terça-feira, 21 de setembro de 1999

Atitudes de um nobre

 Esta carta foi escrita e mandada para os jornais da cidade de Piraju-SP, após o manifesto acontecido no dia 07/09/1999, o "1º Grito dos Excluídos", organizado pela Pastoral da Juventude Paroquial e apoiada por outras pastorais e organismos da sociedade, como a APEOSP.



Na última terça-feira, 21 de setembro, eu e mais um grupo de amigos estivemos na Câmara dos Vereadores, dois destes pela primeira vez.

O que seria um anoite de conhecimentos do Poder Legislativo tornou-se uma noite de indignação, pois o vereador Rodivaldo Rípole, incomodado com a nossa presença, começou a nos provocar dizendo: "Por que não fazem um movimento para abaixar os salários dos assessores do Prefeito e não dos vereadores?"


Como não é permitido a manifestação da plateia, respeitamos. Mas quero tornar público que nos sentimos ofendidos, pois como somos e fazemos parte do povo, usamos o nosso direito de ir e vir e adentramos naquela Casa de Leis, sem protestar por nada e contra ninguém. Assim sendo, torna-se inaceitável e injusto, vindo de um "nobre vereador" eleito para nos representar, fazer tais provocações irônicas contra os seus próprios eleitores.

Em primeiro lugar o vereador nem parecia estar num recinto de leis, pois permanecia quase o tempo todo de costas para a mesa (Presidente da Câmara e os dois Secretários), totalmente relaxado em sua cadeira quase que deitada. Uma falta de respeito.

Em segundo se somos um grupo ou movimento interessados em abaixar o salário dos vereadores, mais uma vez repetimos, antes de tudo somos eleitores, pessoas conscientes que a política deve ser o bem comum e composta por pessoas interessadas no bem estar do povo e não se o salário é "X" ou "Y". E, complementamos que política não é profissão nem empreguismo e sim doação.

Agora, avaliando o salário de um nobre vereador e o nosso grande e miserável mínimo, percebemos a diferença e os motivos que nos levam a manifestar. Percebam:
a) Um vereador ganha por mês: R$ 907,00 - somente as 04 terças no mês; R$ 907,00 dividido por 04 terças = R$ 226,75 por Terça; R$ 226,75 dividido por mais ou menos 03 horas de sessão = R$ 75,58 por hora.
b) Salário do povo = R$ 136,00 por mês - 30 dias trabalhados; R$ 136,00 dividido por 30 dias = R$ 4,53 por dia; R$ 4,53 dividido por 8 horas diárias = R$ 0,57 por hora trabalhada de sol a sol.

É justo? Esse motivo é pouco para se fazer uma manifestação? 

Sendo assim, caro vereador, repetimos novamente para que não esqueças mais, que Vossa Excelência foi eleito pelo povo e está na hora de mudar esta mentalidade fazendo justiça em prol do povo.

No futuro, bem próximo, acataremos sua ideia de manifestar para que o salário dos assessores do prefeito sejam abaixados também.

O que nosso grupo quer é respeito e o direito, como cidadãos, de se interessar e lutar por Piraju, e conscientizando o povo da força que ele tem, chegando ao fim a nossa omissão.

É nosso direito e dever construir uma sociedade justa. 

Sem mais, atenciosamente.

* Movimento Cidadania Ativa
1 - Ailton Domingues de Oliveira
2 - Mariza
3 - César
4 - Francisco


Mantido em sua originalidade, datado de 21/09/1999.













quinta-feira, 21 de janeiro de 1999

Deus, abra os olhos desses jovens

“Eu não nasci para assistir televisão
Nem para ser um simples telespectador
Vim pra fazer a história acontecer
Eu quero ser um grande ator,
Um sonhador e um lutador

Meu Santo Deus abra os olhos desses jovens
Que já perderam seus valores pra viver
Que não precisam se alienar
E fugir da realidade
Está aqui e não no céu
O que precisa ser mudado”


“98 e 99. Auge das discussões acaloradas no meio juvenil Católico em Piraju-SP. Nós, da Pastoral da Juventude idealizávamos uma fé libertadora com valores centrados na metodologia do ‘ver, julgar, agir, rever e celebrar’. Discordávamos dos excessos ocorridos em alguns segmentos. A recíproca também foi verdadeira. Por fim, a igreja aos poucos, assistiu a ausência cada vez maior dos jovens em seu meio. Nem ‘A’ e nem ‘B’, nem de Pedro e nem de Paulo, nem Pastoral e nem Movimento... O punho do nosso líder e diretor espiritual foi frágil o bastante e não conteve o seu rebanho... Muitas marcas foram deixadas pela falta de seu apoio... Essa música foi um desabafo quanto ao que assistíamos acontecer, sem ter muito o que fazer.”

Ailton Domingues de Oliveira

21/01/99

segunda-feira, 4 de janeiro de 1999

Pensamento de criança

“Sei que sou muito criança
Tenho vontade de crescer
Pra ter mais liberdade
Pra correr e pra viver

Sonho mil loucuras
Pra um dia realizar
Encontrar um grande amor
Ter família e me formar

Tenho medo desse futuro
Incerto que espera a gente
De encarar o grande mundo
E ver que não era como pensava

Vejo gente grande
Querendo voltar no tempo
Pra fazer sua história melhorar

E fazer tudo de novo
Consciente dos seus tropeços
Valorizando a cada instante
De sua vida...”

“Mais que um desabafo, mais que um suspiro, ‘Pensamento de Criança’ como o próprio nome confirma, é um pensamento que mistura medo, incerteza e sonhos... independente da idade...”

Ailton Domingues de Oliveira

14/01/99
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