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terça-feira, 23 de novembro de 2021

Aos mestres com carinho IV - Psico



E de repente um novo ciclo acontece. A travessia continua. E é no meio dela que a vida se tece e o que é bom se perpetua na história, na memória, no coração e na alma. E o que não nos serve e não agrega se desfaz pelo meio do caminho. A correnteza da vida se encarrega. É clichê mas também é fato que "a vida é feita de recomeços" e cá estamos nós fazendo e acontecendo, sonhando a realidade e realizando sonhos tecidos no auge da adolescência. Psicologia já é realidade na minha vida. 

Todo começo gera expectativas e receios também. Com certeza haverá superação de expectativas bem como frustrações ao decorrer de toda a jornada. E tudo poderá ser considerado como aprendizado e material para construções e desconstruções no futuro. Dependerá apenas da óptica, da sensibilidade para transformar, da paciência para lapidar e da vontade em melhorar. A imagem escolhida para este escrito tem tudo a ver com recomeço, esperança, novos olhares e possibilidades: despendurando as luvas, a bolsinha de canetas. 

Mais um clichê que "é o aluno quem faz a escola" também cai muito bem mas, vale ressaltar e dar ênfase que, entre as multiplicidade de personalidades profissionais que abordam sua disciplina de maneiras diversas e que, de certa forma, contribuem muito para o melhor desempenho do aluno, há algo a mais que eu diria que seria o diferencial.

Mas, antes de explicitar esse diferencial, vale considerar a empatia, a didática, o conhecimento que o profissional agrega, sua dinâmica, sua visão além da disciplina que permite ao aluno correlacionar vários saberes de outras ciências com a que ele ministra. Amor é a palavra mestra! Amor ao que se faz transforma a profissão e o profissional em si. Há uma energia que brota pela fala, pela emoção, pelo olhar de quem vive sua profissão não apenas como escolha e vocação, mas com um propósito muito além, o de possibilitar a transformação. E somente quem ama o que faz pode proporcionar isso, sendo luz, sendo caminho, e muitas vezes sendo companhia nessa longa travessia.

Quando optei por fazer Psicologia na Unitri, além da vontade imensa, do sonho da adolescência com essa profissão, do sentimento e da vocação que se materializam a cada dia e em cada aula participada até agora, preciso ressaltar a importância da pessoa que hoje está de Coordenadora desse curso: Marilane. Eu já disse isso pessoalmente a ela mas vale repetir: 90% da minha opção em ingressar na Unitri se deve ao fato de conhecer o trabalho dela desde outra instituição. Seu profissionalismo, sua dedicação ao que faz, sua competência e principalmente o amor envolvido é o que fazem toda a diferença e proporcionaram total segurança à minha escolha.

E assim, como sempre faço questão de lembrar dos "Bons Mestres" com muito carinho, desde a minha infância, das escolas que frequentei, das faculdades anteriores, quero eternizar aqui os novos profissionais por quem já carrego não apenas respeito e admiração, mas uma gama de saberes e novos olhares adquiridos através do que puderam propiciar e transmitir nessa nova etapa da minha vida. 

Então eu correlaciono esse início de um novo ciclo da seguinte forma: havia a minha vontade e o sonho e a dúvida de como realizar de uma forma que valesse a pena. Marilane foi o ponto fundamental para a minha escolha. Hoje, eu posso dizer que estou feliz, e me realizando em cada aula. Sei que o processo é longo, a travessia é árdua e repleta de obstáculos também, mas se antes havia uma motivação para entrar, hoje tenho várias para permanecer, e a principal se deve aos "Humanos Profissionais" que tive o prazer de encontrar: Prof.ª Lia, Profº Daniel e Profª Suziani. 

Professores, Mestres, Humanos, Profissionais... é divino poder falar do orgulho de tê-los em minha caminhada, como fonte de inspiração, como modelo de profissional e como exemplo de ser humano. Até aqui já valeu muito a pena! E com certeza levo um pouquinho de vocês para a minha vida e minha futura carreira. 

Todo encantamento precisa de um modelo inspirador. Lembro da minha professora do pré, D. Márcia, com muito carinho pela forma que tratava seus alunos. Lembro também da professora de Português e Literatura do antigo colegial, Ana Cristina, que me fez apaixonar pelo mundo literário, pela leitura, pela escrita perfeita, e assim me possibilitou um despertar pela arte de escrever. E agora, tenho vocês, que fazem parte da minha coleção de pessoas queridas e imortais. Obrigado Marilane, Lia, Daniel e Suziani. 

Tudo acontece num momento crucial da minha vida. Além da pandemia creio que cada pessoa têm suas próprias batalhas pessoais e suas guerras internas. Estou nesse barco também, enfrentado as marés, porém já não me sinto só. Creio que professores são heróis, mesmo sem saber. Eles têm poderes que desconhecem, mas quem é atingido reconhece o efeito desse poder. Assim que me sinto, recarregado de novas possibilidades, saberes e totalmente agradecido. Nesse mar furioso, eu já tenho mais controle do meu barco, vejo horizontes e terra firme, tenho esperança e me espelho em vocês.

Faço Psicologia em todos os sentidos possíveis, estudando, aprendendo, caminhando por onde a ciência já trouxe luzes, refazendo trajetos e redescobrindo possibilidades. Do mais, só posso dizer que estou feliz com essa escolha que me propiciou tantas descobertas.


"Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro!" - Belchior




" (...) Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido

De me apaixonar todo dia
E ser mais jovem que meus filhos
De ir aprendendo com eles
A magia de nunca perder o brilho

Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio deus
Viver menino, morrer poeta."

(Alma Nua - Vander Lee)

sábado, 9 de julho de 2016

Um pouco de "Cá de dentro"



Os olhinhos estavam brilhando. Expectativa por parte deles. E eu? Nem dá pra falar, tamanha a minha emoção neste encontro... 

Essa semana fui visitar e levar alguns exemplares do livro "Cá de dentro" na escola em que o Felipe estuda, especificamente para toda a sua turma do 7º ano. Alguns rostinhos já são bem conhecidos pois estão juntos desde o maternal. Fiz questão de fazer uma dedicatória para cada um dos alunos e alunas. 

Pré-adolescentes inteligentes, raciocínio rápido, alegres, brincalhões, respeitosos e com um alto astral maravilhosamente contagiante. Me senti à vontade. Contei um pouquinho da paixão pela escrita e como ela despertou em mim. 

Era aula de português. Não podia ser diferente. Devo muito aos meus professores mas tenho um enorme carinho por esta disciplina e pelos mestres que me incentivaram. A recepção foi simplesmente fantástica por parte da professora, coordenadora e diretora.

Acredito muito que naquela turminha existem talentos em formação e grandes apaixonados pela arte de escrever. Que o tempo conserve a essência e a pureza no coração desses jovenzinhos. Que no futuro as lembranças sejam fontes de inspiração e de muita poesia viva. Ousem!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Aos mestres com carinho - III



Professor. Professores. Então, após dar um passeio no tempo e recordar com saudade sobre os primeiros passos da alfabetização mergulho no presente dessa semana. Dois momentos ímpares que me fizeram pensativo. Ainda mais. Agradecido também.

Segunda feira, último dia de novembro. Estávamos na cantina da faculdade, eu, alguns amigos e o professor Márcio Fernandes, doutorando em Filosofia na USP, que abre o livro "Cá de dentro" e nos lê o poema "Ecos do Tempo". Indescritível a sensação de ouvir o seu pensamento recitado pela boca de um Mestre. Interessante o sentimento que ele depositou ao encontrar-se nessas linhas. Gratificante tudo isso.

Já na terça feira, primeiro dia de dezembro, aconteceu a última avaliação do 5º período do curso de Teologia. Ao me dirigir para entregar a prova o professor Antonio Jacaúna me disse que precisava de umas "Doses diárias" de poesia, de Drumonnd, Quintana. Imaginei que sua vontade tivesse sido despertada ao ler alguns dos meus poemas. A surpresa maior foi quando ele olhou em meus olhos e disse "escrevo porque escrevo". Assim caiu a ficha que ele estava literalmente me dizendo frases do meu livro "Cá de dentro". Fiquei sem palavras e só soube sorrir desconcertado. Gratidão!

No texto anterior citei as minhas primeiras professoras. Neste, comentei sobre dois professores do meu atual curso. Em comum, eu estava apenas escutando. E justamente por isso a frase do Rubem Alves no final deste escrito. Creio que a mesma surpresa ao conseguir escrever e ler as primeiras letras se deu neste outro momento que ouvi minhas poesias recitadas em outras vozes.


Minha admiração é eterna por todos os professores. Admiração! Óbvio que empatia é algo à parte que não se impõe, apenas flui natural ou não.  Encontrei profissionais, mestres, doutores aos quais tive a oportunidade de partilhar meus escritos. A todos vocês, professores do curso de Teologia, que dividiram momentos ímpares em nosso espaço sagrado, simplesmente meu muito obrigado!



sábado, 5 de dezembro de 2015

Aos mestres com carinho - II



Professor. É arte. É dedicação. É amor. Há quem assim nasceu. Dom total. Há quem se esforce para ser bom profissional nessa arte. As vezes dá certo. Em sua maioria não. 

A experiência dessa semana me remeteu ao passado. Começo então pelo passado para achegar-me ao presente. Antes de aprender a ler e a escrever a gente ouvia o professor ensinar. Há também quem teve um apoio extra em casa para o início da alfabetização mas nada comparado aos professores. Esses são mágicos, místicos, tem poderes. Creio que a tarefa mais difícil se deu no pré e no antigo primeiro ano. Minhas professoras foram Márcia Leão e Leni, respectivamente.

O que se via na lousa da Escola Moreira Porto não passavam de rabiscos. Era interessante, legal, e por vezes complicado fazer o contorno adequado conforme cada letra desenhada no quadro. Os primeiro garranchos eram os piores. Muito tempo depois eu me recordo com saudade daquela época, das artes e dos meus ídolos. Sim, são ídolos. E por ter tido o privilégio de tê-los em minha vida, em vários momentos quis fazer o que eles fizeram: ensinar com arte e amor. 

Mas, hoje concluo que talvez não seria uma boa ser professor. Não quero ser ídolo. Quero tê-los apenas. São únicos e a eles me reverencio toda vez que penso na minha história de educação escolar, quando os encontro e também nas possibilidades que a vida me proporciona de conhecer outros mestres nessas doces travessias. 

Gratidão eterna!

* Continua no próximo sobre o "presente".




quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Receptividade e Interatividade


Quando comecei a escrever tinha vergonha de expor meus pensamentos. Eram repletos de erros gramaticais graves. O sentimento, por vezes, ficava perdido no meio das contradições inocentes acometidas pela inexperiência. Ainda assim, ousava partilhar com os mais próximos. Minha professora de Português do colegial, Ana Cristina, foi uma das primeiras a ler e incentivar.

Tudo era guardado em agendas que eu mesmo criava. Não gostava de nada pronto. Foram inúmeros os momentos que sentia aquela vontade de explodir em escritas e me faltavam palavras. Outras vezes acordava de um sonho na madrugada e anotava no meu caderno aqueles pensamentos desordenados para compor algo no dia seguinte. Se isso é loucura, era um louco feliz. Na verdade, sou!

Passado algum tempo, deixei as agendas artesanais, que duraram até o ano 1999, e entrei num período de abstinência da escrita quando, em 2000, parti para a capital paulista. Foram longos dez anos de deserto sem nenhuma referência escritológica, nenhum devaneio, nenhum pensamento na madrugada. Uma vida sem poesia não é vida. Em 2009, já em Uberlândia (MG), reencontrei-me. Passei a anotar em cadernos e foi neste mesmo ano que criei o blog "Escritos: cantos & encantos da vida", que posteriormente se chamaria "Escritos em tempos" permanecendo até hoje.

Conheci muitos blogueiros profissionais. Verdadeiros artistas das escritas. Aproximei-me de alguns e distanciei-me de outros. A interação entre escritor e leitor é essencial. Percebi isso quando alguns amigos próximos passaram a comentar o seu sentimento diante das minhas escritas. Em algumas situações eu nem tinha muito o que responder, uma vez que a partilha que me retornava tinha muito mais significado e emoção do que as minhas próprias linhas. Essa interação é fantástica pois permite a quem escreve conhecer-se pelos olhares de fora.

Dos pensadores que me distanciei encontrei essa lacuna, ou melhor, essa inacessibilidade. Há momentos que o contato direto se faz necessário para ambos, mas, nem todos tem paciência e humildade para as retóricas, ou não querem perder o tempo lendo opiniões sobre suas obras.

Percebi essa necessidade de interação quando os primeiros comentários surgiram sobre os meus escritos. Alguns mais próximos conversavam diretamente comigo. Hoje, as redes sociais, os emails, o próprio blog e outros aplicativos da modernidade proporcionam essa aproximação e diálogo. Há quem eu nunca tenha tido uma única conversa e mesmo assim fez questão de deixar um recado sobre determinado texto.

Sendo assim não poderia jamais deixar de ser receptível. Esse é o meu respeito e agradecimento para quem gastou um pouquinho de seu tempo a navegar nas águas dessas linhas e entrelinhas. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Antes de tudo


"Professor Mestre
Poderia dizer-lhe
o quão és inteligente
agraciado abençoado
dedicado humano
cristão
Mas para não estender em adjetivos
e por acaso deixar algum de fora
apenas lhe digo que
antes de tudo tu és um poeta
tens a leveza da brisa
e a força da tempestade
a dedicação de um pai
e a sensibilidade de uma criança
a arte de ensinar
com a profundidade do amor.
És um ser em extinção"

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Aos mestres com carinho.


"Os melhores momentos da vida são aqueles dedicados com amor..."

Carregamos na lembrança e no coração aqueles que nos marcaram com sua dedicação e amor ao trabalho. Trabalho este que fora realizado na escola, com a educação em tom de arte e que sendo arte marcou nosso coração, nos alumiou os pensamentos, nos impulsionou para o palco da vida: "aos Mestres da Educação, os Professores, meu carinho, meu respeito, minha eterna e grata admiração!"


Guardo comigo os nomes de todos os professores, desde o pré até o colegial. Claro, alguns apenas passaram e não souberam ou não conseguiram ou não puderam contribuir com o nosso aprendizado, ainda assim deixaram suas pegadas. Mas, há aqueles que chegaram, entraram, mexeram nas estruturas de nosso pensamento e de nosso ser, araram nossa terra, semearam, plantaram e o mais importante, souberam cultivar ou, melhor que isso, cativaram.


Sim, eles foram responsáveis pelo o que cativaram. Olho para trás, para os meu nove anos de Moreira Porto e para os meus três anos de Nhonhô Braga, não com mera nostalgia mas com uma saudosa lembrança de que valeu a pena, foi ótimo. Estive com os melhores! 

Filosofando sobre essas lembranças, acredito que, na verdade, não guardamos o que eles nos ensinaram mas sim o que eles foram, como foram, como fizeram. E fizeram com o talento de um exímio maestro. E o que eles foram, foram com muito amor, pois foi essa sua dedicação, essa sua forma de expor, se entregando a cada dia, em cada aula, que permaneceu até hoje em nossos corações. 

      "O que perpetua na história é a memória daquilo que fomos, e o que meus mestres foram, carrego vivo em minha memória."

Muitas vezes, o mestre nem se dá conta de conhecer a todos os seus discípulos, pois imaginem a quantidade de nomes que passam por sua vida durante o tempo que se doa à educação, mas estes o guardarão eternamente, com carinho e gratidão e o seu nome será sempre lembrado como parte viva da história, que causou mudança, abriu caminhos, norteou direções e contribuiu para que o sonho não fosse enterrado ao léu.

Em minha segunda graduação, paro e olho o tempo que passou desde a primeira, e tento resgatar alguns nomes de professores que por mim passaram. Em vão, esses nomes não são resgatados, pois apenas passaram. Nessa nova graduação, em que ainda teço minha história, pude deparar-me com alguns professores diferenciados. E em que eles são diferentes? Digo que na arte e no empenho que desdobram durante sua fabulosa maestria. Posso resumir em um adjetivo mais que composto: dedicação e amor à arte e à causa de educar.

Há quem seja professor. Há quem saiba ser professor. Mas há aqueles que ultrapassam todos os limites da profissão, estes são os verdadeiros Mestres. 

Enfim, seja quem dedicou, seja a quem foi dedicado, ambos reconhecerão, sentirão, viverão e eternizarão o resultado dessa dedicação à eterna arte de educar.

Aos meus mestres com carinho, minha singela gratidão.

Pré-escola: D. Márcia Leão;
Primeira série: D. Leni;
Segunda série: D. Arlete;
Terceira série: D. Iris e D. Erezina;
Quarta série: D. Neide;
Quinta a Oitava série: Professoras e Professores - S. Agostinho; D. Cristiane; D. Bernadete; D. Dini; S. Côgo; S. Renne; D. Nancy; D. Marli; D. Maria Helena Catalá; D. Maria Helena Dávila; Inspetores - S. Luiz; D. Yara; D. Maria Helena; Cantina - D. Ondina; D. Nilza;
Primeiro ao Terceiro Colegial: D. Ana Cristina; D Regina Estela; S. Nelson; S. Ciro e outros.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Aos Professores: meus Mestres e Doutores.

            “Acredito, se perguntarmos a cada professor, da época do nosso antigo primário, sobre sua recordação, sua memória a respeito de cada aluno que por ele passou, com certeza se lembrará de algo, mesmo que sejam ‘flashs’ ou pelo menos a fisionomia.
            Bem, isso não importa muito pois, para mim, de maneira particular e especial, não estou buscando ser lembrado por cada professor que passou pela minha vida, ao contrário, quero recorda-los, admira-los e agradece-los por todos os que foram meus educadores, meus mestres, meus doutores: meus PROFESSORES!
            Antes, quero aproveitar e agradecer à minha primeira educadora, minha mãe, por seu jeito perfeccionista e exigente de querer o resultado das coisas. Com essa lição aprendi a me empenhar ao máximo na realização das tarefas. Isso me vale até os dias de hoje.
            Estendo os agradecimentos àquelas que deram continuidade à minha educação: minhas avós Iolanda e Aparecida. Diante de sua humildade e simplicidade me ensinaram a fazer as coisas com amor. Pronto. Estes foram os meus maiores ingredientes para o quesito educação.
            É tão bom olhar para trás e lembrar com admiração de cada professor que um dia tive o privilégio de ser aluno!
            Comecei minha fixação pela escrita ainda na 'Escola Moreira Porto' mas foi no antigo colegial, 'Nhonhô Braga', com a professora Ana Cristina, que realmente me apaixonei pela arte da escrita. Tenho muito que agradece-la, pelas maravilhosas aulas de Português e Literatura. Sua maneira de explicar, melhor dizendo, de falar, narrar, contar era apaixonante. Suas aulas sempre me motivaram muito.
            Acredito, e por tal só tenho a agradecer que tudo o que sou, no quesito educação-cultura-aprendizado, aos eternos mestres que cruzaram minha história. Cada um assentou e solidificou uma certa quantia de tijolos e ingredientes básicos no meu alicerce.
            Sou o que sou, graças a estes doutores, tutores, diretores, administradores, artistas, consagrados como PROFESSORES. E, como já citei no começo, devo muito também à minha família e principalmente a DEUS.
            É isso, obrigado a todos os Professores e Funcionários das escolas 'Moreira Porto', 'Nhonhô Braga' e Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO), principalmente aos de minha época. De maneira geral que esta classe seja honrosamente exaltada e respeitada.
            A todos os que desempenham esta 'arte de ensinar' com amor e dedicação, independente do valor e reconhecimento que vos é dado e independente do salário vergonhoso que recebem, se os 'estudantes' são o futuro da nação, vocês são a porta e o trampolim para este futuro.
            Simplesmente, obrigado!"

Aos mestres da minha vida:
- “Moreira Porto”:
Pré – Márcia Leão
1ª série – Leni
2ª série – Arlete
3ª série – Íris e Orezina
4ª série – Neide
5ª à 8ª série – Dini; Cristiane; Renne; Nanci; Mª Helena D’Ávila; Kôgo; Marli; Marlene Catalá; Agostinho; Bernadete; Fred.

- “Nhonhô Braga”
Colegial – Não me recordo o nome de todos mas, citarei duas pessoas e através delas estendo meu respeito: Ana Cristina e Regina Stela Subirá.

- “Faculdade Integradas de Ourinhos”
Da mesma forma, obrigado a todo o corpo docente da época.

Fã incondicional da educação e seus respeitosos e talentosos formadores de pessoas e cidadãos.

quarta-feira, 19 de maio de 1993

Professor, amigo ou inimigo?


Os professores são os instrutores
que nos ensinam as maneiras corretas
de falar, escrever...

São também educadores
e muitas vezes profetas
que os nossos futuros hão de prever

Pois, nos cobram o estudo e o esforço
para que mais tarde não se arrependamos
Exigem boa leitura
e nem sempre desempenhamos

Nos quatro primeiros anos
somos muito cobrados da educação
que muitas vezes tira o professor do sério
e o deixa com o coração na mão

Os professores são um verdadeiro caminho
às vezes um pouco duro
que nos ensinam e corrigem
para que tenhamos um bom futuro

Há vários tipos de professores
como aquele que podemos contar
para qualquer hora necessitada
um problema solucionar

Há aquele bastante implicante
que se acha o sabidão
mas no fundo, no fundo
é o aluno que sabe a lição

Há também aquele
esquecido que aluno foi um dia
e hoje faz sofrer
os que estão sob sua autoria

Mas, o professor amigo
sabe como, o aluno cativar
E nas horas de precisão
Então, estes hão de lhe respeitar

Mas, aquele professor metido a xarope
que não ria dos alunos estarem na pior
pois, quem ri por último
ri melhor!


Mantido em sua originalidade, datado de 19/05/1993.