terça-feira, 13 de novembro de 2012

Lágrimas



Lágrimas
Que vêm e que vão
De alegria, de perdão
De saudade, de emoção
De tristeza, de vitória

Lágrimas,
Do artista, do profeta
Do menino, do poeta
Do vencido, do atleta
Do esquecido, do ferido

Lágrimas,
Sem prosa, sem verso
Em côncavo ou convexo
Do puro, do duro, do chulo
Do insano, profano, beltrano

Lágrimas,
Que vêm e que vão
Sem noção, sem direção
Sem razão, do coração
Da alma, em calma
Se escoam, se explodem
Da dor, do amor
Da glória, do suor
Do caminho
Sozinho

Lágrimas...
Que vêm e que vão
Num dia frio
De outono ou de verão
Que eu sorrio
No disfarce do coração

Lágrimas...
Que vêm e acalmam
E... que se vão...


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Água's




"Em águas mais profundas
Essas linhas já me levaram
Em pensamentos tolos, insanos
Irreverentes, não profanos,
Alegres, tristes
Em águas cristalinas
Que já foram lamaçais
Textos, críticas, crônicas e poesias
Ah! tão eloquentes, contente
Terra e sementes
Em águas mais profundas naveguei
No mar da escrita
Singela e bonita
Travessia do concreto
Ao sonho, com fé e labuta
Na cabeça de um menino
Hoje é calmaria 
Mas também pode ser ousadia
Alegria, 
Rebeldia,
Alforria,
Ideologia,
Infantaria, de um homem só
Munido de gana,
De vida e sobrevida,
De alma que se eterniza
Em ramos dessa vontade de viver
Hoje, estou poeta
Mas posso ser profeta
Do meu tempo que seja
Talvez, quem sabe, um pateta
Sou guerreiro, sou menino
Sou arteiro, sou felino
Sou um barquinho
Nesse mar da vida que Deus é
E me deu..."

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Andares

"Nos deslizes por sobre os solos
Seus andares em plataformas 
Sob vestes e sobre saltos
Em sobressaltos abrem espaço
Seus caminhos são passarelas, seus altares
Cambaleiam, envergam-se, posturam-se 
Andares que vêm e vão
Alinhados, desenfreados, desesperados...

Por vezes sobrevoam em firmes pisados
Por vezes encurvam-se em lágrimas
Sem perder a confiança na postura
Nem tão frágil nem tão dura
Em passos, por vezes descompassados,
Formulam compassos, em ritmos próprios
Andares que vêm e vão
Calejados, avançados, requebrados...

Na lentidão, na pressa, na calmaria e na ventania
Erguem-se em vôos rasantes
Deixam rastros marcantes
Cada uma em sua pista
Em contínuo avanço
Tão única, tão solo, tão...
Andares que vêm e vão
Esvoaçados, aterrizados, libertados...

Andares...
Doce, sereno, suave, moreno
No frio ou no calor,
No gelado ou no fervor,
Na alegria e na dor,
No ódio e no amor
Andares que vêm e vão
Desalinhados, pesados, ousados... 


Andares...

Suaves, passageiros, corriqueiros
Despretensiosos, esperançosos
Instigantes, mirabolantes, rebolantes
Compassos em passos descompassantes
Em plumas, paetês, e descalços
Tão leves, delirantes, envolventes
Andares que vêm e vão

Revoltados, atrasados, determinados...

Andares...
Só tu, mulheres, 
Só tu, divinas poesias
Tão líricas, tão meigas
Tão místicas, tão...
Obras literárias,
Artes do Artista,
Inquietudes faceiras

Em prosa, em verso,
Em melodia e harmonia,

Nos contrapassos e inversos
Ainda assim, tão mulheres...


Andares...
Só tu, mulheres, os têm
E nós, pobres mortais,
Homens deste reino,
Nos resta, admirar-te

Em suas alegorias desfilar
Em sobressaltos voar
Neste sertão, neste chão
Neste céu do nosso coração

Que precisa destes vossos encantos
Neste compasso agraciado
Tão único, tão belo... inusitado
Andares, só tu, mulheres, os têm!"

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sob o silêncio, o alento Divino



"Sob o véu do silêncio
Pela cortina da noite
Tendo a lua como holofote
E o crepitar da chama de uma vela
Poucas estrelas ousam insinuar-se em brilho
Verde acima, com seus frutos, desencadeiam nas árvores
As flores que nascem, exalam perfume e despetalam-se 
Já viram brotos após a poda
As folhas secas que ao solo se juntam
E já sem vida retornam ao pó
Servem de adubo... ciclos!
No desenhar de cada letra
Pela caneta que desliza sinuosamente sem linhas
Ainda assim, nas entrelinhas 
Colorem o papel em cores invisíveis 
Que tonificam o sentido de cada palavra
A magnitude de Deus 
Neste silêncio uivante
Nesta vida delirante
Se caracteriza em esperança e fé
O sentimento tolhido
Como o botão de rosa podado
Como num céu que já fora estrelado
Amargo gosto e dor
Aprisionado nesta redoma
Já sem ar
um lento caminhar
Prossigo ao som da música
No tom que a vida se pinta
Dando adeus ao que não se viveu
Chorando o que já seu como partido
Assim, elevo meus pensamentos
E como pela estrada que se caminha só
Onde a sombra é a de Deus, em seu Filho escolhido,
Que em seus braços me carrega
Para um recanto e descanso
O alento Divino..."


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Vixe!!! Tomô???








"Desprezo" => o melhor antídoto para mostrar aos desafetos (as) que você quer distância;


"Desdenho" => arma sem valor ofensivo e sem perigo algum que o (a) desafeto (a) usa e, que na verdade, quer apenas chamar-lhe a atenção para si;

"Pessoas que se afastam" => resultado da sua oração :"LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM!" e/ou "LIVRAI-NOS DO MALA-MEM!!!"


"Deixai os defuntos descansando em paz" => pessoas que já morreram precisam de oração; pessoas que foram extintas da sua vida mais ainda.



"Tem gente que evolui sua mente, sua inteligência e seu espírito mas têm uns que só querem evoluir nas nádegas. Se tamanho e largura das ancas fosse sinal de superioridade o elefante seria o rei da selva e não o leão. E olha que elefantes são inteligentes! Por isso que existe tanta mulher fruta por aí: não tem neurônios suficientes pra coisas 'intelectas' e precisa sobreviver da aparência. 'Dona Fifi e a Miss Salada de Frutas' são prova disso! Por outro lado, existem tantas 'Mulheres de Fibra' que, na verdade são SUPER's e mostram distintamente sua superioridade e inteligência, atitude e silêncio, doçura e força, destreza e emoção em tão simples atos... A vida como ela é!"