quarta-feira, 11 de maio de 2016

Descortinando significâncias


E a corrida no tempo vira paisagem
Quando a parada insurge obrigando
O desacelerar dos passos
E nesses poucos instantes 
De ócio deliberante, ora delirante
É impossível não rever-se em pensamentos
Lembranças, conquistas, fantasmas e tormentos
E de repente todo o significado
Que já nos nasce contemplado
Vai-se auto desbotando aos olhos inquietos
Perdendo razões e ficando de lado 
E ao descortinar cada roupagem
De cada significância incutida
Encontra-se no centro das coisas
A nudez estrutural, anormal 
Que não se vê, não se sente, não se ouve
Para tantos, isto não terá sentido
Para poucos será a essência...