quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Pode ser IV - "Sempre poderá ser"

Pode ser...
Sempre poderá ser!
Desde que faça suas escolhas
Diante da certeza que tu tens

Intensifique o amor
Exale gratidão à vida
Corra, nade, voe, viaje, pare...
Você, e somente você,
Saberá o momento certo para cada passo

Namore, ame, chore,
Alegre-se com as coisas bobas
Sorria para a vida
Ria de si mesmo
Encare as boas loucuras

Não se envergonhe se cair
Tenha coragem e fé
Levante, tente novamente,
Vergonha é só pra quem desiste
Resista e volte mais forte, melhor

Lute, encontre o caminho,
Reúna suas forças
Não deixe que impeçam seus sonhos
Rompa quando houver necessidade
E reative os laços quando sentir saudade

Seja sempre você
Verdadeiro consigo mesmo
Para então o ser com os outros
Assuma seus erros
Desculpe-se
Aprenda
Vá atrás

Ao mesmo tempo, não se deixe enganar
Atente-se para quem é verdadeiro contigo
E quem só o procura por interesses

Antes de fazer aos outros felizes
Esteja e seja feliz

Filho,
Seja o que você quiser
Desde que seja você mesmo!


Anuário 2017/18 e Catálogo das Igrejas - Diocese de Uberlândia



Já está disponível o novo Catálogo de Igrejas da Diocese de Uberlândia, resultado de minuciosa pesquisa desenvolvida ao longo de dois anos. O catálogo tem 204 páginas e apresenta informações de todas as igrejas da Diocese de Uberlândia. Nele, estão reunidas fotos da matriz e comunidades de cada paróquia, endereço, telefone, e-mail, horários de atendimento e de missas.

Outro produto, também de interesse institucional, é o Anuário da Diocese de Uberlândia 2017/2018. Ele reúne dados úteis para o dia a dia das paróquias e também para lideranças envolvidas nas diversas ações de evangelização. São informações atualizadas sobre a administração diocesana, clero, igrejas, organismos, pastorais, movimentos, congregações e institutos seculares.

Tanto o Catálogo de Igrejas quanto o Anuário da Diocese de Uberlândia podem ser adquiridos através do site www.midiacatolica.com.br. Pedidos realizados até o dia 12 de agosto de 2017 serão entregues a partir do dia 20.

Valores disponibilizados:
- Anuário 2017/18: R$ 25,00
- Catálogo de Igrejas: R$ 50,00

Para mais informações, use o WhatsApp 34 99145-4490.









segunda-feira, 17 de julho de 2017

Escreveres


Quando as palavras se aquietam na garganta
E o grito é abafado pelo silêncio
Quando o pensamento desconserta-se na ousadia
E o sonho só se refaz nas esquinas de cada tempo
O melhor que há é escrever...

Quando transpor as regras é a necessidade
E as melhores pinturas da vida estão na casualidade
Quando a melancolia se tornou imperativa
E a alegria virou mera alternativa
O melhor que há é escrever...

Quando a substância foi encontrada na pequenez
E nos sonhos calados as menores imensidões
Quando a fé se agigantou contra a estupidez
E na luta do rio as melhores composições
O melhor que há é escrever...

Escrever é entronizar-se em seu mundo
E dialogar com todas as metades do seu eu
Seja ele pequeno, gelado e medíocre
Mas certo de que o agora pode ser adeus
Escrever é dizer nas entrelinhas do universo
O que não ressoou pela voz
É pintar as letras de cada verso
Vivendo a vida e desatando noz

Escrever é agradecer 
Escrever é agraciar
Escrever é contraposto
Escrever é paralelo
Escrever é enveredar-se
Escrever é libertar-se
Escrever é escrever-se...

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Entre poderes e loucos


Essa lei que escolhe a quem servir
Essa lei que escolhe a quem abater
Essa política que segrega e oprime
Esses políticos que trabalham para se manter no poder
Esse país de paralelos
Esse país de poucos
Esse país de mazelas
De marginais poderosos e loucos...
Desconstrói-se a esperança dos dias
Comemoram os nobres da corte
Aniquilam sonhos e utopias
Mas o poder mantém os chefões com a sorte
Margens, mazelas, poesias e prantos
Sobrevivem na trama alguns outros poucos
Que desbravam fronteiras com lutas e cantos
E nesse mundão desmedido sobrevivem apenas os loucos...
Vida longa aos loucos!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

"A dama e o vagabundo"

 *Snoop 

ATENÇÃO!                                  
"Não, não é um comentário sobre o romântico
 desenho da Walt Disney nem paródia musical." 

"Segue adiante o dependente químico em seu rotineiro estado 'zumbi', marcha compacta de ritmo constante, sem visão lateral do mundo e sem se dar conta do mundo que o observa. Nada lhe importa mais do que aproveitar oportunidades e descuido da sociedade para furtar coisas que possam lhe render alguma grana e assim manter o seu vício.

Segue, também, na cola do indivíduo uma tresloucada gritando, esbravejando, ameaçando-o com uma surra caso ele cometa delitos por ali. Em uma grotesca cena para chamar a atenção de outras pessoas e assim conseguir comparsas imediatos para sua causa fortuita a dama da sociedade protagonizou o que podemos considerar de 'o monólogo da hipocrisia'.

Creio que os dois precisam de tratamento: ele, o vagabundo drogado, para sua dependência química; ela, que se disfarça de dama no rol da sociedade entre o status familiar, profissional e religioso, para sua dependência de aparência e hipocrisia tresloucada."

Sem defender a quem comete delitos nem atirar pedras em quem usa máscaras, eis que ficam as perguntas:

O que você vê ao ler isso? 
O que sente?
O que te incomoda?
Quem é culpado?
Quem é inocente?
Onde está o erro?


*Laura Cardoso interpretando D. Doroteia no seriado Gabriela

Porque os dias não são iguais



Porque os dias não são iguais
Nada é tão mera sequência
Nunca mais foi uma imposta rotina
É fruto de minhas escolhas
Em formação com minhas rimas
Alegria em meus passos


Desde que olhei ao tempo
Tantas folhas carregadas pelo vento
Tantas estações vazias 
Corpos nus e almas frias
Sol e lua em sintonia
Mas os dias não são iguais

É o tempo
São os dias
Porque os dias são bem assim...
Diferente é cada momento
Fazem parte tristezas e alegrias
Para um novo amanhecer é preciso um fim...

sábado, 27 de maio de 2017

O fim das coisas

*Eu e minha irmã Cinthia na mesa de nossos avós, 
Joaquim e Iolanda
"Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim"
"Naquela mesa", música de Nelson Gonçalves


Tudo tem um fim, principalmente as coisas materiais...

De frente para uma mesa com quatro cadeiras, que foi presente de casamento dos meus avós maternos Joaquim e Iolanda e hoje repousa aqui na cozinha de casa, fiquei observando as marcas do tempo. Desgastes naturais e pelo uso. Algumas partes descascadas e sem o brilho do verniz. Marcas que podem facilmente desaparecer se forem restauradas. Não será o caso.

Os objetos que foram de pessoas importantes sempre fiz questão de guardar e zelar. Olhar para eles é como abrir um álbum de fotografias na memória. A mesa e as cadeiras tem esse efeito. Lembro-me de meu avô sentado em uma ponta e eu de frente para ele. Minha avó em uma das laterais. Almoço de domingo era sempre assim...

Quantas conversas, quantas lições, quantas histórias eu ouvi sentado bem ali, juntinho deles... Coisas que o tempo não desgasta, não apaga. Dispensam restaurações. Momentos selados na história e na memória, eternizados no coração.

Eu mesmo poderia restaurar esse conjunto tão rústico e simples, mas senti a necessidade de permitir que tais objetos possam retornar também ao pó. É a lei da vida, o ciclo natural de todas as coisas. Nada é para sempre. Apenas o que vivemos, o fruto de nossas escolhas, ou o que deixamos de viver, isso sim será eterno.

Tudo merece o seu devido e respeitoso fim no tempo... As pessoas que produziram tal relíquia, bem como as que presentearam os meus avós, e eles próprios, já encontraram o seu descanso eterno. Ficaram as lembranças e a saudade...


quinta-feira, 23 de março de 2017

Feito vento


Feito vento...
Vai passando e cortando
Levando e arrastando
Transpondo limites
Sem destino nem meta
Até se perder em brisas

Feito vento...
Vou indo e vivendo
Entrecortando os caminhos
Reinventando meus dias
Sem pressa nem demora
Até encontrar meu lugar

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Seja o seu próprio padrão



"Dos padrões que a sociedade impõe não quero nenhum.
Comparam-se nos espelhos e aprisionam-se nas mentiras desvairadas da perfeição alheia.
Máscaras, maquiagens, roupagens... 
Há quem viva muito mais o seu personagem que chega a esquecer quem de fato é.
Sou o meu próprio padrão."

Passageiro


Na briga dos demônios,
Sobrevivem os libertados
Sou um passageiro apenas
Que segue viagens e rituais
Carregado em uma cela
Onde trevas e luz se equilibram
Entre sombras e luzes 
Não há mal
A normalidade não é questionada
Pois as regras externas são seguidas
Sou apenas um passageiro dentro de outro...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Desencapetamento na enxurrada


Então, uai! Era ontem, umas 21 horas e chovia muito. Eu voltava da missa. Passei por uma rua e escutei uma gritaria. Fui devagar e logo avistei uma cena, que está ficando comum aqui no bairro. Três pessoas embaixo de uma árvore enfrentavam a chuva e o "demonho". Uma delas ainda lutava contra a forte enxurrada.

Uma mulher fortona e um homem seguravam uma outra mulher deitada no chão. Ela se debatia, chorava, e falava esquisito. Deve ser porque a enxurrada estava muito forte e vinha de encontro à sua cabeça. Isso mesmo. A cena foi num palco improvisado. Sem muita plateia, porém. Apenas duas vizinhas que saíram ao portão e eu, transeunte novamente agraciado por mais um episódio da série "desencapeamento total". Estou colecionando essas pérolas. Já é a terceira ou quarta, se não me engano.

Como desconheço as pessoas vou sugerir alguns nomes para identificá-las na minha narrativa: a "Fortona" que com certeza deve ser a pastora exorcista (redundante né, pois todo (a) pastor (a) se auto intitula exorcista); o "Assessor", que é o rapaz que ajudava a segurar a outra mulher; e a terceira, que é a "Vivi", abreviatura íntima de "vítima".

A Fortona gritava e gritava muito bem no pé do ouvido da Vivi. O Assessor apenas cumpria sua função enquanto a pastora dava um banho de enxurrada na vítima aos som das velhas frases clichês: "Sai capeta! Sai demonho! Eu te ordeno, em nome de Jesuiz!"

Para saber o desfecho precisei passar pelo menos três vezes no local. Como da última vez o capeta saiu com a chegada do bombeiro que aplicou uma glicose ungida na "possuída" (pelo álcool), resolvi acompanhar mais de longe. E o medo da Fortona me jogar na água suja da enxurrada, hein?! Até explicar que não tava encapetado, já teria engolido muita água suja!

Enfim, na última passada pela cena, os três protagonistas já estavam em pé. Vivi estava abraçada com o Assessor e ambos agradeciam e se despediam da Pastora Fortona. Acho que o desencapetamento foi concluído com sucesso. Bom, não tinha muita opção para a vítima, porque ou mostrava melhora ou se afogaria com capeta e tudo. "Só sei que foi assim..."

Recortes do olhar: silêncio imperfeito


No silêncio imperfeito do meu quarto
Refaço minhas poesias empoeiradas
E entoo um canto improvisado
Que meus próprios ouvidos não entendem
Sem o tempo que me cobra 
Desfaço minhas tramas sem demora
Fotografias viraram gravuras em meu peito
E no sonho sou o dono do destino
Parei o tempo ao que meus olhos fitaram
E recortei os pormenores descartados por aí
Dei a eles as minhas reverências
E embriaguei-me nas nuances de cada céu

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Senhor do destino


Ela, em seu tempo, vai perdendo suas asas
Tão feliz quanto a certeza de ter voado em liberdade
Quisera eu viver com tanta destreza
Sem ser refém do mundo ou de minhas vaidades

Ah, esse tempo, maldito seja
Endiabrado, infiel, ladrão
Carrega para longe o pensamento
Distancia o coração

Mas não é o tempo, é o homem
Que persiste nas insanas travessias
Na rebuscada investida pelos dias
Desertos, consertos, utopias

Do tempo ao tempo, alegria ou tormento
É o desejo, é a escolha, emoção e razão
Asas que se desfazem pelos céus desta vida
Libertaram-se para o destino da imensidão

É o tempo, chegado o momento
As cores empalidecem sobre a asa
Nada perdura, tudo se eterniza 
E a alma retorna pra casa
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