domingo, 8 de fevereiro de 2026

Tributo ao Kinzé

*12/09/2011    +08/2/2026

Meu amigo
Meu companheiro
Meu filhote
Meu ranzinza 
Meu casca de bala
Meu capivara
Cê não imagina a dor que a sua falta me faz, cara!
Mas eu tenho certeza que você sentia o quanto eu te amava, menino. 
E vou te amar pra sempre no meu coração.

E agora?
Cadê os seus latidos quando eu estacionar o carro?
Cadê o seu cheiro quando eu chegar da rua?
Cadê a sua companhia quando eu me deito pra descansar?
Minha sombra aqui dentro de casa. 
Não me perdia de vista.
Não me deixava...

"Vamos passear?"
E você já corria pra perto da sua coleira, o seu currião.
Menino tão amoroso quanto esquentado. 
Cuidava demais da Mel, e do saudoso Tufão também

Acredito que se o céu existir, o melhor lugar é reservado aos pets. 
Dá um cheiro no Tufão por mim, por nós.
Agora vocês podem brincar juntinhos aí e sem arrumar confusão.

Meu menino, obrigado pela sua presença, pela sua companhia, mesmo nos dias em que eu mal conseguia te dar atenção, mas você estava ali, do meu ladinho, quietinho... 

Agora, sua caminha já não está mais na sala. 
Precisamos organizar as coisas pra poder seguir a vida. 
É difícil ver o seu cantinho vazio...

Me lembro quando você passou mal pela primeira vez, te levamos no veterinário e logo veio o seu diagnóstico: cardiopatia. Choramos muito, mas seguimos firmes cuidando de você. Não desistimos. 

Eu pedi muito pra você me acompanhar em todos os passos, pedi pra você aguentar firme...
E que forte você foi!
Aguentou firme até o último momento. 
E partiu um dia depois de um grande e importante evento da minha vida.
Você, talvez não entendesse meus diversos momentos, mas sentia e permanecia ao meu lado. 
Uma presença única, viva...
Obrigado por tudo.
Obrigado por tanto...

Te amo pra sempre
Meu menino...



Até famoso você ficou (acesse o link):  Matéria com Kinzé no G1












































































quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Entre mares e amares



Entre a luz que oprime e a escuridão que redime
O pensamento perdido que foge querendo se encontrar ao longe
Feito animal que busca abrigo no olhar que lhe protege do perigo
Assim sigo em meus olhares
Entre mares e amares

A paz que a guerra interdita, que lança mão, lança bomba, maldita
Entre meus céus, meus desertos, o medo do abandono incerto
Reencontro-me à luz do olhar, que me afronta, me desmonta, amor-amar
Assim sigo em meus caminhares
Entre mares e amares

No caminhar pela trincheira que se estende por uma vida inteira
O sonho que precede o solo, em acordes que cantam e encantam sem dolo
Há muita dor na jornada dessa busca, muito amor, lágrimas, suor e luta
Assim sigo em meus guerreares
Entre mares e amares

A noite que encortina o profano, desnuda o sagrado e provoca o insano
Dentro do peito coabitam sem planos, frio e calor, dor e amor, o santo e o mundano
Deleites de um sonho sem guerra, utopia da paz no coração da minha terra
Assim sigo em meus pensares
Entre mares e amares

Entre os meus mares naveguei, destino certo ou a deriva, lugares explorei
Paisagens e horizontes se pintaram em dádivas, miragens e frontes se impuseram em lágrimas
Amares de paz, de brilhos, melodias, ou que se desfaz, maltrapilho, sem alegria
A busca de um lugar confiável, em que sei, quero ou não estar: inalcançável ?
Assim sigo, perdido, 
Entre mares e amares