terça-feira, 10 de março de 2015

Folhas secas


Vês, o tempo chegou.
Passou mas também ficou.
Vieram os verdes e recobriram os galhos.
Chegou a noite e cobriu-os de orvalho.
Nas manhãs irradiantes alegrou-nos as flores.
Serviram-se os bichos dos frutos os sabores.
Chegou a brisa, mudou-se o tempo.
Recaiu o gelado depois do forte vento.
Secaram-se as folhas e caíram.
Os galhos também se atingiram.
E o ciclo novamente se refez.
Trouxe, floriu, frutificou mais uma vez.
Quantos ciclos ainda virão?
Quantas folhas ainda secarão?
Quantas vezes ainda verei?
Quantas flores ainda colherei?
Não sei.
Não sei!
Não sei?
Não sei...
Quer sei onde chegarei!
Quer sei se realmente sei!
O tempo passa, a vida morre se revivendo.
O tempo passa, a gente vive aprendendo.
Entre galhos e folhas secas, a vida no tempo passa.
Entre flores e espinhos, a vida, a gente encontra graça.
O que secou virou lembrança.
O que ficou foi vontade e mudança.
Andarilhei pelo deserto com minhas cruzes.
Entre folhas e vidas secas sobrevivi sob luzes.
O ciclo da vida no tempo espera, jaz.
O ciclo do tempo na vida se refaz, em paz.

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