sábado, 15 de fevereiro de 2014

Silêncios


O silêncio é uma grande resposta. Porém, em alguns momentos perde a oportunidade de ser quebrado. Como resposta, então, que não há de ser das melhores quando o clamor é que o som seja ouvido. Coragem ou covardia, sensatez ou omissão... consentimento, prudência... talvez. 

Confesso, não sou um bom silenciador, embora o tempo permitiu-me, ou melhor, obrigou-me a aceitá-lo, após sobreviver algumas intempéries, naturais diante das escolhas que fiz, e nesse caso acatei o resultado no silêncio do pensamento e do coração.

É um gosto, às vezes, meio amargo pois o silêncio é contemplado e vivido no tempo. E tempo é algo que só avança sem direito a retrocesso nem reedição. É uma via de mão única.

Silêncio e espera no tempo. Para criança isso é considerado a "masmorra" ou o "calabouço" do castigo. Quem nunca foi obrigado a cumprir um castigo de silêncio ou de espera no cantinho do pensamento, por 5 minutos pelo menos? Enquanto criança consideramos isso como uma tortura sem fim.

O tempo então, através de toda experiência que adquirimos, nos permite hoje optar pelo silêncio e pela espera... 

Ainda assim, prefiro o som das vozes ecoando uma defesa pelo menos. Ainda assim, prefiro ouvir a verdade, por pior que seja e mais profunda que possa machucar. Para quem pode resolver uma questão com palavras diretas, quando se cala propositalmente mostra sua real identidade, identidade essa que os adjetivos citados acima estão além do que possa merecer...

sábado, 8 de fevereiro de 2014

500


Quinhentos escritos já se passaram a algum tempo...
Nem percebi!
Grande coisa também.
De que importa?
Basicamente... nada!
Engraçado como cada escrito, quando relido, remete exatamente ao tempo, ao momento em que foi parido, trazendo à tona as lembranças da ocasião.
Há quem ache isso o cúmulo do absurdo!
Mas, gosto é igual nariz, cada um tem um e pronto!
Há quem goste, quem curte, admira, compartilha e se vê parte do enredo do texto ou da poesia.
Há quem interaja.
Ainda existem corações sensíveis espalhados ou perdidos pelo mundo.
Creio que sou um desses...
Porém, nem perdido nem espalhado, aliás, muito bem encontrado e feliz!
Nas escolhas da vida, nos caminhos trilhados,
nos embarques e desembarques de cada estação,
na ânsia da chegada, na dor da partida,
em cada travessia, seja pelo mar, pelo ar, pela terra,
ou pelo pensamento, pelo sonho, pelo desejo,
sempre há o que se guardar... com carinho...
Escrever é pintar tudo isso a letras,
emoldurando o pensamento com cores de poesia.
Poetizar a vida em letras não é tarefa, 
é arte para que o tempo não apague,
e se caso a memória nesse mesmo tempo se perder,
os versos e as prosas permitirão um dia reviver...
Viva a vida, poesia viva de cada dia!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pode ser - II



10 anos...
Parece que foi ontem...
Eu te colocava num travesseiro sobre meu colo e ali ficava te admirando...
Tantas histórias, tantos contos, tantas aventuras...
Tantas partidas até que a gente pudesse ficar juntinhos...
Casa da árvore, Kinzé, Tufão, Mel...
Tudo conquistado pouco a pouco, no seu devido tempo...
E agora, te vejo um rapazinho, decidindo o que quer fazer...

Pode ser que o tempo passe tão depressa a ponto de eu não conseguir acompanhá-lo... mas estarei sempre a te esperar de braços abertos, ouvidos atentos... Uma cabana de improviso, na sala que seja, será nosso esconderijo...

Pode ser que todos os seus sonhos mudem, mas estarei sempre ao seu lado para te apoiar em suas escolhas e principalmente nos momentos de difíceis decisões. Lembre-se: podemos escolher o que quiser mas jamais podemos abrir mão de nossos valores.  

Filho, agradeço a Deus, por cada minutinho de sua vida! Você é um presente de DEUS!

Te amo!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sentidos sentido


Sinto hoje que saímos de nossos lugares... 
Sinto que chacoalhamos a poeira... 
Sinto que nos colocamos em pé, em marcha... 
Sinto tanta coisa 
Que o vento quando sopra, 
me leva pro sul, pro norte, 
pra longe, pra perto, 
mas nunca só 
pois quem partilha sonhos 
vence o medo 
vence a solidão 
encontra amigos 
companheiros 
para a eternidade!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PJ - Grupos, Virtualização e Participação: repensando conceitos

 
Imagem: Igor Abreu


Os grupos formados nas redes sociais tem sido não só um mero ponto de encontro entre pessoas e amigos que curtem os mesmos gostos mas também tem servido como espaço para um processo vivo de formação e informação quando usados coerentemente. Claro que existem os que se utilizam para incitar contra os objetivos do grupo, assunto este que não merece comentários.

As pessoas tem buscado constantemente fazer parte de algo, assim como no passado, só que agora no cenário virtual. Essa necessidade de fazer e sentir-se parte também é antiga. Estudos antropológicos mostram que o ser humano sempre se agrupou por afinidades.

Tais grupos têm se modernizado e atingido várias camadas e nichos de pessoas. O acesso ao mundo virtual em tempos atuais está cada vez mais fácil. Existe um certo comprometimento com aquilo em que se participa, que se faz parte.

Nota-se, com esse avanço tecnológico e de relacionamentos virtuais, que o sentimento tem sofrido também uma virtualização. As relações da vida real seguem na mesma velocidade com que as pessoas adentram, saem e ou perambulam de grupo em grupo até se deparar com sua identidade. Rapidez, superficialidade, tendência à frieza e outras coisas mais caracterizam as relações.

Dos participantes de cada grupo uma grande parcela, se não a maioria, são apáticos, não participativos e muitos nem sabem o real objetivo do espaço onde estão. Uma outra parcela, pouco menos significativa, tem o hábito de postar imagens com pequenas frases de pensamentos feitos. Alguns postam para si mesmos, não levando em conta a inocência ou inutilidade de seus posts. Há os que almejam uma vitrine para serem virtualmente reconhecidos e famosos. E como diz uma velha frase "ser famoso no facebook é o mesmo que ser rico no banco imobiliário". Por fim, uma minoria, bem menos que 10% dos membros, realmente estão em sintonia com o grupo, participam e contribuem para boas discussões.

A proliferação dos interessados em participar dos grupos é uma preocupação para alguns administradores nas redes sociais, levando em conta que a quantidade atrapalha o bom andamento da qualidade. Uma mudança se fez necessária para que os grupos preservassem sua identidade, essência e objetivos. Normas, regras e cuidados tem sido elaborados e gerados para se manter uma boa convivência virtual.


Uma outra pauta, para outro momento é o fato de quem cria falsas identidades para fomentar o ódio, a violência e a intolerância religiosa. Geralmente são perfis de pessoas que não assumiram nada em suas vidas reais. São de uma determinada religião e criticam tanto as outras como as que se dizem ser os únicos e fiéis seguidores. Esses tais são identificados curiosamente como "catolibãs".

Pela extensão e profundidade este assunto não se encerra por aqui e jamais um grupo virtual substituirá o calor humano e a vivência de um grupo formado na vida real.



***** Deixamos aqui algumas perguntas básicas que ficam perpetuando em nossos pensamentos acerca do que os grupos de Pastoral da Juventude nas redes sociais representam na caminhada real de cada um e no ambiente que convivem. Seguem:

1) O que os grupos de discussão (de PJ's no caso) mudam em nosso cenário na vida cotidiana, para além das telas?

2) As discussões e postagens nos inspiram em algum sentido? Nos motivam a refletir pelo menos?

3) Ou somos expectadores sempre prontos a aplaudir, ou seja, curtir as belas montagens e frases feitas?

4) A causa alheia me interessa? A causa que Jesus defendeu me anima a continuar lutando?

5) Ou tenho uma causa própria e uma razão extra para estar aqui?...

6) O que significa fazer parte de um grupo de discussão nas redes sociais?


Pensemos...