadas e deturpadas. A messe é grande, os operários são poucos, a matilha cresce deliberadamente e no momento existe um crescente número de lobos cercando ovelhas e conduzindo-as para um determinado pasto.
























