segunda-feira, 21 de março de 2016

Bataclã de Brasília


O atual cenário político e o seriado Gabriela, exibido algumas vezes na TV, tem muito em comum. Ambos acontecem num ambiente de luxúria, status, poder, cobiça, ganância, jogatina, falsa moral, dinheiro, mentira e prostituição. 

Sem querer dar muita atenção à ficção, digo apenas que Dona Doroteia era o falso pilar moral da sociedade, uma vez que carregava as sombras de um passado por ter sido quenga. Ela fazia o julgamento dos atos de cada cidadão de Ilhéus como se desde sempre tivesse uma reputação ilibada. 

Bom, partamos ao que interessa. Melhor, vamos ao que nos resta. Foco na cena real. Serra e Temer. Representantes de um futuro romance partidário. Ou talvez, aconchavantes de um próximo seriado nacional. A possibilidade de um bem frequentado e promíscuo Bataclan a lá brasiliense já está além de um fato iminente, é uma meta.

O PSDB no momento é a cafetina que paga melhor pelos serviços do cabaré. O PMDB, por sua vez, é a quenga mais cobiçada da zona política e que tende a se apaixonar facilmente por quem lhe garantir a oportunidade de continuar subindo e descendo a rampa do Planalto. Afinal, amor de poder, aonde bate faz doer. E neste quesito o PMDB é experiente. 

O PT... Ah! Não tem como deixar de fora dessa disputa. Só que, na atual conjuntura, este cabaré encontra-se fadado por falta de óptica gerencial, o que o tem colocado como possível ambiente falido de terceira categoria. Seus atuais sócios não conseguem recolocá-lo no rol dos bons frequentadores.

Emputecidos ou desputecidos, partidários ou simpatizantes, inocentes ou intolerantes, seguimos da bancada baixa assistindo os assíduos frequentadores desse meretriz cenário, a nobreza varonil, numa fria guerra prostitucional com direito aos dez mais pecados capitais. Aguardemos as cenas dos próximos cabarés. 

E, pra resumir, como diria Dona Doroteia: "é tudo quengaaaa!"


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