quarta-feira, 5 de julho de 2023

Rebatando a paquita do capeta - parte II

Imagem via: @BlogdoMiro / Twiter

A religião deve ter como premissa libertar e instituir o amor. Deus não castiga. Jesus Cristo é amor, acolhida, perdão, libertação e paz. 

Todas essas qualidades não fizeram com que ele se calasse frente aos magnatas e hipócritas do poder político e religioso, ou seja, lutar pela paz não significa tolerar o intolerável que prega ódio, discriminação e morte.

Se Jesus fosse um cara passivo e se fizesse de cego frente às exclusões e injustiças sociais, não teria expulsado os vendilhões do templo à chicotadas.

Enfim, se sua religião não é fonte de acolhida, amor e libertação, ao contrário, prega discriminação, preconceito, ódio e morte, existe algo errado. 

Pode ser a instituição que se faz de religiosa para alienar os fiéis, ou pode ser os líderes que a usam de seu palco particular para obter benefícios (R$).

Assim como grandes empresas de TI desenvolvem o vírus para vender o antivírus, laboratórios que criaram doenças para vender remédios e antídotos, assim também são essas seitas, que não merecem sequer serem chamadas de religião, elas criam seu demônios para vender suas curas. 


Ailton Domingues de Oliveira
Adm ∞ 
Teo ΑΩ 
Psic Ψ (acadêmico)
Escritor & Poeta
*Pós Graduando em Psicanálise, Coaching e Docência do Ensino Superior

Rebatando a paquita do capeta - parte I

Imagem via: @BlogdoMiro / Twiter


Não há motivos para usar o Deus vingativo do Antigo Testamento, tampouco as leis retratadas nos livros que o compõe.

O Novo Testamento veio para trazer fé, esperança, libertação e vida. E Jesus Cristo é o protagonista e porta voz desse amor incondicional e libertador. Ele veio para renovar o que era velho. Veio para trazer o Novo. Ele é o próprio Novo, o que agrega, acolhe, liberta.

Algumas dissidências ditas cristãs, da atualidade, falam em nome apenas desse Deus carrasco, que pune mas, não falam de Jesus e de suas obras. Não fazem questão de, sequer mencionar que Jesus amaldiçoava os hipócritas, em especial aqueles que usavam das leias antigas para benefício próprio.

Hipocrisia é usar desse moralismo pseudorreligioso e político, ambos seletivos, quando convém. Não é sem motivos que muitas pessoas estão acordando, se libertando das garras dos empresários da fé e se soltando das amarras institucionais dos homens para, de fato, seguir a um propósito de amor, libertação, liberdade e paz. 



Ailton Domingues de Oliveira
Adm ∞ 
Teo ΑΩ 
Psic Ψ (acadêmico)
Escritor & Poeta
*Pós Graduando em Psicanálise, Coaching e Docência do Ensino Superior

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Sol da primavera



(...) 
e, então, sigo para qualquer canto
onde o sol possa secar meu pranto
no deserto do silêncio aprisionado
o brilho da lua se torna solo sagrado
tocam minhas faces ventos de oração
enquanto o som da brisa se torna canção
é a saudade de quem já partiu
trazendo-me afagos do amor que sempre existiu
a dor que não se vê 
nas entrelinhas que não se lê
gritam-me os demônios de outrora
fazendo doer minha alma no agora
névoas que dificultam a travessia
sem luz, sem destino, em cada passo do meu dia
viajante do meu tempo
vagueando pelo sentimento
em busca do sentido
que ainda há de ser vivido
deixando pelo caminho
lembranças de dias sozinho
rascunhos de sonhos, desejos e espera
em tempos de sangue, suor e guerra
das dores de um passado recente
lembranças e cicatrizes ainda se fazem presentes
em dias de invernos sentimentos entre céu e terra
sigo noite adentro à espreita do sol da primavera

Império do Tempo - o querer


Podemos retornar, em algum momento,
mas, jamais no tempo
O retorno existe, no espaço físico
porém, o que se viveu
ou deixou de viver
fica apenas na memória, 
na consciência
na saudade
ou no arrependimento
não se pode reescrever sobre linhas preenchidas
escrever novos capítulos é uma possibilidade 
talvez única
essa, está no campo do querer

O império do tempo


"Não vivo por vitórias, pelo menos não aquelas que movimentam a sociedade em busca de um pódium de superioridade. A vitória consiste em estar bem, feliz, realizado, amar e sentir-se amado. É clichê mas, a vida é uma vitória diária. Quero apenas vivê-la." (05/03/23)


"Não escrevo para me livrar do tédio do tempo, essa espera eterna pelo amanhã. Escrevo para expressar o amor, para chorar em palavras, cada dor... Escrevo porque o que acontece nas linhas e entrelinhas de cada pensamento, me ajudam a superar os tormentos." (10/04/23)


"Tenho medo em voltar. Voltar no tempo em que me aprisionei, me desfiz, me perdi e me reconstruí. Mas, quando volto a dor não se vê. Ela me tira o chão, a visão. Prefiro então não sentir onde estou. Prefiro a dor física, a do corpo, a do cansaço e da fadiga, irrigada de suor e sangue. Ela ajuda a situar-me na realidade e na vida." (12/06/21)


"Nossos piores momentos nos define..."