quinta-feira, 10 de março de 2016

Mais mil vidas


Quando
N'algum momento estiver refém do meu silêncio
A vaguear nas sombras do pensamento
E faltar-me a inspiração para escrever
Ou as palavras para dizer
E no declínio fortuito do astral e da dor
Ainda assim te amarei, amor

Quando
A tristeza contida a me visitar o deserto
E o meu olhar não estiver tão perto
E faltar-me o sorriso na face estampado
E somente o som do suspiro espaçado
Neste terreno ardiloso que vai e que vem
Estarei caminhando com você meu bem

Quando for assim
Eu por você
E você por mim
A sós, a dois
Em nós, sem depois
No olhar o recanto
No colo o descanso
Em cada horizonte a vontade
Mais mil vidas pela eternidade

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