sexta-feira, 27 de maio de 2016

As viúvas de Lótina


O apocalipse fora instaurado
O bom vilão, então, sacramentado
Hospedeiro de tantas vidas
Requisitado para o berço das almas
Entre a vida e a morte
Viveu seu adeus
Deixando na memória apenas a brisa
Estonteante antídoto do amor
Na cidade das sombras
Brilhou o seu olhar
Foi brasa, foi fogo
E jamais fora cinzas
Nas tempestades emergidas dos confins
Fora escudo, absurdo e ousado
Sob ataques foi ferido
Jamais, assim, vencido
De suas conscientes dores
Brotou-lhe a paz desejada
Quando sua páscoa lhe fora contemplada
E entre os perfumes de suas flores
Fora enterrado pelas viúvas
Da terra longínqua de Lótina...
Aqui jaz um eterno guerreiro.
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