terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Arando sonhos


No sentido de cada sonho se faz sertão
Onde o arado segue ajeitando o chão
O vento abana, arranca mas também ara o céu 
E assenta a terra em brisa feito véu

Na ternura do amor sem vaidade
No canteiro onde se cultivava rosas
Aprendi nos causos de cada prosa
Que a essência está na simplicidade

Foi assim, arando sonhos e fazendo rimas
Que vi brotar no chão de cada linha 
A poesia que vem daquilo que não se vê
Aonde muitos olhos não sentem o que se lê

Foi de Rosas, foi de Oliveiras
Que o sangue em minhas veias
Irrigou o solo do meu sertão
E deu asas ao coração

Enfim, vou costurando prosas e tecendo poesia 
E de cada encontro uma semente de alegria
De cada abraço uma flor plantada ao chão
De cada sonho uma semente ao coração

Quem tem alma, que se atire sem máscaras!
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