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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Isolamento mental


O que já estava ruim ficou pior. Momento crítico que a humanidade vive. Não bastasse todo tipo de atrocidade natural já existente, ainda somos obrigados a aturar aquelas geradas no útero humano, ou em certos casos, no intestino que ocupou o lugar do cérebro. 

Exato! Tem muita gente que só diz e só faz merda! E continuam fazendo porque encontram público fiel que, não apenas é conivente com a situação, ficando em silêncio, mas apoia literalmente ações que vão contra a razão e a natureza humanas. 

Não tem como torcer para isso crescer e dar certo! Merda não cresce e não dá certo, apenas fede! 

Ainda me deparo, no dia a dia, com pessoas que criticam o passado político do país para justificar o apoio a este retardado eleito. Injustificável! 

E, em meio a essa pandemia, enquanto nos protegemos com procedimentos e cuidados, máscaras, álcool gel e isolamento social, percebo com maior clareza que muitos rostos sempre utilizaram máscaras para realizar aquele discurso com requintes de falsa moral na tentativa de justificar seus atos. Falsa moral que está enraizada em canteiros religiosos. 

Hoje, entendo que o maior isolamento que precisamos realizar é o mental. E isso se dá de forma curta, direta e, se necessária, grossa, principalmente. 

Blindar a nossa mente e colaborar com as pessoas que amamos, que estão à nossa volta, para que não entrem no transe dos retardados que dizem amém e acham graça diante das desgraças do idiota no poder e seus asseclas, é um grande passo. 

Não dá pra pra bancar o inocente e fingir que o problema não é meu. Não dá pra se fazer de ignorante e dizer que a culpa não é sua. Não dá, principalmente, pra tolerar quem é conivente. Conivente com retardado, retardado é! E ponto! 

Se você gostou, ótimo! Se não gostou, foda-se!!!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Crises - Parte I - Do conforto ao impacto



Que a fé ainda é objeto de estudos e de especulações, tamanha sua capacidade de alterar o estado emocional e motivacional de uma pessoa e, consequentemente, sua maneira de encarar a própria realidade, não há o que questionar. A fé no sagrado pode ser considerada um meio eficaz para a pessoa em busca de mudanças em seu próprio ser bem como o único "meio" para depositar sua esperança diante das variadas impossibilidades que surgem em sua vida. Infelizmente ela tornou-se também alvo de exploração por parte das grandes instituições religiosas sobre as pessoas de baixa renda.

Somos criados, na maioria dos casos, sob uma estrutura religiosa que é passada de geração em geração. Somos batizados enquanto crianças sem a opção de fazer a livre escolha, no caso dos católicos, ou, no caso dos evangélicos, após uma certa maturidade que lhe permita escolher, porém, não é uma escolha totalmente livre, uma vez que o ambiente familiar e os vários círculos religiosos influenciam sumariamente tal decisão. E é óbvio que o batismo ocorrerá.

Mas o fato de ser batizado para estar devidamente inserido na comunidade religiosa e assim fazer parte desse "grande corpo espiritual" e poder crescer sob a tutela institucional da moral religiosa não é o objeto da discussão. Amadurecer sob os pilares religiosos é, de certa forma, crescer numa zona de conforto e o problema real que levará às mais diversas crises, principalmente a de fé, será quando for necessário direcionar os passos para além desse reduto de conforto. E é fora do alcance das sombras religiosas que as regras básicas institucionais, que envolvem fé e moral, serão testadas. Esta será então uma nova zona, a zona de impacto.

As instituições de fé, de maneira geral, tendem a podar o ser humano com regras por vezes exageradas. Algumas dessas regras são datadas anterior à idade média, portanto, arcaicas. Uma grande dificuldade para o "fiel" pode ser a de ter que carregar uma enciclopédia de leis e coloca-las em prática em pleno século XXI, exigência essa totalmente institucional. Há uma disparidade que permeia a distância entre o berço de fé do indivíduo e o seu atual espaço de convívio e nesse vácuo surgem os conflitos de fé.

Quem nunca se sentiu um animal com tapa olhos quando, diante de novos entendimentos e compreensões sobre determinados assuntos, percebe que muito do que foi dito e imposto no ambiente religioso e familiar era um mero engano e um exagero em nome da fé? Claro que há alternativas para se compreender melhor uma vez que tais enganos e exageros podem ser frutos de uma consciência inocente ou ignorante tanto por parte de quem expõe como de quem interpreta.