quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Dilemas


No silêncio escuro das entrelinhas a gritar
Onde a batida no silêncio é imperfeita
Uma arma é apontada ao coração

Melancólicos sussurros e gemidos
Maquiam o cenário em cada ato
Enquanto o calor explode co'a razão

Tão refém não reajo a este olhar
Que se aproxima, alucina, me espreita
E almeja invadir o meu sertão

Neste sonho surreal o perigo
Tem suor, tempestade, verde-mato
Tentações, orações e emoção

 No deserto se ouviu o estampido
De tão tarde esvaiu-se o tempo neste mundo
E agora estou cercado neste quarto

Adormece a minha dor
Acalenta a minha alma
E florirá o deserto do meu chão

Destino certo, pela janela, estala o tiro
Correr não dá, também não quero, preciso estar junto
Mas o tempo, o silêncio, meus algozes tão ingratos

Derramando em pétalas este amor
Afugentando meus fantasmas
E enraízando no meu duro coração

Do verso e do riso
Da rima e do mel
Sem poréns nem problemas
Com coragem e improviso
Vamos juntos para o céu
E viver nossos dilemas...



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