sábado, 4 de maio de 2013

Só sei que nada sei




E sei que o caminho se faz
Se faz pelas estradas da vida,
Com terras, com pedras
Flores, espinhos... frutos
Cantos, encantos,
Prantos, desencantos...

E sei que o brilho do encanto
Aos olhos da alma
Fazem morada no verde recanto
Que já fora castanho, escuro ou claro
Que já fora no brilho do preto
Tão lindo, tão vívido, tão negro...

E sei que nas terras de cada estrada
Nas estreladas noites de lua intensa
Bate forte peito adentro
No batido sofrido, querido, latido
Por vezes esquecido
Solitário e solidário 
Guerreiro coração...

E sei que nos mares da mansidão
Na paisagem, no regaço, o leito intenso
Onde descansa o lutador
Por tempos, tão somente, 
Um mero sobrevivente
Navegador, nem perdido nem achado, 
Pelos ventos levado
Pelas brisas acariciado
Pelo tempo surrado
Pela vida... amante e amado...

E sei que nas lonas que já beijei
Cara ao chão, que na dor sofrida
Em prantos a terra molhei
A aurora que precede o nascer 
Acalenta, encanta e seduz
E em esperança o sonho se traduz
Em espera de um fulgor e arrebatador
Tão único, tão mágico Dia
Que mais uma vez, sorriu em cores
Em sabores, em poesias e flores
Em pressa de não querer
Ver o tempo correr...

Mas sei ainda, 
Em última instância
Que sou aprendiz
Eterno aprendiz
Das coisas simples
Sabedoria da alma
E que no tempo
Na verdade 
Eu nada sei...

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