terça-feira, 12 de novembro de 2013

O poder do Amor e o amor ao Poder



Quantas moedas valem uma palavra? Qual o seu preço? Com certeza a reposta deveria ser uníssona: "nenhuma, palavra não tem preço!" Não é bem assim que a coisa funciona. A palavra vale enquanto for conveniente. Amizade e lealdade são empecilhos no caminho de quem segue atropelando rumo ao sucesso.

Como já disse em outro artigo no período eleitoral de 2012, "palavra já fora no fio do bigode". Não é mais assim. O ser humano enlata seus princípios, se é que um dia houve algum, para ascender-se na trajetória materialista de poder. 

Uma jogatina de palavras e temos dois sentidos completamente diferentes. O poder do Amor, ao qual adjetivamos como paciente, compassivo, sem rancor, dom total e o amor ao Poder que simplesmente o identificamos em pessoas descomprometidas com o bem comum. Na verdade tais pessoas estão mais que comprometidas com sua causa própria. Não importa quantas é preciso tirar do caminho. Não importa às custas de quem chegar-se-á no objetivo final. Nada importa. Importante mesmo é chegar lá e revestir-se da armadura do status, do poder e regaliar-se dos adjetivos da conquista. Se dará conta do recado ou não... isso de nada importa!

A linha não é tênue. Pelo contrário, é facilmente identificada e os lados bem distinguidos. O interessante de se avaliar é que quem carrega um grande amor ao Poder tem sempre um discurso politiqueiro, uma cartinha de bom samaritano, um sorriso de amigo de todos e todas, e uma esbanjadora fantasia de hipocrisia que tomaria conta de uma avenida famosa durante o carnaval. 

O ponto extremo de todo o enredo é quando se houve a santa hipocrisia ostentar seu nobre título de cristão. Haja paciência e estômago. Ou estamos no barco errado ou tá tudo prostituído! Melhor buscar forças e acreditar que o ser humano, em sua maioria, não se vendeu, não se corrompeu, não amou mais o poder que a seu próximo... Mesmo que essa utópica maioria não faça parte de nosso ciclo de vida, ainda assim, há motivos para acreditar em nós mesmos e que de alguma forma seremos o diferencial nesse mundo desigual. 

Que a fé em Deus não nos seja abalada quando a esperança no homem tornar-se apenas uma mera lembrança em preto e branco. 


"Quando o poder do amor se sobrepor ao amor ao poder, o mundo conhecerá a paz." (Jimi Hendrix)

Busca interminável


O prazer que consiste no caminhar, 
na busca como um fim interminável 
e não no objetivo cumprido como tal...
Quando alcança-se o objetivo 
o ânimo do viver torna-se pacato. 
Controverso. 
O que se descobriu nesses anos 
é que existe uma necessidade 
ou razão maior: 
viver o sonho ou em busca dele (?).
Essa busca, 
essas dificuldades que assolam no caminho 
fazem parte do platônico,
talvez do irreal, 
talvez do impossível...
talvez, seja mero sonho,
esperança e motivação 
no ciclo da caminhada...


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Vila Cantizani - Gerações

O que eu vejo e sinto é que a Comunidade de Vila Cantizani foi um marco referencial na vida de quem por ali passou. São tantas pessoas, tantas histórias que se cruzaram... Amizades verdadeiras, amizades que criaram enlaces e frutificaram... Momentos de crescimento, uma verdadeira base na caminhada e mesmo que essa caminhada tenha se dado fora dos arredores da cidade, não há quem diga que não valeu a pena.

Catequese, grupos de adolescentes, grupos de jovens, a começar do JAC, creio eu tenha sida o primogênito da Cantizani. ASA (Zezinho e Elza Maria Leite), ABC (Paulo Donizetti Sara e Maria Lucia Almeida Sara), novamente outro ABC (Ailton e Érika) e depois o ÁGUIA.

Quando essas fotos ressurgem aqui com certeza nos faz sentir vivos, repletos de uma linda história de crescimento, de fé, de sonhos aos quais, com certeza, muitos deles já os realizamos, e de muita luta...

Saudade não resumiria a sensação. Alegria, poder olhar para trás e ver que há tijolos na base de nossa eterna construção com o nome "CANTIZANI" e ao mesmo tempo há também o nosso nome esculpido nos arredores da IGREJA DE NOSSA SENHORA APARECIDA, e que Ela continue a Rogar por Nós!!!

Paz e Bem!
















quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Desertos e Reflexões


"O vazio que angustia 
é o mesmo deserto da reflexão
Vale do silêncio que propicia 
o reencontro com a Luz 
Nem tão pedras, nem tão flores
Nem só dissabores, nem só amores
Caminho sinuoso de paisagens, 
passagens e travessias
O que as palavras não explicam
O tempo há de provar
Vale a pena esperar
Em cada estação o seu tempo chegar"


"No tempo que se vai
De onde se vem
Que não volta atrás
Em flash's pelo retrovisor
Se vê o foco desalinhar, 
distanciar, desaparecer
A distância que permeia este tempo
Afasta dolorosamente a visão
E o silêncio inquietante do deserto
Impõe seu grito ao coração
A busca sagrada do sentido
Da vida vivida, partilhada, engraçada
Sofrida, enganada, surrada
De bons frutos colhidos no caminho
De paisagens, miragens, espinhos
O que faz meu respirar feliz
É sentir que jamais estarei sozinho
Presença Divina que ilumina
sempre presente nos momentos
desse tempo
de água, de sol, de flores
e frutos..."

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

500


Quinhentinho
Quinhentos
Quinhentão
Quinhentona, sua linda! És tu? E agora?
500, não mais do descobrimento pelos portugas
apenas um marco nesse espaço
apenas 500 escritos, entre poemas, 
críticas, crônicas, músicas, sátiras, 
aventuras, brigas, elogios, denúncias, avaliações,
insinuações, alegrias, tristezas, indiretas,
concretas, abstratas, diretas, exatas, lógicas, diretas,
ao lenço, ao vento, ao tempo,
aos olhos, à alma, aos espírito, a Deus,
aos hipócritas, aos cretinos, aos velhacos, 
aos palhaços, artistas ou corruptos, 
aos colegas, aos amigos, aos adversários, 
aos anônimos e invisíveis inimigos, principalmente,
Enfim, foram tantas emoções!
De Agostinho, de Platão, de Boff, de Casaldáliga,
De Câmara, de Francisco de Assis, de um Papa Francisco,
De Drumonnd, de Coralina, de Rubem Alves, de Chaplin, 
Poesias eternamente vivas,
E principalmente, de um certo Jesus, Libertador e Crucificado,
Contestador e Homem honrado,
que seus passos me tem alumiado!
Inspirações das mais diversas, contidas, avessas, travessas
fundamentadas em tudo, em nada, em flores, em cores, em prosas,
em lágrimas, em saudade, em sentimentos, em momentos, 
no tempo!
Aqui, onde o nada se torna tudo e o tudo se torna nada
aos olhos do poeta, sorrateiro, maroto, traquino,
sangue de guerreiro e coração de menino,
olhar que vem das alturas, 
canções das fontes puras,
de palavras do profeta
que se canta em pensamento
que se vive a cada momento
como que se fosse o derradeiro
explosão de vontade certa
vontade da verdade que liberta
Olhares, andares, altares,
contra os lobos em pele de cordeiro
contra os algozes ferozes e feiticeiros
que habitam no interior de cada ser
hipócrita, idiota, malfeitor
não economizo nos verbetes
não me intimido com suas sinas
sua história, sua memória, são ruínas...
Ao que liberta, na alma do poeta, 
do profeta, do trovador, do professor,
do artista enrustido...
o caminho é longo, 
longo enquanto se viver, 
se viver é um bem,
que a estrada seja caminhada
vivida, sofrida se preciso for,
mas no topo, encontraremos
no mínimo o amor, a gratidão,
o reconhecimento, que seja próprio, 
de que valeu cada gota de suor
de lágrima, de sangue...