terça-feira, 5 de abril de 2011

O medo do silêncio

            “Por quantas vezes deixamo-nos de parar em nossa corrida diária? Vivemos acelerados e ofegantes, sem darmos conta do que deixamos passar à nossa volta.
            Detalhes importantes de nossos familiares e amigos ou mesmo colegas esporádicos, aos quais poderíamos ser úteis ou aprender e edificar.
            A inquietude, em vezes, é obra do nosso medo. Medo de nos deparar com as verdades e diretrizes de nossa consciência.
            Somos cobrados por nós mesmos. Temos o receio de nos ouvir, ouvir a voz da verdade, a voz Divinamente manifestada em nosso coração.
            Melhor assim. Conveniente talvez. Viver nos atropelos da correria, nos desculpando com o tempo que nos falta diante de tantos compromissos.
            Um dia esse tempo nos fará falta. Lembraremos que tínhamos a chance de desacelerar. Um dia precisaremos nos encarar no tribunal do julgamento onde o “eu egoísta” será o réu e o “eu consciência”, o sentenciador.
            O medo é superável. Sempre teremos a opção de prosseguir, parar ou retroceder. Claro que cientes de que o retrocesso não poderá recuperar elos perdidos mas nos dará subsídios para alicerçar e caminhar de maneira correta.
            O silêncio é o momento do meu encontro com Deus, com as regras e leis da boa conduta. Momento de organizar, rever, planejar e compreender, a sós porém.
            O silêncio nos obriga a encarar o medo nos olhos. O silêncio nos faz pensar, meditar, e reeditar alguns trechos de nossa história.
            Enquanto não encaramos esse medo somos apenas platéia. Precisamos subir no palco de nossa história, tornarmo-nos protagonistas de nossa vida e assumir o nosso verdadeiro papel, enquanto ainda existe tempo...
            Que o medo se transforme em força, fé e luta!
            Que o silêncio seja o nosso verdadeiro encontro com Deus e os irmãos.
            Que o medo do silêncio seja uma oração de agradecimento, de edificação, de encontros...”

Ailton Domingues de Oliveira

05/04/11

Comentário - Evangelho de João 9,1-41

“...’Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego...’
            De que materiais ou argumentos Ele precisaria para resolver o problema deste cego? Nada. Nenhum. Bastaria um piscar de olhos ou um estalar de dedos para que o ele voltasse a enxergar.
            Jesus usou de símbolos, usou de simplicidade, contrariou os costumes de não se trabalhar ou fazer qualquer coisa em dia de sábado para mostrar a todos a verdadeira manifestação de Deus.
            Os fariseus manifestaram-se contra Jesus, dizendo que ‘Ele não era de Deus, pois não guardou o sábado, conforme as leis e os costumes antigos’.
            O novo causa medo, e os doutores da lei, os judeus, ameaçaram com expulsão do a quem declarasse que Jesus era o Messias.
            Tais doutores detinham o poder e de repente chega um judeu que cura, salva e liberta com gestos simples e humildes, sem preservar leis ou costumes e que por ora não influenciavam em nada. O temor de perder tal poder os assolou...
            Então, as tramas contra Jesus, para incriminá-Lo, culpá-Lo e posteriormente matá-Lo aumentavam.
            ‘Porventura também nós somos cegos?’ perguntaram os fariseus. Jesus apenas responde: ‘Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas, como dizeis ‘nós vemos’, o vosso pecado permanece’.
            Enxergamos tudo e com clareza, mas ainda não vemos além do que os olhos mostram. Não vemos a essência.”

Ailton Domingues de Oliveira

05/04/11

Comentário - Efésios 5,8-14

“’A partir do batismo somo novas criaturas; por isso, devemos agir com bondade, justiça e verdade.’ ‘...Éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor...’
Como nossa conversão deve ser diária, torna-se mais que necessária e constante a luta contra nossos vícios e paixões. A cada momento em que adquirimos, conquistamos ou ganhamos gotículas de sabedoria tornamo-nos mais e mais responsáveis por nossas atitudes, impensadas ou não.
Se semeamos coisas boas, ótimo, Mas se plantamos um limoeiro, não podemos exigir que o seu fruto seja doce.
Diante dessa responsabilidade, ao nos tornar cientes das Leis da Sabedoria, não podemos simplesmente vendar os olhos e dizer que somos leigos. A verdade é libertadora! E justamente com esse conhecimento da verdade, adquirimos maior responsabilidade. Tornamo-nos fonte de luz diante de Deus, e por tal seremos veemente cobrados.
Assim diz São Paulo: ‘Tudo o que é condenável torna-se manifesto pela luz; e tudo o que é manifesto é luz’. Sendo assim, tudo o que fazemos, nada escapa aos olhos da Sabedoria Divina.
A partir da nossa consciência que ganha crescimento em virtude e sabedoria, quando caminhamos por bons caminhos, somos diferentes num mundo que se perde constantemente em valores fugazes, profanos e vazios.
A luta é constante, diária e o nosso pior inimigo não mora ao lado, ao contrário, vive enclausurado em nós, em nosso íntimo. A maior batalha se trava no centro do coração, nas janelas da consciência.
A inteligência se adquire mas a sabedoria nos é dada conforme o merecimento. Existem homens dotados de inteligência mas que vivem num mundo de valores supérfluos, infelizes por sinal. E quantas pessoas que conhecemos, que habitam em verdadeiras taperas, dotadas de extrema sabedoria e felicidade, sem ao menos saber ler e escrever seu próprio nome?
‘Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá’.”


Ailton Domingues de Oliveira

05/04/11

Comentário – 1 Sm 16,1.6 – 7.10-13

“’Deus não age segundo os critérios humanos: Ele vê o coração dos homens, não a aparência...’
Quantas e quantas vezes distinguimos uma pessoa de outra meramente por suas aparências? Julgamos e condenamos na sala de audiência secreta de nosso íntimo segundo nossas leis, ou melhor dizendo, os nossos critérios e costumes. Dificilmente a pessoa que se tornou ré em nosso tribunal escapará ilesa, sem nenhuma penalidade.
Em noventa e nove porcento das vezes que o nosso juízo íntimo age com recriminação somos enganados pelos olhos, a janela da alma, e ao longo do tempo, este, se encarrega de nos mostrar o quanto erramos.
Claro, que sempre aguardamos um deslize deste réu que outrora condenamos para depois dizer que ‘com certeza havia algo de errado com ele que não nos soava bem’. Como se nós jamais tivéssemos errado ou hesitado!
Assim, Samuel, um profeta, também deixou-se enganar pela aparência. Acreditou ser Eliab, filho mais velho de Jessé de Belém, o ungido do Senhor. Ao contrário do que seus olhos mostraram-lhe, o escolhido foi o filho mais novo dentre os oito filhos de Jessé, aquele chamado de Davi.
Davi, foi ungido na presença de seus irmãos e a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou dele.”

“Comentários sobre nossas atitudes precipitadas...”

Ailton Domingues de Oliveira

05/04/11

quinta-feira, 31 de março de 2011

Teu nome é Jesus

“Quem é você que me chama pelo nome?
Quem é você que me atormenta com seus planos?
Quem é você que faz conta de a todos acolher,
Não se importando em saber
Quem foram e como erraram
Mas agora só a Ti seguirão

Quem é você que tanto ouço falar?
Quem é você que cativa pelo olhar?
Quem é você que arrasta multidões,
Dá-lhes o alimento
Que sacia sua alma
E depois só querem Te seguir

Tu és um Senhor de muitos nomes
Tu és uma Luz em meu caminhar
Um alicerce em meu sagrado templo
Um porto seguro e fiel
A revolução de minha vida
Um amor que faz doer e faz viver
Teu nome é Jesus

Filho bendito e fiel
Tua forma de amar me encantou
Teu olhar majestoso de compaixão
Já sabia o que cada filho precisava
Arrancaste-me da ilusão do mundo
Para viver no Teu amor”

“Mera letra, futura composição, inspirada nos encantos da vida de Jesus. Apaixonar-se por este Mestre e Senhor não requer esforços, basta querer, basta se permitir tocar apenas em Suas vestes... basta olhar em Seus olhos no momento em que a multidão queria apedrejar aquela que feriu as leis e costumes de sua época e seu país... basta ouvi-lo...”

Ailton Domingues de Oliveira

31/03/11