Nazareno, filho de um carpinteiro, Jesus era conhecedor das leis que regiam a sociedade de sua época, por sinal, fortemente marcada pela religião.
Sendo judeu abominou as regras religiosas que serviam muito mais para segregar, sentenciar e excluir as pessoas do que para resgatá-las, acolhe-las e incluí-las.
Ao questionar a maneira que os doutos interpretavam e aplicavam a lei, favoreceu o humano em detrimento dos ritos.
Chocou a sociedade ao defender a prostituta de um apedrejamento público, ao colher milhos e curar leproso em dia de sábado.
E se Ele, o nazareno, o judeu, o filho do carpinteiro, o Cristo, questionou as leis de sua religião, descumprindo-as por diversas vezes para favorecer a dignidade humana, por que então usam o cristianismo para continuar fazendo acepção de pessoas e determinar quem é merecedor do céu ou do inferno?
(...)
Essa revolução que Ele peitou na sociedade religiosa de seu tempo custou-lhe muito caro.
Mataram o homem mas prevaleceu, sem demagogia, a Vida pela vida.
Sua voz ressoa...
"Denominações que criam leis para adestrar fieis não são religiões."