quinta-feira, 19 de abril de 2012

Escolhas.

Como no blog de uma grande amiga: “A vida é feita de escolhas...”
A vida era mais fácil quando os meus pais tomavam a decisão, que com certeza, haveria de ser a melhor naquele devido momento, por mais que eu quisesse uma outra opção.
Crescemos e nos tornamos protagonistas e diretores de nossos cenários cotidianos e do palco da vida. Agora com as rédeas na mão, eis que as dificuldades surgem.
E com as dificuldades a decepção aparece. De certa maneira, engraçada por sinal, ela vêm por parte daqueles que mais nos identificamos, vêm daqueles com quem convivemos, vêm dos que amamos. Amigos, familiares, esposa ou esposo, namorada ou namorado, um dia, ela vem.
O ser humano é sinônimo de falha. Toque sublime do Criador diante de tanta inteligência e perfeição por Ele dada. Mas, por seu protagonismo, por vezes incoerente e egoísta, fraco e frio, torna-o muito mais desumano que a verdadeira finalidade de sua natureza. O livre arbítrio dado no ato de sua concepção, para que cresça, aprenda, escolha e construa, o leva muitas vezes a escolhas sem medida, sem valor e decepcionante a si próprio.
Escolhemos pratos e bebidas, músicas e livros, filmes e personalidades; optamos a seguir o que mais nos identificamos na arte, na política, na religião; psicologamos, filosofamos, advogamos em causa própria e ousamos a fazê-los em causa dos que conhecemos.
Ao escolher um caminho, sempre optamos pelo mais curto e rápido. Nunca pensamos em fazer uma viagem admirando as paisagens encontradas. Os amigos aparecem no acaso, diante dos meios aos quais participamos (escola, esporte, trabalho, religião...) e nos identificamos principalmente pelos gostos em comum.
O que fazer, quando aquela escolha, diante do que parecia ser a melhor opção, pela singularidade e afinidade, pelo vínculo formado e consolidado na história e no tempo, foi uma grande decepção, um erro que não há retorno?
Escolhemos para estar em nossos melhores momentos aqueles que consideramos ser os melhores. Escolhemos para adentrar o nosso meio, aqueles que consideramos ser parte deste meio nosso. Escolhemos para selar um vínculo de amizade eterna, aqueles que sempre estiveram e fizeram parte de nossa caminhada. Enfim, escolhemos e escolhemos: esportes, músicas, profissões, relações, amigos...
Amor sem dor... é impossível!
Doação, só com desprendimento de si!
Relação é crescimento, com obstáculos e dificuldades, por sinais.
Caminhos à parte, sempre acreditamos que poderíamos ter feito uma outra opção e quem sabe seria a melhor.
Nem sempre o óbvio e prático são as melhores condições e certezas para uma boa escolha.
Por fim, acreditei numa grande, considerável e histórica amizade para transferir uma responsabilidade única ao que parecia ser a melhor opção. Desfecho do caso: Escolhas. Ser humano. Decepção...
Meu filho vai crescer e aprender sobre escolhas e valores e se Deus quiser não haverá de passar por situação semelhante... E quando ele entender com certeza explicarei tal qual neste desabafo, sobre aqueles que escolhi para serem alguem em sua vida...


Ailton Domingues de Oliveira
(19/04/12)
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