quarta-feira, 10 de agosto de 2011

No caminho de um só

"O tempo escoou, ecoou
Envelheci, desaprendi
Explodir é eco da saudade
Minha vida
Divina
Amiga
Bandida
Tem estrada solitária
Somente paisagem
Na memória as imagens
Presenças ausentes
Quero esbravejar
E quem quiser me amar
Que conheça também os espinhos
Que vem seguidos de flor e carinho
Quero-me...
E também a doce ilusão
Do sonho do amor
Que é perfeito
E de dor
No meu peito
Mas real alegria
Utopia
Todo dia
Fantasia
E real
No caminho de um só
O Deus que me habita
Sempre ilumina
O caminho
No tempo escoado, ecoado..."

Ailton Domingues de Oliveira

(10.08.11)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O teu olhar...

"Denunciaste a ti mesma
Com tamanha irreverência no olhar
Que faz de tua alma brotar
A intensidade do que sentiste

Olhar que acalma, acalenta,
Olhar que me atrai, desorienta,
Olhar que na alma penetra,
Olhar que o desejo desperta

Olhar tímido e singelo
Olhar de ternura que espero
Olhar reluzente e bonito
Olhar que às vezes maldito

Olhar do fogo da paixão
Olhar caliente do verão

Teu olhar, transpassa na alma
Meu olhar que o segrega e se inflama
Nosso olhar que se cruzam nas chamas
Na saudade de quem só se ama
Na vida, na briga e na cama
Que machuca, constrói e se acalma

Meu desejo és tu ó menina
No olhar mais puro que fascina
O semblante que reluz e ilumina...

Ah.......
Teu olhar, simplesmente... olhar."


Ailton Domingues de Oliveira


(09.08.11)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O medo e o tempo

"Ao som do telefone, àquela hora
O coraçao já disparou e o corpo estremeceu
Minha mãe, em tom de angústia explicava a situação.
Um filme que se repetia na cabeça.
Imagens, momentos, saudade e dor.
Medo, muito medo.
Medo de perder.
Medo de não ver.
Medo de não mais ouvir.
Medo de não ter mais por perto, mesmo que distante.
Acovardei-me no tempo durante muito tempo.
Deixei de dizer, de falar, de fazer...
Deixei de perdoar, deixei de viver.
Escondi nas entrelinhas da vida e do tempo.
Julguei Deus que se ausentara de minha história em momentos difíceis,
e por assim sendo, permitira tais acontecimentos: distância e solidão.
Lembranças, saudades...
Dor, medo...
A realidade bateu a porta sem pedir permissão:
'Teu pai, meu filho... não esta bem!'
Meu pai?! Naquele momento só lembrara do pai herói e deixara o lado bandido para trás...
Angustiante!
Não me contive em lágrimas, flash's e pensamentos...
Queria vê-lo, ouvi-lo, tocá-lo...
Aproximá-lo de mim e eu dele...
Não quero mais tempo.
Não quero mais esperar oportunidades.
Não quero mais esperar marcas desaparecerem.
Não quero mais perder-me neste tempo de vida.
Pois, senti parte da minha quase escapando
como areia por entre os dedos...
Pai, estou aqui... mas já estou indo ao teu encontro
Numa saudade sem tamanho
De um filho ausente,
Muito mais vivo que magoado
Disposto a dar-lhe o seu grande e único posto:
o de PAI... e HERÓI."

"Só nos damos conta do que temos, quando estamos prestes a não ter mais..."


Ailton Domingues de Oliveira


(08/08/11)



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dia do Escritor - 25/07

"Apresentando minhas paixões: os escritos!
Escrevo porque sou fã do bom e claro português. Fui inspirado por grandes pessoas e grandes mestres. Escrevo porque amo a vida e seus artistas. Escrevo para quem amo e para quem gosta. Minha arte está aí, pura e simplesmente, em escrever: frases e pensamentos, textos, crônicas, poesias e prosas, músicas inspiradas em momentos, situações, pessoas, amigos, sonhos, batalhas; discorridos na individualidade ou não; temas abordados entre conhecidos ou não, adeptos ou não.
Não ganho nada alem do culto ao português. Claro que elogios são ótimos mas as críticas ajudam a crescer ou rever frases e expressar ainda melhor. Quando expomos nosso pensamento reciprocamente crescemos ao conhecer os de outras pessoas.
É isso! Se existe auto-promoção aí, então que seja. Para mim, como disse, a arte está em escrever, por paixão. E que bom que existe quem leia apenas para criticar. O importante é ler, pois ajuda a melhorar o bom e velho português. Boa leitura, boa crítica!"

Ailton Domingues de Oliveira

25/07/11

domingo, 24 de julho de 2011

No limiar da intolerância.


"O covarde nunca age só. Vejam os dominantes pit-boys que atacam suas vítimas sempre em grupo. Buscam na calada da noite aqueles que sentirão o seu ódio e a sua intolerância. Covarde é assim, covarde precisa de comparsas. Seu ego é a sua platéia. Desde que o mundo não gire, como tal sua mediocridade, é suficiente o motivo torpe de sua rebeldia. Na verdade sua brutalidade pode ser o inverso, ou melhor, o reflexo de seu interior: seu medo enrustido. Covarde não conversa, impõe. Tudo o que precisa é vitimar-se como o ser incompreendido pela maioria. Precisa de adeptos, de gente que congregue de sua covardia. Exterminar uma raça, um povo, uma vítima ou uma idéia, tudo o que considera banal. Assim age o tal biotipo. A discriminação enrustida é tal qual o tamanho da violência física. Realmente uma covardia. O olhar preconceituoso corta feito navalha. Espero que esse tipo de violência não se torne paisagem natural aos olhos e ouvidos de tantos. Que quem tenha alguma responsabilidade em mãos, seja um microfone, uma tribuna, ou uma mera caneta, saiba usar em prol dos direitos de todos/as e não a favor da hipocrisia. São tantas as lutas sociais e reais e ainda existe povinho que só vê o seu rabo de cuca (a do Sítio do pica-pau amarelo)! Que tipo é esse? Que gente é essa? Que filosofia é essa e que tipo de deus prega o preconceito?"