quarta-feira, 27 de maio de 2009

Máscaras maquiadas

"Um mundo livre, aberto, ousado e abusado ...
Pessoas que se cruzam nas histórias umas das outras
em ambientes e momentos de pura fuga ...
Lugares chamativos, instigantes, que de forma arquitetônica e
maquiavélica extrapolam no marketing, levando aos fracos
uma falsa promessa de um prazer inigualável, adrenalina pura ...
Num 'out-door' um palhaço, de olhar e sorriso sinistros, diabólicos,
insinuando tal momento que será marcante,
nunca antes visto ...
Uma descontração perversa, planejadamente repleta
de intenções prazerosas, sem limites ...
O palhaço convida ... a experimentar o momento,
convida a pessoa a desfrutar de tal prazer,
sem limites, sem regras ...
Um verdadeiro abuso mascarado, uma propaganda
inteligente para fisgar os tolos ...
Na verdade, os palhaços, os verdadeiros palhaços
são todos aqueles que estarão lá
com suas máscaras maquiadas,
buscando uma alegria momentânea a qualquer custo ...
A propaganda alcançou sua eficiência ...
Prova disso é a quantidade de jovens ansiosos
em busca deste evento ...
Palhaços e Palhaças sem valor, apenas com preço baixo,
custo zero, escondidos atrás de suas fantasias lindas
com medo de mostrar
aquilo que nunca tiveram ..."


Ailton Domingues de Oliveira

2.009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Para você



"Oi.
Escrever-te algo neste momento
pode ressoar de diversas formas,
entre elas a expressão de arrependimento meu,
tentativa de manter contato,
ou, simplesmente, o selar da despedida ...
A primeira e a segunda ... sim !
A terceira, não !!!
Não haverá este selo!
Você, sempre essencial,
soube se fazer presente.
Fez-me enxergar outras formas
de olhar o mesmo ponto.
Queria agora, simples e puramente, fechar os olhos
e realizar os meus sonhos e desejos
ao seu lado, com você ...
Aprendi nesse tempo que emoção e razão
dificilmente caminham juntos ...
Seria a sintonia perfeita ...
Mas, ainda pode ser ...
Sonho, fé e luta sempre estiveram em minha mente,
meu coração, minha alma, em meu sangue
Não seria diferente agora.
Não desistirei de mim, de continuar a me descobrir,
a me desvendar, e o que há de melhor,
na pedra bruta a ser esculpida.
Foi assim que você me ajudou a ser
e a chegar onde estou agora.
Minha razão pede a tua presença
Minha emoção vaga pelo universo
Quando a emoção te encontra
A razão se perde em passado
Sei
da tua dor ... e o saber me dói anda mais,
é um preço, talvez, eterno, que tenho de pagar ...
de querer amar e não saber amar direito.
Tua segurança, teu pulso, teu calor, marcas tuas,
são o que necessito, eu sei e sinto.
Mas, em que confiar ? em que me apegar ?
razão ... emoção ...
Queria te dar o que há de melhor em mim
Você
merece isso, pois foi além,
onde ninguem chegou
ajudou-me a lapidar alguns entornos
e dar formas e vida onde não tinha,
não existia ...
Você está na minha história, e não como co-adjuvante...
Sei o teu valor e caráter,
Talvez, não soube expressar ...
Talvez, serei apenas mais um neste universo ...
Talvez, dei vida ao que não precisava e matei o essencial ...
Efeito, causa ...
Plantio, colheita ...
Corri atrás da borboleta
ao invés de cuidar dp jardim
e esperar a sua visita ...
Não posso ter tudo o que quero
Mas, posso amar e respeitar tudo o que tenho ...
Obrigado por você existir em minha vida."

(13/01/09)+1

terça-feira, 21 de setembro de 1999

Atitudes de um nobre

 Esta carta foi escrita e mandada para os jornais da cidade de Piraju-SP, após o manifesto acontecido no dia 07/09/1999, o "1º Grito dos Excluídos", organizado pela Pastoral da Juventude Paroquial e apoiada por outras pastorais e organismos da sociedade, como a APEOSP.



Na última terça-feira, 21 de setembro, eu e mais um grupo de amigos estivemos na Câmara dos Vereadores, dois destes pela primeira vez.

O que seria um anoite de conhecimentos do Poder Legislativo tornou-se uma noite de indignação, pois o vereador Rodivaldo Rípole, incomodado com a nossa presença, começou a nos provocar dizendo: "Por que não fazem um movimento para abaixar os salários dos assessores do Prefeito e não dos vereadores?"


Como não é permitido a manifestação da plateia, respeitamos. Mas quero tornar público que nos sentimos ofendidos, pois como somos e fazemos parte do povo, usamos o nosso direito de ir e vir e adentramos naquela Casa de Leis, sem protestar por nada e contra ninguém. Assim sendo, torna-se inaceitável e injusto, vindo de um "nobre vereador" eleito para nos representar, fazer tais provocações irônicas contra os seus próprios eleitores.

Em primeiro lugar o vereador nem parecia estar num recinto de leis, pois permanecia quase o tempo todo de costas para a mesa (Presidente da Câmara e os dois Secretários), totalmente relaxado em sua cadeira quase que deitada. Uma falta de respeito.

Em segundo se somos um grupo ou movimento interessados em abaixar o salário dos vereadores, mais uma vez repetimos, antes de tudo somos eleitores, pessoas conscientes que a política deve ser o bem comum e composta por pessoas interessadas no bem estar do povo e não se o salário é "X" ou "Y". E, complementamos que política não é profissão nem empreguismo e sim doação.

Agora, avaliando o salário de um nobre vereador e o nosso grande e miserável mínimo, percebemos a diferença e os motivos que nos levam a manifestar. Percebam:
a) Um vereador ganha por mês: R$ 907,00 - somente as 04 terças no mês; R$ 907,00 dividido por 04 terças = R$ 226,75 por Terça; R$ 226,75 dividido por mais ou menos 03 horas de sessão = R$ 75,58 por hora.
b) Salário do povo = R$ 136,00 por mês - 30 dias trabalhados; R$ 136,00 dividido por 30 dias = R$ 4,53 por dia; R$ 4,53 dividido por 8 horas diárias = R$ 0,57 por hora trabalhada de sol a sol.

É justo? Esse motivo é pouco para se fazer uma manifestação? 

Sendo assim, caro vereador, repetimos novamente para que não esqueças mais, que Vossa Excelência foi eleito pelo povo e está na hora de mudar esta mentalidade fazendo justiça em prol do povo.

No futuro, bem próximo, acataremos sua ideia de manifestar para que o salário dos assessores do prefeito sejam abaixados também.

O que nosso grupo quer é respeito e o direito, como cidadãos, de se interessar e lutar por Piraju, e conscientizando o povo da força que ele tem, chegando ao fim a nossa omissão.

É nosso direito e dever construir uma sociedade justa. 

Sem mais, atenciosamente.

* Movimento Cidadania Ativa
1 - Ailton Domingues de Oliveira
2 - Mariza
3 - César
4 - Francisco


Mantido em sua originalidade, datado de 21/09/1999.













quinta-feira, 21 de janeiro de 1999

Deus, abra os olhos desses jovens

“Eu não nasci para assistir televisão
Nem para ser um simples telespectador
Vim pra fazer a história acontecer
Eu quero ser um grande ator,
Um sonhador e um lutador

Meu Santo Deus abra os olhos desses jovens
Que já perderam seus valores pra viver
Que não precisam se alienar
E fugir da realidade
Está aqui e não no céu
O que precisa ser mudado”


“98 e 99. Auge das discussões acaloradas no meio juvenil Católico em Piraju-SP. Nós, da Pastoral da Juventude idealizávamos uma fé libertadora com valores centrados na metodologia do ‘ver, julgar, agir, rever e celebrar’. Discordávamos dos excessos ocorridos em alguns segmentos. A recíproca também foi verdadeira. Por fim, a igreja aos poucos, assistiu a ausência cada vez maior dos jovens em seu meio. Nem ‘A’ e nem ‘B’, nem de Pedro e nem de Paulo, nem Pastoral e nem Movimento... O punho do nosso líder e diretor espiritual foi frágil o bastante e não conteve o seu rebanho... Muitas marcas foram deixadas pela falta de seu apoio... Essa música foi um desabafo quanto ao que assistíamos acontecer, sem ter muito o que fazer.”

Ailton Domingues de Oliveira

21/01/99

segunda-feira, 4 de janeiro de 1999

Pensamento de criança

“Sei que sou muito criança
Tenho vontade de crescer
Pra ter mais liberdade
Pra correr e pra viver

Sonho mil loucuras
Pra um dia realizar
Encontrar um grande amor
Ter família e me formar

Tenho medo desse futuro
Incerto que espera a gente
De encarar o grande mundo
E ver que não era como pensava

Vejo gente grande
Querendo voltar no tempo
Pra fazer sua história melhorar

E fazer tudo de novo
Consciente dos seus tropeços
Valorizando a cada instante
De sua vida...”

“Mais que um desabafo, mais que um suspiro, ‘Pensamento de Criança’ como o próprio nome confirma, é um pensamento que mistura medo, incerteza e sonhos... independente da idade...”

Ailton Domingues de Oliveira

14/01/99