Dupla Híper-Mega-Dinâmica: Sr. José e Sr. Gilberto.
Ficha 1 – Sr. José: 84 anos; aposentado; 3 cirurgias do coração. Atividade fim: com muito zelo, dedicação, solidariedade e “amor ao próximo”, sinais raros em tempos atuais, mantém os olhos atentos sobre as residências de seus vizinhos, entre os quais tenho o privilégio de estar incluso, além de não deixar que os matos tomem conta das calçadas. Atividade secundária: recolher embalagens plásticas para, juntamente com seu amigo, o Sr. Gilberto, revenderem para empresas de reciclagem.
Ficha 2 – Sr. Gilberto: 69 anos; aposentado; duas pontes de safena e uma mamária. Atividade fim: com muita simpatia, boa prosa, carisma, exemplo e empenho, sinais raros dentre alguns jovens contemporâneos, anda pelas ruas do bairro coletando materiais plásticos, e que juntamente com seu amigo, o Sr. José, ao qual faz parte da logística da coleta dos recicláveis, vem contribuindo para a melhoria do meio-ambiente e da sociedade. Atividade secundária: forró três vezes por semana.
Nesta terça-feira esta dupla em extrema e invejosa performance, carpinaram o quintal de casa. Quando escutei o Curriculum de cada um, confesso... diante de tanta firmeza, boa vontade, força física e mais ainda força espiritual, percebi o quanto tenho que crescer com exemplos como os desses dois bons amigos...
O mundo não precisa mudar! As pessoas é que precisam mudar a si mesmas!
O mundo não é complicado, as pessoas são complexas!
O mundo não é mal nem ruím, algumas pessoas deturpam seus objetivos e se desviam deles, ignorando a vida do próximo.
O mundo não precisaria de heróis se alguns seres deixassem a bandidagem de lado.
“O mundo não muda, as pessoas se reciclam... Pessoas mudam o mundo.”
Quando eu crescer quero estar assim!
Ailton Domingues de Oliveira
(17/04/12)
O sertão é o sozinho, é dentro da gente, está em todo lugar. Deus e eu no sertão.
terça-feira, 17 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Filhos & Pais: Família...
Somos pais, mas continuamos sendo filhos...
Ser filho ou filha não tem idade.
Tem dias que queremos voltar às origens,
Necessitamos retornar no início de nossa história
Precisamos, na verdade, nada mais nada menos que um colo...
É como retornar a um posto e abastecer com o combustível
Que só encontramos no seio da família...
Por mais bruto e estúpido que um ser humano possa ser,
por mais ignorante e insensível que se faça,
mesmo assim, ainda assim, precisa de seu pilar, sua base para toda a vida.
Imagino o quanto é difícil para aqueles que crescem sem ter alguém como referência...
Aprendemos a ser filho ou filha, com destreza, quando nos tornamos pai ou mãe...
Nossos filhos, norteiam, com sua pureza de criança, os passos que devemos dar
e reavaliar...
Que possamos ousar a ser filhos... pois sempre o seremos... independente da idade, do tempo ou da distância...
Ailton Domingues de Oliveira
(16/04/12)
Ser filho ou filha não tem idade.
Tem dias que queremos voltar às origens,
Necessitamos retornar no início de nossa história
Precisamos, na verdade, nada mais nada menos que um colo...
É como retornar a um posto e abastecer com o combustível
Que só encontramos no seio da família...
Por mais bruto e estúpido que um ser humano possa ser,
por mais ignorante e insensível que se faça,
mesmo assim, ainda assim, precisa de seu pilar, sua base para toda a vida.
Imagino o quanto é difícil para aqueles que crescem sem ter alguém como referência...
Aprendemos a ser filho ou filha, com destreza, quando nos tornamos pai ou mãe...
Nossos filhos, norteiam, com sua pureza de criança, os passos que devemos dar
e reavaliar...
Que possamos ousar a ser filhos... pois sempre o seremos... independente da idade, do tempo ou da distância...
Ailton Domingues de Oliveira
(16/04/12)
domingo, 8 de abril de 2012
O castigo do silêncio.
Mais que a dor de umas palmadas no lombo, quando aprontavávamos travessuras, era a dor do arrependimento quando o silêncio habitava no olhar triste e decepcionado daqueles que amávamos e que nos amam incondicional... O silêncio dispensava palavras. Pelo olhar, já identificava o que me esperava. Pelo olhar, eu podia sentir onde minhas artes haviam atingido. Pelo olhar, mesmo criança, conseguia identificar se havia decepcionado.
Com meus avós aprendi, adquiri a sensibilidade para os fatos, para a vida, para o mundo. Tudo depende dos olhos como se vê. Tudo depende de quanto você está disposto a ir além, mais fundo. Tudo depende se seus olhos estão atentos, não só para ver mas para enxergar além do que as aparências mostram.
Silêncio, olhar, atenção...
Valeram as palmadas, valeram mais os olhares. Àqueles que me ensinaram sem saber que o faziam, àqueles que me cativaram, me amaram e ensinaram o verdadeiro sentido das coisas, o significado do amor doação sem limites, àqueles que tiveram a pedagogia da vida para transmitir, apenas transmitir o a imensidão de seu carinho e dedicação, apenas meu obrigado, com tamanha saudade...saudade que não se descreve nem no olhar, nem no silêncio...
Ailton Domingues de Oliveira
(08/04/12)
Com meus avós aprendi, adquiri a sensibilidade para os fatos, para a vida, para o mundo. Tudo depende dos olhos como se vê. Tudo depende de quanto você está disposto a ir além, mais fundo. Tudo depende se seus olhos estão atentos, não só para ver mas para enxergar além do que as aparências mostram.
Silêncio, olhar, atenção...
Valeram as palmadas, valeram mais os olhares. Àqueles que me ensinaram sem saber que o faziam, àqueles que me cativaram, me amaram e ensinaram o verdadeiro sentido das coisas, o significado do amor doação sem limites, àqueles que tiveram a pedagogia da vida para transmitir, apenas transmitir o a imensidão de seu carinho e dedicação, apenas meu obrigado, com tamanha saudade...saudade que não se descreve nem no olhar, nem no silêncio...
Ailton Domingues de Oliveira
(08/04/12)
terça-feira, 3 de abril de 2012
"Passa aqui, abençoa a minha casa também!..."
A Fé expressada em sua forma mais simples e humilde. A procissão seguia por entre as ruas do bairro. Algumas pessoas prepararam um altar na frente de suas casas. Os ramos sinalizavam quem caminhava e simbolizavam o dia: Domingo de Ramos (01/04/12).
Relembrando os passo de Jesus que adentrou Jerusalém montado em um jumento, assim, nós caminhávamos e comungávamos o momento, apreciando, orando, rezando e nos comovendo muito mais com o inesperado.
Surgem então pelo caminho, pessoas que sem saber que haveria a procissão e que ela passaria pela rua de suas casas, não prepararam seu altar, mas que de alguma forma expressavam a contade de serem abençoadas.
Os que haviam preparado tal altar já era de fácil entendimento que de alguma forma estariam inseridos no meio, na comunidade... Expressão linda e sincera de fé e devoção.
Aqueles porém, distantes do meio... eis que suas expressões, às vezes tímida, ou por hora desajeitadas, ou ainda, simplesmente, com um balançar da mão e seus olhos a implorar: “Eu também quero!” Diante d’Esses... a emoção era maior.
Eis então que, de dentro de uma casinha simples, simples ao extremo, surge uma senhora de pés descalços, em trajes humildes, segurando uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida... A procissão seguia e ela disse: “Abençoa a minha casa! Eu também quero!”...
As palavras aqui escritas jamais poderiam expressar ou descrever tal momento. Momento de céu que tenho o orgulho e a honra de registrar... A procissão parou. Rezamos o Pai-Nosso e a Ave-Maria e seguimos adiante.
Pra finalizar, ainda relembro mais um fato. Quando esta senhora saiu na porta de sua casa com a imagem, alguem disse: “Mas ela não preparou o altar...”
Então, um irmão, rico na fé, distinto na sabedoria apenas sussurrou: “Ela é o próprio altar!...”
Ainda existe muita hipocrisia, mas Graças a Deus, também existe muita sabedoria dentre aqueles que se colocam à serviço de Deus.
Ailton Domingues de Oliveira
(03/04/12)
Relembrando os passo de Jesus que adentrou Jerusalém montado em um jumento, assim, nós caminhávamos e comungávamos o momento, apreciando, orando, rezando e nos comovendo muito mais com o inesperado.
Surgem então pelo caminho, pessoas que sem saber que haveria a procissão e que ela passaria pela rua de suas casas, não prepararam seu altar, mas que de alguma forma expressavam a contade de serem abençoadas.
Os que haviam preparado tal altar já era de fácil entendimento que de alguma forma estariam inseridos no meio, na comunidade... Expressão linda e sincera de fé e devoção.
Aqueles porém, distantes do meio... eis que suas expressões, às vezes tímida, ou por hora desajeitadas, ou ainda, simplesmente, com um balançar da mão e seus olhos a implorar: “Eu também quero!” Diante d’Esses... a emoção era maior.
Eis então que, de dentro de uma casinha simples, simples ao extremo, surge uma senhora de pés descalços, em trajes humildes, segurando uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida... A procissão seguia e ela disse: “Abençoa a minha casa! Eu também quero!”...
As palavras aqui escritas jamais poderiam expressar ou descrever tal momento. Momento de céu que tenho o orgulho e a honra de registrar... A procissão parou. Rezamos o Pai-Nosso e a Ave-Maria e seguimos adiante.
Pra finalizar, ainda relembro mais um fato. Quando esta senhora saiu na porta de sua casa com a imagem, alguem disse: “Mas ela não preparou o altar...”
Então, um irmão, rico na fé, distinto na sabedoria apenas sussurrou: “Ela é o próprio altar!...”
Ainda existe muita hipocrisia, mas Graças a Deus, também existe muita sabedoria dentre aqueles que se colocam à serviço de Deus.
Ailton Domingues de Oliveira
(03/04/12)
terça-feira, 27 de março de 2012
Crônica, simplesmente crônica
Crônica, simplesmente crônica...
E foi assim que tudo aconteceu...
De repente uma voz se dirigia a mim:
"Foi acidente? De moto?"
Sim. Sim. Respondi sem ver o rosto daquela senhora.
"Tá doendo? Você já avisou alguém da sua família?"
Mais uma vez: "Sim. Sim." Agora, não fiz muita questão de soltar o som da voz com naturalidade...
Fechei os olhos. Coloquei o braço direito sobre a testa e tentei demonstrar que tava a fim de silêncio.
Meu ombro esquerdo e peito doendo com a pancada, braço ralado, tudo incomodava, mas aquela voz parecia não ser a melhor coisa pra se ouvir no momento.
Faltava sitocômetro, semancol, ou sei lá que outro tipo de medidor e ou sintonizador de frequência de inconveniência, mesmo sem saber que estava sendo...
Ao mesmo tempo que ela me interrogava, tentava falar sobre o seu caso, o motivo de estar ali naquele pronto socorro...
Após a sessão de radiografia, volto à sala de espera, aguardando o resultado. Advinha? O único lugar disponível para se assentar era ao lado dela, daquela senhora.
Tentei ficar em pé, mas meu corpo estava desconfortável.
Vamos lá né! Encarar a dona!!! E dali ouvidos...
Ela fazia questão de falar: "Está doendo? Você vai ver quando esfriar! Você vai ver daqui dois dias... Você não vai aguentar!"
E assim ela fazia muita questão de mostrar seu braço, no momento sem gesso, na expectativa que eu perguntasse sobre o que haveria acontecido. Não o fiz! Mas perguntei seu nome.
Zuleica! Ai, dona Zuleica!
Fui pra outra sala, graças a Deus. Enquanto aguardava o médico chamar, advinha quem ressurge e justamente ao meu lado havia uma cadeira vazia?
A própria, dona Zuleica.
Meu Deus, o que queres que eu faça???
"Da nossa turma, só ficou eu e você", disse dona Zuzu...
Acredita? Eu já fazia parte da turma da dona Zu e não sabia...
"Ta vendo aquele casal com a criança? Pois é, a menininha levou uma mordida de cachorro"... E assim ela foi relatando o caso de quase todos os presentes ali... E tinha gente , viu?!
E assim foi que aconteceu...
Momentos antes, subia eu em direção ao trabalho, quando um carro me fechou.
Eu estava atrás dele, mas não deu tempo de freiar quando ele saiu da minha frente, mudando de pista, e voltou de repente com a intenção de estacionar ou entrar em algum lugar. Buzinei, freiei... não deu tempo!
Tal como caí, fiquei até a chegada do bombeiro. Por sorte o fato foi em frente a um batalhão da PM. Fui assistido e acompanhado o tempo todo. Não vi a cara do cidadão que me fechou.
Havia acabado de trocar o pneu e colocodo uma caixa no bagageiro para carregar os pertences.
Logo, logo, estava eu passeando no carro dos bombeiros...
Sensação estranha! Ver o mundo, em poucos segundos, sob a óptica horizontal do asfalto... Muitos pensamentos, muitos flash's, muitos rostos ressurgem na mente... E agora? Família, amigos, coração... Será meu fim?
Não, o plano de Deus é outro. Eu tinha tantos planos para esse dia, uma agenda cronometrada passo a passo, mas tudo foi mudado...
De repente, eis-me aqui, numa crônica com dona Zuleica...
Valeu! Obrigado, meu Deus por mais esse dia, por mais essa lição...
Ailton Domingues de Oliveira
28/03/12
E foi assim que tudo aconteceu...
De repente uma voz se dirigia a mim:
"Foi acidente? De moto?"
Sim. Sim. Respondi sem ver o rosto daquela senhora.
"Tá doendo? Você já avisou alguém da sua família?"
Mais uma vez: "Sim. Sim." Agora, não fiz muita questão de soltar o som da voz com naturalidade...
Fechei os olhos. Coloquei o braço direito sobre a testa e tentei demonstrar que tava a fim de silêncio.
Meu ombro esquerdo e peito doendo com a pancada, braço ralado, tudo incomodava, mas aquela voz parecia não ser a melhor coisa pra se ouvir no momento.
Faltava sitocômetro, semancol, ou sei lá que outro tipo de medidor e ou sintonizador de frequência de inconveniência, mesmo sem saber que estava sendo...
Ao mesmo tempo que ela me interrogava, tentava falar sobre o seu caso, o motivo de estar ali naquele pronto socorro...
Após a sessão de radiografia, volto à sala de espera, aguardando o resultado. Advinha? O único lugar disponível para se assentar era ao lado dela, daquela senhora.
Tentei ficar em pé, mas meu corpo estava desconfortável.
Vamos lá né! Encarar a dona!!! E dali ouvidos...
Ela fazia questão de falar: "Está doendo? Você vai ver quando esfriar! Você vai ver daqui dois dias... Você não vai aguentar!"
E assim ela fazia muita questão de mostrar seu braço, no momento sem gesso, na expectativa que eu perguntasse sobre o que haveria acontecido. Não o fiz! Mas perguntei seu nome.
Zuleica! Ai, dona Zuleica!
Fui pra outra sala, graças a Deus. Enquanto aguardava o médico chamar, advinha quem ressurge e justamente ao meu lado havia uma cadeira vazia?
A própria, dona Zuleica.
Meu Deus, o que queres que eu faça???
"Da nossa turma, só ficou eu e você", disse dona Zuzu...
Acredita? Eu já fazia parte da turma da dona Zu e não sabia...
"Ta vendo aquele casal com a criança? Pois é, a menininha levou uma mordida de cachorro"... E assim ela foi relatando o caso de quase todos os presentes ali... E tinha gente , viu?!
E assim foi que aconteceu...
Momentos antes, subia eu em direção ao trabalho, quando um carro me fechou.
Eu estava atrás dele, mas não deu tempo de freiar quando ele saiu da minha frente, mudando de pista, e voltou de repente com a intenção de estacionar ou entrar em algum lugar. Buzinei, freiei... não deu tempo!
Tal como caí, fiquei até a chegada do bombeiro. Por sorte o fato foi em frente a um batalhão da PM. Fui assistido e acompanhado o tempo todo. Não vi a cara do cidadão que me fechou.
Havia acabado de trocar o pneu e colocodo uma caixa no bagageiro para carregar os pertences.
Logo, logo, estava eu passeando no carro dos bombeiros...
Sensação estranha! Ver o mundo, em poucos segundos, sob a óptica horizontal do asfalto... Muitos pensamentos, muitos flash's, muitos rostos ressurgem na mente... E agora? Família, amigos, coração... Será meu fim?
Não, o plano de Deus é outro. Eu tinha tantos planos para esse dia, uma agenda cronometrada passo a passo, mas tudo foi mudado...
De repente, eis-me aqui, numa crônica com dona Zuleica...
Valeu! Obrigado, meu Deus por mais esse dia, por mais essa lição...
Ailton Domingues de Oliveira
28/03/12
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