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sexta-feira, 23 de junho de 2023

Relação de avatar



As pessoas se impressionam com as imagens postadas. O encantamento gera sentimentos, paixões, fetiches e aquela imagem passa a ser objeto de desejo por quem se sentiu atraído por ela. Quando há uma reciprocidade de atenção e interesse, e a possibilidade de conhecimento é real, os anseios para um romance ou um encontro trivial crescem. Muitos procuram algo estável. Porém a realidade é outra a partir desse conhecimento real. Muitas vezes, aquilo que era desejo, torna-se frustração. A imagem do post era apenas uma imagem. A ilusão criada pelas caras e bocas, pinturas esculturais na imagem, que provocaram o pensamento, o instinto, o sentimento em si, foram desconstruídas à medida que a realidade se mostrou além do sorriso, do olhar da figura retratada naquela imagem. O sentimento foi por um avatar, um sentimento por algo figural, esculturado e cultuado nas redes sociais que, hoje, tem um poder de persuadir de forma ampla. Amor Líquido de Baumann traz essa fragilidade das relações atuais, que são superficiais, rápidas, descartáveis. Tudo muito passageiro devido ao interesse de momento que não tem perspectiva de amadurecer e crescer para a continuidade. As relações estão assim, cada vez mais superficiais. Tudo é apenas uma questão momentânea que, em sua maioria, não é nem a busca por uma satisfação rápida, mas a necessidade de se ter o protagonista daquela imagem para si. No mundo virtual tudo dá certo, é lindo, perfeito. Os avatares tomam conta dos espaços. Trazer a figura, o avatar, para o mundo real é um caminho em que as máscaras maquiadas caem, o visual que fora encantador é destronado pela falta da essência. Não é regra, mas isso faz parte do cotidiano e da vida de muitos. 

Ailton Domingues de Oliveira
Adm ∞ 
Teo ΑΩ 
Psic Ψ (acadêmico)
Escritor & Poeta
*Pós Graduando em Psicanálise, Coaching e Docência do Ensino Superior

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

A alma, o interior e o amor

Há quem diga que o sorriso é o reflexo da alma...
Calma!
Nem toda alma se mostra 
nem todo sorriso é real 
nem toda pessoa é humana...
Não é de todo mal acreditar no que se vê,
por mais que seja meramente superficial.
Afinal, o erro não está em não perceber a superficialidade
E, que não haja autocondenação,
pois quem camuflou a verdadeira face
é que perdeu a chance e o crédito da autenticidade
O mundo é assim, repleto de pessoas frias,
egoístas, calculistas, oportunistas, e totalmente infelizes...
pois não existe felicidade no interior de quem vive de aparências
Aliás, quem assim vive desconhece a essência, o interior
Aparência e essência não se misturam!
E o resto,
ah o resto é azar da maquiagem de quem camufla a falsidade. 
Porque o interior é para quem sabe amar
E é lá, só lá que se é feliz.



sexta-feira, 8 de maio de 2020

Isolamento mental


O que já estava ruim ficou pior. Momento crítico que a humanidade vive. Não bastasse todo tipo de atrocidade natural já existente, ainda somos obrigados a aturar aquelas geradas no útero humano, ou em certos casos, no intestino que ocupou o lugar do cérebro. 

Exato! Tem muita gente que só diz e só faz merda! E continuam fazendo porque encontram público fiel que, não apenas é conivente com a situação, ficando em silêncio, mas apoia literalmente ações que vão contra a razão e a natureza humanas. 

Não tem como torcer para isso crescer e dar certo! Merda não cresce e não dá certo, apenas fede! 

Ainda me deparo, no dia a dia, com pessoas que criticam o passado político do país para justificar o apoio a este retardado eleito. Injustificável! 

E, em meio a essa pandemia, enquanto nos protegemos com procedimentos e cuidados, máscaras, álcool gel e isolamento social, percebo com maior clareza que muitos rostos sempre utilizaram máscaras para realizar aquele discurso com requintes de falsa moral na tentativa de justificar seus atos. Falsa moral que está enraizada em canteiros religiosos. 

Hoje, entendo que o maior isolamento que precisamos realizar é o mental. E isso se dá de forma curta, direta e, se necessária, grossa, principalmente. 

Blindar a nossa mente e colaborar com as pessoas que amamos, que estão à nossa volta, para que não entrem no transe dos retardados que dizem amém e acham graça diante das desgraças do idiota no poder e seus asseclas, é um grande passo. 

Não dá pra pra bancar o inocente e fingir que o problema não é meu. Não dá pra se fazer de ignorante e dizer que a culpa não é sua. Não dá, principalmente, pra tolerar quem é conivente. Conivente com retardado, retardado é! E ponto! 

Se você gostou, ótimo! Se não gostou, foda-se!!!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Otariano Bour-Scariotes



Otariano era um cara mediano nas convicções. Usava de modéstia para destilar uma simplicidade forçosamente teatral. Culto e intelectual eram os adjetivos que gostava de ouvir na boca dos alunos. Ah, atuava como professor. Suas aulas teatrais eram uma mistura de pensamentos modernos e antigos, regados de boas palavras e repetidas poesias. Nada de novo ou anormal para quem entendia e compreendia a pseudoemoção entre os tons e subtons de suas prosas, que se tornaram meras falácias. Tinha o dom de manipular o clima do ambiente, mas não por muito tempo. Tornara-se cansativo o assistir numa espécie de palco e holofotes que ele se dava ao luxo de produzir e se sentir o maestro da vez. Tolo! Não passou de um indivíduo cheio de manias, uma escória deprimente de um ser que denigre uma classe. Não merecia tantas considerações, tampouco estar ali. Um lobo bem disfarçado. Um judas moderno. Um falso ser escondido entre olhos, boca, ouvidos e casca. Um cara repugnante digno de todo o asco. E tamanha eram suas falcatruas que Otariano simplesmente se fodeu de verde-amarelo, num desfecho hilariante que ao mesmo tempo lavou a alma de muita gente. A ele, o meu total desprezo. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

"A dama e o vagabundo"

 *Snoop 

ATENÇÃO!                                  
"Não, não é um comentário sobre o romântico
 desenho da Walt Disney nem paródia musical." 

"Segue adiante o dependente químico em seu rotineiro estado 'zumbi', marcha compacta de ritmo constante, sem visão lateral do mundo e sem se dar conta do mundo que o observa. Nada lhe importa mais do que aproveitar oportunidades e descuido da sociedade para furtar coisas que possam lhe render alguma grana e assim manter o seu vício.

Segue, também, na cola do indivíduo uma tresloucada gritando, esbravejando, ameaçando-o com uma surra caso ele cometa delitos por ali. Em uma grotesca cena para chamar a atenção de outras pessoas e assim conseguir comparsas imediatos para sua causa fortuita a dama da sociedade protagonizou o que podemos considerar de 'o monólogo da hipocrisia'.

Creio que os dois precisam de tratamento: ele, o vagabundo drogado, para sua dependência química; ela, que se disfarça de dama no rol da sociedade entre o status familiar, profissional e religioso, para sua dependência de aparência e hipocrisia tresloucada."

Sem defender a quem comete delitos nem atirar pedras em quem usa máscaras, eis que ficam as perguntas:

O que você vê ao ler isso? 
O que sente?
O que te incomoda?
Quem é culpado?
Quem é inocente?
Onde está o erro?


*Laura Cardoso interpretando D. Doroteia no seriado Gabriela

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Escrever-se


Existem três tópicos neste blog que perpetuarão nas minhas escritas. Sei que surgiram a partir de uma determinada situação vivenciada, presenciada e pensada. Cada texto de cada um dos tópicos tem sua particularidade e se torna parte independente dentro do bloco que os adjetiva. Máscaras Maquiadas e Guerra dos Mundos são constituídos de histórias que não se relacionam entre si e Cartas (do calabouço e para o calabouço) é uma troca de correspondências que cabe ao leitor posicionar-se de um lado, de outro ou ainda como expectador somente.

Não é meu feitio explicar o que cada escrito me representa e nem o que eu quis dizer com determinada citação. Óbvio que a escrita tem muito de seu criador, assim como acontece na pintura, na música e em outras artes. E quem entra em contato com a obra, por vezes, consegue uma terceira visão que mesmo quem pensou não conseguiu enxergar. Esse é um elo que coloca autor e leitor em sintonia. Essa é a magia que dispensa explicações. Basta ter sentimentos.

Máscaras Maquiadas surgiu a partir de um cartaz que anunciava um estrondoso evento para o público adolescente e jovem. Um palhaço com ar satânico dava a dimensão do que poderia acontecer no recinto durante os três dias de pura adrenalina e prazer. Era uma festa rave. Pra quem não conhece, sugiro uma rápida busca no google. Já escrevi cinco textos que entram nessa linhagem onde os principais ingredientes que inspiraram a criação foram falsidade, heresia, hipocrisia e ironia.

Guerra dos Mundos surgiu a partir de um contexto pessoal. As perguntas e respostas que só cabem a nós mesmos fazer e responder foram o combustível inicial. Ao total somam-se sete textos que colocam em confronto mundos opostos, seja no campo social, espiritual, material ou metafísico. São histórias que surgem a partir de um contexto de luta, inquietude e esperança.

Por último surgiram as Cartas - do calabouço e para o calabouço, que entre as trocas de confidências foram oito momentos. Essas porém são subjetivas e não cabe explicação mais detalhada. Posso adiantar que é um diálogo rico em experiências e novamente caberá aos olhos de quem ousar sentir.

Esses três blocos estão sempre presentes no cotidiano. Passamos por situações parecidas com o que está descrito mas não pensamos nisso. O que me propus foi apenas escrever de acordo com o sentido que me fez atentar para o fato. E quem escreve, escreve-se, liberta-se, aventura-se e irrompe de si mesmo. Portanto, como já dito acima, em cada linha, em cada verso, o sentimento corre solto.

Na coluna da direita deste blog encontram-se os três tópicos na Classificação. Arrisque-se!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A loucura move tudo


"A arte de ser louco é jamais cometer 
a loucura de ser um sujeito normal."
Raul Seixas


Eu me considerava louco
por gostar de coisas muito loucas 
Ainda mais que não tinha medo
ou vergonha de expor essas loucuras
Com o tempo descobri
que existe gente mais louca do que eu 
Senti alívio ao perceber 
que a embarcação não estava vazia 
A solidão já podia ser sentida
em maior número de loucos 
Identifiquei-me com eles 
Tornei-me fã desses declarados
e solitários loucos
Em comum o fato maior 
Não digo a loucura 
Mas a assumição dessa doidura desvairada 
a sã demência de quem não é um falso normal
Isso contraria 
aos que não conseguem se apresentar sem máscaras 
Causa-lhes espanto
intimidação 
Um louco assumido
incomoda 10 falsos oportunistas 
É um perigo para esta classe sem QI
Melhor sobreviver entre os loucos
a conviver com os falsetas
Com o tempo
o meu achismo virou certeza 
A loucura move tudo
E percebi que tudo isso era bom



"Há na loucura um prazer que só os loucos conhecem." (John Dryden)

"Loucos sempre existiram e sempre existirão: como tal sou qualificado pelos meus adversários... Felizmente já estou velho e não tardará que encontre no túmulo o esquecimento dos vivos." (Cezar Zama)

"A verdadeira loucura talvez não seja mais do que a própria sabedoria que, cansada de descobrir as vergonhas do mundo, tomou a inteligente resolução de enlouquecer." (Henrich Heine)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Eu, nós mesmos e a inquisidura


Final de semestre. Férias da faculdade. Sensação de dever cumprido. Avaliação de caminhada e lembranças de um tempo bem aproveitado.

O confronto de ideias se fez necessário em belas oportunidades. E o melhor de tudo não é a satisfação por ter alcançado excelentes notas mas sim pelo processo de desconstrução e reconstrução de pensamento que possibilitou novas visões sobre o mesmo, antigo e moderno enfoque. 

Nem tudo são flores. Contemos com os espinhos. Somos pedra, mas também vidraça. Sair para um franco confronto é dispor-se a acertar e ser acertado. Risco que vale a causa. Mais importante é a disposição e o despojamento. Pena, nem todos são assim.

Tenho o privilégio de estar entre pessoas que anseiam pelo conhecimento. Origens diferentes, perspectivas também, e muito contrassenso no modo de enxergar o mesmo pontinho no quadro branco. 

De um modo geral tudo muito bem, obrigado. Colegas, amigos, irmãos, profissionais, educadores, professores, mestres, tem de tudo nesse auê. Exceções também, óbvio. Saldo positivo!

De um modo específico, dentre as coisas que faço questão de salientar, é a eloquência do discurso falido de quem se assenta na cadeira como se fosse um trono de doutor da lei e dali tece suas premonições, teses e julgamentos sobre os outros. Não se manifesta com o que é preciso mas critica a quem o fez. Porta-se de uma maneira mascarada, tudo para ficar bem na fita com a instituição. Hipocrisia.


Se fosse para vendar meu olhos, tapar os ouvidos e calar a boca, aceitando tudo o que é colocado, simplesmente para manter um status de boa cordialidade na relação, preferia nem estar ali. E sei que não estou neste meio para contrapor a tudo e a todos, nem tampouco aceitar calado quando a incoerência está gritante e atrapalhando o fluxo. O ambiente tem que ser e estar propício. 

Entendo que há quem assuma o papel de nada dizer, nem ver, nem ouvir. Fazer, nem pensar! É a santa inquisidura academicista que aparece na figura de douto da lei, o mesmo do Evangelho. Ao mesmo tempo se incomoda com quem não tem medo, nem receio, nem rabo preso para se expor. 

Já fomos tachados de ridículos por uma mazela tapada que tem medo e não aceita o processo de desconstrução. Lancei meu protesto e to aqui, to aí, pro que der e vier. Agora, porém, encerramos o período com o gosto do afrontamento através de um discurso de quem tenta manter-se no topo da cadeia, portentosa, jubilosa, regateira e mascarada. E viva a santice desvairada!

"Eu, nós mesmos e a inquisidura" ainda nos cruzaremos por aí. Aguarde cenas dos próximos períodos. 


Notas de rodapé:

"É melhor ser rejeitado por ser sincero, do que ser aceito sendo hipócrita." (autor desconhecido)

"Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." (Raul Seixas)

"Antes ser um ridículo do que um hipócrita alienado." (Eu e nós)

sábado, 10 de janeiro de 2015

Máscaras Maquiadas V - Vês


Vês
A boca fala
A língua destila
O coração por vezes não condiz
Não aceita o que se externa
Em seu íntimo ferido
Guarda as mazelas
Guarda um saldo de esperança
Perde-se nos pensamentos
Tropeça-se nos sentimentos
Vês
Ouves nada mais
Nada importa-lhe saber
Acreditas nas conjunções
Fórmulas de sua cabeça
Verdades ou mentiras
É o que lhe vale como sentença
Deturpa-lhe a mente
Quando encontra a boca que mente
Não suporta a falta 
Nem a ausência de seu controle
Vês
É sol que desponta
Desperta e aquece
Liberta-te do cativeiro
Do coração de menino
Sensível maduro
Inconsequente e traquino
Não há muros
Nem cercas
Nem dispensas
Nem orgulho
Vês
É a chegada da noite
O escuro da morte
Ou o encanto dos versos
A proeza tão mágica
Que dá vida às asas
É o palco do encontro
O firmamento infinito
Eterno e bonito
Testemunha a história
Vês
Desnuda-te de tuas vestes
Arranca-te de tua carapaça
Enxerga-te em tua forma
Mostra-te a que veio
Não és armadura
Nem só maquiagem sobre máscaras
Sejas o que és...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Máscaras Maquiadas IV: "O vacilão da rodada"



Daqui a alguns anos, exatamente em 2.016, estaremos vivenciando mais outra vez o velho período eleitoral onde os candidatos à prefeito e à vereador tornam-se verdadeiras figurinhas do cotidiano.

Lembrarei-me deste escrito, se Deus quiser, mas caso não ocorra, por favor ajudem minha memória!!!

Não me espantarei nem mesmo acreditarei nas máscaras maquiadas e risonhas que parecem bonecos de cera durante esse evento politiqueiro.

Por vezes penso que vale mais o mau caráter que se assume que o mau intencionado disfarçado de bom samaritano.

Só apoiarei pessoas do meu cotidiano, da minha convivência, se possível, aquelas em que posso considerar "de casa". Caso não exista ninguém que se enquadre nesse perfil, deixa quieto, pelo menos por enquanto...

Aí me pergunto, mas onde estarão as pessoas que se lançaram candidatas em 2.012? Os eleitos e os que não o foram, cadê? Cadê aqueles abraços fortes como de irmãos que não se viam a anos, apesar do encontro diário ou no máximo semanal? Cadê aquela "abraçassão", aquela pegação de mão, aquela beijação (...)? "No ecxiste!!! É tudo balela!!!"

Não, não to chateado... Tô é ferrado de raiva! Tô é me sentindo o "mané da rodada"! Não acredito mais, não acreditarei mais, não vou dar a cara a tapa por ninguém ao qual eu não conheça no mínimo de uma boa convivência no dia a dia...

O mundo gira e o vacilão roda! Eu vacilei, mas cumpri meu papel de bom parceiro! Vesti a camisa e literalmente briguei com alguns fanfarrões de "quinta politicaria"! Não importa mais! Aliás, agora que já se passaram meses, o mínimo que se esperava era algo do tipo: "obrigado"! Mas... deixa... e que minha memória me ajude em 2.016!!!

Subentendo que já não precisa mais dos otários eleitores nem mesmo dos apoiadores, ainda mais que de uma forma ou de outra a fatia reservada já fora entregue... Talvez, não pelo meio direto! Mas, indireto também vale! O importante é estar na cúpula e que se foda o povo da base que um dia precisei!!!

Santa Memória: rogai-por mim!!!

terça-feira, 24 de julho de 2012

"Máscaras Maquiadas III: De ditadura em ditadura eles tentam nos amordaçar."

"(...)'Máscaras, quem não as têm?' Assim disse um escritor...
A hipocrisia é uma das máscaras, talvez de ferro, das mais usadas, e a maioria dos usuários nem percebem seu peso. Maquiam-na e desfilam e destilam suas falas grotescas.

Saímos de uma era onde o sistema da ditadura foi vencido. Ponto! A libertação veio pelas ruas, pelo sonho, pela fé, pela luta. As mãos eram de jovens, principalmente. O ópio que exterminava quem pensava aos poucos foi se raleando. Livres, enfim!

Livres??? Falou-se e ainda se fala em libertação. Libertação pela educação, libertação pela fé, libertação pelo esporte, libertação pelo conhecimento, libertação pela cura... Será que falamos sempre de uma mesma libertação??? As pessoas se libertam de amarras sociais, religiosas, políticas mas sempre são fisgadas por um terceiro sistema hipócrita repleto de alienação que oprime, deprime e os faz reféns desse ópio que já fora antídoto.

Por que se cria tantas religiões e seitas baratas se o Deus é o mesmo? Se a fé existe em qualquer uma delas, o porquê de tantas sub-divisões? Orgulho, hipocrisia, falsidade ao pé da letra. O altar já o deixou de ser há muito tempo. Na verdade o altar para Deus tornou-se o palco dos devaneios da ala hipócrita. ELE, mero coadjuvante dessa massa alienante.

Livres das correntes da ditadura, agora, enfrentamos a ditadura da alienação. As ferramentas usadas para alcançar a primeira liberdade em outras décadas tornaram-se armas de extermínio de pensadores. Pensar ainda é um perigo! Pensar é uma afronta ao radicalismo sem escrúpulos de quem se diz cristão. Afinal, cristão não são!!!

Isso tudo existe no sub-mundo de quem quer comando. A religião quando se torna movimento de alienação, além de sua imponência, oprime o ser, o faz definhar e o torna dependente não de Deus, mas de uma corja de bandoleiros que se intitulam servos... onde na verdade são uns apóstatas. Aguardem e verão, o surgimento de uma 'terceira ordem', o sub-mundo do 'apostolado deprimente da alienação que oprime'.

Somos todos dependentes de Deus! Graças a DEUS!!! E ELE mesmo deu-nos a opção de nos tornar libertos de qualquer tipo de amarra. Foi para isso que ELE mandou seu Filho. Fazer uso das palavras para criar seguidores apáticos, amorfos e dependentes não era a doutrina usada por Jesus Cristo.

Nós, não só fazemos parte como também o somos peças sem igual neste contexto. Ainda sonhamos. Não deixamos jamais de crer em DEUS, em suas promessas e nas palavras de seu Filho Jesus Cristo. E, com certeza, jamais deixaremos de lutar pelo Reino anunciado na voz do Salvador, como também não deixaremos o som de nossas vozes ser abafado por nenhum ridículo ser que se intitula o criador de um novo apostolado ou uma nova seitinha barata de fundo de quintal.

Pastorais e Movimentos têm suas funções, seus meios de atuação, seus espaços distintos que se fundem e se findam num único objetivo. Todos buscam, de alguma forma, pescar quem ainda não experimentou do amor à causa de Jesus Cristo e uma vida em comunhão. Em linguagem contemporânea, cada tem o seu quadrado! Escuta só, se não consegue atrair adeptos fanáticos e lunáticos para sua 'ordem', só nos deixa trabalhar em paz! Não se esconda atrás da hierarquia podre dos bastidores que participa!!!

PS: "A ditadura nunca deixou de existir. Passamos de um sistema de ditadura para uma ditadura de alienação."

Ailton Domingues de Oliveira
24/07/12

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Máscaras maquiadas II: "Você nunca se divertiu tanto, palhaço!"

“A promessa é a mesma de ontem, do passado, de todas as que já aconteceram: diversão em doses altas de prazer absoluto.
A regra é única: sobreviva! Por favor, volte vivo pra casa, para que a imagem do evento não seja denegrida.
Dizem que não há nada de uso proibido, mas quem volta confere os absurdos lá considerados normais.
A grana que rola antes, durante e depois é exorbitante. Empresas e empresários se enriquecem às custas dos otários.
Nas sombras e escombros dessa orgia maquiada o olhar satânico do palhaço, ou, melhor dizendo de um diabo mascarado de palhaço...
Seu olhar denuncia o que vai rolar: tudo! Tudo o que é proibido nas asas da lei. Óbvio que, como a maquiagem do palhaço, a liberação ocorre da mesma forma: maquiada, camuflada.
O palhaço ri ironicamente. Hesita e debocha de quem se ilude.
Uma imagem enigmática que sabe ousar e convidar sem dizer nada.
A fama dos fatos é quente.
Muita gente, muita adrenalina, muita liberdade, ou melhor dizendo, ausência de regras, pois se as têm são supervisionadas em vistas grossas.
Seja feliz! Divirta-se, palhaço!
Mas, cuidado, o palhaço eterno ainda é você!”


“Cada vez mais as gerações evoluem sem senso-crítico. Romper as barreiras das regras da sociedade, da religião, da lei, enfim do certo, é uma excitação instalada na cabeça de muitos jovens, independente de sua classe social. Busca-se o prazer sem pensar nos meios para alcançá-los. Evoluem as máquinas, a tecnologia, e cada vez mais as pessoas mergulham em antidepressivos. O mundo é um chamariz a céu aberto. Procure o que quiser e encontrará... Plante o que quiser e nascerá... Porém, o fruto de cada escolha poderá ser doce ou amargo e essa será sua obrigação eterna: um peso ou uma dádiva.”

Veja também: “Máscaras Maquiadas”

Ailton Domingues de Oliveira

19/05/11

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Máscaras maquiadas

"Um mundo livre, aberto, ousado e abusado ...
Pessoas que se cruzam nas histórias umas das outras
em ambientes e momentos de pura fuga ...
Lugares chamativos, instigantes, que de forma arquitetônica e
maquiavélica extrapolam no marketing, levando aos fracos
uma falsa promessa de um prazer inigualável, adrenalina pura ...
Num 'out-door' um palhaço, de olhar e sorriso sinistros, diabólicos,
insinuando tal momento que será marcante,
nunca antes visto ...
Uma descontração perversa, planejadamente repleta
de intenções prazerosas, sem limites ...
O palhaço convida ... a experimentar o momento,
convida a pessoa a desfrutar de tal prazer,
sem limites, sem regras ...
Um verdadeiro abuso mascarado, uma propaganda
inteligente para fisgar os tolos ...
Na verdade, os palhaços, os verdadeiros palhaços
são todos aqueles que estarão lá
com suas máscaras maquiadas,
buscando uma alegria momentânea a qualquer custo ...
A propaganda alcançou sua eficiência ...
Prova disso é a quantidade de jovens ansiosos
em busca deste evento ...
Palhaços e Palhaças sem valor, apenas com preço baixo,
custo zero, escondidos atrás de suas fantasias lindas
com medo de mostrar
aquilo que nunca tiveram ..."


Ailton Domingues de Oliveira

2.009