quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Entre mares e amares



Entre a luz que oprime e a escuridão que redime
O pensamento perdido que foge querendo se encontrar ao longe
Feito animal que busca abrigo no olhar que lhe protege do perigo
Assim sigo em meus olhares
Entre mares e amares

A paz que a guerra interdita, que lança mão, lança bomba, maldita
Entre meus céus, meus desertos, o medo do abandono incerto
Reencontro-me à luz do olhar, que me afronta, me desmonta, amor-amar
Assim sigo em meus caminhares
Entre mares e amares

No caminhar pela trincheira que se estende por uma vida inteira
O sonho que precede o solo, em acordes que cantam e encantam sem dolo
Há muita dor na jornada dessa busca, muito amor, lágrimas, suor e luta
Assim sigo em meus guerreares
Entre mares e amares

A noite que encortina o profano, desnuda o sagrado e provoca o insano
Dentro do peito coabitam sem planos, frio e calor, dor e amor, o santo e o mundano
Deleites de um sonho sem guerra, utopia da paz no coração da minha terra
Assim sigo em meus pensares
Entre mares e amares

Entre os meus mares naveguei, destino certo ou a deriva, lugares explorei
Paisagens e horizontes se pintaram em dádivas, miragens e frontes se impuseram em lágrimas
Amares de paz, de brilhos, melodias, ou que se desfaz, maltrapilho, sem alegria
A busca de um lugar confiável, em que sei, quero ou não estar: inalcançável ?
Assim sigo, perdido, 
Entre mares e amares