sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Cartinha ao céu de patas



Então, casa ficou vazia. A Mel te procura nos cantos, tenta seguir o seu rastro de cheiro e depois me olha em busca de resposta. Eu vou cuidar dela com muito amor e carinho, do mesmo jeito que você fazia. Seus remedinhos ainda permanecem no mesmo lugar. Falta até esse momento, quando eu chegava da academia e você me seguia, ciente que era o momento dos remedinhos e dos bifinhos. Levei a Mel passear, para aliviar um pouquinho a tristeza dela, e a minha também. Foi só falar a palavrinha mágica "passear" que a danada já levantou num pulo só. Fizemos o mesmo trajeto de sempre, a volta na quadra. Até os lugares que a gente passeava juntos me faz sentir como se você estivesse ali, juntinho. Já te chamei pelo nome algumas vezes. O Fiapinho-de-manga da rua de baixo estava lá. Ele tem um novo amiguinho também, um Felpudão. A Mel nem deu moral. Aqui em casa estamos desconsolados. O vazio da sala sem as suas coisinhas... Estou no quarto e tentei trazer a Mel, mas você sabe, ela é difícil. Sinto falta de você aqui comigo, sendo meu suporte, minha companhia. Me perdoe se não soube ser melhor, se não consegui me doar mais... Obrigado por ter ficado comigo até não poder mais. Suportou tanta coisa meu filhote, meu companheiro. Aguentou firme, ouviu o meu pedido... Você foi tão forte! Você mudou nossas vidas e a forma de enxergar os animais. Espero que já tenha se encontrado com o Tufão, aquele preto lindo. Dá um cheiro nele por nós. É, nós nos formamos em Teologia, em Psicologia e tomamos posse na Academia de Letras de Uberlândia. Você fez isso por mim. Não se entregou, não partiu antes desses grandes momentos. A vitória é nossa, é sua também meu amorzinho. Vou seguir daqui, curando esse vazio destilando amor e cuidado à Mel e às causas animais. Te amo pra sempre. Obrigado. Até um dia...