quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pode ser - II



10 anos...
Parece que foi ontem...
Eu te colocava num travesseiro sobre meu colo e ali ficava te admirando...
Tantas histórias, tantos contos, tantas aventuras...
Tantas partidas até que a gente pudesse ficar juntinhos...
Casa da árvore, Kinzé, Tufão, Mel...
Tudo conquistado pouco a pouco, no seu devido tempo...
E agora, te vejo um rapazinho, decidindo o que quer fazer...

Pode ser que o tempo passe tão depressa a ponto de eu não conseguir acompanhá-lo... mas estarei sempre a te esperar de braços abertos, ouvidos atentos... Uma cabana de improviso, na sala que seja, será nosso esconderijo...

Pode ser que todos os seus sonhos mudem, mas estarei sempre ao seu lado para te apoiar em suas escolhas e principalmente nos momentos de difíceis decisões. Lembre-se: podemos escolher o que quiser mas jamais podemos abrir mão de nossos valores.  

Filho, agradeço a Deus, por cada minutinho de sua vida! Você é um presente de DEUS!

Te amo!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sentidos sentido


Sinto hoje que saímos de nossos lugares... 
Sinto que chacoalhamos a poeira... 
Sinto que nos colocamos em pé, em marcha... 
Sinto tanta coisa 
Que o vento quando sopra, 
me leva pro sul, pro norte, 
pra longe, pra perto, 
mas nunca só 
pois quem partilha sonhos 
vence o medo 
vence a solidão 
encontra amigos 
companheiros 
para a eternidade!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PJ - Grupos, Virtualização e Participação: repensando conceitos

 
Imagem: Igor Abreu


Os grupos formados nas redes sociais tem sido não só um mero ponto de encontro entre pessoas e amigos que curtem os mesmos gostos mas também tem servido como espaço para um processo vivo de formação e informação quando usados coerentemente. Claro que existem os que se utilizam para incitar contra os objetivos do grupo, assunto este que não merece comentários.

As pessoas tem buscado constantemente fazer parte de algo, assim como no passado, só que agora no cenário virtual. Essa necessidade de fazer e sentir-se parte também é antiga. Estudos antropológicos mostram que o ser humano sempre se agrupou por afinidades.

Tais grupos têm se modernizado e atingido várias camadas e nichos de pessoas. O acesso ao mundo virtual em tempos atuais está cada vez mais fácil. Existe um certo comprometimento com aquilo em que se participa, que se faz parte.

Nota-se, com esse avanço tecnológico e de relacionamentos virtuais, que o sentimento tem sofrido também uma virtualização. As relações da vida real seguem na mesma velocidade com que as pessoas adentram, saem e ou perambulam de grupo em grupo até se deparar com sua identidade. Rapidez, superficialidade, tendência à frieza e outras coisas mais caracterizam as relações.

Dos participantes de cada grupo uma grande parcela, se não a maioria, são apáticos, não participativos e muitos nem sabem o real objetivo do espaço onde estão. Uma outra parcela, pouco menos significativa, tem o hábito de postar imagens com pequenas frases de pensamentos feitos. Alguns postam para si mesmos, não levando em conta a inocência ou inutilidade de seus posts. Há os que almejam uma vitrine para serem virtualmente reconhecidos e famosos. E como diz uma velha frase "ser famoso no facebook é o mesmo que ser rico no banco imobiliário". Por fim, uma minoria, bem menos que 10% dos membros, realmente estão em sintonia com o grupo, participam e contribuem para boas discussões.

A proliferação dos interessados em participar dos grupos é uma preocupação para alguns administradores nas redes sociais, levando em conta que a quantidade atrapalha o bom andamento da qualidade. Uma mudança se fez necessária para que os grupos preservassem sua identidade, essência e objetivos. Normas, regras e cuidados tem sido elaborados e gerados para se manter uma boa convivência virtual.


Uma outra pauta, para outro momento é o fato de quem cria falsas identidades para fomentar o ódio, a violência e a intolerância religiosa. Geralmente são perfis de pessoas que não assumiram nada em suas vidas reais. São de uma determinada religião e criticam tanto as outras como as que se dizem ser os únicos e fiéis seguidores. Esses tais são identificados curiosamente como "catolibãs".

Pela extensão e profundidade este assunto não se encerra por aqui e jamais um grupo virtual substituirá o calor humano e a vivência de um grupo formado na vida real.



***** Deixamos aqui algumas perguntas básicas que ficam perpetuando em nossos pensamentos acerca do que os grupos de Pastoral da Juventude nas redes sociais representam na caminhada real de cada um e no ambiente que convivem. Seguem:

1) O que os grupos de discussão (de PJ's no caso) mudam em nosso cenário na vida cotidiana, para além das telas?

2) As discussões e postagens nos inspiram em algum sentido? Nos motivam a refletir pelo menos?

3) Ou somos expectadores sempre prontos a aplaudir, ou seja, curtir as belas montagens e frases feitas?

4) A causa alheia me interessa? A causa que Jesus defendeu me anima a continuar lutando?

5) Ou tenho uma causa própria e uma razão extra para estar aqui?...

6) O que significa fazer parte de um grupo de discussão nas redes sociais?


Pensemos...

sábado, 18 de janeiro de 2014

Surfistas de plantão


Fico realmente indignado como tem "surfista de plantão" aproveitando a crista da onda para se aparecer! Sendo mais claro: até a carta do Jorge Boran aparecer aqui no face ninguém ousou parar uns minutinhos para debater, a começar pelo texto "Inquietações" do Onivaldo Dyna que gerou mais de 400 posts onde havia apenas umas 15 pessoas dialogando em tom de respeito à diversidade de opiniões. E olha que muitos RE-nomes foram chamados, convocados, provocados à responder... Nem preciso citá-los pois é só olhar a tal discussão que se encontra neste grupo: "Pastoral da Juventude: Sonho, Fé e Luta".

E, foi só o Hilario Dick responder em tom emocionado de provocação, e em alguns momentos levando para o pessoal, que surgiram tantos comentários o apoiando e ao mesmo tempo sentenciando ao Boran. Como li num comentário na página do Hilário e achei muito pertinente: "é uma hipocrisia" falar do respeito à diversidade e contribuir para uma briga de cachorro-grande onde o foco deveria ser de discussão, respeito e crescimento.

"A hipocrisia e a ironia fedem!" Esse foi outro comentário na mesma página já citada.

O Antonio Frutuoso fez uma ótima análise da carta do Boran sem levar para o pessoal. Respeitou a pessoa e ao mesmo tempo não só contribuiu mas deu um outro ponto de vista que com certeza edificou a discussão e deu novos horizontes de pensamento. Assim deveria ser com os demais que participam deste embate, que tá muito mais para uma guerrinha fria de bastidores: "egos malditos!"

Cito também o José Luiz Possato Jr. que em sua página pessoal resumiu seu sentimento acerca da discussão acalorada que pode ser o mesmo de muitos.

Na discussão que se estende, tanto o Boran como o Hilário tiveram pontos positivos e negativos em seus argumentos. Tenho respeito e admiração por ambos assim como pelo meu amigo Onivaldo Dyna. Caberia a cada pessoa apenas avaliar o conteúdo... Infelizmente, muitos mantiveram a emoção em suas falas, e como a onda tem um tempo curto de duração, logo mais estarão de volta na areia à espera de uma nova oportunidade.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O filho do carroceiro.



...Ouço uma voz grosseira, um xingamento com palavra de baixo calão por algum motivo totalmente fútil. Uma maneira bruta e imprópria de corrigir o próprio filho, ainda mais na frente de terceiros. Um constrangimento desnecessário para uma criança entre 8 e 9 anos. Motivos do passado que talvez levem esse pai a ter atitudes drásticas com sua cria. Questões a serem avaliadas, discutidas, pensadas, mas em outra oportunidade. No instante, abstenho-me do julgamento desse pai, levando em conta o pesado fardo que carrega em seus ombros, por vezes mais pesado do que o seu cavalo consegue puxar pela carroça.

O filho do carroceiro vislumbrara-se com o suporte de copo descartável afixado na parede. Ao puxar a alavanca o copo cai de boca para baixo e antes de parar num ponto determinado enrosca-se numa haste que o faz terminar a suave descida na posição que uma mão o retirará. Nada de novidade, nenhuma tecnologia de ponta. Objeto fácil de ser encontrado por aí nos diversos estabelecimentos comerciais. Mas, para esta criança foi algo diferente de ser visto. Quase como um brinquedo novo... novo e impossível de se alcançar. Meramente sonhar com o que se vê na vitrine...

Senti uma ponta de culpa. Senti uma vontade de dar um brinquedo àquela criança já sofrida pela humilde vida que leva ajudando ao pai em sua profissão de carroceiro. Senti... extasiei... hesitei... e cá escrevo minhas dores alheias por conta da injustiça que ultrapassa gerações e sentencia à escravidão apenas aos descendentes dos escravizados pelo sistema.

E por falar em sistema... somos cúmplices deste que por sua vez não permite pensadores. Nós não permitimos isso! O simples fato de pensarmos que sabemos pensar faz-nos sentir diferenciados frente ao resto da massa. Adoramos sentir que pensamos além dos outros. Gostamos disso. O ego se aguça ao se deparar com outro ser que não alcançou espaço para pensar.

O filho do carroceiro, maltratado pelo pai, não entende seus xingamentos como uma falta de carinho ou respeito. É o limite que eles vivem. Um caráter e uma justiça enraizadas na simplicidade, simplicidade esta que não imaginamos que ainda exista. Somos hipócritas massificadores. Somos parte inerte do sistema que julgamos ferreamente. Somos este sistema. Talvez, em nossa labuta diária, solitária, sejamos apenas uma engrenagem que ao se juntar a outras tantas formam um sistema independente de egos cegos.

Somos cegados diante de nossa maestria. Somos covardes diante de algo maior. Somos hipócritas ao sentenciar um sistema que paralelamente somos e fazermos parte dele... Nosso ego se vangloria quando nos deparamos com culturas diferentes as quais julgamos ser inferiores pelo simples fato de não estarem ao par de uma determinada tecnologia ou não saber usar as palavras corretamente pronunciadas de acordo com as regras de nossa língua...

E no final, quem será mais verdadeiro, mais justo, mais puro? Quem será merecedor de uma recompensa gloriosa, eterna, celestial? Quem será tão digno, diante de sua vida justa, de uma paisagem para os olhos da alma, após o descanso final? Seriam os mais intelectos, os pensadores, os doutores, os manipuladores? Seriam os que mais detém posses, dinheiro, status, poder, fama? Quem?

Que sejam os libertos, os livres... livres de alma e de coração, de pensamento e de caminhar... Sejamos carroceiros, mas sejamos verdadeiros, puros, brutos, autênticos e justos... e livres.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Sem pular ondinhas.



Não! Sem pular ondinhas, sem engolir sete sementes de romã, sem chupar sete uvas, sem simpatias, sem melancolias, etc... Propus-me então um novo recomeço. Propus-me dedicar em minhas ações. Propus-me não deixar de sonhar. Propus-me alicerçar a minha fé!

Sim! Bebi uma taça de champagne mas sem o comprometimento de que esse primeiro gole fosse interferir no ano que se inicia. Brindei à vida, ao amor! Sonhei...

Nada contra quem se rendeu às simpatias, mandingas e manias tradicionais para que o novo ano seja próspero, feliz e repleto de sonharias. Eu também já fiz em anos anteriores. Porém, nada muda externamente ao meu redor se o meu interior não estiver disposto a mudar.

Preferi uma simples oração, no silêncio interior, em meio a tantos estouros, fogos e brindes. Preferi, por alguns instantes, fechar os olhos e pedir a Deus por todos os meus amigos, conhecidos, colegas e familiares. Que Ele possa abençoar a cada um em particular em sua necessidade e esperança.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Balanceando 2013



O saldo, balanceado em ondas, do mar, do rádio, da televisão, do tempo, do coração, entre cristas e quebras, foi positivo em 2013. Há o que reclamar sim, mas também o que se considerar, o que se repensar, o que se melhorar, o que extirpar.


Idas e vindas, chegadas e partidas, saudades sem limites... Flores, amores, suores, odores, brisas, ventos, tempestades...

Posso dizer que o tempo foi vencido. Meu pai, enfim consegue sua tão merecida aposentadoria. Uma oportunidade de viver confortavelmente após uma jornada de trabalho de inúmeros anos ininterruptos.

Posso dizer também que a determinação foi "o" mérito em uma meta alcançada. Minha mãe se liberta do vício do cigarro. Uma nova mulher, uma super mãe, uma outra pessoa, mais calma, tranquila, serena. Um exemplo de superação.

Pedras que rolaram, alicerces construídos, casas arrastadas pelo vento... Nisso tudo, uma oração direta do coração sussurra em leves e fortes batidas sintonizando no espaço, no vácuo, na terra e no céu, o pedido, a súplica, o louvor e acima de tudo o agradecimento por todos os passos...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Mais um ano. Que venha 2014!


Mais um ano, mais um corre, mais um porre
Talvez... um dia, feito gato que mia, quem sabe um mês
E outro ano, mais outro, novamente outro
Uma sucessão de datas que se repetem 
Num cíclico calendário 
Além do tempo que passa
Além das marcas deixadas
No corpo, na alma, na estrada
Pó, poeira, água, chuvarada
Flores, amores, dores
Espaço, cansaço, regaço
Recanto, descanso, espanto ou pranto...
Sorria, com alegria, amor e utopia
Andanças, esperança e mudança
A pé, a só, sem dó, com fé
Que venha a plantação
Que venha o cultivo
Que venha a colheita
Que seja com ação
Que seja com dedicação
Que seja em "amorização"
Que seja nativo
Que seja educativo
Que seja ativo
Que seja assim feita
Que seja tão quão perfeita
Que seja eterna no tempo que se ajeita...

Nada de graça, ao vento, ao léu
Nada sem graça, no tempo, sem véu
Nada de desgraça, no momento, sob o céu

Tudo quanto o Sonho nos permitir alcançar
Tudo quanto a Fé em Deus no caminho nos alicerçar
Tudo quanto a Luta nos permitir conquistar

Que o alcance seja merecedor
Que o alicerce seja em Deus, o Senhor
Que a conquista seja com suor e amor

Que o milagre aconteça quando a luta começar!
Sem demora, Feliz 2014!!!
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