quinta-feira, 27 de setembro de 2012

"És tu satanás? Então, chupa essa manga!"



Tiririca vira incentivo e referência para muitos!... Muitos que almejam uma teta gorda pra se sustentar, ou seja, ganhar sem fazer nada. Nada contra o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, pois o mesmo tem sido assíduo tanto em presença como em participação ativa, segundo a mídia. Até foi eleito um dos melhores deputados do ano por jornalistas que cobrem o Congresso. Veja o link:  http://jusbrasil.jusbrasil.com.br/noticias/100065992/tiririca-e-eleito-um-dos-melhores-deputados-do-ano .

A questão é outra. O salário promissor atrai "gentem" de toda espécime. Gente boa até demais da conta, sô! Massssssssssssssss..., porém, contudo, entretanto, "Zérruela's" e "pastorecos" de tudo quanto é canto, também. Gente que pula de galho em galho pra se perfazer na vitrine do bairro onde atua. Interesse em melhorias para o local? Óbvio que não tem! É aquele velho ditado: se não existisse a miséria, a fome, os excluídos enfim, pra que serviria a seitinha do charlatão? Os lobos candidatos em pele de cordeiro precisam disso tudo bem como a hipocrisia "charlatônica" precisa da mazela excluída da população para sua "caridade" infernal! 

Abrindo aspas: "O salário do parlamentar é o principal atrativo que dá margem pra um bando, uma corja da indecência fazer o 'maximus' para se tornar mais um a sugar diretamente na artéria do sistema. Nosso país e tantos outros permitem essa zorra. O que fazer? Escolher bem o seu candidato e depois segui-lo, digo, acompanhá-lo e cobrá-lo." Fechando...

"És tu satanás?" Tudo, tudo, tudo o que fora realizado não passou de fachada. O interesse, obscuro no coração petrificado, com certeza não era o bem comum. Uma armação de várias entranhas que levavam a um único objetivo fim: causa própria e R$!!! E eu já havia cantado a jogada antes do início da partida. Uma fala despojada de interesse, mal interpretada por sinal, mas no fundo mal conseguia controlar o ímpeto de sua ganância. 

Só não acredito que, caso, o "véi", eleito for, se dará por satisfeito. Além de tudo, quem fica pulando de galho em galho não consegue cumprir etapas nem compromissos. Nem compromissos e nem palavras, num né?!? Por isso, que dias atrás eu escrevi que "Palavra já fora no fio do bigode!" Veja o link: http://escritosemtempos.blogspot.com.br/2012/09/perola-de-hoje-palavra-ja-fora-no-fio.html .



Ah, só mais uma coisinha:  teu jingle é uma bosta, escroto e incoerente, bem como sua propaganda é a visão do inferno! Pronto falei... Chupa essa manga!!!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mala's-men, o dia!



"Mala vota em mala!"

"Mala dá dinheiro, paga cachaça, adora a desgraça e se eleito for, será uma K+H+DASSA!!!"

"Mala não tem seus cartazes e placas danificados durante a madruga porque quem fica neste horário zumbizando são seus comparsas."

"Mala não é bolsa, não é pochete, não é carteira! Mala é mala e pronto! Picareta, velhaco, maquiavélico, 171, charlatão e mais uns trocentão! Na verdade se faz de ovelha em pele de ladrão!"

"Quero só ver, se o Mala-men eleito for, o que acontecerá com a turma da festa da maconha?!"

"Tem um outro mala-men, carçudo e engravatado, este é 'veiaCÃO' de mão cheia! Num tem palavra nem compromisso! Quer uma teta gorda pra mamá! Usa tudo como trampolim pro seu sucesso, sua fama e seu bolso, óbvissss, como diria o Mussum!!!

Meninos(as) eu não vi mas ouvi os comentários da rádio peão: "Para quem colocar o cartaz do mala-men no carro, cinquentão!!!"

Surpresas ou Máscaras



A vida é uma surpresa bem como um verdadeiro baile de máscaras.

Hipócritas que criticam a hipocrisia alheia.

De nada adianta julgar sem ter dado a devida chance do outro poder fazer algo.

Julgamento se faz após atos praticados e não previamente.

E mais, julgar escancarada e maldosamente o outro, para assim defender interesse próprio, isso sim é uma verdadeira lambança regado ao molho de hipocrisia.

Podemos nos surpreender com quem tudo prometeu e nada pode cumprir. Mas, também podemos nos surpreender com quem nada prometeu, apenas comprometeu-se em dar o melhor de si, e assim fez mais do que realmente podia.

Mascarados despontam, apontam e lançam dardos a bel prazer. Usam do veneno da língua em causa própria. Meros atores que foram de uma época, em uma vida equivocada, e agora se mostram afiados.

É difícil esconder a cauda do passado, por mais que, as vezes, se esqueçam dela.

Nunca vi, nem ouvi, nem li, tamanha incoerência num Baile de Máscaras, além de tudo maquiadíssimas!

Afinal, perguntou o poeta, "Máscaras, quem não as teve?".

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Meu guerreiro São Miguel



"Vem
Anjo meu
Vem me buscar
Me leva por sob tuas asas
Para dentro das nuvens deste céu
Para entre os raios do sol
Sentindo a brisa
A refrescar
Vem

Amigo, anjo meu
Que me guarda noite e dia
A pedido de meu Deus
Cuida do que não vejo
Me socorre se me cego
Que eu veja em teus olhos
Que meus olhos sejam os teus

Anjo meu,
Guardião incansável
Virtuoso e amigável
Escudeiro deste meu céu
Guerreiro fiel
Meu querido São Miguel!"

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Estrela que te quero bem



"Estrela que te quero bem
Estrela que me segue, também
Dourada, iluminada
Em sua cadência
Que me desencadeia suspiros
Tremores, calafrios, arrepios

Estrela, que no brilho de teus olhos
Me via em reflexo
Ora côncavo, ora convexo
No sentido que me deste
Na tormenta que vieste
Em minha terra pousaste
Meu olhar tu fisgaste

Estrela, que no voar de teus passos
Pelo céu das ruas e avenidas
Dos meus dias, minhas noites,
Minha vida
Tua mansa fala, emoção
Teu sorriso discreto, sem mais razão
Adentrou meu ser, minh'alma e coração

Estrela, que se fez cadente
Em tua pele, em teu cheiro, és 'caliente'
Fez-me de ti seu refém
Juras, procuras, loucuras, que não se detém
Em ti fez-me a inspiração
Em mim, fez teu pouso e tua pausa,
Teu tempero, sem quimera, sem espera
Chamas de uma paixão

Estrela, que veio para brilhar
Pela janela do teu olhar
Na guerrilha desarmada, desalmada
Reergue-se em fulgor
Sobreposta em vigor
Esperança e amor
Sobre tua estrada que já fora dor

Estrela, que te quero bem
Que me roubaste para o além
Da minha fortaleza
Da minha fronteira
Me elevaste para si
Em ti me desprendi
Na sagrada arte arteira
De amar sem proeza

Estrela, que cadenciou em meu céu
Sem máscaras, sem véu
Chicoteou-me com teu brilho
Encantou-me ao reluzir-se
Roubaste-me, do caminhar, o trilho
E para o seu céu voltou-se
Teu lugar aqui ficou
Eterno
No tom, no sabor
Que um dia iluminou..."

"Fases"



Ao nos reconhecermos como gente, ao darmos conta de que temos potencial tudo começa a tomar forma e as mudanças ocorrem (...):

Já fui criança, de colo e de solo. Já esperei papel noel. Fiz promessas de melhorias comportamentais pra ganhar o presente tão esperado no Natal. Acreditava que o coelhinho da Páscoa tinha uma fábrica de ovos de chocolate. Queria muito voar na Terra do Nunca com o Peter Pan e um dia adentrar a sala da justiça dos Super-Amigos, lutar contra todo o mal e encurralar o mestre dos magos para que deixasse de enrolação e mostrasse logo a saída da Caverna do Dragão àqueles jovens...

Já fui adolescente, sonhador, tímido, pouco rebelde. Descobertas, frustrações, sensações... Um mundo à espera do meu alcance. Medo. Esperava que um dia salvaria a princesa em algum castelo e ela se tornaria o meu grande e eterno amor. Felizes para sempre como em todo filme! Amigos eternos que faziam parte da mesma sala de justiça no quintal de casa. Já brinquei de dar risada sem ter motivo. Encher a boca de coca-cola até soltar pelo nariz.

Já fui jovem, rebelde, revolucionário, cantador, fervoroso, romântico, bandido, atrevido, ousado, safado, briguento, amigo, amante... imprudente, inconsequente, eloquente! Insatisfeito com a situação social, com a rotina paranormal do ócio; inquieto com a ditadura ocultada por detrás das máscaras maquiadas e maquiavélicas de um sistema opressor que introduz um ópio alienante para que não se busque sabedoria. Já ganhei no grito! Já blefei sem cartas! Já corri morro acima pra não apanhar dos "carinhas" invejosos. Já roubei coração e já levaram o meu! Já conquistei e também já perdi! Fiz juras de amor eterno... e foi eterno até o fim, durante o tempo que durou. Senti o gosto do beijo, do queijo, da ira, da inveja, da ousadia frenética, da melancolia poética, da nostalgia profética, da trairagem camarada, da realidade dolorosa e alheia. Tomei dores que não tinha! Comprei brigas que não eram minhas!!! E, por quantas vezes, levei a fama da arte sem ter sido o protagonista do enredo. Não importa. Não mais agora. Deixei meu tempo, meu espaço, e até meus sonhos, para levar a outros, um pouquinho daquilo que acreditava ser o melhor, embasado na Fé, na crença, em Deus. E tudo valeu a pena!

Já voltei a ser criança, bem como adolescente e jovem, em todas as vezes que me foram necessárias. Sem perder a realidade que protagonizo e sem medo do que pensam. Afinal, não importa o que pensam. Não mais agora! Já defendi bandeiras e esqueci da verdadeira causa... Defendo o caminho que escolhi para, de certa forma servir a Deus. Não tem esquerda! Não tem direita! Tem um caminho de margens, esquerda e direita, que proporcionam paisagens diferentes, flores de várias cores, bem como tonalidades de terra, pedras de vários tamanhos e também espinhos.

Tudo a seu tempo acontece. O esperado e o inesperado. Não quero perder o meu espírito de criança e esperança, de adolescente e eloquente, de jovem e ousado, para a casca do meu corpo. Quero carregar comigo cada lembrança, cada fase e assim formar uma verdadeira história viva de outras tantas vividas. Não deixo jamais de encarar o presente. Ele está aqui, não há como fugir ou negar. Também não deixo de olhar rumo ao horizonte do futuro, mas já não me desespero mais... Aprendi, diante de tantas fases, que ainda posso aprender em cada dia um pouquinho mais. Agora, pelos opostos... Pra quem não se cala diante de qualquer fala, eis que busco em reluta a voz do silêncio que me obriga como a de minha mãe a fazer o que é certo. E o certo, muitas vezes dói, mas com certeza constrói um alicerce seguro.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Toque de recolher!



18/09/12 - 19:45 horas. Igreja Imaculada Conceição (Tocantins-Uberlândia-MG). Estaciono a moto e antes mesmo de adentrar sou acometido por uma cortina de fumaça, oriunda da praça em frente. O cheiro de ervas queimadas, nada aromatizantes. Estavam chegando no altar. Os ventiladores ligados, todos os dez, e ainda assim a catinga da daninha seguia no vácuo. Um casal sentado num dos bancos da praça curtiam seu baseado. Fatos, já, infelizmente, naturais de se deparar. Cresce não só o número de usuários mas também o número de traficantes. Crescem a depravação, a ignorância, bem como o nosso receio e insegurança. Somos retidos e encarcerados em nossas casas. Não há toque de recolher ao pé da letra mas todos sabem que a partir daquele horário tudo o que se vê e se encontra nas ruas e ruelas são usuários, e os ditos aviõezinhos, os camaradas, por vezes sem maior idade, fazendo o corre das entregas. Tocantins é um bairro distante do centro. Tem muita gente batalhadora que acorda cedo e dorme tarde. Não só espero mas quero cobrar e muito, independente de quem lá esteja, que providências sejam tomadas. Que o sistema, seja pelas políticas públicas, seja pelo policiamento adequado, seja pelo braço investigativo, que resolva aquilo que está depravadamente escancarado!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O fim e o começo



"A vida a partir do fim.
Partida e chegada estão no mesmo ponto.
Término e começo estão sob o mesmo efeito.
A semente não será eterna.
Ela se rompe para gerar a vida.
Perde o seu teor de tão pura semente
Pra se transformar no seu objeto final
Crescerá.
Flores e frutos virão.
O fim e o começo estão entrelaçados.
O início de um livro muitas vezes deixa de ser empolgante.
É preciso ir além de cada capítulo.
Quando se alcança o fim já não gostaríamos de terminar.
O objetivo do alpinista é o topo.
Porém, ele não se limita tão somente a isto.
Em cada passo, em cada avanço
um olhar ao seu redor é lançado
Apreço, vislumbre, encantamento
que extirpam a dor e o cansaço.
O fim do topo é o início para uma próxima jornada.
A de retorno talvez.
Ou, ainda mais, uma escalada mais alta, mais ousada, mais...
É o desafio de quem busca um alcance.
A travessia consiste em idas e vindas.
A vida é assim...
Uma eterna travessia terna
Uma amiga travessa
Por vezes sofrida
Bandida por quem merece...
Semente não são eternas
Se assim forem, estão mortas...
O rompimento de suas cascas pode ser penoso
Mas o fruto de sua trajetória é recompensador.
Da semente aos frutos
Que se seguem com podas para assim mantê-los no ciclo...
Meros mortais, nós, que ainda não sabemos romper nossa casca
Definhamos muitas vezes no ócio do tempo vão
Dedicamo-nos aos coices
E não apreciamos a vista durante a escalada.
Um dia, aprendemos, aprenderemos...
A deixar cascas e florescer e frutificar..."

"Avoa brabuleta, avoa!"



"Avoa avoa brabuleta
Vai avoanu até lá

Pega tudu us pikareta
E põe dentru du borná

Usmar-dito só faiz treta
I agora qué robá

Elis qué só uma teta
Pra mamá sem trabaiá

Nóis agora num é mais besta
E os veiaco vai avoá

Com a lindia brabuleta
Qui vai pra longe carregá

Os gaiato de maleta
Que vão si eskurreganhá
E na lama si afundá!!!

Ubrigadiu brabuleta!!!"

Candidato bom também tem!



"Candidato bom não tem peito de aço
Nem pé que afunda na lama
Tem fibra,
Carne e osso,
Alma e coração
Sabe onde quer chegar
E lá chegando sabe o que deve fazer
Sabe a que veio!

Candidato bom não tem a fala dos veiacos
Não usa peroba para visitar as pessoas
É dedicado, no mínimo instruído,
É Homem ou Mulher,
Responsável,
Comprometido (a),
Guerreiro (a),
E o mais importante
Tem palavra e
Tem compromisso!"

Pérola de hoje: "palavra ja fora no fio do bigode!"



"Na época dos meus avôs palavra e compromisso eram honrados pelo fio do bigode! Não requeria contrato, nem cheque-calção, nem promissória. Seu nome era seu passaporte pela honra de teus feitos cumpridos e palavras empenhadas durante seus dias de labuta e conduta. Hoje, um cara que não consegue cumprir sua palavra dita no dia anterior, que não consegue honrar com o compromisso, que faz das lacunas para se auto-promover, estará realmente interessado em representar o povo na Câmara do Vereadores? Estará ele, o mega-máximus papagaio, afim de lutar pelo povo que o elegeu? Ou, será, oh meu compadre Quelemém, que o presente de grego busca entre vós tão somente um up-grade $$$$$$$??? Chuta que é macumba, mano véi!!!"

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Diálogo entre irmãos: tudo inspira poesia!



"Tento me equilibrar nessa corda bamba ...
Da poesia real chamada vida,
A minha vida em tom de poesia
Escrever é uma arte!
Saudade, distância, ausência, dor, sofrimento, fé...
Se não tivesse isso, eu não daria valor pros detalhes da vida...
Talvez por isso, Deus me deixou nessa distância, 
Para que eu cresça e apareça
Que eu cresça e amadureça...
Que eu mostre pra muita gente sem fé e sem esperança, 
Que nada está acabado... apenas perdido num canto sem encanto...
É preciso não só ver, mas enxergar além...
Acredito que essa seja minha missão
Não temer, não esconder
Criticar, denunciar, lutar

O sentido da minha vida é esse...
Crer em Deus, fazer de cada dia uma batalha de Fé
Viver, sofrer pra dar e ter valor...
Tem dias de ausência que o real sentido da vida fica distante...
Mas tem dias como o de hoje, que a alegria de viver transforma tudo em poesia...
Das dores aos amores...
Dos prantos aos encantos
E assim, com essa Graça agraciada por DEUS, 
De escrever, descrever, desenhar em letras eu vou vivendo... 
Caindo, levantando e aprendendo
E, divulgando minha Fé em Jesus Cristo
A Fé católica
Minha devoção à Maria
Sem medo de ser feliz!!!"

"Minha irmã, Cinthia, um dia tudo será mera lembrança
Que a cada dia possamos amar e amar e amar
Afinal, não fosse o amor, com ou sem dor
Sem graça seria o nosso caminhar
Amor, Fé, Luta, Sonho e Esperança
Bem como na pureza de uma criança
Assim, vamos vivendo, com alegria
A nossa vida em tom de poesia"

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Podas



"As podas são necessárias apesar do ferimento e da dor.
Com o tempo percebe-se a importância do corte.
Fortalece, revigora, recria.
A vida e as flores tem em comum o mesmo trato.
Cuidados especiais e a poda no tempo certo.
E quando é o momento certo?
Quando a planta não produz.
Quando seus ganhos pendem.
Quando seus ramos crescem em rumo desordenado.
É preciso cuidado.
É preciso cuidar do broto.
Dizia o poeta: 'cuide do broto pra que a vida nos dê flor e fruto!'
A poda é sofrida, doída...
A planta sente da raiz à folha...
Porém, agradece com belas flores o ato.
A vida é assim.
Requer podas.
Requer não só palavras e expressões.
Requer o silêncio e o deserto.
Requer distanciamento e esquecimento.
Esquecimento do mundo para com você...
Permita-se ao devaneio do silêncio.
No palpitar do coração, sentirá seu sangue correr.
Sempre há de saber o que fazer.
No tempo certo Deus segura sua mão.
E te permite soltar o facão.
Aguarde pelos brotos que virão..."

O Anjo estava lá.



"Não era dia. A Lua se escondia.
Um garoto, adolescente, segurava um livro abraçando-o contra o peito.
Chamas o consumiam sem feri-lo por todo o seu corpo.
Ele não sentia a dor da queima. 
Não o queimava.
Eram chamas que não se viam.
Aquele livro era o Livro Sagrado.
Eu estava de frente, vendo tudo.
Apenas podia ver, sem nada fazer.
Em alguns momentos eu me sentia neste enredo.
Noutros eu tava num lugar de mero telespectador.
De repente aquele garoto parecia ser eu.
Eu, então, assim, me assistindo.
Vi asas lançando uma brisa sobre o garoto.
Ao mesmo tempo, ora assistindo, ora sendo eu a segurar forte o Santo Livro e a estar envolto por aquelas chamas, também as senti suavemente em meu rosto e em meu corpo, as brisas oriundas do balançar das asas.
As chamas se apagaram e então vi um cavaleiro que parecia um anjo segurando escudo e lança.
Montado em seu cavalo alado cavalgam rumo ao céu.
Vi que seu cavalo estava cheio de flechas lançadas pelos inimigos.
Tais flechas atingiam mas não feriam, nada causava.
O cavaleiro em seu cavalo tinham como missão apagar o fogo que não se via.
Uma verdadeira batalha espiritual.
Na terra, ao longe, do monte onde eu estava, vi um grande número de guerreiros.
Guerreiros sem rosto que lançavam flechas contra o cavaleiro que mantinha seu rumo ao céu.
Tais desafetos, então, se ajuntaram em forma de uma cruz.
Do lugar onde eu permanecia pude identificar a formação.
Eles estavam furiosos.
A cruz que eles formavam não lembrava em nada a Cruz do Salvador, Cristo Jesus.
Era uma cruz quadrada, bases largas e o centro afunilado, quase uma cruz de malta.
Por fim, a batalha foi vencida. 
Inimigos derrotados.
Não houveram feridos.
O Anjo a salvar o garoto, voltou para o seu posto.
E o sonho se acabou, assim..."

3.6 Turbo



Aos 3.6 - turbo -, com algumas milhas de caminhada, no balanço geral das experiências, relato alguns tópicos interessantes quanto ao dia a dia de quem corre contra o tempo:

1) Roupas para passar: "Não esquentar muito a cabeça com roupas para passar. Passar somente o necessário e urgente. Toalha de banho se passa se der tempo. Lençol, pra facilitar se passa estendido na cama. Roupas para uso diário, se passa no momento do uso. Se houver indecisão quanto ao que vestir, vai no monte, enfia a mão e o que sair é a opção."

2) Limpeza: "Pelo menos uma vez por semana, digo a cada 7 dias. De repente tem gente que leva uma semana de 30 dias! O chão principalmente. O pó das coisas que não ficam à vista pode ser retirado anualmente, se necessário, ou, semestral. Bienal quem sabe."

3) Animal (is) de estimação: "Tudo muda com o tempo. Os brutos também se reciclam. Com o tempo passamos a entender os animais e depois que descobrimos sua lealdade, sinceridade e doação sem esperar nada em troca, nos distanciamos dos seres humanos.

4) Arrumação de cama: "Isso é óbvio! Arrumação de cama só no final de semana, ou se aparecer visita. Como dizia um amigo 'pra que arrumar a cama de manhã se a noite vou bagunçar de novo?' Simples assim!"



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"Tributos eu pago, só me falta-me me ver onde tá investido!"



- Alô! É aí que fica parte do meu salário?

+ Não senhor! Aqui é da Delegacia!

- Então é aí mesmo que eu quero falar!

+ Não senhor! Aqui atendemos em questões de segurança pública e o senhor está atrapalhando o nosso trabalho. Precisamos desocupar a linha!

- Não seu moço! Não desliga! Vou te explicar melhor: todo mês vem descontado do meu salário um tantão de impostos que segundo ouço é revertido para a Segurança Pública, sem contar outro tantão de carga tributária que ainda pago no decorrer dos dias.

+ Tá! Mas e aí?

- Será que, pelo menos, com esses 40% de carga tributária que eu pago, num dá pro senhor liberar um pouquinho pra encher o tanque da viatura e mandar aqui no meu bairro dar uma olhadinha na moçada fumando maconha de sol a sol? Sabe, seu moço, tá difícil demais! Num dá nem pra gente dar um passeio na praça com a família depois das 18 horas, pois tá cheio de meninos e meninas fazendo o corre das drogas. Entregando, recebendo e outros usando... Libera aí seu moç...

+ Tum, tum, tum...

- Seu moço?! Seu moço?! Acho que caiu a ligação... Vou ligar de novo!

Palavra de Deus cantada



Palavra de Deus cantada na terra
No meio do povo, com muito fervor
Palavra de Deus entoada ao Céus
Do meio de nós, em grande louvor

Palavra de amor que acalma
Que liberta e deixa viver
Palavra que atinge a alma
Se plantada e cuidada vai crescer

Palavra que traz libertação
Que cura e destrói o que é mau
Palavra que traz o perdão
Que da vida tornou-se o sal

Palavra de vida que une
A vida em comunidade
Palavra de Deus que reúne
A caminhada em irmandade

Palavra que vence a morte
Que queima e faz doer
Palavra de Deus nosso forte
Que ilumina e nos faz viver

Hoje tem Igreja!











Hoje tem novena, tem reza e tem labuta
Tem canção, tem festa e tem fartura
Hoje tem Jesus, a luz que conduz
Tem palavra viva, bonita, que aviva

Hoje tem igreja, tem trabalho, tem peleja
Tem encontro que espanta a tristeza
Hoje tem oração, que nos vem feito o mel
Tem Jesus feito Pão, Pão vivo vindo do céu

Hoje tem gente, flor, fruto e semente
Tem amor, união e calor
Hoje tem prece, tem perdão e tem quermesse
Tem comunhão, tem trabalho, tem suor

Comunidade, ação com perdão
Sabedoria e simplicidade
Humildade e alegria
Gente sofrida mas unida
Histórias que se cruzam
Glórias que se comungam
Unidade na diversidade
De Deus a comunidade

Palavra é palavra!



Quando meu avô Joaquim ainda era vivo, sempre o ouvia dizer sobre o valor que a palavra empenhada tinha desde que se conhecia por gente. Homem da roça, sangue quente, sem leitura, mas que não admitia desonras em qualquer assunto ou fato que envolvesse seu nome.

Não haviam meias palavras. Dúvidas como um "talvez" não faziam parte do seu vocabulário. Até mesmo pela sua sabedoria simples, de pessoa que admira o detalhe e a beleza da flor sem se preocupar que a mesma terá espinhos, adquirida em meio ao sofrimento da vida, sabia dizer com firmeza e clareza, mediante aos sinais que a natureza lhe oferecia, se iria chover ou não. E olha que falhava bem menos que as previsões do tempo dos meios de comunicação!

Promessa?! Nem se fale! Se empenhasse sua palavra com tal teor poderia até tomar prejuízo, mas jamais desonraria o combinado e prometido, muito menos voltaria atrás. Sem muita conversa, aprendeu a se soltar com a chegada dos netos. Não sabia dar carinho porque não o teve. Saiu de casa antes dos 13 anos de idade. Amoroso ao extremo...

Num paralelo com a realidade, o que mais acontece ou deixa de acontecer é a clareza, ou a falta dela, com que as palavras são proferidas. Até mesmo mediante contrato escrito muitas coisas deixam de ocorrer. Palavras tornaram-se apenas e tão somente  falácias na boca de muita gente. Acredito que muitas pessoas lembram de seus avôs da mesma forma que eu.

Direto no ponto! Ouvi da boca de uma pessoa, hoje candidato, e até então somente empresário e pastor, não necessariamente nesta mesma ordem e sequência, que não havia interesse no momento em entrar na política. Levando-se em conta que o mesmo era ou é presidente de uma associação, ficaria nada conveniente. 

Poucos dias antes da formalização e o lançamento oficial dos candidatos qual nome aparece entre os demais? Sim, o próprio! Aquele que nas suas dependências e perante outros pré-candidatos disse em alto e bom tom que não... não agora. Nada contra a pessoa apesar de que quando propus uma reunião com os pré-candidatos do bairro num lugar neutro e olha que poderia usar as dependências da Igreja na Comunidade em que participo e não o fiz por respeito aos demais, sugeri então um salão que não envolvesse religião, onde todos pudessem adentrar sem receio.

A ideia, partindo da minha pessoa, a partir de uma experiência partilhada num bairro vizinho, tinha por objetivo apresentar os pré-candidatos do bairro, tão somente, aos moradores e comerciantes locais. A tal reunião aconteceu na igreja da pessoa, tal como ela quis, pois caso não fosse assim a birra o impediria de encabeçar o plano em nome da associação. Porém, não foram mais do que quatro pré-candidatos dentre os mais de dez que no momento eram certos e nenhum comerciante. Por ser o presidente da tal associação, passamos a oportunidade de realizar o evento em nome da mesma. Seria um trabalho de parceria. E, como eu já estava no grupo de apoio de outra candidata não quis misturar as coisas, mesmo sendo o autor da ideia. 

Resultado de organização e satisfação foi zero. Na primeira oportunidade quebrou a banca a favor próprio. Isso não se faz! Compromisso assumido tem de ser cumprido. Palavra empenhada tem de acontecer, por honra de seu próprio nome que seja. Não se pode fazer dos cargos públicos apenas um mero trampolim para outras oportunidades. Afinal, vereador ou outro cargo público não é profissão, é serviço à comunidade. Comunidade que depositou confiança na sua pessoa e no seu trabalho. Mas, não cumprindo os dois requisitos dispostos acima, sobre compromisso e palavra, o resto será tão somente... resto! 

São nos pormenores que se vêem o que está por trás de cada pensamento ou atitude. Confio na Justiça Divina e também na Justiça dos Homens. A dos homens já está atuante e em andamento. A de Deus será tão somente sua...

"Quer conhecer uma pessoa de verdade? Dê poderes á ela!"

Maria, a Mãe do meu Senhor e nossa.





Vem Maria, Vem Maria
Vem segurar minhas mãos
Caminha comigo, me dá teu abrigo
O abrigo do Teu coração

Vem, vem me dar o teu colo
Doce colo de mãe, a mãe do meu Senhor
Vem, quero repousar em Tua sombra
De ternura e carinho, Tua sombra de amor

Vem, me ensinar a humildade
Mulher de prontidão, santa e serva fiel,
Vem, ensinar a santidade
Que teu Sim a Deus foi dado pelo anjo Gabriel

Vem, estar no meio de nós
Na caminhada irmanada dos teus filhos, tua Igreja
Vem, Mãe Imaculada
Que tua graça, em nós derramada, sempre seja

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

De ousadia para afronta





As pessoas, cada vez mais, tem aumentado os muros de suas residências, reforçando com grades e cercas elétricas, no intuito de proteger a si e seus familiares. A fortaleza de proteção acaba sendo uma prisão às avessas. Preso em sua própria casa receando o perigo lá de fora.

Após as 22 horas o risco aumenta para quem ainda está na rua. Um deserto escuro. Motos barulhentas e muitos usuários de droga. A praça serve de ponto de encontro, de compra e venda dos sub-produtos. Polícia tem, só que dificilmente eles se cruzam noite adentro. Não é difícil detectar. Até mesmo em plena luz do dia as drogas correm a solta. 

Dias atrás, ao fazer uma caminhada, três jovens adolescentes fumavam maconha e o sol ainda estava raiando. Outro dia, crianças entregavam pequenos pacotes para rapazes e moças que aguardavam na mesma praça. Usavam o banco para cheirar algo que de longe parecia pó. 

Drogas cada vez mais acessíveis em todo e qualquer canto. Crianças tem contato cada vez mais cedo. A ousadia já se tornou afronta. Afrontam a polícia, afrontam o sistema, afrontam tudo e todos. Pontos de venda e tráfico existem... mas a polícia nunca chega lá! Ninguém viu, ninguém fala. Paisagem do cotidiano, ver o que todos fingem não existir.

Rascunhos: deserto e solidão


Mãe,
No inscrito ora escrito que sempre será proscrito
Deixo mais que carinho, deixo meu grito
Contido, entalado, que a voz não ressoa
No coração que não voa
No meu choro que ecoa
Uma dor que tenho e tu sentes
Mesmo de corpo ausente
Seu calor em amor que se faz presente
Mãe, te preciso
Como a planta da água
Como a dor do remédio
Como a solidão da presença
Basta que estejas...

Filho,
Companheiro, tesouro
Precioso, mais que ouro
Flor do jardim de minha vida
Perfume que refresca
Saberás um dia, mais que lhe posso ensinar
Ouvirás, sentirás dor
Mas aqui estarei, talvez longe...
Jamais distante, a te dar amor
Entenderás no orifício de cada entrelinha
Que um dia me parei a dedicar
Ali, bem ali, está uma lágrima
Muitas alegrias, alforrias, nostalgias
Verá que vale lembrar
Que vale amar, mesmo que custe feridas
E que amar, por vezes, faz doer
Que vale cultivar cada flor
E que flores contém espinhos
Que vale cativar bons amigos
E que mágoas fazem parte deste enredo
Mas os verdadeiros permanecerão, firmes ao teu lado
Que vale sempre levantar após o tombo
E mais que isso,
Vale a pena, vale a vida
Seguir um caminho seguro, o caminho de DEUS...



Irmã,
Na distância que nos separou um dia
Não pude diversas vezes te amparar
Perdi-me no tempo e no espaço
Em busca de conquistas e do mesmo espaço
Perdi também tempo...
Da herança da vida
O que és já me basta pra orgulhar de ti
Menina que virou mulher
Mulher que se tornou mãe
Me revolto diante da dor
De não te ter por perto...
Mas, mesmo neste deserto,
Busco fonte para um descanso
E em meio a pranto, vejo na paisagem
Ou miragem, teu rosto que me acompanha
E assim sempre será...
Aqui, ou acolá...



Pai,
O que dizer?
(...)
Tantas reticências, tantos espaços
Tantas ausências, falta de afagos
Me desoriento ao olhar para trás
E ver a distância percorrida
E o tamanho do vazio que virou solidão
Em busca de respostas me perco
As perguntas me norteiam
A não descansar de procurá-las
O choro vem, pelo que não vivemos
Talvez um dia,
Talvez...
Um dia...
O que dizer...
Apenas que amo você
Que sem saber como fazer
Foi meu herói,
Como foi também bandido de minha história
Mas, hoje continua a ser meu pai...



Um dia, será fim...
Para uns mais cedo, outros mais tarde...
É uma tendência, não uma regra.
Por fim, no fim,
Bastará saber que estivésseis comigo
Bastará saber que comigo estarás
No tempo,
No espaço
No deserto que nos separa
Na solidão que aprisionará a dor da ausência eterna...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Diário de Notícias do Toca - 04/09/12


(04/09/12)
Notícias do Toca, onde "pulítica é pulítica" manu véi: "Isso se chama "DESESPERO" !!! Desespero de uma mente sem nada a acrescentar pra sociedade que se vê perdido frente ao crescimento do concorrente. Na verdade sua maquiavélica cachola vê a concorrência como adversário, talvez como inimigo. Só nos resta continuar a luta mostrando uma política verdadeira, ética, justa, e que vá de encontro aos anseios da comunidade. Sabemos que a justiça incomoda apenas aos injustos que trazem consigo segundas intenções voltadas para interesses próprios. VIEMOS PRA INCOMODAR!!!"


"Está mais que comprovado que o meliante, incomodado com a ascensão de Marli Anastácio, tem se esforçado para rasgar os banners espalhados pelo bairro Tocantins (Uberlândia-MG). Dessa vez ele fez questão de recortar apenas a foto da candidata petista. Em meio a tantos outros ele escolheu uma mulher para perseguir. Só não se deu conta de que além de mulher é uma GUERREIRA! Isso aí Marli, política limpa incomoda aos porcos que não sabem nada sobre uma verdadeira política de igualdade!"


Diário de Notícia do Toca: "Pulítica é pulítica para quem não sabe nada do assunto ou para quem é mal intencionado e quer apenas aplicar golpe a favor próprio usando de um cargo público. Infelizmente por causa de tanta lambança que os ditos velhacos aprontam a população está farta e dispensa ouvir o que os bons podem oferecer e contribuir para a sociedade de maneira geral. Como já dito, no meio da política podemos encontrar pessoas de bem, de caráter, honestas, de vida social íntegra e que tem uma história de luta voltada para o bem comum. Cito aqui e dedico o meu apoio a candidata Marli Anastácio.


"Pulítica é pulítica": "Rasgaram mais dois banners da candidata Marli Anastácio... Os desordeiros desocupados que o fizeram com certeza trabalham para alguém que se sente incomodado pelo trabalho limpo, honesto e justo que ela vem desenvolvendo. Estamos no caminho certo! Viemos pra incomodar os maus elementos!!!"



Notícia do Toca, onde "pulítica é pulítica": "'O PACATO CIDADÃO eu te chamei a atenção não foi a toa não...' - Esta música do Skank está mais que no momento certo de ser ouvida. O 'fica@'dica' para quem já escolheu ou ainda está escolhendo candidato, que antes de aceitar R$ 50,00 ou uma cesta básica, ou um óculos pro filho, ou uma promessa futura, dá uma investigadinha básica sobre quem é o cidadão ou a cidadã candidato que pensas em votar. Se pensar que a situação do país tá uma bosta e por conta disso votará num merda, realmente é pakabá com o sistema de vez! Principalmente no bairro onde surgiu o nome do candidato, com certeza o povo deve conhecer e saber quem realmente é, o que faz, no que trabalha, no que já esteve envolvido, quem são seus apoiadores... Investiguem! Tenho certeza que muita história será contada..."


Notícia do Toca, onde "pulítica é pulítica": "O que adianta usar um dos elementos da tabela periódica para reforçar o nome de sua candidatura se o que vai comandar e realmente gerir ideias não é seu dedão, nem sua mão, nem sua perna, nem seu pé, mas sim sua cabeça, aliás, sua mente? Cuidado com certos elementos desta tabela pois são pesados, afundam rapidamente devido ao peso, e o mais importante, são corrosíveis, principalmente por água limpa..."

Diário de Notícias do Toca - 03/09/12



(03/09/12)
Notícia do Toca, onde "pulítica é pulítica" messsss...: "Como que faz se o candidato cidadão está pagando para colocar seu adesivo nos carros? Óbvio que não foi tão vacilão a ponto de deixar de recolher o recibo de autorização assinado pelo dono do veículo mas então como ele comprova a forma de pagamento e a origem do dinheiro perante a Justiça Eleitoral? Aê, fica@dica: o mundo gira e o VACILÃO roda! Justiça é Justiça!"


Notícia do Toca, onde "pulítica é pulítica"... cumpanhero: "Prezadu metetíssimu sinhô doutô, gustaria muitcho di sabê pur ubizéquis si cuando uma pessoa renuncía di sê candidatu nas urtima ora é pusquê ela teim arguma pendença, a tar da fixa xuja, i qui decerto vai tentá limpá pra dispois vortá pra ária di novu? U sinhô pódi mi ispricá?"


Notícias do Toca: "Agora sim!!! Direto do site do TSE (http://divulgacand2012.tse.jus.br/divulgacand2012/ResumoCandidaturas.action), segue a lista dos candidatos aptos ou inaptos, em nível nacional, mas que pode ser filtrado por município. Confira aí galera!!!"

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Doce Mistério



Doce mistério
Que ronda, assonda, arromba, assombra
Meu corpo, meu sonho, meu peito, meu ser
Olhar que me fere
Me remete, me acomete, me acontece
Me toma e avassala, arrasa, desnuda, descasca
Não sou mais o forte
Perco-me em minha própria direção
Perco-me em meu próprio caminhar
Profundo é esse olhar
Olhar de pecado?
Olhar malvado?
Olhar delicado?
Olhar que invade, não pergunta
Desnuda em tom de mistério
Tão doce, tão forte...
Tão longe, tão perto
Tão perto, tão longe
O lugar em que te escondes
O céu é o que nos une
O pensamento é o que nos permite
Viver por sobre os limites
Da paixão, da existência, 
Fronteira do querer, do sofrer
Da vontade, do não poder

Doce mistério 
Que perpassa e encanta
Invade, calado,
Acomoda e fecunda
Enraíza nas entranhas
Desabrocha em perguntas
De "por quês" no tempo 
Por quanto tempo... ainda...
Doce, tão doce e suave
O mistério que lava,
Enxágua, purifica, leva
E também deixa sua marca
Inexplicável doce mistério...

Por que é que Você me aparece assim...?

 Domingo, 02 de setembro de 2.012. Igreja Santa Terezinha, Praça Tubal Vilela, Uberlândia-MG. 13:45 horas.

Estaciono a moto de frente a igreja Santa Terezinha e escuto alguém gritando "onde está os cinco reais que te emprestei? cadê?". Avisto três homens na praça, dois estavam sentados e o que gritava, em pé. Um deles, sentado, ouvia os gritos daquele que estava repleto de ira, e como resposta apenas balançava a cabeça dizendo que não tinha mais o dinheiro nem havia conseguido outro.

Percebia-se que todos estavam alcoolizados. O que estava sendo cobrado, por sinal, era o que estava em pior situação. Mal conseguia se levantar. Não bastassem os gritos, o cobrador partiu para a agressão. Primeiro, com uma das mãos segurou no pescoço do devedor, apertou forte e o jogou para trás. Este, virando com as pernas para cima, caiu de cabeça e costas no chão e ali ficou.

Não convencido daquela atitude, o homem inflamado de raiva por não encontrar os cinco reais com o bêbado que antes era parceiro de álcool, começou a chutá-lo na altura do peito e da cabeça. O terceiro homem, que também estava sentado, sentado ficou sem nada fazer.

De pé ao lado da moto, só deixei o capacete que por sinal num primeiro momento minha vontade era bater com ele naquele endiabrado que gritava, cobrava, humilhava e agredia... No atravessar a rua, minha ansiedade e raiva já estavam tal qual deste homem. Tentei ligar para a polícia, que por sinal há um posto naquela praça mas por ironia do destino, no momento não havia ninguém.

Antes mesmo de chegar do outro lado da rua o agressor já havia apanhado algumas pedras em cada mão e batido com elas na cara do homem prostrado no chão. Tempo era uma coisa que realmente não havia. Ninguém ao redor da praça. Pessoas passando e apenas assistindo. Confesso que sou fã de uma boa briga desde que seja justa, por um bom motivo e de preferência num ringue. Não era o caso.

Diante da cena a apenas alguns metros gritei "o que é que tá acontecendo aí meu irmão?". Minhas mãos suavam. Aquela raiva, ao presenciar de longe as primeiras agressões, e que empurravam para que minhas mãos arrebentassem aquele atrevido e covarde de repente viraram coragem para não deixar a situação pior do que já estava. Tem horas que precisamos de coragem para nos conter, envidar esforços para não tomar atitude alguma. Na hora nada consegui pensar. Fiz, acredito, no momento, o que era mais sensato...

O cara então me respondeu "este aqui tá me devendo cinco reais e agora não tem para me pagar". Ganhando tempo pra entender perguntei o porquê do empréstimo. A resposta foi grotesca mas... "pra ele comprar pinga." Cinco reais seria o suficiente para alguém ali perder a vida em segundos. Motivo: álcool!

Falei pro cobrador que então já estava no papel de agressor "cê vai matar o cara!" Por algum motivo ele parou. Como forma de demonstrar superioridade e manter talvez a fama de violento, não cessava de falar alto. Pedi pra ele deixar o cara em paz. Com os únicos cinco reais que tinha no bolso quitei aquela... dívida. Antônio é o nome do agressor e Anderson o que devia. Dívida quitada, Antônio seguiu sua caminhada e o terceiro homem que antes estava de parceiro de Anderson seguiu com aquele que mais se impunha entre eles. Talvez o medo falou mais alto. Preferiu seguir com quem tinha mais... força. Questão de sobrevivência, pode ser...

Anderson é de Araguari e para lá não pretende e não quer voltar. Diante da igreja dei algumas ideias pra ele de alguma forma sair daquilo... Questão de minutos e ele havia desaparecido. Tudo bem. Naquela tarde, de alguma forma ele sentiu que poderia ter sido seu fim.

Ao montar na moto fui acometido por uma comoção que resultou em lágrimas. Diante de todo este episódio, que não durou mais que cinco minutos, ao entregar o dinheiro nas mãos de Antônio que logo partiu dali, olhei para Anderson que já havia se levantado do chão e agora de cabeça baixa, com sangue escorrendo do ferimento causado pela pedra batida com força contra sua cabeça, apenas me disse, com aquele olhar de quem curte sim uma ressaca e que está prestes a arrematar outra garrafa para curar a anterior, mas também com um olhar que só se enxerga quem está de alguma forma buscando um sentido para sua vida: "brigado".

Claro que a única palavra que ele podia me dizer era essa. Não esperava nada mais, muito menos esse "brigado". Na verdade nem achei que ele conseguia falar de tão bêbado que estava. Diante das agressões sofridas nem pedia por socorro, nem gritava, muito menos esboçava reação ou clemência. Nada, naquele momento, talvez, pudesse fazer diferença. Nem polícia, pois não haveria tempo de chegar e salvá-lo antes de ser esfolado vivo e apedrejado...

Esta imagem com este olhar que atinge dentro dos olhos, ao som desta única palavra "brigado", foi a experiência maior deste dia. Já na moto, como citei acima, as lágrimas me incomodavam. Era uma comoção não só de pena por quem apanhou violentamente, mas de algo que enxerguei além daquela imagem e daquela cena toda. Vi um rosto transfigurado naquele homem. Um rosto excluído de um excluído que faz parte de um cenário cotidiano para muitos que perambulam por aquele recinto. Um olhar que tocou fundo. Para muitos tenho certeza de que entenderão apenas como um conto qualquer. Não importa. Eu sei o que vi. Mais que isso, eu sei o que vivi como testemunha do fato.

A única coisa que ficou na minha mente e, que por sinal, já me dei a resposta neste contexto explicado no texto, foi: "Por que é que Você, Jesus, me aparece assim...?"

Sem mais.
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