sexta-feira, 20 de novembro de 2015

"Eu me recebo muito mais do que me faço" - Por Ricardo Albenes


Com o passar do tempo temos a ilusão de que as coisas se tornam mais claras, ledo engano. Na verdade, a cada passo que damos estamos envoltos numa sombra. Contudo, ela não é o mal em si, mas pode se tornar, caso o homem não enfrente os seus medos e tenha a coragem de ampliar o horizonte para toda forma de representação divina.

Faz-se necessário uma reeducação dos olhos, dos ouvidos e porque não de todo o ser. É uma busca contínua, que faz parte do nosso processo de evolução. Mas, se há um fechamento ao reino das possibilidades e não existe um princípio investigativo sobre o ser, pode-se determinar que este homem está caminhando na contramão da obra criativa.

Talvez seja uma questão de ousadia, pois não é fácil abrir-se a si mesmo. Pois a cada passo dado rumo ao interior de si mesmo, o homem acaba por encontrar e revirar antigas memórias e velhos pesadelos. Porém, no transcurso da vida, o homem é convidado a realizar algo pelo outro. Em algumas situações ele pode receber mais do que doar. E é neste momento que serão refletidas as decisões e escolhas do passado e elas serão responsáveis por delinear o movimento que este ser teve ou não no processo de evolução.

Desse modo, antes de abrir-se ao mundo e às realizações, se faz necessário quebrar paradigmas; reencontrar-se. É preciso coragem no sentido de esvaziar-se e deixar o Sagrado preenchê-lo: divinizar e perceber o Meio Divino.

Em Cristo,
Ricardo Albenes

Uberlândia, 19/11/15 

Escrito apresentado pelo amigo Ricardo Albenes, aluno do 5º período de Teologia - FCU, na disciplina de Teologia Sistemática V: Pneumatologia e Escatologia




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