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sábado, 20 de dezembro de 2025

Derradeiras pré-virada 25/26






Nas derradeiras da pré-virada vale lembrar, enaltecer, agradecer e se orgulhar do caminho percorrido. 
Porque até o que não deu certo serviu de experiência. As lições foram claras. Pessoas que pediram ajuda, foram as mais ingratas e perversas. Surpreenderam os que se manifestaram no anonimato.


Cobra não dá leite, e algumas espécies se engolem vivas. Isso não é sobre animais. 


Cuidado ao abrir as portas da sua casa, quem está do lado de fora pode ser apenas um ladrão sem escrúpulos. Isso vale para a vida e para o coração.


Quando alguém lhe pedir ajuda, ouça atentamente, tenha empatia e certifique-se que aquela história é real. As experiências têm comprovado uma discrepância entre o imaginário e o real. 


Cuidado ao ajudar a quem se aproxima com histórias tristes. Experiências comprovaram que quando já conseguiram atingir seus objetivos, você se torna dispensável e até algoz. 


Se atente ao vitimismo. 



quinta-feira, 13 de abril de 2023

Rascunhos incompletos III - modismos de massa

 

A futilidade dos modismos de massa - pseudorreligiões e outras fraudes
A futilidade dos modismos de massa e a doce arte de ser um bom inútil ou a futilidade do que se torna demais. Como uma pirâmide... o inventor e os próximos 10 ou 100 que acompanham até tem um grande êxito, um êxito saudável, uma renda, sucesso, mas o restante é massa, massa de manobra, vai apenas compor o meio e a base da pirâmide, com pequenos êxitos, pequenos lucros, alguns sucessos e a maior parte, abaixo dessa base são os que ficam iludidos e apenas auxiliam o crescimento de quem ta lá em cima.

Rascunhos incompletos I



A última ceia

A última ceia é a referência da vivência do amor e da caridade: "nisso todos reconhecerão".

O que faz com que uma pessoa potencialize uma demanda se a demanda é da ordem do inatingível?



2) "(...) aquele que foi mais autêntico: Tomé"



3) Nada é por acaso.
Nada acontece sem a vontade de Deus.
Deus seria o acaso?
Ou o acaso é a vontade de Deus??
Livre arbítrio
Ou
Conspiração divina?


4) A luta da mulher
Gênesis 2 - Fica claro que desde os tempos em que a história do Gênesis foi contada, escrita e repassada pela tradição de geração em geração, alguém, de certa forma já se preocupava com a posição da mulher. O texto evidencia que ambos deveriam ter direitos e espaço em mesmo pé de igualdade. A luta pela inclusão da mulher e o seu devido e merecido respeito é mais antiga que este escrito....


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Recortes & Rascunhos I - Partes inteiras



Triste palco

Meu palco sem luz

À meia luz

Ilumina minha metade

E espera minhas partes

Para eu ser todo

Não se vive um monólogo 

 

Agonia I

Aperto em meu peito

Uma agonia esmagadora

Falta ar, falta vida

Falta meu pequeno

 

Agonia II

Acompanha essa minha agonia

A falta de minha pequena alegria

Que cresce longe de minha companhia

 

Amor que dói

Meu silêncio é todo amor

Mas também lembranças de dor

 


Recortes & Rascunhos II - Lágrimas



Chuvas e lágrimas

Chuva cai lá fora

Minhas lágrimas aqui dentro

Ambos escorrem

Lavam

Levam dores

Regam lembranças

 

Tempo e desconstrução

Eu, por um momento 

Volto no tempo

Desconstruindo maldades

Com sólidas verdades

Preenchendo o vazio

Com amor

 

Mágoas e lutas

Mágoas geram dores

Que geram sofrimentos

Que criam raízes

Que corrói e destrói

Que enlouquece

Mas o morto ainda vive

E luta

 

Fria e seca

Não nasci pra esse mundo

De covardes e mentirosos

A ****@ fria e seca

Jogou o jogo da mentira

Manipulação e morte

Porque nunca teve amor

Nem de berço

Nem o meu

 


Recortes & Rascunhos III - Partidas e Despedidas



O equilibrista

A vida vale a pena 

Mas eu entendo a dor e a necessidade

De quem antecipa sua partida

 

Travessia

Pego o trem 

Desta vez da partida

E parto como se já não precisasse chegar

Meu lugar não está na partida

Nem na chegada

Vivo o pouco que me resta

No meio dessa louca travessia

 



Recortes & Rascunhos IV - Amore's



Êxtase

Minha pior e maior embriaguez 

Foi a de amor

A melhor também...

 

Vento

Bate o vento sobre a pele

São toques sutis 

Que a saudade me trouxe

 

O equilibrista II

Entre a dor e o amor

Entre a saudade e a solidão

Amar e não poder amar

Desejar e realizar

Somente no sonho

Ao morrer para a realidade

 

Solitude

Amo em silêncio

Na solidão de meus desertos

Sorrio em meio às dores

Choro quando as luzes se apagam

É aí que eu me acabo

Morro

E por destino, insistência ou penitência,

Às vezes renasço

 

Águas

Pudera eu simplesmente ser água

Seguir para o rio

Do rio para o mar, 

Ser eu em meio a tantos 

E de repente

Nessa imensidão de água

Te encontrar 

E me afogar

 

Vida por trás das vidas

A dor que o sorriso esconde

O tempo do amor que espera

São vidas paralelas e de essência

Em meio ao caos da aparência

 

 

 


quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Escolhas entre o tempo

E o paradoxo entre a vida no tempo e o tempo na vida talvez se refine na busca por entender a questão de como vivê-la sob o tempo e do tempo dedicado em vivê-la. 

Entre as escolhas sob e sobre o tempo, o que perdura não é como vivê-lo, mas com quem. E as melhores escolhas sempre deixarão saudades. 

E por falar em saudades, saudade do que a gente ainda não viveu...

 


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Velhos fantasmas



Velhos fantasmas nunca morrem
Apenas dormem
E vez ou outra acordam para te saudar
Quando muito, ficam trancafiados e amordaçados
Alguns enterrados ainda vivos
Mas em certas horas
De silêncio e solidão
Ausências e abandonos 
Fazemos questão de dialogar com eles

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Cenas do cotidiano


Cena 1: Adentrei ao supermercado como sempre para comprar aqueles pãezinhos feitos na hora. Fila pequena, apenas um senhor na minha frente. Num espaço pequeno em que duas pessoas por vez podem escolher seus pães, ele iniciou um assunto que aos poucos me fez atentar. "Um dia meu pai tirou um dente meu no tapa. Ele me chamou e ao invés de responder 'sim senhor' apenas falei 'oi papai'. Eu tinha 5 anos de idade e quando cheguei perto dele levei um tapa na boca que meu dente voou longe. Tudo porque não respondi 'sim senhor'. Nunca me esqueci dessa lição..." disse o senhor. Peguei meu pacote de pães, passei pela fila do caixa e fui para casa, pensando...

Cena 2: Parei de moto aguardando o semáforo liberar para eu prosseguir rumo ao meu destino e enquanto isso observei, no canteiro central da avenida que atravessaria, um rapaz que faz malabarismos em troca de alguns trocados brincando com um filhotinho de cachorro sobre a grama. Cachorrinho bem cuidado, de coleira, pacote de ração do lado e muita atenção de seu dono. Uma verdadeira distração aos motoristas que param para aguardar sua vez de prosseguir. Abriu o sinal, minha vez de acelerar e seguir adiante, pensando...

Cena 3: Fui até um posto de combustível para calibrar os pneus da moto. Enquanto o fazia vi ao fundo um funcionário sentado ao chão do local onde realizam troca de óleo, almoçando de marmita na mão. Concentrado em sua refeição que não arredava os olhos para lugar algum. Parecia pensativo sobre a vida durante o tempo que saciava sua fome. Mais uma vez parti, pensando...

Cena 4: Homens da prefeitura recolhendo pertences de pessoas que dorme sobre papelões nos canteiros das avenidas. Homens em bando, de crachás e luvas nas mãos, óculos escuros e pouca conversa, cumpriam ordens e obrigações. Sua tarefa? Retirar tudo aquilo que polui o ambiente visual da cidade. Eu? Sigo juntando as peças de cada cena, pensando... 

Pensando sobre tempos severos de pessoas que sobreviveram à rigidez e brutalidade da educação de antigamente. Pensando sobre o amor daqueles que nada tem podem dar a outros seres muitas vezes abandonados por seus antigos donos. Pensando no sacrifício daquele que se sujeita a muita coisa para dar o melhor aos seus. Pensando que somos escravos e senhores, vítimas e culpados, cegos, inocentes e coniventes com todo tipo de sistema opressor que paira sobre nossas vidas... Apenas, pensando...

sábado, 16 de junho de 2018

Palavra & Honra


E a palavra de ordem do dia é: "Palavra tem que ser no fio do bigode", já dizia o meu avô Joaquim. Pra quem o conheceu, sabe bem o estilo daquele mineiro baixinho, entroncado, de poucas palavras, analfabeto porém muito sábio, justo, íntegro e que acima de qualquer coisa, deixava bem claro que sua palavra valia mais que um contrato. Afinal, palavra e nome, como ele também fazia questão de afirmar, andavam sempre juntos: "Tenha palavra e terá um nome. Nunca desonre esse nome porque você desonrará não só a você."




quarta-feira, 23 de maio de 2018

Tempo é passagem e nós os passageiros


O tempo ensina, sempre ensina. A truculência juvenil dá espaço para a contemplação na maturidade. É uma verdadeira arte saber compreender esse tempo, essa travessia conectada ao universo. Entre ter razão e calar, a segunda opção me permite sobrevida, saúde e paz. Nem sempre é possível, mas é possível tentar sempre. Discordar do que não se gosta já não é deselegante. E quando me questionam se não sou capaz de ceder, de reconhecer e mudar, apenas direi que sou o que sou por tantas mudanças necessárias, tantos pontos de vistas equivocados, tantos passos mal dados. Sou passageiro em travessia, repleto de mudanças, de passagens e de paisagens. Sou o resultado de minhas escolhas. Sou o reconhecimento dos meus erros. Sou a possibilidade de reconhecer-me tão humano quanto falho, tão frágil quanto disposto a tentar e encontrar a força necessária para levantar-me e prosseguir... Afinal, o tempo é passagem e nós somos meros passageiros.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Sobre os dias, sobre o tempo

Sobre os meus dias já idos
Recai sempre o pensamento do que não foi
Por vezes esqueço-me dos passos dados
Das tentativas frustradas, tombos e cicatrizes deixadas
A cobrar-me do que poderia ter sido melhor
Essa viagem entre passado e presente
Equilibra-me o ser na humanês em que fui gerado
E chego à conclusão de que quando não ganhei,
No mínimo, eu aprendi a lição e refiz o caminho
Retornei mais maduro e convicto do destino ora escolhido

Sobre a linha do meu tempo
Esmiuçando as lembranças da memória
Inquieta-me a alma essa dor de saudade
Quando a ausência meu peito invade
E me leva aos bons tempos da história
Me faz assim velejar pelas nuvens do silêncio
Ouvindo ao fundo o ressoar das vozes dos meus mestres
E aos poucos aterrizo-me no presente 
Seguindo meus sonhos, meu legado
E compreendo então que a vida bem vivida já é uma vitória alcançada

Sobre o tempo que escoou
Eterna é a saudade que ficou
Imensa é a vontade de prosseguir
Forte é a necessidade em persistir
E por mais que haja dificuldade no caminhar
Fé e coragem me impulsionam a continuar

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Seja o seu próprio padrão



"Dos padrões que a sociedade impõe não quero nenhum.
Comparam-se nos espelhos e aprisionam-se nas mentiras desvairadas da perfeição alheia.
Máscaras, maquiagens, roupagens... 
Há quem viva muito mais o seu personagem que chega a esquecer quem de fato é.
Sou o meu próprio padrão."

Passageiro


Na briga dos demônios,
Sobrevivem os libertados
Sou um passageiro apenas
Que segue viagens e rituais
Carregado em uma cela
Onde trevas e luz se equilibram
Entre sombras e luzes 
Não há mal
A normalidade não é questionada
Pois as regras externas são seguidas
Sou apenas um passageiro dentro de outro...

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

#PensamentoTretado:02

"Se o resultado de sua ação é positivo então foi Deus que te iluminou. Mas se o resultado for negativo, foi uma influência do maligno? E o livre-arbítrio fica onde? Se Deus pode intervir para o bem, porque não faz o mesmo para evitar o mal?"

#PensamentoTretado:01



"Sem a obrigação dos protocolos festivos. É assim que me sinto. Foi uma opção que me tirou fardos. Muito bom festejar quando se tem clima. Para quem passa o ano em pé de guerra, cumprir com o ritual das ceias é o mesmo que usar máscara... Sem essa! Façamos o que temos vontade, de peito aberto e consciência tranquila. O que passar disso é protocolo."

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O tempo das panelas que se foi


O verde-amarelo que lotou as ruas num refinado alvoroço de luxo, ao som de batuques em inox ou alumínio de primeira linha, de repente empalideceu-se e sumiu. O silêncio que se ouve é estrondosamente ensurdecedor. Os gritos de guerra, que partiam de peitos estufados, e siliconizados também, que ora clamavam palavras de ordem, justiça e progresso, ora pediam o fim da corrupção, esta que ficou como sinônimo de vermelho, calaram-se em seus palácios e palacetes. O saldo que pairou nos ares dessa pátria foi o odor empodrecido das máscaras caídas nas ruas. Não deram conta de usá-las novamente, nem para assumir a incoerência de seus atos, tampouco continuar na hipocrisia assolada. Foi-se o tempo das panelas, e dos brados retumbantes...

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Satã 2


#1 - A Russia acaba de apresentar ao mundo, na última terça-feira, o maior míssil até então fabricado, com capacidade para enterrar um país do porte da França. Sua mais nova produção de longo alcance foi batizada de "Satã 2". 

#2 - Enquanto os EUA devem pensar numa versão de míssil, tipo 6S, pra não ficar atrás da concorrência, aqui no Brasil nós dispensamos tais tecnologias nucleares. Também, quem precisa de mísseis se nós temos a PEC 241?

#3 - Os russos tem uma arma de destruição em massa que atinge o alvo num piscar de olhos. Fichinha! Nós temos um Bataclã no Governo que sabe como arregaçar com um país como nenhuma tecnologia dantes vista, em conta-gotas, via PEC 241!

#4 - Se a Russia se acha a bam-bam-bam porque tem o "Satã 2", deixa ela descobrir que nós temos o Temer, o Renan, o Aécio, o Serra e o MoUro. Inferno inteiro tá qui, mano!


Desestocando as inutilidades


Nos dias em que o silêncio é ombro amigo
E o pesar das prioridades se revela fútil
O desamarrar da imortalizada inutilidade
Torna-se pauta única em tempo de libertação
Nem estações, nem dias
Nem pedras, nem flores
Nem nuvens, nem estrelas
Nem chuva, nem vento
Nada é igual, nada se guarda, tudo muda
O momento se eterniza é no coração
E os corações não são iguais
E cada um estoca o que lhe é bem necessário
Na listagem das inutilidades incluem fantasmas
Que teimam estarem mais vivos do que eu
A ressignificância dos passos e da visão
É o que me trará novo alento ao coração
Se em novas páginas não se pintam esquecitudes
Sejam de fatos saudosos do que nunca se viveu
Com quem já se enterrou na vida de adeus
Sejam de pessoas desimportantes que partiram
Sem mesmo nunca terem estado
Parentes e amigos, ou mesmo desconhecidos,
Não passam de meros títulos
O que se vive e se sente dispensam diplomas
Nos aproxima das coisas boas
E nos afasta do que nunca foi...
Desestocar-se das inutilidades 
É livrar-se de excessivos fardos:
Materiais, (in)conscientes ou fantasmas...