domingo, 14 de fevereiro de 2016

Confissões



Nunca mais, nada será igual
O tecido que cobre a cama sofreu sintomas
Guardou perfume, suor e sensações
As eternizadas noites de um recém carnaval
Ficarão gravadas entre lágrimas, suspiros e aromas
Sem poréns nem reféns mas com extensas razões

Na longa cruzada pelo deserto da solidão
Entre nomes, cantos, sonhos e rotina
Fiz prosa sem querer e poesia sem saber
Calei meus medos e refutei a emoção
E nas entrelinhas de cada rima
Busquei razões para viver

Mas a vida, essa traquina
Me presenteou com doses embriagantes
Descompassando minha comodidade
E trouxe-me no olhar de uma menina
O sentimento delirante
Minha gostosa insanidade

A tranquilidade que eu buscaria
Já fora guardada de outras vidas
E chegou em tom de desorganização
Até mesmo as minhas poesias
Tão doces ou atrevidas
Encontrariam uma nova emoção

Ao enxergar além do meu conforto secreto
Coloquei-me em uma nova travessia  
Sentindo a brisa vir de encontro ao coração
Ao sentir o abraço de peito aberto
Recebi na pele a sintonia
E o calor de tua mão

Caminho agora, insanamente apaixonado,
Pela vida, repleta de uma feliz loucura
Em pleno chão do meu sertão
Plantando sonhos e colhendo poesia
Não sigo solo, estou acompanhado
E o que é bom eternamente dura
Pelo recanto de cada estação
Pois nada mais será do jeito que já foi um dia...
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