segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vésperas decepcionantes

“Hoje, se me perguntassem sobre a injustiça apenas diria que seu gosto é amargo, sua extensão não tem limites e seus estragos jamais serão medidos, que a decepção gerada deixa cicatrizes eternas e que um dos combustíveis que a impulsionam é a ganância...

Em virtude dela muitos oprimidos perecem. Em razão dela muitos se calam e até mesmo porque correm o risco de ficar sem o mínimo da miséria oferecida.

Mas, se me perguntarem sobre a minha fé diria que ela também se abala diante das tempestades da vida... Apenas se abala, mas também se reconstitui, se reconstrói e se fortalece.

Se perguntarem o que eu espero diria que aguardo ansioso a justiça, não como mera forma de vingança mas como mudança de atitude, de pensamento, de vida que gerem novas possibilidades de continuar a caminhar com a dignidade merecida.”


Ailton Domingues de Oliveira
12/09/11

Eu sou assim

"Dispenso-te
Da obrigação de me entender
Da insatisfação de conviver
Deixe-me no silêncio inquieto
Sem fronteiras, sem barreiras
De peito aberto
Não queira saber somo sou
Não se importe como estou
Sou assim,
Nem por você, nem por mim...

Dispenso-te
Da companhia melancólica
Do semblante abatido
Das fantasias e retóricas
Do sonhar infinito
Da fé que oscila
Do platônico sentimento
Do vulcão que culmina
Da inconstância do momento
Sou assim,
Nem por você, nem por mim...

Minha solidão que ora assola
Que não vá embora agora
Que me eleva em Deus nessas horas
Que me remete às batalhas de outrora
Que me faz simplesmente sobreviver
Nas horas que queria desaparecer...
Sou assim...

Meu momento que parece tormento
Uma batalha apenas no pensamento
Dureza, dor, alegria... sentimento...
Se sim ou se não
Se agora ou depois
Se aqui ou lá
Então, pois...
Nostalgia?
Rebeldia?
Alegria?
Não se iluda...
Não se confunda...
Não se intimide...
Não se irrite...
Seja o que quiser...

Eu, sou assim..."

Ailton Domingues de Oliveira

09/09/11

Alma de poeta, coração de guerreiro




"Livre-me da obrigação de saber tudo e
Da necessidade de ter resposta pra todas as perguntas
Minha humanes é restrita, limitada
Minha retórica não pode e nem deve engessar um sistema
Minha falha... hum... é muito falha...
Sou presente, mas também ausente
Sou pai, mas também sou filho
Sou poeta, mas também sou guerreiro
Quer motivos pra falar?
Posso te contar coisas terríveis a meu respeito..."


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Babacone.com



"Babacone.cone" - Eis aí uma ala que sabe somo incentivar. Estão em toda parte. Parece coisa de teoria conspiratória. Crescem e se multiplicam muito mais que as células terroristas. Eles são realmente incríveis. Na escola, no trabalho, nas ruas, no face, enfim, conseguem se superar. Mas, o que seria da vida, da nossa vida sem os ditos? Pra quem escreveríamos pensamentos de oposição ou de crítica ou de denúncia? Sim, eles conseguem, por vezes, nos tirar do sério, mas depois recolocamos a ordem sobre o caos. "Babacone.cone", para mim, em especial, são os idiotas de plantão que adoram a desgraça alheia, são os medíocres e hipócritas que só sabem alfinetar sem nada contribuir...

Ailton Domingues de Oliveira

09/09/11

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Minha Bela e aDORável

“Um dia você em minha vida apareceu
Chegou de mansinha, meiguinha
Sem muito estardalhaço
Talvez, encontraste em mim um palhaço
O tempo passou e você continuou
Na minha cabeça entrou e ficou
Já não me deixava só
Jamais teve compaixão ou dó
Quando eu pensava que não mais te sentiria perto
Lá vinha tu, encrenca, maledicência, me desarranjando
Passava como um vendaval, um temporal
Só me fazia mal
Deixava em ruínas todo o meu ser
E eu era obrigado a te superar
E mais uma vez renascer... e vencer
No começo não sabia como reagir
Você sempre conseguiu me dominar
E quando percebia, lá estava eu acabado
Mas, jamais derrotado...
Quando comecei a te perceber
Já me preparava... para o pior
Minhas vistas se embaraçavam
Minhas mãos, frias suavam
Meu coração palpitava
Um descontrole emocional
Um sentimento sem sal
Vontade de correr,
De gritar, de sair, de chorar
De me espancar...
Cheguei à conclusão de que você é o meu mal necessário...
Consegui, depois de tanto tempo
Considerar-te parte intensa da minha vida...
Procurei te compreender
E da melhor forma abrir os braços
Quando tu aparecia...
Pois após tua partida,
Minha vida era mais que ruínas
Era o sinal de um recomeço...
Hoje, após tanta labuta
Sei que você não vai me deixar
Então pode ficar,
Que eu vou te curar,
ENXAQUECA FDP....!!!”

Ailton Domingues de Oliveira

05/09/11