quinta-feira, 20 de maio de 2010

À beira do abismo

“Horas, malditas horas,
Que ora perduram!
No tempo incontrolável dos fatos
Sem solução de cunho imediato
Na agonia de uma noite vazia
Angustiante espera
Resultante em quimera
O medo de um novo tropeço
Na confiança deposita no novo
Na nova chance e oportunidade da vida...
Meu Deus,
Vejo o abismo próximo
Uma forte correnteza
Que me arrastou à sua beira
O medo, a insegurança... dúvidas, talvez!
Sensações do sentimento ferido
No corpo refletido
Dor incontrolável que não há remédio
Silêncio profundo do tempo
Calada noite
Em Deus segurada
Entranhas de um mundo ainda desconhecido...
No ouvir do som de tua voz
Toda estranheza se transforma em leveza
Alívio imediato
A indistinção do querer estar bem
Ainda estando ferido
Nas palavras incompreendido
Não te querer por hora
Mas te desejar desde outrora
Até o raiar de outras auroras
É o que se cravou no mais íntimo e empedernido canto
Deste corpo que sente tanto,
A falta do calor dos teus abraços...
O medo de sofrer após tanta felicidade
Assombrou nesta noite já encerrada...
Nem tudo ficou no seu devido lugar
E por onde agora começar?
Deus conosco neste momento
E em todo sempre estará.
Certo de cada palpitação por ti sentida
Consciente de tua importância em minha vida
Na paisagem deste abismo
Visto numa noite sombria
Agora já se transformando
De lágrimas em sorrisos
De frio em calor
De folhas secas em flores...
Amor se sente vivendo intensamente...
Na certeza de querer estar
A cada instante mais e mais
Seguindo neste caminho único de amor e paz
Ao teu lado, em Deus, hei de trilhar
Mulher de fibra
Te quero em todas as estações de minha vida.”

Ailton Domingues de Oliveira

20/05/10
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