quarta-feira, 11 de maio de 2016

Descortinando significâncias


E a corrida no tempo vira paisagem
Quando a parada insurge obrigando
O desacelerar dos passos
E nesses poucos instantes 
De ócio deliberante, ora delirante
É impossível não rever-se em pensamentos
Lembranças, conquistas, fantasmas e tormentos
E de repente todo o significado
Que já nos nasce contemplado
Vai-se auto desbotando aos olhos inquietos
Perdendo razões e ficando de lado 
E ao descortinar cada roupagem
De cada significância incutida
Encontra-se no centro das coisas
A nudez estrutural, anormal 
Que não se vê, não se sente, não se ouve
Para tantos, isto não terá sentido
Para poucos será a essência...

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Folhas secas ao chão: esperança


E o que se esperar mais?
Além-vida já é a morte
Tantas teorias desvairadas
Teologias deturpadas
Prosas filosofadas
E nenhuma certeza real
Apenas elocubrações sem sal
A perpetuação da memória no tempo
Na lembrança
Será história recontada
Na saudade para quem fomos
Folhas secas ao chão
Ao pó, enfim, retornarão
E do que se garimpou em vida
Permanecerão apenas risadas
Saudosas gargalhadas
Ao redor da mesa posta 
Entre olhares e calores 
De queridas companhias...

Silêncio: poesia orante


Silêncio 
Sussurro do tempo
O que mais reaproxima
Da imensidão do além-tempo
Ultrapassa fronteiras
Desnuda horizontes
Eleva o espírito em sintonia
Com o céu e o mar
A terra e o verde
É poesia orante
Em cenário de tristeza e dor
De paixão e amor
Sucumbe estruturas
E palavras desditas 
É ruptura de ação
É simplicidade tão sábia
Despojada de vaidades
Louvação
Oração...

Tua verdade


E o que tenho pra mim?
É o céu e a lua
A estrela já é sua
É você em mim
O que tenho é o amor-menino
Por você meu Filho!
Você sempre será o meu campeão.
Orgulhoso de você. 


Lágrimas são verdades!
Tua verdade, sempre...

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Ditadura travestida: da revolta das quengas à insurreição dos hipócritas



Escritos em Tempos também dedica o espaço, as linhas e entrelinhas, o tempo e o verbo para registrar as aberrações apocalípticas do atual status político tupiniquim. Para quem não "veu" ou não "liu" seguem os links dos primeiros capítulos:
17/03/16 - Jeitinhos e manobras - (http://escritosemtempos.blogspot.com.br/2016/03/jeitinhos-e-manobras.html);
21/03/16 - Bataclã Brasília - (http://escritosemtempos.blogspot.com.br/2016/03/bataclan-de-brasilia.html);
30/03/16 - Bataclã planalto: enfim sós, PMDB e o tão sonhado trono - (http://escritosemtempos.blogspot.com.br/2016/03/bataclan-planalto-enfim-sos-pmdb-e-o.html);

Falar desse circo de horrores é foda! Não sei se dou risada da desgraça não-alheia ou se lasco de vez com minha gastrite! Direto do cabaré mais mal frequentado do (des)politizado mirante da Terra de Vera Cruz seguimos arretados com mais um capítulo do diário da quengas

Depois da revolta das biscates do Bataclã Planalto, onde os jeitinhos e manobras ficaram escancarados principalmente quando o PMDB vulgarmente mostrou-se apto a deitar-se com quem lhe rendesse mais, chegamos ao dia "d". O dia da Insurreição dos Hipócritas! Salve, salve!

O espetáculo dos horrores manchou de vez a história e os protagonistas da demente Casa fizeram jus ao venerado título que simplesmente ostentam. Independente se SIM ou se NÃO, pouquíssimos honraram o seu minuto de fama na tribuna. Dia 17/04/16 deveria ter sido um dia para nós brasileiros nos lamentarmos enquanto os olhos internacionais ririam do indecente show. Engraçado é que os papéis se inverteram, pois a lamentação acerca da tramoia partiu da imprensa gringa enquanto alguns descendentes desta terra gozavam histericamente feito loucas num bordel...

O dia "d" foi marcadamente televisionado por mais de quatro horas-aulas com verdadeiros mestres em hipocrisia. Eram como bestas soltas babando asneiras desconexas e endoidecidas com seu venenoso discurso de intolerância e ódio. Alguns nomes famosos oriundos do circo, da música, das religiões e algumas viúvas da ditadura roubaram a cena. 

E o que foi incutido na cabecinha de milhões de telespectadores foi justamente que "a continuidade da intolerância e do ódio deveria ser seguido por todos os brasileiros". Pior que não usaram de forma subliminar para repassar o legado as cidadãos, tudo aconteceu de maneira obscenamente clara.

A ditadura já está entre nós, travestidamente em vários meios. Todos os que apoiaram os discursos de seus representantes sentem-se no direito de desferir "golpes" aos que não pensam como eles. Inflamam-se como recém iniciadas quengas que almejam um dia o destaque da cafetina-mor. A previsão do Tempo é que quando você pensa que tudo já lascou geral, a tendência é piorar um pouco mais... Mas, nóis é braselero e não desésti nunca!