O sertão é o sozinho, é dentro da gente, está em todo lugar. Deus e eu no sertão.
sábado, 20 de dezembro de 2025
Derradeiras pré-virada 25/26
quinta-feira, 13 de abril de 2023
Rascunhos incompletos III - modismos de massa
Rascunhos incompletos I
A última ceia
A última ceia é a referência da vivência do amor e da caridade: "nisso todos reconhecerão".
O que faz com que uma pessoa potencialize uma demanda se a demanda é da ordem do inatingível?Deus seria o acaso?
Ou o acaso é a vontade de Deus??
Livre arbítrio
Conspiração divina?
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
Recortes & Rascunhos I - Partes inteiras
Triste palco
Meu palco
sem luz
À meia
luz
Ilumina
minha metade
E espera
minhas partes
Para eu ser
todo
Não se
vive um monólogo
Agonia I
Aperto em meu peito
Uma agonia esmagadora
Falta ar, falta vida
Falta meu pequeno
Agonia II
Acompanha essa minha agonia
A falta de minha pequena alegria
Que cresce longe de minha companhia
Amor que dói
Meu silêncio é todo amor
Mas também lembranças de dor
Recortes & Rascunhos II - Lágrimas
Chuvas e lágrimas
Chuva cai lá fora
Minhas lágrimas aqui dentro
Ambos escorrem
Lavam
Levam dores
Regam lembranças
Tempo e desconstrução
Eu, por um momento
Volto no tempo
Desconstruindo maldades
Com sólidas verdades
Preenchendo o vazio
Com amor
Mágoas e
lutas
Mágoas
geram dores
Que geram
sofrimentos
Que criam
raízes
Que
corrói e destrói
Que
enlouquece
Mas o
morto ainda vive
E luta
Fria e seca
Não nasci pra esse mundo
De covardes e mentirosos
A ****@ fria e seca
Jogou o jogo da mentira
Manipulação e morte
Porque nunca teve amor
Nem de berço
Nem o meu
Recortes & Rascunhos III - Partidas e Despedidas
O equilibrista
A vida vale a pena
Mas eu entendo a dor e a necessidade
De quem antecipa sua partida
Travessia
Pego o trem
Desta vez da partida
E parto como se já não precisasse chegar
Meu lugar não está na partida
Nem na chegada
Vivo o pouco que me resta
No meio dessa louca travessia
Recortes & Rascunhos IV - Amore's
Êxtase
Minha pior e maior embriaguez
Foi a de amor
A melhor também...
Vento
Bate o vento sobre a pele
São toques sutis
Que a saudade me trouxe
O equilibrista II
Entre a dor e o amor
Entre a saudade e a solidão
Amar e não poder amar
Desejar e realizar
Somente no sonho
Ao morrer para a realidade
Solitude
Amo em silêncio
Na solidão de meus desertos
Sorrio em meio às dores
Choro quando as luzes se apagam
É aí que eu me acabo
Morro
E por destino, insistência ou penitência,
Às vezes renasço
Águas
Pudera eu
simplesmente ser água
Seguir
para o rio
Do rio
para o mar,
Ser eu em
meio a tantos
E de
repente
Nessa
imensidão de água
Te
encontrar
E me
afogar
Vida por trás das vidas
A dor que o sorriso esconde
O tempo do amor que espera
São vidas paralelas e de essência
Em meio ao caos da aparência
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
Escolhas entre o tempo
Entre as escolhas sob e sobre o tempo, o que perdura não é como vivê-lo, mas com quem. E as melhores escolhas sempre deixarão saudades.
E por falar em saudades, saudade do que a gente
ainda não viveu...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Velhos fantasmas
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Cenas do cotidiano
Cena 1: Adentrei ao supermercado como sempre para comprar aqueles pãezinhos feitos na hora. Fila pequena, apenas um senhor na minha frente. Num espaço pequeno em que duas pessoas por vez podem escolher seus pães, ele iniciou um assunto que aos poucos me fez atentar. "Um dia meu pai tirou um dente meu no tapa. Ele me chamou e ao invés de responder 'sim senhor' apenas falei 'oi papai'. Eu tinha 5 anos de idade e quando cheguei perto dele levei um tapa na boca que meu dente voou longe. Tudo porque não respondi 'sim senhor'. Nunca me esqueci dessa lição..." disse o senhor. Peguei meu pacote de pães, passei pela fila do caixa e fui para casa, pensando...
Cena 2: Parei de moto aguardando o semáforo liberar para eu prosseguir rumo ao meu destino e enquanto isso observei, no canteiro central da avenida que atravessaria, um rapaz que faz malabarismos em troca de alguns trocados brincando com um filhotinho de cachorro sobre a grama. Cachorrinho bem cuidado, de coleira, pacote de ração do lado e muita atenção de seu dono. Uma verdadeira distração aos motoristas que param para aguardar sua vez de prosseguir. Abriu o sinal, minha vez de acelerar e seguir adiante, pensando...
Cena 3: Fui até um posto de combustível para calibrar os pneus da moto. Enquanto o fazia vi ao fundo um funcionário sentado ao chão do local onde realizam troca de óleo, almoçando de marmita na mão. Concentrado em sua refeição que não arredava os olhos para lugar algum. Parecia pensativo sobre a vida durante o tempo que saciava sua fome. Mais uma vez parti, pensando...
Cena 4: Homens da prefeitura recolhendo pertences de pessoas que dorme sobre papelões nos canteiros das avenidas. Homens em bando, de crachás e luvas nas mãos, óculos escuros e pouca conversa, cumpriam ordens e obrigações. Sua tarefa? Retirar tudo aquilo que polui o ambiente visual da cidade. Eu? Sigo juntando as peças de cada cena, pensando...
Pensando sobre tempos severos de pessoas que sobreviveram à rigidez e brutalidade da educação de antigamente. Pensando sobre o amor daqueles que nada tem podem dar a outros seres muitas vezes abandonados por seus antigos donos. Pensando no sacrifício daquele que se sujeita a muita coisa para dar o melhor aos seus. Pensando que somos escravos e senhores, vítimas e culpados, cegos, inocentes e coniventes com todo tipo de sistema opressor que paira sobre nossas vidas... Apenas, pensando...
sábado, 16 de junho de 2018
Palavra & Honra
E a palavra de ordem do dia é: "Palavra tem que ser no fio do bigode", já dizia o meu avô Joaquim. Pra quem o conheceu, sabe bem o estilo daquele mineiro baixinho, entroncado, de poucas palavras, analfabeto porém muito sábio, justo, íntegro e que acima de qualquer coisa, deixava bem claro que sua palavra valia mais que um contrato. Afinal, palavra e nome, como ele também fazia questão de afirmar, andavam sempre juntos: "Tenha palavra e terá um nome. Nunca desonre esse nome porque você desonrará não só a você."
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Tempo é passagem e nós os passageiros
O tempo ensina, sempre ensina. A truculência juvenil dá espaço para a contemplação na maturidade. É uma verdadeira arte saber compreender esse tempo, essa travessia conectada ao universo. Entre ter razão e calar, a segunda opção me permite sobrevida, saúde e paz. Nem sempre é possível, mas é possível tentar sempre. Discordar do que não se gosta já não é deselegante. E quando me questionam se não sou capaz de ceder, de reconhecer e mudar, apenas direi que sou o que sou por tantas mudanças necessárias, tantos pontos de vistas equivocados, tantos passos mal dados. Sou passageiro em travessia, repleto de mudanças, de passagens e de paisagens. Sou o resultado de minhas escolhas. Sou o reconhecimento dos meus erros. Sou a possibilidade de reconhecer-me tão humano quanto falho, tão frágil quanto disposto a tentar e encontrar a força necessária para levantar-me e prosseguir... Afinal, o tempo é passagem e nós somos meros passageiros.
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Sobre os dias, sobre o tempo
Retornei mais maduro e convicto do destino ora escolhido
Fé e coragem me impulsionam a continuar
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Seja o seu próprio padrão
"Dos padrões que a sociedade impõe não quero nenhum.
Comparam-se nos espelhos e aprisionam-se nas mentiras desvairadas da perfeição alheia.
Máscaras, maquiagens, roupagens...
Há quem viva muito mais o seu personagem que chega a esquecer quem de fato é.
Sou o meu próprio padrão."
Passageiro
Na briga dos demônios,
Sobrevivem os libertados
Sou um passageiro apenas
Que segue viagens e rituais
Carregado em uma cela
Onde trevas e luz se equilibram
Entre sombras e luzes
Não há mal
A normalidade não é questionada
Pois as regras externas são seguidas
Sou apenas um passageiro dentro de outro...
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
#PensamentoTretado:02
#PensamentoTretado:01
"Sem a obrigação dos protocolos festivos. É assim que me sinto. Foi uma opção que me tirou fardos. Muito bom festejar quando se tem clima. Para quem passa o ano em pé de guerra, cumprir com o ritual das ceias é o mesmo que usar máscara... Sem essa! Façamos o que temos vontade, de peito aberto e consciência tranquila. O que passar disso é protocolo."
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
O tempo das panelas que se foi
O verde-amarelo que lotou as ruas num refinado alvoroço de luxo, ao som de batuques em inox ou alumínio de primeira linha, de repente empalideceu-se e sumiu. O silêncio que se ouve é estrondosamente ensurdecedor. Os gritos de guerra, que partiam de peitos estufados, e siliconizados também, que ora clamavam palavras de ordem, justiça e progresso, ora pediam o fim da corrupção, esta que ficou como sinônimo de vermelho, calaram-se em seus palácios e palacetes. O saldo que pairou nos ares dessa pátria foi o odor empodrecido das máscaras caídas nas ruas. Não deram conta de usá-las novamente, nem para assumir a incoerência de seus atos, tampouco continuar na hipocrisia assolada. Foi-se o tempo das panelas, e dos brados retumbantes...
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Satã 2
#1 - A Russia acaba de apresentar ao mundo, na última terça-feira, o maior míssil até então fabricado, com capacidade para enterrar um país do porte da França. Sua mais nova produção de longo alcance foi batizada de "Satã 2".
#2 - Enquanto os EUA devem pensar numa versão de míssil, tipo 6S, pra não ficar atrás da concorrência, aqui no Brasil nós dispensamos tais tecnologias nucleares. Também, quem precisa de mísseis se nós temos a PEC 241?
#3 - Os russos tem uma arma de destruição em massa que atinge o alvo num piscar de olhos. Fichinha! Nós temos um Bataclã no Governo que sabe como arregaçar com um país como nenhuma tecnologia dantes vista, em conta-gotas, via PEC 241!
#4 - Se a Russia se acha a bam-bam-bam porque tem o "Satã 2", deixa ela descobrir que nós temos o Temer, o Renan, o Aécio, o Serra e o MoUro. Inferno inteiro tá qui, mano!
Desestocando as inutilidades
Materiais, (in)conscientes ou fantasmas...


















