quarta-feira, 22 de setembro de 2010

As eleições 2.010

E dizer que brasileiro deixa tudo para última hora, com certeza, é correto. Agora, próximo às eleições, surgem os mais diferentes embates, discussões acaloradas entre pessoas que entoam a voz como a de um advogado de defesa, campanhas pró ou contra, enfim, debates e debates desde os candidatos até ao público eleitoreiro.
Muita gente ainda nem se deu conta que estamos em época de eleição quanto mais em qual candidato irá votar! E neste atual momento acontece de tudo: a compra de votos ou a troca por um óculos ou por uma cesta básica. Tem também os desligados deste planeta que na hora escolhem um santinho na rua, e seja o que Deus quiser, bem como os ‘anuleiros’ que fazem questão de invalidar seu voto.
Movimentos e movimentos, sejam de origem social ou de ordem religiosa, aparecem da mesma forma tomando uma postura moral e ética em prol dos direitos: à vida, educação, moradia, camada de ozônio, água, natureza, animais, etc.
Legal. Ótimo, talvez...
Uma pena!!! Lástima ficaria melhor!
É tarde, pelo menos para esta eleição, é tarde.
Tarde para se falar em política, moral e ética, direitos e deveres. Corre-se o risco de fazer do movimento um fator de alienação imediatista sem resultado concreto. Algumas cabeças até podem se salvar, mudando sua opinião em prol do politicamente moral e ético, e cristão também. Essa minoria, infelizmente, é só a minoria. E continuará sendo eternamente, se os modos operantes não mudarem, não reciclarem, não evoluírem. Estamos tratando apenas com alternativas paliativas. Não atacamos o problema diretamente in foco.
A evolução da tecnologia, a atual era digital em que vivemos, fez das pessoas ainda mais individualistas e que vivem isoladas da realidade. Portanto, afastaram-se cada vez mais do comprometimento cristão e social, quem dirá o político! Até mesmo alguns movimentos religiosos levaram as pessoas a interiorizar-se e se fechar em seu mundo do “eu” e nada mais.
Se chegamos a tal ponto de afastamento da realidade, se não vemos nada mais ao nosso redor, qual será o grau de comprometimento e responsabilidade em fazer justiça votando corretamente em um candidato que valha nos representar lá em cima?...
Hoje, só nos resta pedir que Deus nos abençoe e mais ainda a quem vai assumir o comando da nave mãe.

Ailton Domingues de Oliveira

22/09/10

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tempo: saudades e ausências

"...E percebi
Que a ausência do estresse também gera estresse.
Amadurecendo e conhecendo a si próprio,
Esse foi um bom caminho percorrido até aqui
Senti saudades, sentia a ausência de ter
Sob o meu comando, ou, melhor dizendo,
Sob as minhas asas a eterna criança
Que eu quis que trilhasse o melhor caminho,
Levando minhas experiências para si
Melhorando as boas, extirpando as ruins...
Mas não é assim.
Na realidade, não ouvimos as vozes do razão
Quando nos achamos ser conhecedores do mundo e entendedores da vida.
Cada um precisa decidir por si.
Senti saudades de ter você, minha admiradora e seguidora,
Minha amiga, parceira e irmã
Senti falta de estar sempre a alguns passos à sua frente
Te alertando e justificando o porquê dos porquês...
Aprendi mais uma vez, no tempo,
Na saudade e na ausência que nos faz amadurecer...
Descobri que o amor não precisa ser dito
A cada instante ou reafirmado em cada palavra,
Basta apenas ter aos olhos do coração, janela da alma,
A certeza do que vivemos e aprendemos, e suspirar na emoção do sentimento.
Chamar-te a atenção não era simplesmente implicância
Acredito ser uma forma de dizer “eu te amo”, pelas avessas
Ser duro, implacável, frio, irredutível, insensível
Era a maneira de conservar a supremacia da sabedoria,
Manter a ordem e a obediência...
Aprendemos, aprendi, que deva existir um equilíbrio,
Ser forte e duro quando necessário e sensível e democrático também.
Independente do que venha acontecer
Vale lembrar que a história Cria raízes, deixa lembranças: saudades e ausências
Nessas linhas, lembrei-me de você
Tão perto, tão longe
Tão longe, tão perto...
Não posso e não quero ser o comandante da sua vida.
Mas posso te dizer, aceitando ou não, gostando ou não
Sobre seus atos e seus reflexos...
Afinal, você é meu dote, minha herança
E mesmo sendo “adotadinha” te considero como irmã legítima: puro-sangue
Amo você!
Não seja nada para os outros...
Seja você, seja feliz, seja por amor..."

Para minha irmã Cinthia.

Ailton Domingues de Oliveira

09/09/10
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