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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Filosofia de expurgo - 01/01

"divino-política-sócio-educativa-financeira-libertária-brasileira-guarani-kaiowá-casaldáliga-francisco"


"Saudade do tempo em que os votos eram secretos. 
Havia mais respeito e as amizades não se acabavam". 


Bom, a coisa degringolou. Não se discute sobre "política", nem sobre projetos, nem nada. As pessoas não conseguem ou talvez nem saibam manter a discussão no campo das ideias. Realmente isso não é pra qualquer um.

De todos os candidatos que estão no páreo, particularmente só não voto em um. E é justamente aquele que não sabe debater, que nunca fez nada pelo país em sua vida pública além de colocar todos os seus descendentes no mesmo esquema, não consegue expor ideia alguma sem ter que apelar pra hostilidade e, usando como pauta de campanha aqueles jargões encharcados de hipocrisia como "lutar pelos cidadãos de bem, pela família, pela moral cristã" para iludir muitos dos que estão querendo uma virada de mesa nesse cabaré que virou o Brasil, vem se fazendo como "a solução". SQN!

Conheço e tenho amizade com muitos que apoiam tal candidato. Não pretendo que amizade alguma se dissolva por isso, porque as eleições vão passar e no fundo, bem no fundo, todos querem o melhor. Não vou na página alheia pra discutir em vão e da mesma forma não tolero que o façam na minha. Sigamos o fluxo!

Resta aguentar essa "guerrilha" que virou o período pré-eleitoral. O nível de "politicagem" que se vê por aí é decadente. Ódio externado em violência contra quem tem opção e visão diferente. E isso tudo é algo que partiu também do próprio tal candidato, seguidores radicais, bem como de grupelhos intitulados de "direita" e de cristãos ultra-radicais.

Tem horas que, apesar de caótico, chega a ser engraçado. A maioria das pessoas que são contra o comunismo, o marxismo, a esquerda política (eu digo política, não partidária, se é que vocês me entendem), na verdade nem sabem o real significado. Só estão repetindo o que os seus "inflamadores" gritaram em certo momento. A situação lembra muito os ventríloquos.

Particularmente, não consigo pensar numa política que não seja de inclusão e para isso a questão é analisar o candidato que apresenta não apenas as melhores propostas mas as mais viáveis e o mais importante, o que esteja melhor preparado e tenha condições de conduzir a nave, a tripulação e os passageiros.

Se tenho amigos ou parentes que discordam, foda-se! Essa é a minha análise, é a forma que vejo o contexto e tiro as minhas conclusões. Quando vejo ataque de chilique de gente que se acha acima da média porém sem um pingo de bom senso, nem conhecimento de causa (informação), nem respeito, nem "nada" eu fico entre a "pena", a "vergonha alheia" e o "asco". É muito sabidão diplomado em redes sociais que deveria estar no Palácio do Planalto! Não sei como o mundo ainda não notou tamanha celebridade desperdiçada nessa terra Tupiniquim!

Nos vemos nas urnas ou até o próximo expurgo.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Curso de hipocrisia com Hipócrita-Liciano



Tem rodado nas redes sociais um vídeo de autoria do Deputado-Pastor Marco Feliciano[1] falando especificamente sobre o enredo da novela global "A força do querer". Como se fosse o maior gestor da moralidade humana e de uma conduta literalmente ilibada, o pastor inicia o seu merchan , sempre de maneira irônica, afirmando uma parceria entre a emissora e o tráfico. O vídeo todo é carregado de ironia. Não precisa ser gênio para entender que o foco não é apenas pagar de "bom moço que preza pela família tradicional brasileira e pelos bons costumes e bla-bla-bla"; é óbvio que o objetivo é a autopromoção de sua imagem política-religiosa.

Esse pastor é aquele mesmo que usou a Bíblia para dizer que o povo da África é um povo amaldiçoado[2], o mesmo também que estava diretamente envolvido num episódio (de tentativa) de estupro com uma jornalista e que seus comparsas de partido fizeram de tudo para abafar o caso e ainda lançaram na mídia que a vítima sofria de perturbações (Google: "pesquisar sobre").

O senhor hipocrisia também comenta que a novela ensina sobre "gerenciamento de bocas de fumo, traficantes, golpes em geral"... É pra rir ou pra rezar? Meu caro, golpes em geral o senhor já aplica desde que virou pastor e se tornou expert quando entrou na política!

Não estou em defesa da Globo, até porque ela não precisa, nem tampouco defendo o enredo da novela, mas o que se entende, o que se vê é que a novela retrata o que já acontece no cenário real. A obra televisiva não traz nenhuma novidade além do que de fato se vive além das telas. Se a estranheza de alguns hipócritas políticos e religiosos se dá por conta da realidade que se mostra na TV, então os senhores e senhoras precisam se informar melhor.

Por outro lado, se o ator, no papel de vilão, consegue fazer com que sua personagem seja tão carismática a ponto de atrair fãs e seguidores, a arte atingiu seu objetivo. Quem assistiu a série Narcos, em que o ator Wagner Moura atua como Pablo Escobar entende o que eu digo. O narcotraficante da série se tornou uma persona querida pelo seu carisma por mais que suas ações, na maioria das vezes, atentavam contra a vida humana. Na vida real, foi amado e odiado. Até hoje existem pessoas que o cultuam como um "herói" e um "santo", apesar do legado de morte que ele deixou na história. Matérias, livros, depoimentos e diversas obras mostram sobre esse bandido-herói, ou como ele mesmo se declarava: "Yo soy un bandido!"

Do mais não é nenhuma novela que vai influenciar a tendência das pessoas. Há quem nasça na favela, de frente pra boca de fumo e consiga viver a vida sem nunca experimentar droga. Existem também pessoas de classe média alta que nascem num verdadeiro berço esplêndido mas buscam uma vida de poder e glamour no crime, como o filho da desembargadora que traficava 130 kg de maconha e ainda assim sua mãe conseguiu um jeitinho de tirá-lo da prisão para um suposto tratamento, pois o bebê sofria de transtornos[3]. Para o senhor deputado que está a serviço da moral de nosso país, tome frente junto a esta situação e exija a justiça da Justiça!

Em se tratando de obras, as lutas, as guerras, os tiroteios acontecem desde os tempos dos filmes de bang-bang e faroeste quando os índios eram sempre tidos como inimigos e maus, ficando o papel de bons mocinhos para os soldados que defendiam o "forte". Ainda hoje assistimos no Brasil, já na realidade, os índios de nosso país sendo banidos de suas terras; os que resistem, morrem. Eis aí mais uma boa causa para o senhor se preocupar, caro deputado!

"Traições, jogos clandestinos, patrão do tráfico ou gerente, mulher de bandido, gay ou lésbica, golpe da barriga, mudança de sexo", isso já acontece, mano!!! Não que seja normal mas sempre aconteceu!!! Creio que na bíblia a gente também encontra traições, brigas por poder, homossexualismo, o próprio Cristo foi vítima de uma conspiração político religiosa. Hipocrisia demais! 

Já visitou alguma favela??? Já morou numa??? A questão é que certos caminhos são escolhas e outros não! Algumas coisas na vida são opções e outras são a falta de uma. Em muitos lugares que a política e a justiça não fazem o seu papel, é o crime que cuida da comunidade. Eis uma boa causa para o senhor pastor se preocupar: Vá defender os índios do nosso país e a Amazônia que o Temer está dando aos gringos. O senhor tem culpa nisso, afinal apoiou o golpe!

Linda frase do Cazuza que o pastor usa em seu vídeo: "Transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro". Creio que essa seja a única frase útil no seu vídeo. Esse "puteiro" existe há mais de 500 anos, e digamos, de puteiro o senhor entende bem. Seria esse "puteiro" uma outra maldição bíblica? Diga-nos, ó venerável deputado! Outra hipocrisia deslavada é o senhor, homofóbico assumido, usar a frase de um artista homossexual para justificar suas sandices. Incoerências de um falacioso. Caro pastor, Cazuza também escreveu "A burguesia fede" e, sendo assim nobre de-puta-do, as suas palavras fedem a enxofre!!!

Assistir a este vídeo é o mesmo que assistir a uma pregação de Judas Iscariotes falando sobre lealdade, Suzane Richthofen fazendo seminário sobre amor aos pais, o “maníaco do parque” dissertando sobre a valorização da mulher, ou ainda, o mais recente caso do “tarado do busão” que ejacula na mulherada palestrando sobre bons modos e costumes em transporte público.

Se você gostou, bem, se não, foda-se junto com o pseudo pastor! 
Tchau-brigado!





[1] https://www.youtube.com/watch?v=TjvMrI-FbQs
[2] https://www.youtube.com/watch?v=w5XqfADjzzI
[3] https://www.youtube.com/watch?v=lyi6U2331Po

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Desencapetamento na enxurrada


Então, uai! Era ontem, umas 21 horas e chovia muito. Eu voltava da missa. Passei por uma rua e escutei uma gritaria. Fui devagar e logo avistei uma cena, que está ficando comum aqui no bairro. Três pessoas embaixo de uma árvore enfrentavam a chuva e o "demonho". Uma delas ainda lutava contra a forte enxurrada.

Uma mulher fortona e um homem seguravam uma outra mulher deitada no chão. Ela se debatia, chorava, e falava esquisito. Deve ser porque a enxurrada estava muito forte e vinha de encontro à sua cabeça. Isso mesmo. A cena foi num palco improvisado. Sem muita plateia, porém. Apenas duas vizinhas que saíram ao portão e eu, transeunte novamente agraciado por mais um episódio da série "desencapeamento total". Estou colecionando essas pérolas. Já é a terceira ou quarta, se não me engano.

Como desconheço as pessoas vou sugerir alguns nomes para identificá-las na minha narrativa: a "Fortona" que com certeza deve ser a pastora exorcista (redundante né, pois todo (a) pastor (a) se auto intitula exorcista); o "Assessor", que é o rapaz que ajudava a segurar a outra mulher; e a terceira, que é a "Vivi", abreviatura íntima de "vítima".

A Fortona gritava e gritava muito bem no pé do ouvido da Vivi. O Assessor apenas cumpria sua função enquanto a pastora dava um banho de enxurrada na vítima aos som das velhas frases clichês: "Sai capeta! Sai demonho! Eu te ordeno, em nome de Jesuiz!"

Para saber o desfecho precisei passar pelo menos três vezes no local. Como da última vez o capeta saiu com a chegada do bombeiro que aplicou uma glicose ungida na "possuída" (pelo álcool), resolvi acompanhar mais de longe. E o medo da Fortona me jogar na água suja da enxurrada, hein?! Até explicar que não tava encapetado, já teria engolido muita água suja!

Enfim, na última passada pela cena, os três protagonistas já estavam em pé. Vivi estava abraçada com o Assessor e ambos agradeciam e se despediam da Pastora Fortona. Acho que o desencapetamento foi concluído com sucesso. Bom, não tinha muita opção para a vítima, porque ou mostrava melhora ou se afogaria com capeta e tudo. "Só sei que foi assim..."

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Palavras em alta, pessoas em baixa


Dias atrás postei um link no meu perfil da rede social sobre o ex-presidente cubano, Fidel Castro, que por conta de seu falecimento muitas histórias vieram à tona. A matéria em si retratava toda a sua trajetória de maneira imparcial, relatando pontos positivos e negativos bem como sua popularidade exaltada por parte de alguns e os que o consideravam um verdadeiro algoz. Longe de querer enaltecer apenas o lado bom da história, tampouco fazer qualquer julgamento acerca de seus atos passados, a ideia foi apenas a de compartilhar os fatos. 

Mas, aí, vieram os doutos virtuais de plantão com seus comentariozinhos ridículos, balbuciando aqueles velhos jargões de sempre, como se eu estivesse ali, na minha página, fazendo algum tipo de apologia negativa. E, mesmo que estivesse, a página é minha e foda-se! A questão não é e nunca foi o pensamento contrário mas sim a forma irônica e abusada com que a pessoa que está no rol dos "conhecidos virtuais" (que, graças a Deus, nunca tive o desprazer de conhecer pessoalmente) se manifesta. A resposta foi dada de maneira sensata e educada, com a devida paciência e educação para explicar o motivo do link e o conteúdo da matéria, que até então, tenho certeza que o indivíduo nem leu.

A possibilidade da reciprocidade veio recentemente. Na página da mesma pessoa, uma postagem de autoria de um desses movimentozinhos que vêm apoiando golpes e, estão diretamente ligados à tucanada e aos peemedebistas, e têm em seu arquivo inúmeras selfies com Cunhas, Aécios, Renans e outras escórias. Uma verdadeira hipocrisia. 

Enfim, teci um comentário dizendo que o tal movimento era tão idôneo quanto o "Cunha". Foi o que bastou para que o indivíduo se translouquecesse. A resposta não teve gotas de paciência nem foi educada. Nesse momento desconheci a personalidade do cara e fiz questão de "discursar" na página dele. Óbvio que não gostou e o resultado se deu por encerrado com a minha tréplica: "Do mais, se não gosta que as pessoas venham expor o que pensam por aqui, também não devia dar pitacos no vizinho, principalmente quando não se concorda com o que o colega posta ou pensa." 

"Amizade virtual desfeita" e um hipócrita a menos pra tolerar. Ótimo, que eu nem tive que ter o trabalho de ir lá e desfazer, uma vez que o adulto de mentalidade infantil, que nesse exato momento deve estar falando sobre democracia, fez esse favor por mim. Tchau, querido!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Crise de conjuntura no Bataclã-Senado

"Bataclã-Senado" está se indispondo com outras filiais. Agora que a Lava-Jato mira os meliantíssimos senhores da Alta-Instância, os poderes estão à beira de uma crise. Enquanto a caça tinha apenas um lado taxado como bruxa estavam todos favoráveis. Mas no momento que a mira de MoUro encontrou Renan o negócio mudou de figura. Aí vem a melhor parte: O que dizem os direitistas, os apoiadores do impeachment, os batedores de panela anti-corrupção, os atuais baba-ovos do Temer, os desavisados de plantão, e principalmente os baba-ovo do MoUro? De que lado ficarão??? (doido pra saber!!! kkkkk)


CENÁRIO: Renan cobra fatura do impeachment e arrasta Planalto para crise:
http://a.msn.com/r/2/AAjpLeu?a=1&m=PT-BR

terça-feira, 30 de agosto de 2016

#1008grau

Fez-se necessário uma NOTA AUTO-DESENHADA-EXPLICATIVA acerca do texto anterior #1007grau. Entre dúvidas, controvérsias e pessoas acreditando em "indiretas já" percebi uma tristeza digitalizando-se na tela à minha frente. Então, lá vai:

1) A era virtual é uma realidade que não tem volta. Entre os positivos e negativos que a tecnologia nos trouxe estão a aproximação das pessoas geograficamente distantes e consequentemente o distanciamento das geograficamente próximas. 

2) A necessidade da exposição do sentimento do momento encontrou nas redes sociais uma forma de extravasar, de comunicar e de encontrar olhos e ouvidos virtualmente prontos para a lida e para a escuta. Expor-se é praticamente um mal necessário para ser notado, ser visto, ser curtido. O número de curtidas simboliza o grau de interatividade e para alguns de amizade.

3) A vida se tornou uma vitrine em tela cheia. E como quem não vê cara não vê coração, as declarações rolam em alto e bom tom. A falsidade também. Há quem viva parte do dia em postagens de indiretas na tentativa de acertar em cheio a cara de fulano e na outra parte do dia passa compartilhando frases de bate-pronto dos religiosos e santos de plantão. 

4) E pra finalizar essa bagaça, só quis deixar relatado aquilo que vejo diariamente nas vitrines da vida e que não é novidade para ninguém. Nada mais. Não foi um recado, tampouco uma indireta, até porque os protagonistas da minha inspiração estão aquém de entender o meu pensamento e conectarem as ideias a si mesmos. Não se atentaram na vida real, quiçá na virtual!

Entendeu ou quer que pinte também?

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

#1007grau


"Se sentindo feliz. Se sentindo triste. Se sentindo entendiado. Se sentindo vitorioso. Se sentindo abençoado. Se sentindo milionário..." Êpa! Esse último não deu certo. Vou tentar com mais vontade: "SE SENTINDO MILIONÁÁÁÁRIOOOOOO!!!" Putz! Tudo do mesmo jeito. É... não deu! Tá ruim mas tá bão! Vamo que vamo!

Hilário as tantas caras e bocas estatizadas na linha do tempo virtual, são bonitas, engraçadas, tristes, tem de tudo e para todos os públicos fiéis. Mas o que mais me chama a atenção são alguns fatos típicos dessa era virtualística em que as máscaras são calçadas para uma pose e um click somente. Pós evento, tudo volta ao normal, inclusive o telefone sem fio.

Nos comentários de cada foto estão as melhores declarações de amor incondicional. Eis um ponto positivo desse tempo: as pessoas estão mais encorajadas a expressarem o seu sentimento. Da mesma forma também estão mais aptas para usarem o momento como um gancho para dar um pitaco de falsidade. Óbvio!

Alguns posts vêm acompanhados de velhas frases de guerra. Aquelas com uma mensagem subliminar de paz, ou de amor, ou de família (kkkk). É... de família é complicado! Engraçado a fulanagem que sofre síndrome de rejeição e precisa se auto afirmar o tempo todo na vitrine do "face". Num determinado momento está possuidamente em guerra com o além, pois estão comentando de sua vida. Ninguém nunca viu a cara do comentarista que ousou falar mal da cara de vaca, mas a pessoa afirma que existe. Noutro, são só anjinhos do senhor pairando sobre sua cabeçona de ogro.

É... eis o estado de espírito num click: tudo tão perfeito seria se tão verdadeiro fosse!


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

#1006grau


Aí perguntaram: 
- Cara, por que tu gosta de escrever tanto? Isso não dá dinheiro... kkkk
- Kkkkk! Verdade! Tem gente que gosta de ficar bêbado, tem outros que gostam de fumar um baseado  pra ficar zen ou usar drogas pra ficar doidão, têm aquelas pessoas que gostam de cuidar da vida dos outros, e por aí vai. Eu... escrevo sobre tudo e sobre todos, principalmente dos idiotas de plantão. Realmente, não dá lucro mas diverte! #Chupaessamangaotário!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

#1005grau


- "QUEM NÃO VAI À IGREJA NÃO TERÁ VIDA ETERNA!"
- Sei...
- "E QUEM NÃO OBEDECE ÀS LEIS MORAIS DA RELIGIÃO ESTÁ CONDENADO AO FOGO DO INFERNO!"
- Sei bem...
- "DEUS QUER QUE VOCÊ DOE TUDO O QUE TEM. ELE EXIGE COMO PROVA DE AMO..."
- Menino! Será que tua mãe criou a placenta e jogou fora a criança?
- "HÃ?!"
-  Você é otário assim mesmo desde que nasceu ou caiu de cabeça na pedra?
- "COMO?"
- Tu deve tá lokão! @#$%¨&*

#1004grau


Se o mundo acabar agora... 
Noooossa! Não tava preparado pra isso!
Se o apocalípcio for mesmo no dia 29 de julho... 
Putz! Justo nas férias, hein! Que chato!
Bem que podia acabar no início das aulas.
Ou na próxima eleição...
Sei lá, só uma dica mesmo...
Sem querer atrapalhar a órbita do planeta.
Eu ia até sugerir pra começar detonando com o palácio do planalto em dia de casa cheia...
Podia levar as fofoqueiras também porque depois elas vão arrumar um jeitinho de contar como foi a viagem, aí nóis se prepara melhor.
Ah, mas o bom mesmo é levar a turma da falsiane.
Os loucos pode deixar. Deixa tudo, eles são gente boa.
Ixi! Retardei geral. Quero ficar!

#1003grau


"Vim da roça pra fazê as compra na cidade grande. Vi uma murtidão entrano num lugar qui parecia di sê um mercadão. Entrei tamém, uai! Mais eu num vi pratilera nem mercaduria. Achei isquisito mais fiquei firme. Tinha um povo engravatado e pra lá di chiqui. Eles tava numa fila. Pensei: 'já qui to aqui vo acompanhá esse pessoar'. Chegano lá na frente tinha um hómi qui colocava a mão nas pessoa, gritava e elas caia. Fui ficano meio qui esperto. Chego a minha veiz. O hómi gritô: 'Eu te ordeno, sai deste corpo!' Aí eu gritava mais arto: 'Não sai não! Fica!' Ele continuava e mais arto ainda: 'Sai deste corpo!' I eu tamém gritava mais arto qui ele: 'Aqui quem manda é eu. Então o cê fica!' Foi ino e o hómi mi quis empurrá pra eu caí. Aí eu firmei o gorpe e dei-le um empurrão mais forte i ele caiu. Aí eu aproveitei e tramei no pé-du-vido cum ele. Mais ele apelô e chamô os camarada di terno preto e óquilos escuros. Mi jogaro pra fora. Quando vortei pra casa pedi pra dona Severina, benzedera boa, fazê umas reza pra tirá o quebranto qui aquele fi-di-rapariga mi pois. É a vida! Mas o qui será que aquele bocó quiria tirá di mim?"

#1002grau

Oração da manhã: "Querido Deus, hoje tive vontade de jogar cocô de vaca na cara de um cretino. Fiz uma espécie de bomba que ia explodir quando atingisse o infeliz. Mas, na última hora, pensei melhor e joguei no avião que tava passando. Queria te agradecer pela forcinha que o Senhor me deu. Pelo jeito o senhor também não vai muito com a cara dele. Eu mesmo não teria feito melhor. Foi bem na cabeça. O problema agora é que as merdas se misturaram. Améim? Aaaamééééiiiimmm!"

quinta-feira, 28 de julho de 2016

#1001grau


Aí tem os "serumaninhos" muito dos legal, que diz que reza pra lá de um tanto, que estão enlouquecidos com um novo padre fenômeno nas redes sociais. Uma das máximas do tal líder religioso é profetizar, ou melhor, incitar, a igreja e o povo a uma nova Cruzada contra o Estado Islâmico! Rapaizzzzz, quanta titica na cabeça do cara. Pior é os "serumaninhos" que ficam babando e batendo palma! 

#1000grau

Você percebe que alguma eleição se aproxima quando os representantes do povo, ou futuros pré-candidatos, começam a desfilar sorridentes pelas ruas e avenidas dos bairros, com suas propostas lazarentas de "iluminação pública, faixa de pedestre, batismo de rua com nome de gente", etc. Ora você tromba com eles nas quermesses, ora os encontra nas igrejas... É uma merda, mano!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Meu bom ateu


Andarilha pelos becos à procura
Das indigências expelidas pela realeza,
A besta sociedade que se endeusa de poder,
E toma para si as graças terrenas da sorte
Como os nobres romanos divinizados pelos seus feitos
Aclamados e glorificados feito deuses

Andarilha pelos becos à procura
De toda gente sem sorte
De quem sobrevive à margem real
E cura com lágrimas e sangue
O câncer de cada faminto andante
No abraço desmedido e sem barreira

Andarilha pelos becos à procura
Do Deus da nobreza que salva a realeza
E pune a massa escalpelada e empobrecida
Vira as costas pra miserável fome
Esquarteja e maltrata a quem não o teme
Desqualifica o maldito por ser pobre e sem vez

Andarilha pelos becos à procura
Um ser sem regras, sem quimeras
Destorpecido das fadadas leis morais
Protegido contra o Senhor vingador
Que a sociedade deturpou e matou
Eis um homem sem o vitimizado Criador
És um santo descrente e sem deus
Andarilha por aí o meu bom ateu

segunda-feira, 11 de julho de 2016

As empreiteiras das queimadas


Já tem um bom tempo que venho observando o trabalho das empreiteiras responsáveis pela manutenção das rodovias, que além de fazer a famosa operação tapa buracos, inclui em sua lista de obrigações cortar o mato no canteiro central e nas margens. 

Uma vez a cada seis meses encontramos homens e máquinas trabalhando de sol a sol. Legal de se ver. Sem mato, a sensação de cuidado fica em evidência. Parece até que o dinheiro tá sendo bem utilizado. O nosso dinheiro!

O serviço de manutenção, pós operação "cortar mato", é que tem sido espetacularmente continuo. Ainda não vi a cara do(a) infeliz que promove a mal feitoria, mas toda semana, as vezes em dias subsequentes, existe um foco de queimada na beira da pista. 

Ontem por exemplo, havia diversos focos de queimada atrás de uma comunidade de assentados à beira da pista. A fumaça encobriu os barracos. Óbvio que ninguém viu e, se reparou, não se importou com a possibilidade do fogo devastar aquela pequena comunidade de despossuídos. 

Mas então, se a empreiteira já ganhou a licitação e recebe para realizar as obras ao qual fora contratada, utilizando os meios legais, homens e máquinas, por que se atreve a tocar fogo? Simples. Bem simples: corte de custos. Uma única pessoa é suficiente para atear fogo em pontos aleatórios e em dias alternados. Imaginem o quanto se economiza de mão de obra! Capitalismo selvagem? Não somente. Corrupção premeditada.

E quem fiscaliza essa joça? Ninguém!

Nobres elegidos trabalhando duro


"Venho através desse editorial, como tenho feito desde o momento em que fui eleito pelo povo para trabalhar e representar de maneira honrosa a cada cidadão e cidadã que confiou seu voto à minha pessoa, mostrar todos os incontáveis e essenciais trabalhos que, com muito esforço, suor e dedicação, venho realizando assiduamente nessa minha quarta gestão em prol desse meu povo lindo e amado de Deus. Segue a lista de conquistas através dos meus esforços:

1) FAIXAS DE PEDESTRE EM FRENTE AO SACOLÃO DA DONA EVA E DO SUPERMERCADO DO ADÃO;

2) PINTURA NAS GUIAS DAS CALÇADAS DAS AVENIDAS CENTRAIS DO BAIRRO;

3) INSTALAÇÃO DE PLACAS DE SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO;

4) COLOCAÇÃO DE NOMES NAS RUAS ENUMERADAS;

5) MUDANÇA NA MÃO DE TRÂNSITO EM FRENTE AS ESCOLAS. ANTES ERAM DUAS MÃOS, AGORA É SENTIDO ÚNICO;

6) MELHOR ILUMINAÇÃO NA PRACINHA;

Como vocês podem ver, isso é uma pequena amostra do que tenho feito por cada um desse bairro querido que me elegeu para representá-los. Confio em Deus, que me colocou à frente desse sacrificante trabalho, e conto com o apoio de vocês para que continuemos empenhados nesse projeto divino com transparência e amor pelo bem de todos. Obrigado. Zé do Povo."


Tá de sacanagem, né?!
Depois que vi alguns encartes, belamente produzidos pelos vereadores dessa cidade, em que a lista de feitos dos nobres elegidos se pareciam em gênero, grau e número, fiquei acabrunhado, já antevendo o que nos aguarda nas propagandas eleitoreiras das próximas eleições. Vai ser osso! É pra se rir mesmo, e rir muito, de desgosto pela sacanagem que esses cabras da peste tem coragem de fazer na mão limpa! Sem vergonha na cara! PQP!

Felicidade para além das regras


Após pensar e escrever sobre o texto anterior, "Relações de antigamente: de essências ou de aparências?", fruto de algumas ocorrências recentes, fiquei sensivelmente tocado a comentar sobre os fatos que comprovam a "Felicidade para além das regras" sob a óptica verídica das pessoas que deram certo em sua segunda, terceira ou décima relação. 

Aos olhos sociais, aqueles que notoriamente também estão sensivelmente atentos a tudo o que acontece na rai soçaite (high society = alta sociedade), ou pra ser mais exato, estão atentos na vida alheia mesmo, uma segunda relação de união não atende aos padrões morais e religiosos pré impostos desde sempre. 

A igreja destina um espaço aos chamados "casais de segunda união". Fazem parte de "quase" tudo o que a santa regra institucional, milimetricamente dogmática, lhes permite. Corrigindo: fazem parte de "quase" nada mesmo! Quase sempre não são bem vistos. Sobram-lhes o serviço mais discreto, braçal por exemplo. Sentar-se à mesa não pode! É uma falsa inclusão, num local que se diz acolhedor, junto à uma comunidade que acredita obter a salvação mantendo-se sob as asas das leis que Deus mandou. E Ele mandou mesmo??? Bem, isso é outra história e já não cabe aqui.

É preciso força para enfrentar as pedras jogadas através dos olhares das pessoas que estão aprisionadas numa relação de aparência e não tem coragem para romper com as regras. A essas cabe-lhes tão somente o altar da crítica à quem ousou ser feliz a seguir os mandamentos e viver na amargura eterna. Muitas relações de vitrine carregam as marcas da infelicidade, do desrespeito e da falta total de amor. Ainda assim, manter-se neste reduto parece-lhes o mais viável.

As destemidas pessoas que investiram o tempo e a dedicação no amor real, desvencilharam-se das amarras ousando deixar uma relação de aparência e, no tempo oportuno, atreveram-se viver numa de essência, merecem tanto respeito quanto quem não quer sair da caverna. O amor está no ar, na livre escolha, com liberdade e autenticidade. Escolhas mal feitas resultam quase sempre em fracasso. Errar faz parte, mas permanecer na escolha errada ninguém merece. Não existe maior condenação do que a infelicidade. Portanto, para isso, é preciso encontrar-se, mesmo que isso signifique romper com o politicamente correto, pois manter-se tutelado sob a pseudo moral é hipocrisia.

Relações de antigamente: de essências ou de aparências?


Lembro bem das palestras que ouvia enquanto participante de grupo de adolescentes e de jovens. Era lindo. Os casais que ministravam eram perfeitamente donos de uma verdade absoluta. Falavam de Deus com propriedade, das regras básicas para a felicidade no amor, respeitando, obviamente, o que deveriam ser normas religiosas, o que eram regras morais para a sociedade e o que era apenas tabu.

Mais de 25 anos se passaram e hoje percebo algumas falhas naquilo que ouvi incessantemente. Conheço e sou amigo de alguns casais que prosperaram na essência da relação a dois. São verdadeiros exemplos. Outros não tiveram tanta sorte e sucumbiram em suas próprias estruturas edificadas sobre a areia. Centraram suas vidas num mundo surreal de normas apenas e plastificaram a relação tornando-a de aparência. De antemão ouso classificar nos quesitos moralismo religioso exacerbado, inexperiência, inocência, falsidade ou hipocrisia, tudo isso fruto de uma exagerada fixação pelas regras doutrinais. Esqueceram de fazer o "céu" valer aqui na terra, sob o teto matrimonial.

Meus avós, que fazem parte dos honrosos casais de antigamente que deram certo, mesmo após a partida de cada um, continuam sendo para mim o maior exemplo de boa relação e superação. Construíram um sólido alicerce, sem frescura, sem muito entendimento doutrinal, mas regado de perseverança, cumplicidade, respeito e amor. Orgulho! Não deixaram nada a desejar aos filhos e netos. Se a descendência não progrediu na questão matrimonial e familiar, com toda certeza não foi culpa deles.

Óbvio que muitos casais que se formaram antes da metade do século passado viveram sob o pilar da aparência social, tão somente. Romper com as aparências era constrangimento, quase um crime que repercutia negativamente entre a sociedade e a família. Existia sim casamentos arranjados e isso não é novidade. Graças a Deus não foi o caso dos meus avós.

Já na segunda metade do século XX, eis alguns exemplos dos quais me refiro no início deste escrito: os casais que pregavam regras de uma perfeita relação mas esqueceram de viver o amor. Focaram nos mandamentos institucionalmente religiosos e moralísticos mas não cederam às boas, pequenas e simples práticas que requer uma relação a dois.

Não quero aqui fazer o papel de acusador aos que um dia estufavam o peito no púlpito a falar do que deveria ou não fazer, certo e errado, bem e mal. Mas, quero sim, mostrar que muitos casais que se formaram longe dos holofotes das religiões também venceram e são felizes até hoje. Portanto, à felicidade e ao amor não cabem regras externas. Vale a intensidade do que se vive, cultivada na essência de cada um, a sós, a dois.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Pra quando for a hora...


Eu vejo mensagens de despedida
Para quem partiu desta vida
Vejo declarações comoventes
Com imagens de um luto indecente

Eu vejo o adeus na boca do humano 
Tão vazio, sem sagrado, sem profano
Vejo, porém, atitudes idealmente surreais
Quando se trata de outros animais

De minhas quimeras, que se façam partes
Em cinzas, me devolvam com arte
À terra, um pouco sob a lápide fria
Para as rezas e os ritos, silêncio da travessia

Outra parte, aos pés de uma roseira
Às águas do Panema, meu rio, uma terceira
E por último nas águas desta terra em que estou
Aonde amei o amor e o amor me amou

Eu sugiro uma bela canção
Nas vozes dos meus amigos do coração
Recitem versos, os meus preferidos
E dispensem aquelas falácias dos meus esquecidos

Abominarei, de onde estiver, e vou
Qualquer menção de quem nunca se importou
E o velho discurso de que fora uma pena não ter ficado
Mais pena é saber de que em vida não fora lembrado

Expulsem a chicote os ausentes
Deixem-me em paz com os meus presentes
Não permitam, eu peço, por favor
Nenhuma lágrima de falsa dor

A herança será o que eu fui, a minha história
E nas entrelinhas jazerá a minha memória
Travessia de um deserto penoso e feliz em flor
Vou aonde há de ser, com fé, saudade e amor

* Para este dia dispensem as tecnologias!