sábado, 15 de fevereiro de 2014

Silêncios


O silêncio é uma grande resposta. Porém, em alguns momentos perde a oportunidade de ser quebrado. Como resposta, então, que não há de ser das melhores quando o clamor é que o som seja ouvido. Coragem ou covardia, sensatez ou omissão... consentimento, prudência... talvez. 

Confesso, não sou um bom silenciador, embora o tempo permitiu-me, ou melhor, obrigou-me a aceitá-lo, após sobreviver algumas intempéries, naturais diante das escolhas que fiz, e nesse caso acatei o resultado no silêncio do pensamento e do coração.

É um gosto, às vezes, meio amargo pois o silêncio é contemplado e vivido no tempo. E tempo é algo que só avança sem direito a retrocesso nem reedição. É uma via de mão única.

Silêncio e espera no tempo. Para criança isso é considerado a "masmorra" ou o "calabouço" do castigo. Quem nunca foi obrigado a cumprir um castigo de silêncio ou de espera no cantinho do pensamento, por 5 minutos pelo menos? Enquanto criança consideramos isso como uma tortura sem fim.

O tempo então, através de toda experiência que adquirimos, nos permite hoje optar pelo silêncio e pela espera... 

Ainda assim, prefiro o som das vozes ecoando uma defesa pelo menos. Ainda assim, prefiro ouvir a verdade, por pior que seja e mais profunda que possa machucar. Para quem pode resolver uma questão com palavras diretas, quando se cala propositalmente mostra sua real identidade, identidade essa que os adjetivos citados acima estão além do que possa merecer...

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