sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Satã 2


#1 - A Russia acaba de apresentar ao mundo, na última terça-feira, o maior míssil até então fabricado, com capacidade para enterrar um país do porte da França. Sua mais nova produção de longo alcance foi batizada de "Satã 2". 

#2 - Enquanto os EUA devem pensar numa versão de míssil, tipo 6S, pra não ficar atrás da concorrência, aqui no Brasil nós dispensamos tais tecnologias nucleares. Também, quem precisa de mísseis se nós temos a PEC 241?

#3 - Os russos tem uma arma de destruição em massa que atinge o alvo num piscar de olhos. Fichinha! Nós temos um Bataclã no Governo que sabe como arregaçar com um país como nenhuma tecnologia dantes vista, em conta-gotas, via PEC 241!

#4 - Se a Russia se acha a bam-bam-bam porque tem o "Satã 2", deixa ela descobrir que nós temos o Temer, o Renan, o Aécio, o Serra e o MoUro. Inferno inteiro tá qui, mano!


Desestocando as inutilidades


Nos dias em que o silêncio é ombro amigo
E o pesar das prioridades se revela fútil
O desamarrar da imortalizada inutilidade
Torna-se pauta única em tempo de libertação
Nem estações, nem dias
Nem pedras, nem flores
Nem nuvens, nem estrelas
Nem chuva, nem vento
Nada é igual, nada se guarda, tudo muda
O momento se eterniza é no coração
E os corações não são iguais
E cada um estoca o que lhe é bem necessário
Na listagem das inutilidades incluem fantasmas
Que teimam estarem mais vivos do que eu
A ressignificância dos passos e da visão
É o que me trará novo alento ao coração
Se em novas páginas não se pintam esquecitudes
Sejam de fatos saudosos do que nunca se viveu
Com quem já se enterrou na vida de adeus
Sejam de pessoas desimportantes que partiram
Sem mesmo nunca terem estado
Parentes e amigos, ou mesmo desconhecidos,
Não passam de meros títulos
O que se vive e se sente dispensam diplomas
Nos aproxima das coisas boas
E nos afasta do que nunca foi...
Desestocar-se das inutilidades 
É livrar-se de excessivos fardos:
Materiais, (in)conscientes ou fantasmas...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Crise de conjuntura no Bataclã-Senado

"Bataclã-Senado" está se indispondo com outras filiais. Agora que a Lava-Jato mira os meliantíssimos senhores da Alta-Instância, os poderes estão à beira de uma crise. Enquanto a caça tinha apenas um lado taxado como bruxa estavam todos favoráveis. Mas no momento que a mira de MoUro encontrou Renan o negócio mudou de figura. Aí vem a melhor parte: O que dizem os direitistas, os apoiadores do impeachment, os batedores de panela anti-corrupção, os atuais baba-ovos do Temer, os desavisados de plantão, e principalmente os baba-ovo do MoUro? De que lado ficarão??? (doido pra saber!!! kkkkk)


CENÁRIO: Renan cobra fatura do impeachment e arrasta Planalto para crise:
http://a.msn.com/r/2/AAjpLeu?a=1&m=PT-BR

900 - Descortinando

Começa aqui um longo descortinar
De sair de cena, eis o momento
No silêncio das palavras repousar
Reencontrar-me com o tempo
Abraçar
Sentir...

Pendurar os escritos
Eternizar a poesia
Restaurar o coração
Velejar com ousadia

Já fui de flores
De dores, amores
Temores, ardores

Sem palavra já fiz proeza
Sem vergonha trepei na mesa
Sem cartas venci com destreza

Dos fatos escrevi histórias
Dos sentimentos fiz memória
Das palavras fiz estrepolia
Mas é da alma que sangrou poesia

Salvaguardei-me das instituições
Resguardei-me das religiões
Desprezei a politicaria dos ladrões
E contrapus os charlatões

Aos idiotas compus recados
E palavrões não foram poupados
Mas pros hipócritas que veem tudo errado
Vai pra (...longe...) deixar de ser tapado

Brinquei com a dor e chorei com a alegria
Fiz orações de amor e cantei moda e utopia
Pelos pseudo-doutores da moral já fui condenado
Pelos mestres da lei em fogueira santa fui queimado

Mas sobrevivi aos babacas da hipocrisia  
Destilando sentimento nas entrelinhas da poesia
E os que fazem do poder uma tremenda putaria
Jazem na cova de suas próprias heresias

Esquina de vidro

Sorrisos despidos pelo vento
Passos inertes na calçada quebrada
Passado tão perto do presente tempo
Coração galopando a esmo na estrada

Mãos que saquearam-me da oração
Pés que distanciaram do meu destino
Herói surreal que virou meu vilão
E vozes saudosas que guiaram o menino

Vida louca de um tempo apressado
Segue utopiando em vias sem porteira
Num futuro insistente e desajuizado

Vai enterrando os seus esquecidos,
Que nunca chegaram perto da soleira,
E dissiparam-se com o vento na esquina de vidro