O sertão é o sozinho, é dentro da gente, está em todo lugar. Deus e eu no sertão.
quarta-feira, 19 de junho de 2024
O jardim
quinta-feira, 21 de março de 2024
Ainda me lembro bem
Ainda me lembro bem das brincadeiras no quintal de terra na casa dos meus avós, Joaquim e Iolanda. Não tinha hora para acabar. Histórias inventadas, sonhadas, entre carrinhos, soldados e índios...
(12/01/21)
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
Resenha - O velho que acordou menino
Rubem Alves é sinônimo de leveza, nostalgia, saudade, simplicidade e vida. Nesse livro ele faz uma verdadeira travessia pelas coisas de antigamente, com assuntos de família, fé, brincadeiras de criança, superação, curiosidades e muitos causos ouvidos e recontados. Uma leitura tão fácil quanto saborosa que nos remete a pensar e refletir sobre o quanto podemos ser felizes degustando da companhia dos que amamos. É nesse seio de amor, amizade e companheirismo que as histórias se tecem e se ajuntam ultrapassando gerações. Uma verdadeira colcha de retalhos de histórias vividas e que nos coloca como protagonistas em cada cena descrita.
quarta-feira, 28 de junho de 2023
Sol da primavera
sexta-feira, 12 de maio de 2023
Deixei de me amar
Implorando por um olhar para dentro de minhas próprias estruturas
Que sucumbiam ao relento da solidão
Enxergando apenas a aura da companhia desejada
Por te amar tanto assim
Aceitei o seu muito que me era tão pouco
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Carta para minha irmã - Parte 1 do infinito
Não queria sair de Piraju, mas me vi obrigado
Foi necessário
Mas tenho também meus motivos pra sorrir diante da escolha
Nunca se esqueça disso
Toda a vivência e experiência adquirida nessa travessia
Minha eterna "Companheira"
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
Um lugar chamado saudade
Hoje eu tô navegando num lugar chamado "saudade"
minha alma veleja pelas águas do pensamento
em oásis inexplorados de sentimentos
cercado de solidão
mas que em algum lugar do paraíso chamado vida
habita uma alma que me espera
habita você, que eu sei, é de verdade
Estou num lugar chamado saudade
te esperando e aqui eu vivo
entre a criança que sonhou
e o futuro que virá
no tempo desse presente
eu me entrego em tempo
mas se por uma desventura
suas mãos não mais puderem me tocar
adentrarei na próxima estação
embarcarei sem destino
e soltarei ao céu
o meu coração
rumo ao infinito
para que ele possa voar
e te encontrar
no céu dos meus sonhos
quinta-feira, 3 de março de 2022
Cansaços
Cansaços meus ...
Cansado de esperar o tempo
Um tempo que corta feito navalha
Que vai sangrando aos poucos
Dia após dia
Você não morre de uma vez
Vai deixando de existir de dentro pra fora
Vai perdendo o brilho, o encanto
A esperança começa a ficar cada vez mais distante
E você se encontra num deserto de silêncio e
solidão
Seu riso é caricatura rasurada
Inventada por um minuto de sobrevivência
O pensamento está preso
O corpo se movimenta pela necessidade
Não mais pela vontade
Tudo é demorado
Tudo são lembranças de um recente passado
E migalhas de esperança de um tempo sonhado
Feito areia no tempo
Que o vento carrega pra longe
Uma tempestade de esperas
Sem paisagens
Só miragens
Sem verdades
Só maldades
Sem vaidades
Só...
Contradições de um deserto
Que aplica golpes de visão
Quando se pensa estar perto de uma fonte
A resposta se esconde atrás de outro monte
E a caminhada se torna mais e mais difícil
Tão desgastado eu sigo
Aqui dentro, lá fora, sem abrigo
Só o tempo que me corta feito navalha...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
Sabedoria do amor: reinvenção e saudade
Hoje lembrei-me da minha avó
Iolanda. Ela fazia um pão frito ao ovo que era uma delícia. Tentei recriar o
sabor da infância, reinventando sua prática. Incrementei com queijo fresco e
temperos. Reinventar, recriar, reconstruir a partir de pontos que julgamos por
vezes não conseguir mais, é algo que só o amor e a saudade permitem. E essa é a
nossa vida, feita de encontros, reencontros e possibilidades que só o amor e a
saudade podem entender...
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
Então é Natal
Trago comigo lembranças...
Minha árvore já está montada.
Ela carrega nomes e saudades, sonhos e
esperanças.
Foi construída com lembranças de
pessoas queridas e amadas.
E são os enfeites recebidos que dão um
ar especial.
Já tem um tempo que comecei a montá-la
dessa forma.
Trago comigo memórias...
Desde sempre admirava as árvores de
Natal na casa dos meus amigos.
Na casa dos meus pais nunca teve.
Porque talvez faltasse uma motivação.
No entanto eu e minha irmã sempre pensamos
diferente.
Hoje, capricharíamos nas nossas
árvores.
Juntar os filhos, a família toda,
montar e pendurar cada enfeite, cada lembrança, cada pedacinho de saudade, é
uma arte, um sentimento de pertença também.
Trago comigo sentimentos mútuos de pessoas
verdadeiras...
Amizades construídas e solidificadas no
tempo.
Irmãos e irmãs que a vida e o tempo me
deram.
Minha árvore têm histórias e, mais do
que enfeites, tem carinho e reciprocidade.
Não é grande, mas aconchegante,
abarrotada de detalhes e significados.
E somente quem é de verdade consegue
sentir e compreender.
Trago comigo saudades...
A distância hoje está mais sofrida do
que nunca.
Mas quando me deparo na beleza dos
detalhes desta data e desta árvore, consigo sentir a presença de pessoas amadas.
Consigo também, imaginar o sorriso
estampado no rosto de quem já partiu.
A data e o momento nos propiciam esse
sentimento.
O coração aperta, as lembranças
batem...
Trago comigo o tempo...
E nesse tempo eu escrevi nomes com
tinta vermelho-sangue nas linhas da vida.
Nos caminhos que percorri, as vezes
morri, mas também sobrevivi.
Em cada parada, cada estação uma
memória a ser visitada.
E nesse tempo, luas e estrelas
ressignificam a busca perfeita da sintonia do amor.
E nessa árvore, o que não falta é amor,
é significado, é saudade...
quinta-feira, 1 de julho de 2021
Meu luto, muitas lutas
Quanto tempo faz
Tanto tempo se passou
Entre a dor que me
define
E o que de mim sobrou
A espera do que é meu
Meu pensamento
vagueia sem rumo
Perdido entre o tempo
de agora
E o que me resta
nessa demora
Entre fios de
esperança
E uma intensa agonia
A espera que se faz
por amor
É também uma sentença
impiedosa
Esperar é
viver,
Ter que sobreviver
Viver para
esperar,
Por simplesmente amar
Vivo o luto da
distância
E a dor da ausência
Com minhas lutas
diárias
De sangue, suor,
lágrimas: amor
É somente e tudo o
que eu tenho
A dor que por vezes
me cega
Vem carregada de
indagações
E indignação
Maldade e injustiça!
Quantas noites sem
dormir
Quantos abraços
sonhados
Quantos carinhos
imaginados
E quantas lágrimas ao
despertar para a realidade
Aos poucos,
lentamente,
Fui obrigado a
desfazer algumas arrumações
Guardar um pouco das
lembranças
Para suportar essa
espera
Tentei mascarar minha
agonia, minha dor
Não deu...
Precisei de ajuda,
muita ajuda
Para suportar essa
espera
Espera de saudade,
por amor...
Sinto sua falta meu
bebê...
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Tempo de adeus
quinta-feira, 1 de abril de 2021
Entre o rio e o sertão
Entre o rio e o sertão
A distância e o tempo
Destinos e travessias
Contos e utopias
Meu rio que desce sem
fim
Sonha em cortar seu
sertão
Te encontrar,
namorar, dar vida
Uma história
prometida
Seu sertão que ecoa o
silêncio
Anseia por
declarações apaixonadas
Trazidas pelos raios
da lua
De um rio de alma nua
Meu rio que de tempos
em tempos
Se enche e transborda
o amor
Ou quase seca na dor
da saudade
Anseia teu cheiro de
terra que invade
Minhas águas compreendem tua sede
Seu calor conforta o meu leito
Nesse conto real entre rio e sertão
A lua testemunha o nosso coração
Entre o rio e o
sertão
A lua ilumina nossa
história
Meu rio que
atravessou cidades
No seu sertão
encontrou amor de verdade
Você, meu sertão e
calmaria
Companhia certa e
silenciosa
Minha fonte de
inspiração
Em toda e qualquer
estação
Entre águas que
invadem
E terras que se
molham
Nem mesmo o tempo
impede
Esse amor
que não se mede
domingo, 21 de março de 2021
Preces sob o tempo, sobre o rio, a Deus
Quando penso no tempo
No que já foi e no que há de vir
Sinto-me como um rio
Que passa por entre margens
Redescobrindo paisagens
Contornando obstáculos
Seguindo seu destino
Mesmo sem visualizar o caminho
Mas sabendo do fim
Reencontrando com o mar
Voltando para casa
Se o mar é Deus
Que minha casa seja o céu
E que lá, quando me achegar
Eu possa misturar-me com outras águas,
Almas antigas e queridas
Fartando-me de saudosos abraços
E de água, de lágrimas...
Quando penso no tempo
Olho pelo caminho das águas
Toda a travessia
Em noites enluaradas
Manhãs de sol
Bem como os dias sombrios
E as noites escaldantes
Momentos em que o rio
Quase agoniza
Sem forças para prosseguir
E em algum momento
Do céu vem o retorno
Vem água, a chuva, a esperança
E os leitos se enchem
E tornam a vida ao seu redor
Menos sofrida, mais alegre
Mais viva
Quando penso no tempo
Olho para o horizonte
E vislumbro novos sonhos
Sonhos repletos de sentimentos
Esses que não cabem no peito
No leito
E transbordam para além de si
Para além da terra, da alma
E o maior de todos os sonhos
É o de reencontrar-me
Com outras águas de minha própria fonte
Este que ainda corre pequeno
Inocente, sereno...
Quando penso no tempo
Nesse tempo de agora
Por vezes, sem forças
Nem coragem de prosseguir
Sigo também empurrado
Por outras águas, outras almas
Rios irmãos que correm comigo em
paralelo
Ora se cruzando na travessia
E dando força na correnteza
Ou apenas sendo minha única força e
certeza
Ora sendo conduzido pela memória e
esperança
Para fortalecer as águas
Que nasceram de minhas entranhas
E então seguirei em paz, pelo amor
Em todas as estações
Celebrando o reencontro
Reencantando-me com as águas dos
meus...

.jpeg)



.jpg)





