sábado, 17 de setembro de 2011

A natureza geme em dores de parto (CF 2011)

“Filhos desta terra que permitem sua invasão e destruição,
Não esqueçam este berço em que vocês nasceram
Não esqueçam os pés que outrora aqui pisaram
Não esqueçam as mãos que por aqui calejaram
Não esqueçam aqueles que em vós confiaram
Não se rendam aos encantos de quem promete
Não se curvem nas intenções de quem não tem cara
Não se iludam, a hipocrisia se porta bem

Aderir à esta falsa moral
É entregar não só a natureza de mãos beijadas
Mas trair o seu povo, seu berço, sua história
É pensar, de forma egoísta, apenas em sua glória
Judas pagou um alto preço por seus atos
É lembrado como o maior traidor de todos os tempos
Preferível o anonimato mas honroso
Que a fama ao preço de uma traição
Prefiro acreditar que estejam apenas iludidos a corrompidos...”

"Em prol do meu povo pirajuense que luta em meio à politicagens contra a possibilidade da construção de uma nova usina. Não bastasse, os atletas da seleção brasileira de canoagem, sendo alguns filhos desta terra, estão favoráveis à esta nova usina..."


Ailton Domingues de Oliveira

(17/09/11)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Me deixa

"Me deixa bater asas e voar
E daí se eu não conseguir?
Eu só quero me atrever
Ousar e abusar da minha própria sorte
Não se preocupe com a morte
Ela é certa
Ela é apenas mais um fim
Não seria diferente por mim
A vida? Sim...
Um dia a mais, ou um dia a menos
Questão de ângulo e pensamento
Nada de tormento para este momento...

Me deixa pular, cavalgar
Que seja nas asas da imaginação
E daí se meus pés não estiverem no chão?
Logo estarei centrado
Seja por mérito, por esforço,
Por pressão ou por tropeço
Assim como as palmas nesta hora surgirão
Sei que nomes e ombros ali também estarão
Não viva meus medos
Não viva minhas ilusões e frustrações
Não viva... meus sonhos e suspiros
Apenas exista, presente ou ausente
Ciente, indiferente, tão somente só...

Me deixe mergulhado
Na solidão da alma
Ela me aflige, mas me acalma
Me remete em Deus os pensamentos
Sussurro a ELE meus tormentos
E em forma de vento
Também sinto sua mão
As vezes pesada
Então me firmo, afirmo e reafirmo
Me deixa calado...
Serei lembrado, talvez amado
E eternamente
Amante da vida...”


Ailton Domingues de Oliveira

14/09/11

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vésperas decepcionantes

“Hoje, se me perguntassem sobre a injustiça apenas diria que seu gosto é amargo, sua extensão não tem limites e seus estragos jamais serão medidos, que a decepção gerada deixa cicatrizes eternas e que um dos combustíveis que a impulsionam é a ganância...

Em virtude dela muitos oprimidos perecem. Em razão dela muitos se calam e até mesmo porque correm o risco de ficar sem o mínimo da miséria oferecida.

Mas, se me perguntarem sobre a minha fé diria que ela também se abala diante das tempestades da vida... Apenas se abala, mas também se reconstitui, se reconstrói e se fortalece.

Se perguntarem o que eu espero diria que aguardo ansioso a justiça, não como mera forma de vingança mas como mudança de atitude, de pensamento, de vida que gerem novas possibilidades de continuar a caminhar com a dignidade merecida.”


Ailton Domingues de Oliveira
12/09/11

Eu sou assim

"Dispenso-te
Da obrigação de me entender
Da insatisfação de conviver
Deixe-me no silêncio inquieto
Sem fronteiras, sem barreiras
De peito aberto
Não queira saber somo sou
Não se importe como estou
Sou assim,
Nem por você, nem por mim...

Dispenso-te
Da companhia melancólica
Do semblante abatido
Das fantasias e retóricas
Do sonhar infinito
Da fé que oscila
Do platônico sentimento
Do vulcão que culmina
Da inconstância do momento
Sou assim,
Nem por você, nem por mim...

Minha solidão que ora assola
Que não vá embora agora
Que me eleva em Deus nessas horas
Que me remete às batalhas de outrora
Que me faz simplesmente sobreviver
Nas horas que queria desaparecer...
Sou assim...

Meu momento que parece tormento
Uma batalha apenas no pensamento
Dureza, dor, alegria... sentimento...
Se sim ou se não
Se agora ou depois
Se aqui ou lá
Então, pois...
Nostalgia?
Rebeldia?
Alegria?
Não se iluda...
Não se confunda...
Não se intimide...
Não se irrite...
Seja o que quiser...

Eu, sou assim..."

Ailton Domingues de Oliveira

09/09/11

Alma de poeta, coração de guerreiro




"Livre-me da obrigação de saber tudo e
Da necessidade de ter resposta pra todas as perguntas
Minha humanes é restrita, limitada
Minha retórica não pode e nem deve engessar um sistema
Minha falha... hum... é muito falha...
Sou presente, mas também ausente
Sou pai, mas também sou filho
Sou poeta, mas também sou guerreiro
Quer motivos pra falar?
Posso te contar coisas terríveis a meu respeito..."