terça-feira, 2 de agosto de 2016

Guerra dos Mundos IX: cortaram as luzes


"O braço que detém o poder não é apenas
 forte mas é rápido, impiedoso e age
 em benefício dos que o manipulam. 
Sempre foi e sempre será assim..."

Um fato obscuro chamou minha atenção. Na rodovia de acesso ao bairro em que moro, recentemente palco de grandes queimadas arquitetadas pelos responsáveis da manutenção, cortaram as luzes de alguns postes. Num raio de aproximadamente 200 metros até a entrada principal não há iluminação pública, diga-se de passagem, aquela que pagamos mensalmente.

O motivo? Não há nenhum indício de uma pane em apenas 10 ou 12 postes, justamente naquela área que, por coincidência, é um trecho onde ocorrem alguns incêndios premeditados. Parece até teoria da conspiração mas não é. Dá para se ter uma conclusão melhor sobre o episódio.

Existe ali na entrada do bairro, num terreno grande, umas dez famílias assentadas. Creio que, entre eles mesmos, já simularam uma demarcação e cada uma ocupou sua parte. Aparenta que o terreno pode ser do Governo, mas se fosse não haveria o porquê de uma significativa empreitada contra os posseiros.

O mais provável é que existe um dono daquele espaço, que antes era apenas um terreno baldio e que já serviu de lixão. Se não há como bater de frente com os atuais ocupantes da área, o que restou foi articular para que eles não tivessem uma boa estadia em seus pseudos terrenos. Sendo assim, o passo mais favorável foi cortar a energia.

Antes do repentino apagão das luzes dos postes da rodovia, que ficam próximos a entrada do bairro, os barracos tinham iluminação. Agora, sem energia, vão ter que improvisar e resistir aos próximos contratempos do destino. Quem engenhou tais eventos, com toda certeza, se não for dono do terreno, está incomodado com a paisagem formada de barracos e seus habitantes.

Bairro Tocantins - Uberlândia - MG

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Desce do teu céu


Desce do teu céu
Singela ternura que irradia
Sei que escutas o meu canto
E entre acordes e melodias
Busco-te entre mortais e santos

Desce do teu céu
Percorrerei-te o corpo em dolo
E decifrarei em sonhos teus segredos 
Nesta travessia eu sigo solo
À esperar por seus beijos

Desce do teu céu
Que seja em sonho a te encontrar
Mas em tuas asas acordar
E saciar os teus desejos
Dissipando todo o medo

Desce do teu céu
Meu doce pecado 
Que eu preciso cometer
Tão ardente, tão sagrado
Paixão eterna, bem querer

Desce do teu céu
Doce anjo, minhas asas
O coração já bate em brasa
Teu beijo vim roubar
Aqui, sempre seu, o meu sonhar

"Talvez": contraventor


Na terra das impossibilidades
O talvez é contraventor
Infiel do protagonista
Que permeia por entre os vales
Que margeia os rios
Ou perambula cruzando vias
Talvez de fato
Talvez no tato
Ora, se for pros lados
Um falsete da tangente
Sem destino certo
Sem morada
Sem partida
Sem estrada
O talvez é sozinho
É sem caminho
Corda bamba sobre o fogo
Sobre a água e sobre o céu
Na terra das possibilidades
O talvez é réu de si
Numa luta que não tem fim...

Asas e sonhos

 
Carreguei-te em meus braços
Abracei-te com cuidado
Tão pequena, já com asas
Tão sublime tu me olhava
Teu amor, eras meu
Meu olhar, somente teu
Num piscar estavas grande
Num andar, tão desfilante
De mãos dadas em sobressalto
Entre sopranos e contraltos
Adentramos entre os olhares
E atravessamos pelos altares
Eu e você, amor profundo
Destino certo sobre o mundo
Eram asas...
Era um anjo...
Foi amor...
Foi um sonho...

#1006grau


Aí perguntaram: 
- Cara, por que tu gosta de escrever tanto? Isso não dá dinheiro... kkkk
- Kkkkk! Verdade! Tem gente que gosta de ficar bêbado, tem outros que gostam de fumar um baseado  pra ficar zen ou usar drogas pra ficar doidão, têm aquelas pessoas que gostam de cuidar da vida dos outros, e por aí vai. Eu... escrevo sobre tudo e sobre todos, principalmente dos idiotas de plantão. Realmente, não dá lucro mas diverte! #Chupaessamangaotário!