segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Doce criança


Doce criança correndo na praça, na calçada
É roubada de sua vida
Emudecida e ferida
Sob ordens sobrevive sufocada

Corre criança de volta ao interior
O portão não se abre por fora
Tens a chave nas mãos e na dor
Cabelos ao vento, o tempo é agora

Canta criança, sem medo e grita
O mundo te espera, o céu te escuta
Desconstrói este muro, está aqui fora a vida
É calor, é amor, é o sonho, é a luta

Criança feliz, ninguém te possui nem te destrói
Ninguém te governa, ninguém te amedronta
A chuva te lava, o amor reconstrói
Teu suor e teu sangue com fé te levantam

Eterna criança, beleza eterna
De olhos tão vivos, tão sincera e serena
Vai ao campo da vida, segue livre o caminho
No interior do teu ser não caminhas sozinha

Há um lugar...  mas que tu saias de ti
Há um vazio mas há vida na travessia
Do outro lado da cerca uma alma em alegria
É o sol, é o amor esperando por ti

"O ser, como ser, sem poder ser como realmente é ou sonha ser. A criança presa ou represada em cada adulto ainda grita, chora e lamenta em seu interior. Interior que carrega a chave e o segredo desse sentimento que também é dor. A liberdade está como o sol a iluminar, basta abrir a porta e as janelas... basta querer."
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