quarta-feira, 5 de setembro de 2012

De ousadia para afronta





As pessoas, cada vez mais, tem aumentado os muros de suas residências, reforçando com grades e cercas elétricas, no intuito de proteger a si e seus familiares. A fortaleza de proteção acaba sendo uma prisão às avessas. Preso em sua própria casa receando o perigo lá de fora.

Após as 22 horas o risco aumenta para quem ainda está na rua. Um deserto escuro. Motos barulhentas e muitos usuários de droga. A praça serve de ponto de encontro, de compra e venda dos sub-produtos. Polícia tem, só que dificilmente eles se cruzam noite adentro. Não é difícil detectar. Até mesmo em plena luz do dia as drogas correm a solta. 

Dias atrás, ao fazer uma caminhada, três jovens adolescentes fumavam maconha e o sol ainda estava raiando. Outro dia, crianças entregavam pequenos pacotes para rapazes e moças que aguardavam na mesma praça. Usavam o banco para cheirar algo que de longe parecia pó. 

Drogas cada vez mais acessíveis em todo e qualquer canto. Crianças tem contato cada vez mais cedo. A ousadia já se tornou afronta. Afrontam a polícia, afrontam o sistema, afrontam tudo e todos. Pontos de venda e tráfico existem... mas a polícia nunca chega lá! Ninguém viu, ninguém fala. Paisagem do cotidiano, ver o que todos fingem não existir.
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