Mostrando postagens com marcador Anjo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anjo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Asas podadas renascem

Quis o destino lutar contra o tempo
Rasgou o limite do céu e secou o mar
Invadiu à espreita o sagrado do meu sertão
Fechou a cortina da janela de minh'alma
Cortou-me as asas e roubou-me o sonho
Sequestrou de mim, sem cautela, o vento
Para que o meu amor eu não pudesse alcançar
Enterrou minhas próprias lágrimas no ar
E na terra sangrou minha alma
Asfixiou os meus planos
E carregou minhas asas para longe
As asas do meu anjo por quem lateja o coração
Mas para onde quer que elas voem
Voltarão um dia para me buscar
Afinal, anjos não voam só
E o destino já fadado em seu próprio inferno
Não sobreviverá o suficiente para intervir no tempo
Asas podadas renascem e se abraçam para o voo eterno

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Desce do teu céu


Desce do teu céu
Singela ternura que irradia
Sei que escutas o meu canto
E entre acordes e melodias
Busco-te entre mortais e santos

Desce do teu céu
Percorrerei-te o corpo em dolo
E decifrarei em sonhos teus segredos 
Nesta travessia eu sigo solo
À esperar por seus beijos

Desce do teu céu
Que seja em sonho a te encontrar
Mas em tuas asas acordar
E saciar os teus desejos
Dissipando todo o medo

Desce do teu céu
Meu doce pecado 
Que eu preciso cometer
Tão ardente, tão sagrado
Paixão eterna, bem querer

Desce do teu céu
Doce anjo, minhas asas
O coração já bate em brasa
Teu beijo vim roubar
Aqui, sempre seu, o meu sonhar

Asas e sonhos

 
Carreguei-te em meus braços
Abracei-te com cuidado
Tão pequena, já com asas
Tão sublime tu me olhava
Teu amor, eras meu
Meu olhar, somente teu
Num piscar estavas grande
Num andar, tão desfilante
De mãos dadas em sobressalto
Entre sopranos e contraltos
Adentramos entre os olhares
E atravessamos pelos altares
Eu e você, amor profundo
Destino certo sobre o mundo
Eram asas...
Era um anjo...
Foi amor...
Foi um sonho...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dorme com Deus, anjo...

Imagem: Márcio Sotelo Felipe
"Nana  nenê 
que a cuca vem pegá
Papai foi na roça
Mamãe no cafezá..."


Ouço essa cantiga popular desde que me conheço por gente. Meus pais, meus avós principalmente, fizeram-na conhecida. Cantei para o meu filho e hoje ainda canto para minhas sobrinhas. Funciona como uma espécie de mantra. Tem a magia de sintonizar a criança para a leveza do sono.

A imagem acima trouxe-me de imediato a lembrança de infância. A primeira impressão é de que a criança está dormindo, exausta, após um dia de muitas brincadeiras. Alguém a tomou nos braços e entoou a canção em seus ouvidos. O cansaço fora tanto que não deu tempo de tirar seus sapatinhos. 

Mero e triste engano! 
O pequeno não está dormindo 
Não foi um dia de longas brincadeiras 
Não está em seu quarto
Não é sobre sua cama que repousa
Não repousa 
Sequer respira!
Sequer acordará entre os seus...
Estirado nas areias de uma praia
Seu corpo foi trazido pelas ondas
A vítima mais pura deste mundo
Inocência maltratada
Tardiamente tornara símbolo 
Das insanas e necessárias migrações
Das fugas das mazelas rumo a um futuro incerto
Que no sonho, pelo menos, hão de serem livres
No final, se nada der certo
Pelo menos não deixaram de arriscar
Essa tentativa, porém, custou caro
Não só o sonho, mas o sonhador em si
Não só a esperança, mas a única flor do jardim
Dorme com Deus, anjo...






Fotos: Reuters

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Anjo meu



Já deitado, vencido pelo cansaço e prostrado pelo mal da gripe que deixa o corpo surrado, acabei por fechar os olhos a dormir antes do meu filhote. Ele, ainda permanecia intacto e de olho vivo na TV do quarto, a curtir um filme de ação e comédia. 

Estávamos na minha cama. Depois quando ele dorme eu o carrego para a sua. Só que dessa vez não deu. Além da gripe que já recebeu um up-grade e chegou ao grau de sinusite, a garganta resolveu contribuir e doer. Noite daquelas!

Mas, nem tudo estava tão mal assim. Depois de uma soneca profunda e meio zonzo pelo peso do cansaço senti uma mãozinha macia a me tocar. Até que eu conseguisse sair daquele transe do sono pesado e cansado e identificar o que era real houve momentos que tudo parecia um sonho. Um anjo a me tocar impondo as mãos em minha cabeça e acariciar minha face, orando e rezando para mim. 


Quando acordei de verdade senti a mesma mãozinha a tocar meu braço em forma de carinho e cuidado. Meu Deus! Não havia mais ninguém ali além de mim mesmo e o Felipe, meu filho. Foi uma sensação mais que gostosa. Eu lembro de ter sorrido, comentado alguma coisa, desligado a TV e apagado novamente.

Hoje quando acordamos, logo tratei de perguntar se ele havia realmente me tocado. "Sim, papai, fiz carinho no seu braço enquanto você dormia." E dessa vez ele me mostrou como fez durante o tempo que dormi ao seu lado... Então tratei de dar aqueeeeeeeeeeele abraço apertado e deslumbrar-me nos braços do meu anjo que me leva em suas asas a voar pelo paraíso dessa vida. 

Apesar dos males do corpo, meu coração está feliz e minha alma em paz. Meu anjinho tratou de me guardar durante o sono e assim trouxe-me paz, amor e alegria nesse dia em que o corpo resiste ao tempo.

Meu filho, minha estrela, meu Anjo... Te amo menino!!!









sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Meu guerreiro São Miguel



"Vem
Anjo meu
Vem me buscar
Me leva por sob tuas asas
Para dentro das nuvens deste céu
Para entre os raios do sol
Sentindo a brisa
A refrescar
Vem

Amigo, anjo meu
Que me guarda noite e dia
A pedido de meu Deus
Cuida do que não vejo
Me socorre se me cego
Que eu veja em teus olhos
Que meus olhos sejam os teus

Anjo meu,
Guardião incansável
Virtuoso e amigável
Escudeiro deste meu céu
Guerreiro fiel
Meu querido São Miguel!"

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Anjo estava lá.



"Não era dia. A Lua se escondia.
Um garoto, adolescente, segurava um livro abraçando-o contra o peito.
Chamas o consumiam sem feri-lo por todo o seu corpo.
Ele não sentia a dor da queima. 
Não o queimava.
Eram chamas que não se viam.
Aquele livro era o Livro Sagrado.
Eu estava de frente, vendo tudo.
Apenas podia ver, sem nada fazer.
Em alguns momentos eu me sentia neste enredo.
Noutros eu tava num lugar de mero telespectador.
De repente aquele garoto parecia ser eu.
Eu, então, assim, me assistindo.
Vi asas lançando uma brisa sobre o garoto.
Ao mesmo tempo, ora assistindo, ora sendo eu a segurar forte o Santo Livro e a estar envolto por aquelas chamas, também as senti suavemente em meu rosto e em meu corpo, as brisas oriundas do balançar das asas.
As chamas se apagaram e então vi um cavaleiro que parecia um anjo segurando escudo e lança.
Montado em seu cavalo alado cavalgam rumo ao céu.
Vi que seu cavalo estava cheio de flechas lançadas pelos inimigos.
Tais flechas atingiam mas não feriam, nada causava.
O cavaleiro em seu cavalo tinham como missão apagar o fogo que não se via.
Uma verdadeira batalha espiritual.
Na terra, ao longe, do monte onde eu estava, vi um grande número de guerreiros.
Guerreiros sem rosto que lançavam flechas contra o cavaleiro que mantinha seu rumo ao céu.
Tais desafetos, então, se ajuntaram em forma de uma cruz.
Do lugar onde eu permanecia pude identificar a formação.
Eles estavam furiosos.
A cruz que eles formavam não lembrava em nada a Cruz do Salvador, Cristo Jesus.
Era uma cruz quadrada, bases largas e o centro afunilado, quase uma cruz de malta.
Por fim, a batalha foi vencida. 
Inimigos derrotados.
Não houveram feridos.
O Anjo a salvar o garoto, voltou para o seu posto.
E o sonho se acabou, assim..."

terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Do Coro das Virtudes"



"Santo Anjo,
Do Coro das virtudes
Que a maledicência que por vezes me circunda
Seja banida
De toda a minha vida
Para o abismo do mau, de uma vez por todas!

Santo Anjo,
Do Coro das Virtudes
Que a tua digna e honrosa presença ao meu lado
Seja força e coragem
Me eleve a devoção à Deus
Me reconstitua a Fé no Salvador, Cristo Jesus!

Santo Anjo,
Do Coro das Virtudes
Que a tua força e destreza divinas
Abram o caminho e removam os obstáculos do pecado
Para que o meu andar seja calcado
De segurança e de devoção sob a Luz de Deus que ilumina!"


Ailton Domingues de Oliveira
21/08/12

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Anjos da Noite - Missão

"...Anunciai, pois, a todos os povos e raças
Cantai em todos os cantos
Onde o desprezo assola e a miséria domina
Trazei de volta os encantos à vida, toda a vida
Fazei o amor frutificar
Curai as feridas do Meu povo oprimido
Adentrai as entranhas da escória
Trazei de volta ao convívio os que estão perdidos
Resgatai da sujeira do mundo
Os filhos e filhas...
Anjos de Luz que brilham à noite
É na escuridão que o mal surge
E é na escuridão que a Luz deve brilhar
Na morte de Cruz, sinal de amor,
A Cruz ficou para cada um
E fixou em seus ombros conforme sua capacidade...
Eis o Deus da vida
Eis o Cristo, a Luz
Eis o Cordeiro de Deus
Eis o nosso irmão e mestre, Jesus...
Anjos da Noite, avante!"

Ailton Domingues de Oliveira
(29/02/12)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ao meu anjo



"Você,
Um anjo em minha vida
Meus escritos são mensagens que brotam,
Como que de uma fonte ...
Sinto meu coração pular, pulsar
Em ânsia de viver...
Esse sou eu,
Um eu que jamais pensei ser...
Que Deus conserve suas asas.
Amém"

quarta-feira, 19 de agosto de 1998

Anjo de Luz


“Quando tudo parecia estar errado
E o mundo em mim se desabar
A tristeza e a angústia do meu lado
Tudo era motivo pra chorar

Sem destino comecei a caminhar
E de nada eu queria mais saber
Não tinha forças nem mais pra falar
Pedia até para morrer

Mas uma Luz brilhou, uma Luz brilhou
E um anjo apareceu
Segurou em minhas mãos
E tocou o meu coração
E uma voz ecoou, uma voz ecoou
Dizendo: filho meu, você é um escolhido
Não abandone esta missão

Senti meu coração acelerando
Naquele momento sagrado
E percebi alguém se aproximando
Uma criança, um anjo abandonado

Parando em minha frente
Estendeu sua mãozinhas machucadas
Dor e fome mostrava o seu semblante
Pés descalços caminhavam na calçada

E esta Luz que brilhou, esta Luz que brilhou
Que brilhou de Jesus
Iluminando meu caminho
Com seu amor e seu carinho
E esta voz que ecoou, esta voz que ecoou
Foi deste Anjo de Luz
Que veio pra dizer
Que jamais andei sozinho”

“Essa música foi inspirada num menino de rua, que naquele dia e momento, encontrava-se sentado à beira da calçada totalmente só... Tornara-se aos olhos dos caminhantes despreocupados um mero incômodo que atrapalhava a passagem...
Mistura-se então o drama do garoto que vive na solidão à mercê da vida e do destino e de um ser fictício que sofre na angústia de seus dissabores pessoais. Anjo de Luz é um momento ímpar de ‘repensar, reavaliar, acreditar, retomar a fé e aceitar a vida como presente único de Deus.”