Caos e calmaria
O sertão é o sozinho, é dentro da gente, está em todo lugar. Deus e eu no sertão.
quinta-feira, 18 de abril de 2024
Sobre as cartas, o que falas?
Caos e calmaria
Cartas - Do caos à borboleta VIII
Toda vida tem seus riscos
Cartas - Do caos à borboleta VII
Entre a dor da existência
Carta - Do caos à borboleta VI
A morte é certa
Carta - Do caos à borboleta V
Cartas - Do caos à borboleta IV
Sempre há um porvir
Cartas - Do caos à borboleta III
O caos não tem mais ar
Cartas - Do caos à borboleta II
Cartas - Do caos à borboleta I
sábado, 10 de junho de 2023
Carta aberta: orgulho x hipocrisia
Nesse mesmo tempo em que uma instituição, que prega fé cristã, através de seu líder que usa das mídias, inclusive de seu canal de TV para segregar, dizendo que Deus odeia o orgulho, referindo-se ao ORGULHO LGBTQIA+, isso literalmente é tido como uma incitação nada velada de ódio e que pode acarretar formas violentas de expressão contra os protagonistas desse movimento, a PARADA. Na mesma semana em que esse líder religioso se manifesta, o pastor de uma de suas filiais foi preso, suspeito de estuprar adolescentes. Talvez, se o dono desse templo institucional se preocupasse menos com a sexualidade alheia e tomasse conta dos gestores de suas filiais, dito religiosas, crimes assim não aconteceriam. Isso vale para toda pessoa e para todo tipo de instituição que se acha detentora exclusiva da verdade e no direito de classificar quem é ou não digno de sua aprovação arcaica. Veio à tona também, nas redes sociais que, sua instituição foi uma das que mais lucrou no Governo passado. Nesse caso, o silêncio tornou-se ensurdecedor. Os tempos mudaram mas os excluídos ainda existem e resistem contra o sistema discriminatório. Infelizmente os hipócritas também estão por aí e à solto.
Nascido em berço Católico, conheço a fundo as diversas ideologias religiosas existentes nos bastidores da igreja. Devida à sua extensão, existem inúmeros braços e formas de se trabalhar mas, infelizmente , também está regada de moralismo seletivo, hipocrisia, deturpadores da fé e bandidos disfarçados de cidadão de bem. Minha formação e atuação sempre se deu através da Pastoral da Juventude, que tem uma representatividade muito forte nas questões sociais, políticas e lutas de inclusão. Sempre me mantive alheio aos exibicionismos de fé e shows milagreiros e midiáticos. A maior forma de se viver uma espiritualidade e praticar a fé é respeitando o outro, o próximo. O que não se pode tolerar são as formas de segregação que culminam em discriminação e preconceito. Falo aqui da vertente cristã (católica, evangélica, protestante, pentecostal, neo-pentecostal, etc...) porque é a que tem mais adeptos. Demais religiosidades, como budismo, espírita e as de matrizes africanas têm uma prática mais inclusiva e social.
Essa luta não pode se findar nas palavras. PARADA DO ORGULHO LGBTQIA+ aí vamos nós!!!
Teo ΑΩ
Psic Ψ (acadêmico)
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Carta para minha irmã - Parte 1 do infinito
Não queria sair de Piraju, mas me vi obrigado
Foi necessário
Mas tenho também meus motivos pra sorrir diante da escolha
Nunca se esqueça disso
Toda a vivência e experiência adquirida nessa travessia
Minha eterna "Companheira"
sexta-feira, 8 de maio de 2020
Carta para a próxima vida
O mundo me cansou... Por muito tempo não o reconheci mais como o
meu lugar. Até porque as pessoas que sempre foram minhas referências, partiram
cedo demais e deixaram aquele vazio, que por vezes parecem sombras no meio do
caminho...
Meu violão também sucumbiu ao cansaço de um tempo pálido e frio. Sem acordes
sofreu com a ausência da vibração de suas cordas e vez ou outra soava
tristemente quando algumas notas lhe eram tocadas... Sua madeira, também já
cansada pelo tempo, lamentava o tempo sem DÓ.
Meus versos, se perdiam entre os espaçamentos do tempo. Vez ou outra brotavam faíscas de esperança, em olhares que me refletiam amor, amores... que de tão sem jeito, se tornavam perfeitos.
Minha voz deixou de gritar... Mãos sem lutas e pés sem caminho levaram o corpo ao desequilíbrio do coração. Meu avesso tornou-se refúgio e somente poucos e loucos recebiam o convite do olhar, a sentar-se comigo no alpendre da alma... território íntimo, simples, selvagem, seleto, intenso e verdadeiro.
O mundo sempre foi o palco mais habitado da vida. Cortinas, holofotes, improvisos, risos e lágrimas... A plateia? Ah, do palco do meu coração só permiti os olhares benditos e amorosos. Descartei e expulsei do meu cenário tudo o que não condizia com o enredo... Matei meus próprios demônios. Enraizou o que sempre foi real, único e, novamente, intenso e verdadeiro.
Certas cenas eternizaram-se pela janela da alma e no lugar dos olhares já partido, plantei flores. Fiz o meu próprio memorial com versos de suor, lágrimas e sangue. Reguei a saudade do que ficou oculto entre os brilhos de cada olhar, bem lá no horizonte, onde a fonte do verbo amar jamais deixou de derramar...
Olho pelo retrovisor e vejo que sim, o mundo me cansou, mas encontrei na poesia
do amor, o descanso para os olhos, o coração e a alma.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
Carta para o menino do futuro
e...
de repente vivemos uma vida que achamos que é perfeita, direita, normal
acostumados com descasos, ausências, desimportâncias, falta de atenção
e a gente acaba acreditando que isso tudo é normal,
que tem que ser assim, que a vida é assim
Mas não!
a vida não é assim
a vida tem que ser plena, inquieta, apaixonante, motivadora
por vezes depende da chegada inesperada de alguém em nosso meio
um alguém que chega nos desbancando e nos redescobrindo
e faz a gente entender que tudo aquilo que achávamos que era viver, na verdade era ilusão, era prisão
em algum momento você vai entender
porque ser normal, viver a normalidade não é aceitar situação imposta
a ausência e a solidão de um dia passado não deve mais ser aceito
devem ser substituídos e preenchidos
só quando encontrar é que saberá que chegou a hora
E isso sim é normal!
viver bem
estar apaixonado todos os dias
acordar com aquele frio na barriga
esperando a oportunidade de ver, ouvir, abraçar e beijar
o que é normal pra sociedade não me serve
porque o que é normal pra sociedade é fingir que está tudo bem, enquanto não está
eu estou bem, porém não preciso mostrar nada
basta que eu sinta e saiba
basta que você sinta e saiba
"querido diário de amor mais perfeito que existe"
quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
Carta de uma velha infância
Se
tivesse toda a certeza da continuidade dessa vida em outras vidas
com certeza não hesitaria em partir e te esperar
te esperaria e partiria quantas vezes fossem necessárias
até que os ciclos se encaixassem no mesmo ponto
e no mesmo tempo...
Mas
não, infelizmente não tenho essa certeza,
sou refém desse tempo, do tempo em que não se mede
sou passageiro da vida, eternizado no tempo do seu amor
sou caminhante do destino, de outros mundos
em busca do seu encontro, do seu mundo
Você
é estrada sem fim, só de ida...
inesquecível travessia
de outras vidas
para todas as outras
eterno sentimento
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Sobre as cartas, o que sentes?
Em muitas vezes somos o único ouvinte de nossas vozes mais profundas. A realidade já é certa, tanto quanto o destino final que nos aguarda em algum momento na linha do tempo. Em diversas situações nos abrigamos em nosso próprio calabouço e de lá nos comunicamos de diversas formas. 'Cartas para o calabouço' e 'do calabouço' referem-se a um diálogo entre as vozes que habitam em nosso íntimo. Talvez, a possibilidade única de expressar as maiores dores, tensões bem como esperança e sonhos.
Sobre as cartas, o que vês?
I - Cartas em tempos - da guerra
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Cartas em Tempos (XV) - A terceira via
A terceira visão. Faz-se necessário quebrar alguns protocolos de meus devaneios escritos. Explicar (-se). Ou, na verdade mostrar um algo que não atingiu ainda o pensamento de quem leu. Não é uma crítica a quem teve outras visões. Aliás, isso é ímpar e contributivo para quem teceu as ideias e escreveu. Entendamos assim que essa terceira via é de fato alguns relatos do pensamento do autor. Manter o mistério do sentido original de cada escrita é, talvez, a única regra deste espaço. As experiências que retornam de cada um (a) que se atreveu a participar das linhas e entrelinhas é magnífico.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Cartas em Tempos (XIV) - Capítulo Final
Sou da mata, sou da rua, sou do sertão, sou da favela, sou da guerra...




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