Mostrando postagens com marcador Meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio ambiente. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A pequenez sob o céu


Observando o mundo através da lente de uma câmera encontrei cores e vida que até então não percebia. Se via, não dava atenção. Coisas pequenas, comuns, acabam não tendo significância em nosso espaço e tempo.

Plantas que brotam em todo canto de terra, entre pedras, entre muros, no asfalto, em qualquer espaço, em qualquer tempo. Espécies desprezadas, ora pragas, ora matos, selvagens, indefesas, insistentes... coloridas, bonitas...

Da derivação dos verdes às miniaturas das flores descobri o universo da pequenez, uma contramão do mundo que exige de nós o esforço pelas coisas grandes, de renome, de retorno, de status... 

Nenhuma pequenez é insignificante. Todo detalhe tem sua importância. Depende apenas do olhar que descobre e registra o tempo. 

"Sob este céu, toda vida tem sua significância...
Sob este céu, somos todos pequenos, 
Somos obra do Criador..."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 11 de julho de 2016

As empreiteiras das queimadas


Já tem um bom tempo que venho observando o trabalho das empreiteiras responsáveis pela manutenção das rodovias, que além de fazer a famosa operação tapa buracos, inclui em sua lista de obrigações cortar o mato no canteiro central e nas margens. 

Uma vez a cada seis meses encontramos homens e máquinas trabalhando de sol a sol. Legal de se ver. Sem mato, a sensação de cuidado fica em evidência. Parece até que o dinheiro tá sendo bem utilizado. O nosso dinheiro!

O serviço de manutenção, pós operação "cortar mato", é que tem sido espetacularmente continuo. Ainda não vi a cara do(a) infeliz que promove a mal feitoria, mas toda semana, as vezes em dias subsequentes, existe um foco de queimada na beira da pista. 

Ontem por exemplo, havia diversos focos de queimada atrás de uma comunidade de assentados à beira da pista. A fumaça encobriu os barracos. Óbvio que ninguém viu e, se reparou, não se importou com a possibilidade do fogo devastar aquela pequena comunidade de despossuídos. 

Mas então, se a empreiteira já ganhou a licitação e recebe para realizar as obras ao qual fora contratada, utilizando os meios legais, homens e máquinas, por que se atreve a tocar fogo? Simples. Bem simples: corte de custos. Uma única pessoa é suficiente para atear fogo em pontos aleatórios e em dias alternados. Imaginem o quanto se economiza de mão de obra! Capitalismo selvagem? Não somente. Corrupção premeditada.

E quem fiscaliza essa joça? Ninguém!